Apostila 3 — Curso Introdução à Anodização


INTRODUÇÃO À

ANODIZAÇÃO


Aplicações em Setores como Arquitetura, Automobilístico e Utensílios Domésticos

 

A anodização, devido à sua capacidade de melhorar a resistência, a estética e a funcionalidade do alumínio e de outros metais, consolidou-se como uma tecnologia essencial em diversos setores industriais. Entre os campos que mais utilizam esse processo destacam-se a arquitetura, o setor automobilístico e a produção de utensílios domésticos, onde o tratamento não apenas preserva as propriedades estruturais do metal, mas também agrega valor visual e prolonga a vida útil dos produtos. Em cada um desses segmentos, a anodização atende a necessidades específicas, adaptando suas características para proporcionar desempenho e aparência de acordo com as exigências de uso.

 

Na arquitetura, a anodização é amplamente utilizada em esquadrias, fachadas, revestimentos e outros componentes estruturais de alumínio. O tratamento confere ao metal uma camada de óxido protetora que aumenta significativamente sua resistência à corrosão, mesmo em ambientes agressivos, como regiões litorâneas ou áreas urbanas com elevada poluição. Além do ganho em durabilidade, a anodização permite que os perfis e painéis arquitetônicos apresentem acabamentos personalizados, com variações de cor, brilho e textura, atendendo a diferentes estilos e projetos estéticos. Fachadas de edifícios comerciais e residenciais, por exemplo, podem manter sua aparência original por décadas, exigindo manutenção mínima, o que reduz custos e reforça a viabilidade do uso do alumínio como material de destaque na construção civil.

 

No setor automobilístico, a anodização é aplicada em diversos componentes internos e externos, como molduras, maçanetas, aros de rodas, detalhes de acabamento e até peças estruturais em veículos de alto desempenho. Nesses casos, a resistência à corrosão é fundamental, já que os automóveis estão constantemente expostos a variações climáticas, salinidade em estradas e produtos químicos, como óleos e combustíveis. A camada anódica também contribui para a resistência ao desgaste, garantindo que as superfícies mantenham sua integridade e aparência, mesmo após anos de uso. Em veículos esportivos e de luxo, a anodização é utilizada ainda como recurso estético, permitindo acabamentos sofisticados e duradouros que se alinham ao design diferenciado dessas categorias.

 

Na indústria de utensílios domésticos, a anodização desempenha papel crucial em produtos que exigem

durabilidade e praticidade. Panelas, frigideiras, assadeiras e outros utensílios de cozinha fabricados com alumínio anodizado são populares devido à sua resistência à oxidação e ao desgaste, além de serem fáceis de limpar e manter. A camada anódica também contribui para a segurança alimentar, pois evita a liberação de partículas metálicas e facilita a aplicação de revestimentos antiaderentes ou decorativos. Além disso, eletrodomésticos e acessórios domésticos, como luminárias, maçanetas e molduras, utilizam o alumínio anodizado para garantir acabamento visual elegante, longa vida útil e baixa necessidade de manutenção.

 

Essas aplicações exemplificam como a anodização se adapta a contextos distintos, equilibrando funcionalidade e estética. Em todos os setores, o processo se destaca por unir proteção e versatilidade visual, permitindo que os produtos mantenham desempenho elevado e aparência atrativa mesmo após uso prolongado. A combinação de resistência à corrosão, facilidade de personalização e manutenção reduzida explica por que a anodização se tornou uma das principais opções de tratamento de superfície para o alumínio e outros metais em usos cotidianos e industriais.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH: American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.


Benefícios Principais: Resistência, Estética e Sustentabilidade

 

A anodização é amplamente reconhecida como uma das técnicas mais eficazes de tratamento de superfícies metálicas, em especial do alumínio e de suas ligas, por oferecer benefícios que combinam proteção, apelo visual e contribuição para práticas industriais mais sustentáveis. Entre os principais ganhos proporcionados pelo processo destacam-se a resistência aprimorada, a versatilidade estética e o alinhamento com princípios de sustentabilidade, fatores que consolidam a anodização como uma solução de alto valor para setores

industriais mais sustentáveis. Entre os principais ganhos proporcionados pelo processo destacam-se a resistência aprimorada, a versatilidade estética e o alinhamento com princípios de sustentabilidade, fatores que consolidam a anodização como uma solução de alto valor para setores industriais e de consumo.

 

O primeiro benefício fundamental da anodização é o aumento da resistência do metal. O processo gera uma camada de óxido espessa e estável, que atua como barreira contra agentes corrosivos e contra o desgaste mecânico. Diferente de revestimentos superficiais que apenas recobrem o material, a camada anódica é incorporada à estrutura do metal, tornando-se parte integral dele e evitando problemas como descascamento ou delaminação, comuns em pinturas ou películas aplicadas. Essa resistência extra é especialmente importante em ambientes agressivos, como regiões litorâneas, atmosferas industriais ou aplicações sujeitas à exposição constante ao sol, umidade e variações de temperatura. Além da proteção contra corrosão, a camada anódica apresenta dureza superior ao alumínio base, aumentando a resistência ao atrito e prolongando a vida útil dos componentes.

 

Além da proteção, a anodização proporciona benefícios estéticos significativos. A camada resultante do processo é naturalmente transparente e porosa, características que permitem a aplicação de cores e acabamentos variados sem comprometer a durabilidade do metal. A possibilidade de tingimento com corantes orgânicos e inorgânicos possibilita uma ampla gama de tonalidades, que permanecem estáveis mesmo após exposição prolongada à luz solar e a intempéries. Em aplicações arquitetônicas, essa versatilidade permite criar fachadas e estruturas com cores vibrantes e acabamentos brilhantes ou foscos, atendendo a diferentes estilos de design. No setor de bens de consumo, como eletrônicos e utensílios domésticos, o acabamento anodizado confere aparência sofisticada e moderna, ao mesmo tempo em que mantém a superfície protegida contra riscos e desgaste.

 

O terceiro benefício central está relacionado à sustentabilidade. A anodização contribui para a preservação ambiental e a eficiência de recursos de várias maneiras. Em primeiro lugar, o processo prolonga a vida útil dos produtos, reduzindo a necessidade de substituição e, consequentemente, o consumo de matéria-prima e energia para produção de novos itens. Além disso, o alumínio anodizado é totalmente reciclável, mantendo suas propriedades físicas e químicas

mesmo após sucessivos ciclos de reaproveitamento, o que favorece a economia circular. Outro aspecto positivo é que a anodização, diferentemente de alguns processos de revestimento, não utiliza metais pesados nem gera resíduos tóxicos significativos, podendo ser conduzida com soluções químicas que têm menor impacto ambiental, especialmente nas versões mais modernas e controladas.

 

Esses três pilares — resistência, estética e sustentabilidade — fazem da anodização um processo multifuncional, capaz de atender simultaneamente às demandas técnicas, visuais e ambientais de diferentes setores. Indústrias como a construção civil, a automotiva, a aeroespacial e a de bens de consumo dependem desse equilíbrio para oferecer produtos duráveis, visualmente atrativos e com menor impacto ambiental. Dessa forma, a anodização não se limita a ser apenas um tratamento protetivo, mas um elemento estratégico na concepção de materiais e produtos alinhados às necessidades contemporâneas de desempenho e responsabilidade ambiental.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH: American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.

 

 

Como a Anodização Contribui para Prolongar a Vida Útil de Produtos

 

A anodização é amplamente reconhecida como uma técnica capaz de estender significativamente a vida útil de produtos fabricados em alumínio e outros metais, atuando como um recurso estratégico para aumentar a

durabilidade, reduzir custos de manutenção e garantir desempenho prolongado em diversos contextos de uso. O processo, ao criar uma camada de óxido controlada e incorporada à estrutura do metal, confere proteção contra corrosão, desgaste e degradação estética, preservando as propriedades físicas e visuais dos produtos ao longo do tempo. Essa capacidade de prolongar a funcionalidade e a aparência faz da anodização uma solução essencial em setores que exigem confiabilidade e

longevidade de materiais.

 

O principal mecanismo pelo qual a anodização aumenta a vida útil dos produtos está na barreira protetora que a camada anódica proporciona. Essa película de óxido funciona como um escudo contra agentes corrosivos, como umidade, poluentes, sais e produtos químicos, que, de outra forma, poderiam comprometer rapidamente a integridade do metal. Em ambientes particularmente agressivos, como regiões litorâneas ou áreas industriais, essa proteção é determinante para evitar a oxidação e a deterioração estrutural. Como a camada formada é parte integrante do material, e não um revestimento superficial, não sofre descascamentos nem desprendimentos, mesmo com exposição prolongada a variações de temperatura, intempéries ou manuseio frequente.

 

Além da proteção contra corrosão, a anodização também reduz o desgaste físico causado pelo atrito e pelo uso contínuo. A dureza da camada anódica é superior à do alumínio base, o que diminui a ocorrência de riscos e deformações superficiais em componentes sujeitos a impactos leves ou fricção. Isso é especialmente relevante em produtos e peças que passam por manipulação constante ou contato direto com outros materiais, como utensílios domésticos, componentes automotivos e peças estruturais em construções e equipamentos industriais. Ao minimizar os danos mecânicos, o processo contribui para que o produto mantenha não apenas sua funcionalidade, mas também sua estética original por períodos mais longos.

 

A manutenção da aparência é outro fator importante para a longevidade de produtos anodizados. A camada de óxido, por ser transparente e porosa, permite a aplicação de corantes e acabamentos que não apenas conferem identidade visual ao item, mas também resistem ao desbotamento causado por radiação ultravioleta e à degradação provocada pelo tempo. Essa estabilidade estética reduz a necessidade de retoques ou substituição de peças por motivos puramente visuais, o que é essencial em setores como arquitetura e bens de consumo, onde a imagem do produto influencia diretamente seu valor de mercado.

 

A anodização também contribui indiretamente para a sustentabilidade e a economia, prolongando o ciclo de vida dos produtos e reduzindo a demanda por novos materiais e processos de fabricação. Produtos que mantêm suas características funcionais e visuais por mais tempo necessitam de menos substituições, o que implica menor consumo de energia e matérias-primas. Como o alumínio anodizado é totalmente

reciclável, o processo ainda favorece práticas de economia circular, permitindo que peças descartadas sejam reaproveitadas sem perda significativa de propriedades.

 

Assim, a anodização não apenas melhora a resistência dos metais, mas também preserva seu valor estético e funcional, o que contribui para ampliar a vida útil de produtos em diversos segmentos. Ao reduzir a necessidade de reparos e substituições, o processo gera benefícios econômicos e ambientais, tornando-se uma solução que alia desempenho, durabilidade e responsabilidade sustentável, atributos cada vez mais valorizados em um contexto industrial moderno.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH: American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.

 

Cuidados Básicos com Peças Anodizadas

 

Peças de alumínio e outros metais submetidas ao processo de anodização apresentam alta durabilidade, resistência à corrosão e estabilidade estética. No entanto, para que essas características sejam mantidas ao longo do tempo, é essencial adotar cuidados específicos que preservem a integridade da camada anódica e prolonguem a vida útil dos produtos. Embora a anodização proporcione proteção superior em relação a superfícies não tratadas, fatores como exposição ambiental, métodos de limpeza inadequados e uso incorreto podem comprometer a performance e o aspecto visual das peças.

 

Um dos principais cuidados com peças anodizadas é a limpeza regular com métodos adequados. A camada de óxido formada durante a anodização é porosa e pode acumular sujeiras, poeira, resíduos de poluição e partículas em suspensão. A remoção desses contaminantes deve ser feita com detergentes neutros e panos macios ou esponjas não abrasivas, evitando produtos de limpeza ácidos, alcalinos ou abrasivos que possam danificar ou manchar a superfície. Enxágues com água limpa e secagem adequada ajudam a prevenir marcas e acúmulo de resíduos,

dos principais cuidados com peças anodizadas é a limpeza regular com métodos adequados. A camada de óxido formada durante a anodização é porosa e pode acumular sujeiras, poeira, resíduos de poluição e partículas em suspensão. A remoção desses contaminantes deve ser feita com detergentes neutros e panos macios ou esponjas não abrasivas, evitando produtos de limpeza ácidos, alcalinos ou abrasivos que possam danificar ou manchar a superfície. Enxágues com água limpa e secagem adequada ajudam a prevenir marcas e acúmulo de resíduos, especialmente em áreas externas sujeitas à ação do tempo.

 

Outro ponto de atenção está relacionado ao uso e manuseio das peças. Apesar de a camada anódica apresentar dureza superior ao alumínio base, impactos fortes e arranhões profundos podem comprometer a integridade da superfície, expondo o metal subjacente e facilitando a ocorrência de corrosão localizada. Portanto, recomenda-se evitar o contato com objetos pontiagudos ou abrasivos e, quando aplicável, utilizar proteções adicionais em peças expostas a ambientes industriais, marítimos ou sujeitos a atrito constante.

 

Para peças anodizadas que possuem coloração, a proteção contra agentes químicos e radiação ultravioleta também é importante. Embora o processo de selagem pós-anodização aumente a resistência do tingimento, a exposição prolongada a solventes agressivos, combustíveis ou produtos de limpeza inadequados pode causar desbotamento ou manchas. Em aplicações externas, inspeções periódicas e limpezas preventivas ajudam a manter a intensidade da cor e o brilho da superfície.

 

Além da manutenção rotineira, é recomendável adotar práticas preventivas em projetos e usos que envolvam peças anodizadas. Em ambientes com elevada salinidade ou poluição, como regiões litorâneas ou áreas industriais, o uso de coberturas protetoras, lavagens regulares e, em alguns casos, reaplicação de selagens específicas podem prolongar ainda mais a durabilidade do tratamento. Essas medidas evitam a formação de depósitos corrosivos e minimizam o desgaste natural provocado por condições ambientais severas.

 

Seguir esses cuidados básicos não apenas conserva o aspecto visual das peças anodizadas, como também garante que suas propriedades protetoras permaneçam eficazes durante toda a vida útil do produto. A manutenção adequada reduz custos com substituições e reparos e assegura que a anodização continue cumprindo seu papel de proteção, estética e funcionalidade nos mais variados contextos,

desde aplicações arquitetônicas até utensílios domésticos e componentes industriais.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH: American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.

 

 

Limitações do Processo em Termos de Espessura e Uso

 

Apesar de a anodização oferecer benefícios expressivos em termos de resistência, estética e funcionalidade para metais, especialmente o alumínio, o processo possui limitações técnicas e práticas que precisam ser consideradas em projetos e aplicações. Essas restrições estão relacionadas principalmente à espessura máxima e mínima da camada anódica que pode ser produzida, bem como à adequação do uso do material anodizado em determinados ambientes e condições de operação. A compreensão dessas limitações é essencial para garantir que o tratamento seja utilizado de forma eficaz, evitando expectativas ou aplicações inadequadas que possam comprometer o desempenho e a durabilidade dos produtos.

 

A espessura da camada anódica é uma das principais variáveis do processo e deve ser cuidadosamente controlada. Em geral, camadas muito finas podem não oferecer proteção suficiente contra corrosão ou desgaste, especialmente em ambientes agressivos. Por outro lado, camadas excessivamente espessas podem apresentar fragilidade, tornando-se suscetíveis a fissuras ou quebras sob impactos e deformações. O equilíbrio entre espessura e aplicação é, portanto, fundamental: camadas mais finas costumam ser adequadas para aplicações internas e decorativas, enquanto camadas mais espessas são preferíveis para ambientes externos, industriais ou de alto desgaste. Contudo, mesmo com camadas mais robustas, a anodização não elimina a necessidade de manutenção preventiva e cuidados no manuseio.

 

Outra limitação importante está relacionada à natureza do material e ao tipo de liga metálica utilizada. Embora o alumínio seja o metal mais comumente anodizado

devido à sua excelente resposta ao processo, nem todas as ligas apresentam desempenho ideal. Algumas ligas de alumínio com alto teor de elementos como cobre e silício podem formar camadas anódicas menos uniformes ou com menor resistência à corrosão, exigindo ajustes no processo ou a escolha de ligas mais adequadas. Da mesma forma, embora outros metais, como titânio e magnésio, possam ser anodizados, as condições de processamento são mais complexas e nem sempre resultam em camadas com a mesma qualidade e durabilidade obtida com o alumínio.

 

Em termos de uso, a anodização também apresenta restrições. Apesar de aumentar consideravelmente a resistência do metal, a camada anódica não torna a superfície imune a todos os tipos de desgaste. Impactos fortes, arranhões profundos e contato prolongado com substâncias químicas altamente agressivas podem comprometer a camada de óxido e expor o metal base, iniciando processos de degradação. Em ambientes com alta abrasão ou onde o contato com produtos químicos severos é frequente, podem ser necessárias proteções adicionais, como selagens especiais ou revestimentos complementares.

 

Por fim, a anodização, embora aumente a durabilidade e melhore a estética do metal, não substitui práticas de manutenção adequadas. A exposição prolongada a condições ambientais extremas, como atmosferas salinas ou industriais, requer limpezas periódicas e inspeções preventivas para evitar o acúmulo de resíduos corrosivos e preservar as características originais do acabamento. Assim, o uso eficaz de peças anodizadas depende tanto da aplicação correta do processo quanto da adoção de medidas de conservação ao longo de sua vida útil.

 

Reconhecer essas limitações não diminui a relevância da anodização, mas permite que ela seja aplicada de forma consciente, maximizando seus benefícios e minimizando riscos de falhas prematuras. Com o conhecimento adequado, é possível utilizar o processo de maneira a garantir desempenho, estética e durabilidade em diferentes setores industriais e de consumo, respeitando os limites técnicos impostos pelo material e pelas condições de uso.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH:

American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.


Considerações Finais sobre o Uso Seguro e Manutenção de Superfícies Anodizadas

 

Superfícies metálicas anodizadas, especialmente de alumínio, são amplamente utilizadas em setores industriais e de consumo devido à sua resistência, estética e durabilidade. Entretanto, para que essas qualidades sejam plenamente preservadas ao longo do tempo, é fundamental adotar práticas de uso e manutenção adequadas, considerando tanto os cuidados diários quanto a proteção em contextos de exposição mais severa. O uso seguro e a manutenção correta não apenas prolongam a vida útil dos produtos, mas também garantem que as propriedades técnicas e visuais obtidas pela anodização sejam mantidas com o passar dos anos.

 

Em termos de uso, é importante compreender que, apesar da elevada resistência da camada anódica, ela não é indestrutível. Impactos intensos, abrasão contínua ou exposição a substâncias químicas altamente agressivas podem comprometer a integridade da superfície, expondo o metal base e possibilitando o surgimento de corrosão localizada. Por isso, recomenda-se evitar o uso de objetos pontiagudos ou abrasivos em contato direto com peças anodizadas, bem como adotar proteções adicionais em ambientes industriais, marítimos ou sujeitos a condições extremas. Em aplicações estruturais ou de alto desgaste, pode ser necessário combinar a anodização com selagens reforçadas ou revestimentos complementares para maximizar a proteção.

 

A manutenção regular é outro fator essencial para preservar as características originais das superfícies anodizadas. A limpeza deve ser feita com detergentes neutros e panos ou esponjas macias, evitando o uso de produtos ácidos, alcalinos ou abrasivos, que podem manchar ou desgastar a camada protetora. Em ambientes externos ou de alta exposição, como fachadas de edifícios e esquadrias em áreas litorâneas, é recomendável realizar lavagens periódicas com água limpa para remover sais, poeira e poluentes que podem comprometer a durabilidade do tratamento. Essas práticas simples contribuem para evitar acúmulos corrosivos e preservar o acabamento original por mais tempo.

 

Além da limpeza e do manuseio cuidadoso,

inspeções periódicas também são recomendadas, especialmente em peças instaladas em ambientes agressivos. A identificação precoce de danos, como riscos profundos ou manchas, permite a adoção de medidas corretivas antes que o desgaste comprometa a integridade estrutural do material. Em casos mais severos, tratamentos de recuperação, como reaplicação de selagens, podem ser utilizados para restaurar a proteção e prolongar a funcionalidade das peças.

 

Por fim, a conscientização sobre as limitações do processo é crucial para o uso seguro. A anodização não substitui cuidados básicos de preservação e não torna o material imune a todos os tipos de desgaste. Produtos anodizados têm desempenho superior em termos de resistência e estética, mas dependem de práticas de manutenção e de um uso compatível com as condições para as quais foram projetados. Ao combinar o tratamento com cuidados adequados, é possível garantir que a anodização cumpra plenamente seu papel de proteção e valorização dos metais.

 

Portanto, o uso seguro e a manutenção adequada de superfícies anodizadas não apenas preservam sua funcionalidade e aparência, como também reduzem custos com reparos e substituições, favorecendo ciclos de vida mais longos e sustentáveis para os produtos. Essa abordagem equilibrada assegura que os benefícios da anodização — proteção, estética e durabilidade — sejam aproveitados em seu máximo potencial, em diferentes setores e aplicações.

 

Referências Bibliográficas

•       ASM International. Surface Engineering for Corrosion and Wear Resistance. Materials Park, OH: ASM International, 2017.

•       Davis, J. R. (Ed.). Corrosion of Aluminum and Aluminum Alloys. Materials Park, OH: ASM International, 1999.

•       Hatch, J. E. (Ed.). Aluminum: Properties and Physical Metallurgy. Metals Park, OH: American Society for Metals, 1984.

•       Sheasby, P. G.; Pinner, R. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 6th ed. Finishing Publications Ltd, 2001.

•       Wernick, S.; Pinner, R.; Sheasby, P. G. The Surface Treatment and Finishing of Aluminium and Its Alloys. 5th ed. ASM International, 1987.

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