NAVEGAÇÃO PELA INTERNET
MÓDULO 1 — Primeiros passos: entendendo a “cara” da internet
Aula 1 — O
que é Internet, Navegador e Site
(sem
complicação)
Na
nossa primeira aula de Navegação pela Internet, o objetivo é bem simples: fazer
você se sentir em casa quando abrir o navegador, como se estivesse entrando em
um lugar conhecido. Muita gente pensa que “internet” é uma coisa complicada e
cheia de termos difíceis, mas, na prática, ela pode ser entendida como um
grande caminho por onde circulam informações. Assim como as ruas conectam
casas, mercados e hospitais, a internet conecta páginas, serviços, mensagens,
vídeos e tudo o que a gente acessa pelo celular ou computador. A ideia desta
aula é tirar a internet daquele “mundo distante” e trazer para o cotidiano, com
exemplos que fazem sentido.
Para começar, é importante separar três palavras que aparecem o tempo todo: internet, site e navegador. A internet é a rede, o “conjunto de caminhos”. Já o site é o lugar que você visita dentro dessa rede — como se fosse uma casa, uma loja, uma escola ou um posto de atendimento. Por exemplo: um site de notícias é como uma banca enorme de jornal, só que digital; um site de banco é como uma agência, só que acessada pela tela; um site de receitas parece um caderno de culinária compartilhado com muita gente. E o navegador é o aplicativo que permite visitar esses lugares: Google Chrome, Mozilla Firefox, Microsoft Edge, Safari… todos são navegadores. Sem o navegador, é como se você tivesse o endereço na mão, mas não tivesse o “veículo” para chegar até lá.
Quando
abrimos o navegador, existe um espaço muito importante que costuma passar
despercebido: a barra de endereços. É aquela faixa na parte de cima (no
celular ou no computador) onde podemos digitar o endereço de um site ou fazer
uma pesquisa. Ela funciona como uma mistura de “placa de rua” com “campo de
busca”. Se você digita um endereço certinho (por exemplo, o endereço de um
serviço conhecido), o navegador leva você direto para aquele lugar. Se você
digita apenas palavras, ele entende que você está procurando algo e mostra
resultados de busca. Aos poucos, a gente vai aprendendo quando usar uma coisa e
quando usar a outra — e isso traz muita autonomia.
Uma boa forma de aprender é com um exercício prático bem tranquilo. Imagine que você quer visitar um lugar conhecido. No mundo físico, você pode ir a uma padaria famosa no seu bairro porque sabe onde ela fica. Na
internet, é a mesma
lógica: se você sabe o endereço do site, você chega direto. Nessa aula, o
treino é justamente esse: abrir o navegador e acessar dois sites de confiança
digitando o endereço na barra. Pode ser um portal de notícias reconhecido, um
serviço público, ou até um site de previsão do tempo. O que importa aqui não é
“qual” site, e sim ganhar a segurança de dar o primeiro passo sem depender de
outra pessoa.
Ao entrar em um site, você vai perceber que ele é feito de partes, como se fosse uma sala com vários pontos de atenção: títulos, menus, botões, imagens, notícias, opções. E, no meio disso tudo, aparecem os links. Link é um termo que assusta um pouco no começo, mas ele é só um “atalho” que leva você para outra página, outro texto, outro vídeo, outra seção dentro do mesmo site. É como uma porta: você clica e atravessa para outro cômodo. Às vezes, o link está bem visível como um botão (“Saiba mais”, “Entrar”, “Cadastrar”); em outras, ele aparece como um texto sublinhado ou com cor diferente. O nosso treino, nessa primeira aula, é clicar em alguns links e observar o que muda: o endereço lá em cima muda? O título da página muda? Você foi para outro lugar dentro do site? Essa observação é o que transforma “mexer por mexer” em aprender de verdade.
Uma
dúvida muito comum de quem está começando é: “Como eu sei onde estou?” E a
resposta é: prestando atenção em duas coisas. A primeira é o que aparece na
tela (o nome da página, o título, o conteúdo). A segunda é o endereço na barra
de endereços. A barra não serve só para digitar; ela também serve para
“confirmar o lugar”. É como olhar a placa da rua para ter certeza de que chegou
ao destino certo. Com o tempo, você vai ficando mais rápido em reconhecer se
está no lugar esperado ou se caiu em uma página que não tem nada a ver com o
que procurava.
Durante
a aula, vale lembrar que errar faz parte do caminho. Clicar no lugar errado,
abrir uma página que você não queria, se confundir com o menu… isso acontece
com todo mundo, inclusive com quem usa internet há anos. A diferença é que, com
prática, você aprende a corrigir e seguir em frente sem travar. É por isso que,
nessa aula inicial, a gente valoriza muito o passo a passo calmo: abrir,
digitar, entrar, ler com atenção, clicar, observar. É como aprender a andar em
um bairro novo: no começo você olha mais as placas e pergunta mais, mas depois
você faz o trajeto quase sem perceber.
E para fechar a aula com aquele
gostinho de “eu consigo”, a proposta é um pequeno
desafio: dentro de um site que você acessou, encontrar a seção “Contato”
ou “Fale Conosco”. Esse tipo de seção costuma estar no rodapé (lá
embaixo da página) ou no menu principal. Parece simples, mas é um exercício
excelente, porque obriga você a explorar o site com atenção e entender que cada
página tem uma organização própria. Além disso, aprender a encontrar um canal
de contato é uma habilidade prática para a vida real: ajuda a tirar dúvidas,
confirmar informações e, principalmente, reconhecer quando um site é sério o
suficiente para mostrar quem está por trás dele.
No fim
das contas, essa primeira aula é um convite: em vez de ver a internet como um
labirinto, a gente começa a enxergar como um lugar com caminhos, endereços e
portas. Quando você entende o papel do navegador, reconhece a barra de
endereços e aprende o que é um link, a navegação deixa de ser “tentativa e
erro” e passa a ser uma escolha consciente. A partir daqui tudo fica mais
fácil, porque você constrói uma base sólida: saber entrar, saber olhar, saber
se localizar. E isso, para quem está começando, é uma grande vitória.
Referências bibliográficas
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões
sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). TIC
Domicílios: Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação
nos domicílios brasileiros. São Paulo: CGI.br, Cetic.br, edições recentes.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora
34, 1999.
SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas,
legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.
WARSCHAUER, Mark. Tecnologia e inclusão social: a
exclusão digital em debate. São Paulo: Senac São Paulo, 2006.
Aula 2 — Navegação básica: voltar, avançar, abas e rolagem
Na
Aula 2 do Módulo 1, a gente começa a dar um passo muito importante: sair
daquele “entrei no site e pronto” e aprender a se movimentar com mais liberdade
— sem medo de se perder. Sabe quando você está andando em uma cidade que não
conhece e fica pensando “se eu virar aqui, será que consigo voltar?” Na internet
acontece algo parecido. Só que a boa notícia é que, no navegador, existem
ferramentas que funcionam como um mapa e um botão de “desfazer”. Quando você
aprende a usar esses recursos, a navegação deixa de ser um susto e vira uma
experiência bem mais tranquila.
Um dos primeiros botões que a
gente precisa fazer amizade é o Voltar. Ele é,
para muita gente, o grande salvador do início. Clicou onde não queria? Abriu
uma página estranha? Foi parar em um lugar que não era o esperado? Voltar
resolve. É como dar um passo para trás e retornar ao caminho anterior. Logo ao
lado dele vem o Avançar, que funciona como um “ok, quero voltar para
onde eu estava agora há pouco”. Esses dois botões ajudam a entender que navegar
é um processo: você vai e volta, explora, testa, e isso faz parte. Não é sinal
de erro, é sinal de descoberta.
Outro botão que parece pequeno, mas faz diferença, é o Atualizar (ou “recarregar”). Às vezes, uma página demora para carregar completamente, trava no meio, ou aparece com informações desatualizadas. Atualizar é como dizer ao navegador: “vamos tentar de novo”. Também é útil quando você está em um site de notícias, resultados, ou qualquer página que muda o tempo todo. Em alguns casos, atualizar resolve aquele problema simples em que a tela ficou “estranha” ou incompleta. Claro: se a internet estiver fraca, pode ser que demore — mas entender o papel do atualizar evita que a gente ache que “quebrou tudo”.
Depois
que a pessoa entende voltar, avançar e atualizar, entra um hábito que muda o
jogo: rolar a página com calma. A rolagem (o famoso “scroll”) é como
descer e subir uma folha longa. No celular, é o movimento do dedo para cima e
para baixo; no computador, pode ser a rodinha do mouse ou a barra lateral.
Parece básico, mas muita gente iniciante não percebe que a informação está
“mais para baixo”. É comum abrir um site e pensar “não achei nada”, quando, na
verdade, a resposta estava a dois ou três movimentos de rolagem. Então, nesta
aula, a gente treina um olhar paciente: ler títulos, procurar menus, perceber
botões, e explorar o conteúdo sem pressa.
Nesse
momento, também vale conversar sobre um ponto que pega bastante: a sensação de
“me perdi dentro do site”. Isso é normal, porque alguns sites têm muitos
caminhos. Por isso, além do botão Voltar, existe uma estratégia simples: ir
até o topo para se localizar. No celular, às vezes você volta ao topo
tocando na parte superior da tela; no computador, pode usar a barra de rolagem
ou a tecla “Home” (quando existir). Muitas páginas também têm um botão discreto
que aparece quando você rola bastante: ele te leva de volta para cima com um
toque. Voltar ao topo é como voltar para a entrada do prédio e olhar a placa:
“onde eu estou mesmo?”
A
grande estrela da Aula 2, no entanto, costuma ser o assunto abas. Abas
são como “várias páginas abertas ao mesmo tempo” dentro do navegador. E isso é
maravilhoso, porque evita aquela sensação de “se eu sair daqui, nunca mais
acho”. Por exemplo: você está lendo uma notícia e aparece um link interessante.
Em vez de abrir e perder a notícia anterior, você pode abrir esse link em uma
nova aba. Assim, você mantém a primeira página guardada e visita a segunda sem
apagar nada. A lógica é parecida com ter vários cadernos abertos na mesa: você
olha um, depois volta no outro, sem precisar recomeçar tudo.
Para
iniciantes, o treino com abas precisa ser bem prático e acolhedor, porque é
aqui que muita gente se confunde e pensa que “sumiu a internet”. Às vezes a
pessoa abre várias abas sem perceber e, quando tenta voltar, não sabe onde
estava. Por isso, a aula trabalha com uma ideia simples: abrir poucas abas e
nomear mentalmente o que cada uma é. “Nesta aba está o clima. Nesta está a
notícia. Nesta está o vídeo.”
No celular, as abas ficam atrás de um ícone com um
número (mostrando quantas estão abertas). No computador, ficam em cima, em
forma de “guias”. O objetivo não é decorar detalhes, mas reconhecer o lugar
onde as abas aparecem e aprender a alternar entre elas.
Outra
parte importante do treino é fechar a aba certa. Não é raro alguém
fechar “tudo” sem querer e ficar frustrado. E está tudo bem — faz parte do
aprendizado. A dica didática aqui é: antes de fechar, olhe se você está na aba
correta. E, se fechou errado, sem pânico: muitas vezes dá para reabrir pelo
histórico, ou até usar um comando de “reabrir aba fechada” (no computador,
costuma ser Ctrl + Shift + T; no celular, pode aparecer como opção). Mas, para
não sobrecarregar, nessa aula o foco é criar confiança: abrir, trocar, fechar
com calma.
Para
tornar essa aula viva, o exercício prático é bem simples e muito real: abrir três
abas com temas diferentes — por exemplo, uma previsão do tempo, uma página
de notícias e um vídeo. A ideia é que o aluno perceba na prática que ele
consegue “passear” entre as abas e voltar sem se perder. Depois, ele fecha
apenas uma aba específica e mantém as outras duas abertas. Esse pequeno gesto —
controlar o que fica e o que sai — já dá uma sensação enorme de autonomia. A
internet deixa de ser um lugar que “acontece com você” e passa a ser um lugar
que você organiza.
Também é um bom momento para ensinar um hábito que ajuda bastante:
um bom momento para ensinar um hábito que ajuda bastante: procurar o menu do site. Muitos sites têm aquele ícone de “três linhas” (☰), que abre as seções: notícias, serviços, categorias, ajuda, etc. Em celulares, esse menu é ainda mais comum, porque a tela é pequena e o site precisa “esconder” opções para não ficar bagunçado. Encontrar o menu é como encontrar o corredor principal de um prédio: dali você se orienta melhor. E, ao aprender a abrir o menu e escolher uma categoria, o aluno começa a entender que um site é organizado, não é um amontoado de informações.
No fim, a Aula 2 é sobre ganhar confiança para explorar. Não é “virar expert”, é parar de travar. É perceber que errar um clique não é um desastre, que existe um caminho de volta, que dá para manter páginas guardadas, que dá para fechar o que não serve e continuar o que importa. Quando o aluno sai desta aula sabendo voltar, avançar, atualizar, rolar com atenção e usar abas de forma simples, ele dá um salto enorme. Porque navegar na internet não é só acessar um site — é saber se mover dentro dele com tranquilidade, como quem caminha por um lugar novo, mas com um mapa no bolso.
Referências bibliográficas
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões
sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). TIC
Domicílios: Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação
nos domicílios brasileiros. São Paulo: CGI.br; Cetic.br, edições recentes.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o
novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora
34, 1999.
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos
desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007.
WARSCHAUER, Mark. Tecnologia e inclusão social: a
exclusão digital em debate. São Paulo: Senac São Paulo, 2006.
Aula 3 — Endereços e confiança: entendendo URLs e sinais de
site seguro
Na
Aula 3 do Módulo 1, a conversa fica ainda mais importante, porque a gente
começa a olhar para a internet com olhos de quem se protege. Navegar não é só
“entrar e clicar”: é também aprender a reconhecer quando um site parece
confiável e quando é melhor parar, respirar e conferir antes de seguir. Para
quem está começando, isso traz uma sensação ótima de autonomia, porque você
deixa de depender de “achismos” e passa a ter sinais concretos para avaliar se
está no lugar certo.
O primeiro ponto
desta aula é entender o que é o endereço de um site,
chamado de URL. Pode parecer um termo técnico, mas ele significa
basicamente “o endereço da casa” que você está visitando na internet. Assim
como uma rua e um número te levam a um lugar específico no mundo real, a URL te
leva a uma página específica no mundo digital. E o mais importante: esse
endereço aparece na barra de endereços do navegador, lá em cima. Muita
gente iniciante olha só para o conteúdo da tela, mas a barra de endereços é como
a placa da rua: ela confirma onde você realmente está — mesmo que a “fachada”
do site tente parecer outra coisa.
E aqui
entra uma ideia essencial: na internet, existem sites verdadeiros, mas também
existem páginas que tentam imitar sites conhecidos. Às vezes, o visual é
parecido, o logo parece igual, e o texto tenta convencer você de que está tudo
certo. Só que a diferença costuma aparecer justamente no endereço. É por isso
que, nesta aula, a gente treina o hábito de conferir a URL com calma. Um
exemplo bem real: se você quer entrar no site de um serviço oficial, o endereço
costuma ter um padrão, e pequenos erros (uma letra a mais, um traço diferente,
um final estranho) podem ser um sinal de alerta. O objetivo não é transformar o
aluno em “detetive”, mas ensinar a perceber que, quando algo parece urgente
demais ou bom demais para ser verdade, vale olhar para a barra de endereços
antes de clicar em qualquer botão.
Um dos
sinais mais conhecidos de segurança é o https e o cadeado que
aparece perto do endereço. Em termos simples, o “https” indica que a
comunicação entre você e o site é criptografada, como se fosse uma conversa
“protegida” contra curiosos no caminho. Isso é especialmente importante quando
você vai digitar senha, CPF, dados de cartão ou preencher formulários. Mas
também é importante explicar com carinho: ter “https” ajuda, mas não é garantia
absoluta de que o site é confiável. Existem sites mal-intencionados que também
usam https. Então, o cadeado é um bom começo, mas ele precisa vir acompanhado
de outras verificações — e é isso que a aula ensina.
Outro ponto prático é observar o domínio, que é aquela parte final do endereço, como “.com”, “.com.br”, “.org”, “.gov.br”. Para iniciantes, isso funciona como uma pista rápida sobre o tipo de site. No Brasil, sites do governo geralmente usam .gov.br, o que costuma ser um indicativo forte de oficialidade. Já “.com.br” é comum em empresas, e “.org” aparece em organizações. O
exercício aqui não é decorar todos os domínios do mundo, e sim
ganhar familiaridade: olhar para o final do endereço e pensar “isso faz sentido
para o tipo de site que eu queria?” Se eu estou procurando um serviço público,
por exemplo, faz sentido terminar com “.gov.br”. Se eu estou procurando uma
loja, faz sentido ser “.com.br” ou “.com”. Esse tipo de pensamento simples já
evita muitos tropeços.
Nesta aula, também aparece um personagem bem conhecido: o pop-up, aquelas janelinhas que saltam na tela. Algumas são inofensivas (um site pedindo para aceitar cookies, por exemplo), mas muitas são armadilhas para fazer você clicar por impulso. Sabe aqueles avisos “Seu celular está com vírus! Clique aqui agora!” ou “Você ganhou um prêmio!”? Eles são desenhados para provocar ansiedade e pressa. A orientação didática é clara: quando aparecer algo que te apressa, te assusta ou te promete vantagem absurda, o melhor é não clicar de imediato. Respire, feche a janela se possível, ou volte para a página anterior. A internet segura começa quando você entende que “urgência” é uma técnica comum de golpe.
Um
exercício muito bom para essa aula é comparar dois resultados que parecem
iguais, mas não são. Por exemplo: você procura um serviço conhecido e aparecem
vários sites “parecidos” na busca. Ao abrir, os dois têm cores semelhantes e
dizem oferecer a mesma coisa. A diferença aparece no endereço, no domínio e nas
informações institucionais. Por isso, o aluno é convidado a procurar no site se
existe uma página “Sobre”, “Quem somos” ou “Contato”.
Sites sérios costumam mostrar quem está por trás, explicar o que fazem, e
oferecer canais de comunicação claros. Isso não resolve tudo, mas ajuda muito.
Um site que não diz quem é, não tem contato real e só pede dados pessoais
rapidamente merece desconfiança.
Aqui,
vale reforçar uma ideia que dá muita segurança ao iniciante: não existe
problema em conferir duas vezes. A internet, às vezes, faz a gente sentir
que precisa ser rápido, que é “agora ou nunca”, que se não clicar naquele
segundo vai perder algo. Mas, na vida real, segurança digital é justamente o
contrário: é dar um tempo para olhar, comparar e escolher com calma. Se você
está em dúvida, uma atitude simples é: em vez de clicar em um link recebido por
mensagem, digitar você mesmo o endereço do site no navegador (ou buscar o “site
oficial” e conferir com atenção). Esse hábito reduz muito o risco de cair em
páginas falsas.
Ao final da
da Aula 3, o aluno não precisa sair “sabendo tudo” sobre segurança. O que ele precisa é levar consigo um pequeno conjunto de hábitos que funcionam como um cinto de segurança: olhar a barra de endereços, reconhecer o https, observar o domínio, desconfiar de urgências e promessas exageradas, e procurar informações básicas do site (como “Sobre” e “Contato”). São passos simples, mas poderosos, porque colocam o aluno no comando. E quando a pessoa percebe que consegue avaliar um site com critérios, ela navega mais leve — e com muito menos medo.
Referências bibliográficas
BRASIL. Cartilha de Segurança para Internet.
Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) / NIC.br, edições recentes.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). TIC
Domicílios: Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação
nos domicílios brasileiros. São Paulo: CGI.br; Cetic.br, edições recentes.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o
novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora
34, 1999.
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos
desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007.
WARSCHAUER, Mark. Tecnologia e inclusão social: a
exclusão digital em debate. São Paulo: Senac São Paulo, 2006.
Estudo de caso do Módulo 1 (envolvente): “A Segunda Via que
Virou Confusão”
Dona Lúcia, 56 anos, decide resolver uma coisa
simples: pegar a segunda via da conta de luz. Ela não quer incomodar
ninguém e pensa: “Vou aprender a fazer sozinha”. Pega o celular, abre o
navegador e começa.
Cena 1 — O primeiro tropeço: “Onde eu digito mesmo?”
Ela abre o navegador e, em vez de usar a barra de
endereços, digita a busca dentro de um campo qualquer que aparece no site
inicial. O resultado é confuso: a página muda, aparecem coisas diferentes e ela
pensa que “a internet travou”.
Erro comum: não reconhecer a barra de endereços (o lugar certo
para digitar site e pesquisas).
Como evitar:
Cena 2 — A pressa: ela clica no primeiro resultado
Lúcia pesquisa “segunda via conta de luz” e clica no
primeiro link que aparece. A página é bonita, tem logo parecido e um botão
enorme: “GERAR BOLETO AGORA”. Ela sente alívio: “Achei!”
Só que ela não percebe que era um anúncio e não o site oficial. A página abre um pop-up dizendo que ela precisa “confirmar
dados” e pede CPF e endereço completo.
Erros comuns:
1.
clicar
no primeiro resultado sem olhar direito
2.
confundir
anúncio com resultado normal
3.
confiar
só na aparência do site
Como evitar:
Cena 3 — O detalhe que salva: a URL estranha
Quando ela volta para a tela, o neto olha e diz:
“Vó, esse endereço está esquisito… olha aqui!”
Na barra de endereços aparece algo como:
Erro comum: não olhar o endereço do site (URL).
Como evitar:
o Tem https e cadeado?
o O nome da empresa está escrito certo?
o O final do site faz sentido? (ex.: .com.br,
.gov.br quando for serviço público)
Cena 4 — “Abri tanta coisa que me perdi”: o caos das
abas
Lúcia tenta corrigir e começa a abrir vários links.
Sem perceber, ela abre muitas abas. Agora está tudo “sumindo”: ela não
encontra mais a página que parecia certa, e surge a sensação de pânico: “E
agora? Estraguei tudo!”
Erro comum: abrir muitas abas e não saber voltar.
Como evitar:
o use Voltar
o feche apenas a aba estranha
o volte para a aba onde estava o início da pesquisa
Cena 5 — O pop-up assustador: “Seu celular está com vírus!”
Em uma das abas, aparece um aviso grande:
“SEU CELULAR FOI INFECTADO! CLIQUE PARA LIMPAR AGORA!”
Ela quase clica, com medo.
Erro comum: acreditar em pop-ups de urgência.
Como evitar:
Final feliz (com aprendizado real)
Lúcia faz diferente: em vez de clicar em links
aleatórios, ela abre uma nova aba e pesquisa:
“nome da empresa + segunda via + site oficial”.
Ela entra no site, confere:
Em poucos minutos, ela encontra a segunda via. E o melhor: percebe que não é “sorte”. Ela aprendeu um caminho.
Checklist de ouro do Módulo 1 (para
evitar os erros
mais comuns)
1.
Use a barra de endereços para pesquisar e digitar sites.
2.
Voltar/Avançar/Atualizar não são “perigo” — são seus botões de segurança.
3.
Use
abas com limite (2 ou 3) e feche as que confundem.
4.
Confira
a URL: nome certo, domínio coerente, sem letras estranhas.
5.
https e cadeado ajudam, mas não garantem tudo.
6. Desconfie de pop-ups de urgência e promessas exageradas.
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