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Mindfulness Básico

 Tipos de Mindfulness

 

 

 

 

 

Mindfulness de Foco

 

Todas as práticas de meditação Mindfulness que envolvem focar a sua atenção em um ponto se chamam práticas de foco. Essas são práticas que treinam a sua habilidade de lidar com distrações. 

Então, quanto mais você pratica Mindfulness de foco, mais fácil é manter a sua atenção estável em algum ponto por muito tempo.

Vale frisar que, no mindfulness de foco, o objetivo não é empurrar para longe qualquer distração que apareça, mas passar o menor tempo possível envolvido com essa distração.

 

Mindfulness de Abertura

 

Ao contrário do Mindfulness de foco, nessa prática não há um ponto específico onde deve se concentrar sua atenção. Em vez disso, o objetivo é se colocar num estado mental em que você permite que tudo que é, simplesmente, seja.

Em termos práticos, isso significa que você não tem um objeto de foco. Nesse sentido, seu objetivo é estar presente e não se permitir envolver com os diálogos mentais que a sua mente é capaz de criar.

Em suma, essa prática tem um poder incrível de permitir que você esteja em paz com o momento presente, sem ficar o tempo todo brigando com o passado ou com o futuro.

 

Mindfulness de Compaixão

 

Esse tipo de Mindfulness tem como objetivo que você desenvolva empatia e compaixão pelo sofrimento dos outros. Então, nesse tipo de prática, é muito comum que você imagine outra pessoa e tente direcionar para ela sentimentos de empatia e gratidão.

Mas, o foco da prática pode ser, simplesmente, desejar que o mundo seja livre de sofrimento e prestar atenção nas sensações, corporais ou não, que isso causa no momento presente.

Um dos maiores benefícios desse tipo de prática é que você se torna uma pessoa mais disponível para ajudar os outros, além de ser mais sensível ao sofrimento das pessoas.


Exercícios

 

1. Meditação da ameixa

Pegue uma ameixa, coloque em sua mão e sinta sua textura, passe-a pelos dedos, aperte-a levemente.

Depois cheire a ameixa, sinto o seu aroma; coloque-a na língua. Deslize ela em sua boca. Sinta o gosto.

Morda a ameixa devagar e vá mastigando lentamente até a ameixa se tornar uma pasta. Calmamente.

Preste atenção nas sensações. Após engolir, sinta o gosto restante e o hálito que fica em sua boca.

Esta meditação é boa para ativar os sentidos, ajuda a ativar o foco e a exercitar a presença.

 

2. Observação dos sons

Sentado ou deitado, feche os olhos e preste

atenção nos sons e ruídos ao seu redor.

Veja o zumbido frequente em seu ouvido. Imagine ele como uma linha fixa.

Então repare outros sons, como o barulho de carros, conversas, pássaros, do vento etc.

Imagine cada um deles em uma faixa diferente de seu cerébro.

Permaneça observando até sua mente se acalmar e você começar a perceber pequenos detalhes sonoros mais distantes e mais baixos se tornarem nitídos.

Esta meditação ajuda a acalmar a mente e a ativar os sentidos.

 

3. Liberador de hábitos

Faça atividades para quebrar a sua rotina. Vá ao cinema sem ter programado. Veja um filme diferente, que você não veria, sem expectativas. Observe o impacto que ele gerou em você.

Na volta, faça caminhos diferentes. Coma em novos lugares. Observe os detalhes dos lugares e caminho.

Repita estas mudanças diariamente.

Perceba os efeitos e as emoções que estas quebras na rotina provocam em você.

Repetir hábitos diariamente são um dos alicerces para a construção de uma rotina desgastante e robótica.

Este exercício também ajuda desenvolver a adaptabilidade e aceitação.

 

4. Atenção plena na escovação dos dentes 

Ao escovar os dentes, não ande pela casa. Pare em frente o espelho. Observe o seu rosto.

Em seguida, mantenha a atenção nos movimentos da escova em sua boca, nos dentes inferiores, nos dentes superiores, da esquerda e da direita.

Sinta a espuma, o gosto, o frescor. Permaneça focado sem deixar sua cabeça divagar.

Dificilmente, estamos presentes quando escovamos os dentes. Podemos checar o celular, assistir TV, caminhar pela casa, até conversar.

Sempre fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo.

Este exercício ajuda a evitar a agitação. Para acalmar a mente, é preciso acalmar o corpo. 


5. Meditação de 3 minutos

Pare por três minutos e transfira sua atenção para a respiração em seu abdómen.

Sinta como o ar entra e sai de seus pulmões. Aumente o volume até encher o seu peito e diminua a velocidade em que você expira. Sinta os batimentos cardíacos diminuirem.

Esta meditação ajuda a acalmar o ritmo mental e a reduzir a ansiedade.

 

6. Escaneamento corporal 

Sentado ou deitado, percorra mentalmente e devagar todas as partes do seu corpo, dos pés para a cabeça ou das cabeças para os pés.

Perceba as sensações em cada uma delas. Sensações de vibração, pulsasão, calor, frescor. O toque de suas roupas em sua pele. Estenda a consciência da respiração para todo o corpo. Repita mais de uma vez.

Bom para fazer antes de dormir e

relaxar.

 

7. Caminhada meditativa 

Caminhe com foco no momento presente.

Veja como seus passos se alternam, a sensação dos seus pés ao tocar o chão.

Diminua o ritmo. Repare como está o sol e o clima, e respire.

Observe a sua respiração.

Este exercício ajuda a controlar a pressa no dia a dia.

 

8. Exercício de gratidão dos dez dedos 

Uma vez por dia pare e conte dez coisas pelas quais você é grato.

Vale qualquer coisa, mas tem de chegar a dez, mesmo que fique difícil após a terceira ou quarta.

O objetivo é trazer à tona pequenos elementos que costumam passar despercebido e alimentar a gratidão.

 

9. Atenção plena na alimentação

Durante suas refeições, evite o celular, televisão ou qualquer coisa ou pensamento que possa dissipar a sua atenção.

Preste atenção em seus alimentos. Suas cores. Mastigue devagar e sinta os sabores.

Comer com calma é um dos hábitos mais importantes para diminuir a agitação mental e promover a saúde humana. Isso estimula o trabalho dos intestinos – lembre-se que o intestino é o segundo cérebro do homem – e facilita a nossa digestão.

Torne isso em um hábito.


10. Meditação da compaixão 

Chamada de Karuna pelos budistas, esta meditação visualiza pessoas que gostamos, pessoas que somos indiferentes e pessoas quem temos dificuldades de relacionamento.

Em seguida, direciona-se a compaixão – que é um sentimento piedoso com a dificuldade do outro e de simpatia acompanhado de bondade – para estas pessoas.

Esta prática promove a abertura do coração e da mente, gerando emoções positivas, como o perdão e a empatia, no praticante.

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