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Mega Hair

MEGA HAIR

 

Fundamentos do Mega Hair 

História e Evolução do Mega Hair 

 

Introdução

O Mega Hair, também conhecido como extensão capilar, é uma técnica que revolucionou o universo da beleza ao possibilitar mudanças visuais rápidas e personalizadas por meio do alongamento dos cabelos. Muito além da estética, essa prática dialoga com conceitos de identidade, autoestima e pertencimento cultural. Com raízes históricas antigas e um desenvolvimento tecnológico notável, o Mega Hair se consolidou como uma das técnicas mais populares nos salões de beleza contemporâneos.

1. Origens Históricas e Tradições Ancestrais

As primeiras práticas de extensão capilar remontam às civilizações do Egito Antigo. Registros arqueológicos mostram que, há mais de 3 mil anos, egípcios utilizavam perucas e postiços feitos com cabelo humano, lã ou fibras vegetais tingidas. Esses adereços tinham forte conotação social, religiosa e estética, sendo utilizados por homens e mulheres da elite para indicar status, higiene e proteção contra o sol do deserto (RIBEIRO, 2012).

Ao longo dos séculos, culturas africanas também desenvolveram formas elaboradas de alongamento e trançado capilar, entrelaçando fios artificiais com os cabelos naturais. Essas práticas eram repletas de significados espirituais e comunitários, além de transmitir mensagens sobre estado civil, idade e tribo de origem (MOURA, 2009).

2. Desenvolvimento da Técnica no Século XX

A industrialização e o crescimento da indústria cosmética permitiram a sistematização da técnica de alongamento capilar no século XX. Nos anos 1950 e 1960, perucas e apliques tornaram-se populares entre atrizes e cantoras em Hollywood. A cantora Diana Ross e o movimento Motown, nos Estados Unidos, impulsionaram o uso de cabelos postiços entre mulheres negras, como forma de empoderamento estético e político (BANKS, 2000).

Já nos anos 1980 e 1990, houve a transição das perucas para técnicas de aplicação fio a fio, utilizando queratina, cola ou trançados. Essa mudança permitiu um resultado mais natural e duradouro. O termo “Mega Hair” começou a se popularizar, embora não haja um criador único da técnica. Nesse período, celebridades internacionais como Cher e Madonna contribuíram para sua disseminação mundial.

3. A Chegada ao Brasil e a Adaptação Nacional

No Brasil, o Mega Hair ganhou força nos anos 1990, especialmente entre artistas de televisão, cantoras e modelos. Inicialmente, o acesso era restrito às classes mais altas devido ao custo elevado

dos materiais e à mão de obra especializada. Contudo, com o tempo, o aumento da oferta de cabelos naturais e sintéticos e a popularização da técnica tornaram o Mega Hair acessível a um público mais amplo.

Empreendedoras e cabeleireiras brasileiras foram fundamentais na adaptação e inovação das técnicas, criando métodos como o "nó italiano", o uso de fita adesiva e as microlinks, que se tornaram referências no mercado nacional (SILVA, 2015). Além disso, a variedade étnica e a diversidade capilar no Brasil exigiram abordagens mais flexíveis, ampliando o domínio técnico e a criatividade dos profissionais da área.

4. Moda, Mídia e Transformações Visuais

A consolidação do Mega Hair como tendência de moda está diretamente ligada ao poder de influência da mídia. Telenovelas brasileiras, revistas de moda e programas de auditório frequentemente expuseram transformações capilares radicais em curto espaço de tempo, promovendo o Mega Hair como símbolo de beleza, sensualidade e poder.

Na era digital, as redes sociais e as plataformas de vídeo ampliaram ainda mais o alcance da técnica. Influenciadoras digitais e celebridades como Anitta, Beyoncé e Kim Kardashian contribuíram para desmistificar o uso das extensões capilares e normalizar sua aplicação como parte da rotina de beleza. A exposição diária de transformações no Instagram e no YouTube reforça o Mega Hair como ferramenta de expressão individual e empoderamento (FERREIRA, 2021).

5. Avanços Tecnológicos e Sustentabilidade

O setor de Mega Hair evoluiu significativamente com o avanço de tecnologias em colas hipoalergênicas, adesivos resistentes e técnicas não agressivas de remoção. A busca por métodos menos danosos ao fio natural tornou-se uma prioridade para profissionais qualificados.

Paralelamente, a discussão sobre ética na coleta de cabelos e sustentabilidade na indústria de beleza trouxe à tona preocupações com a origem dos fios, a valorização do trabalho de coletoras e a rastreabilidade dos materiais.

Empresas brasileiras vêm investindo na profissionalização do setor com cursos técnicos, regulamentações municipais e uso de cabelos tratados de forma ética. Com isso, o Mega Hair deixa de ser apenas um procedimento estético para ocupar um lugar legítimo como especialização profissional e segmento econômico em crescimento.

Conclusão

A trajetória do Mega Hair reflete transformações sociais, culturais e tecnológicas ao longo da história. De um recurso de distinção nas civilizações antigas a um símbolo de

autoestima na atualidade, o Mega Hair revela a complexa relação entre aparência, identidade e pertencimento. Hoje, mais do que uma moda passageira, é um serviço consolidado, que exige capacitação, responsabilidade e sensibilidade cultural.

Referências Bibliográficas

  • BANKS, Ingrid. Hair Matters: Beauty, Power, and Black Women's Consciousness. New York: New York University Press, 2000.
  • FERREIRA, Camila. Estética e empoderamento feminino nas mídias digitais. São Paulo: Editora Experiência, 2021.
  • MOURA, Nei Lopes. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2009.
  • RIBEIRO, João. História da Estética: Das civilizações antigas à contemporaneidade. Rio de Janeiro: Vozes, 2012.
  • SILVA, Maria Aparecida. Mega Hair: técnicas e práticas profissionais. Belo Horizonte: Estilo Editora, 2015.


Avanços Tecnológicos na Extensão Capilar

Introdução

A extensão capilar, popularmente conhecida como Mega Hair, representa um dos segmentos mais dinâmicos e inovadores da indústria da beleza. Inicialmente adotada como um recurso estético voltado à mudança de comprimento ou volume dos cabelos, a técnica evoluiu para um serviço altamente especializado, com crescente demanda por procedimentos mais seguros, duradouros e naturais. Os avanços tecnológicos nas últimas décadas contribuíram significativamente para esse cenário, proporcionando novas formas de aplicação, materiais de maior qualidade, ferramentas profissionais e maior acessibilidade.

1. Transformação dos Materiais Utilizados

No início da prática moderna de alongamento capilar, os materiais utilizados eram rudimentares, muitas vezes desconfortáveis ou danosos aos fios naturais. A principal mudança tecnológica veio com o aprimoramento da matéria-prima: fios naturais de origem humana passaram a ser tratados industrialmente para garantir maior durabilidade, uniformidade de cor, resistência à lavagem e compatibilidade com químicas capilares (SILVA, 2015).

Além disso, houve melhora significativa na produção de fibras sintéticas de alta performance, como o kanekalon, que imitam o cabelo humano com realismo, textura agradável e resistência térmica. Essa inovação tornou os apliques mais acessíveis e ampliou o público-alvo, especialmente em mercados emergentes (ALMEIDA, 2021).

2. Novas Técnicas de Aplicação: Precisão e Conforto

Os métodos de fixação também passaram por grandes transformações tecnológicas. Se antes predominavam técnicas como o

entrelaçamento manual ou o uso de colas agressivas, hoje os processos são muito mais sofisticados. Entre as principais inovações destacam-se:

  • Queratina quente (fusion): aplicação por meio de aquecimento controlado de polímero de queratina, que se funde ao fio natural. As ferramentas atuais permitem ajuste de temperatura para minimizar danos térmicos (SANTOS, 2018).
  • Fita adesiva (tape-in): técnica que utiliza tiras finas de adesivo dermatologicamente testado, com fixação suave e reutilizável. A aplicação é rápida e indolor.
  • Microlink (nano beads): anéis metálicos ou de silicone que prendem o fio artificial ao natural sem uso de cola ou calor, o que reduz significativamente os riscos de quebra ou alopecia por tração.

Essas inovações aumentaram a durabilidade das extensões, facilitaram a manutenção e possibilitaram reversibilidade com menor agressividade ao couro cabeludo.

3. Equipamentos e Ferramentas Profissionais

Com a profissionalização do setor, o desenvolvimento de equipamentos especializados foi fundamental para garantir maior controle, padronização e segurança no procedimento. Entre os principais avanços destacam-se:

  • Prensas térmicas reguláveis para queratina: permitem controlar a temperatura ideal para fusão sem queimar ou danificar o fio capilar.
  • Alicate removedor de extensão: criado especificamente para quebrar as pontas de queratina sem comprometer o fio natural.
  • Máquinas de alinhamento e empacotamento de mechas: otimizam o trabalho de produção de apliques sob medida.

Além disso, tecnologias de corte a laser e termo fusão automática começaram a ser incorporadas por grandes salões e marcas internacionais, garantindo acabamento milimétrico nas mechas.

4. Personalização e Digitalização no Atendimento

Com o avanço da tecnologia digital, também surgiram ferramentas para personalização e planejamento dos procedimentos. Aplicativos e softwares de visualização 3D permitem simular o resultado da extensão no rosto da cliente antes da aplicação, otimizando a escolha do volume, comprimento e tonalidade.

Sistemas de gestão integrada em salões possibilitam o acompanhamento do histórico de manutenção das clientes, datas de reaplicação e recondicionamento das mechas. Esses dados são fundamentais para evitar excessos, trações repetitivas ou incompatibilidades químicas.

Além disso, marketplaces digitais especializados oferecem venda de mechas com curadoria de origem, testes de

procedência e filtros por tipo de fio, textura e tratamento, favorecendo práticas mais éticas e transparentes (FERREIRA, 2022).

5. Sustentabilidade e Ética na Cadeia Produtiva

Outro aspecto relevante da modernização do setor é o surgimento de soluções mais sustentáveis. Muitas empresas passaram a investir em processos de reaproveitamento de fios, esterilização profissional e coleta ética de cabelo humano, com rastreabilidade da origem e remuneração justa das doadoras.

Os produtos químicos utilizados nos adesivos, colas e removedores também foram aprimorados para versões hipoalergênicas e biodegradáveis, em sintonia com uma crescente demanda por práticas seguras e ambientalmente responsáveis (CARVALHO, 2020).

Conclusão

A evolução tecnológica no universo das extensões capilares elevou o Mega Hair a um patamar de sofisticação, segurança e acessibilidade sem precedentes. Hoje, a técnica alia estética, inovação e responsabilidade, abrindo espaço para uma atuação mais ética e técnica por parte dos profissionais da beleza. Para acompanhar esse avanço, torna-se essencial o investimento contínuo em capacitação, atualização e consciência sobre as tendências e implicações do uso de novas tecnologias no corpo e na identidade dos clientes.

Referências Bibliográficas

  • ALMEIDA, Tatiane. Beleza e tecnologia: materiais e inovações nos salões brasileiros. São Paulo: Nova Estética, 2021.
  • CARVALHO, Débora. Cabelos e Sustentabilidade: Um novo olhar para a cadeia produtiva de extensões capilares. Revista Cosmoética, v. 15, n. 3, p. 12-23, 2020.
  • FERREIRA, Lúcia. Gestão Digital no Salão de Beleza: Ferramentas e Práticas Contemporâneas. Rio de Janeiro: Ed. Profissional, 2022.
  • SANTOS, Mariana. Mega Hair Profissional: Guia Técnico de Aplicações e Cuidados. Curitiba: Editora Look, 2018.
  • SILVA, Adriana. Manual Técnico de Mega Hair: Aplicações e Tendências. Belo Horizonte: Beleza Profissional, 2015.


Anatomia Capilar e Tipos de Cabelos

Introdução

O conhecimento sobre anatomia capilar e os diferentes tipos de cabelo é essencial para qualquer profissional que atue com extensões capilares, especialmente no segmento de Mega Hair. Entender a estrutura do fio, suas variações e a compatibilidade com diferentes técnicas de aplicação permitem realizar procedimentos mais seguros, duradouros e esteticamente harmoniosos. Além disso, respeitar as particularidades de cada cabelo é um passo fundamental para promover saúde

capilar e os diferentes tipos de cabelo é essencial para qualquer profissional que atue com extensões capilares, especialmente no segmento de Mega Hair. Entender a estrutura do fio, suas variações e a compatibilidade com diferentes técnicas de aplicação permitem realizar procedimentos mais seguros, duradouros e esteticamente harmoniosos. Além disso, respeitar as particularidades de cada cabelo é um passo fundamental para promover saúde capilar e garantir a satisfação do cliente.

1. Estrutura do Fio de Cabelo

O fio de cabelo humano é uma estrutura filamentosa composta principalmente por proteínas, especialmente queratina, além de água, lipídeos e pigmentos. Ele é produzido no folículo piloso, localizado na derme do couro cabeludo, e é dividido em três camadas principais:

  • Cutícula: é a camada externa e protetora do fio. Composta por células transparentes sobrepostas como escamas, a cutícula protege as camadas internas contra agressões mecânicas, térmicas e químicas. Uma cutícula íntegra reflete brilho e resistência.
  • Córtex: é a camada intermediária, responsável por grande parte da massa do fio. Contém a queratina organizada em fibras alongadas e os pigmentos que determinam a cor natural. O córtex define a resistência, elasticidade e forma do cabelo.
  • Medula: é a parte mais interna do fio e nem sempre está presente. Sua função ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada à espessura do fio.

A saúde dessas três camadas influencia diretamente a capacidade do cabelo suportar técnicas de alongamento, como colagem, trançado ou aplicação térmica.

2. Classificação dos Tipos de Cabelo

Os cabelos podem ser classificados de forma geral em quatro tipos principais, com variações dentro de cada grupo, conforme a curvatura e o grau de oleosidade natural:

  • Tipo 1 – Liso
    Possui fios retos e com tendência à oleosidade. É geralmente mais resistente à quebra, mas pode apresentar dificuldade na fixação de algumas técnicas de Mega Hair devido à textura escorregadia.
  • Tipo 2 – Ondulado
    Tem uma curvatura em forma de “S” leve a moderada, com subdivisões 2A (mais liso) até 2C (mais encorpado). É mais volumoso e permite boa aderência em técnicas adesivas ou de entrelaçamento.
  • Tipo 3 – Cacheado
    Apresenta cachos bem definidos, com mais tendência ao ressecamento. Suas subcategorias (3A, 3B, 3C) diferem na densidade e no volume. Esse tipo de cabelo exige
  • técnicas que respeitem sua elasticidade natural, como o uso de microlinks ou nó italiano.
  • Tipo 4 – Crespo ou afro-texturizado
    Com formato de zigue-zague ou espiral bem fechado, esse tipo é naturalmente seco e delicado, embora pareça resistente. Divide-se entre os tipos 4A, 4B e 4C. Exige muito cuidado em técnicas de tração e colagem, sendo ideal o uso de métodos de entrelaçamento ou fitagem bem controlada (ANDRE, 1997; RODRIGUES, 2018).

A classificação dos fios ajuda o profissional a escolher o tipo correto de aplique e a técnica mais adequada de aplicação, de forma a garantir resultados naturais e evitar danos.

3. Compatibilidade do Mega Hair com Diferentes Estruturas Capilares

A aplicação de Mega Hair precisa considerar não apenas o tipo, mas também a saúde e a estrutura do fio natural. Fatores como porosidade, espessura, densidade capilar e resistência à tração influenciam diretamente na escolha da técnica e na durabilidade do procedimento.

  • Cabelos finos e lisos: geralmente requerem técnicas de baixa tração, como fita adesiva ou microlink com argolas de silicone. A escolha de mechas leves e bem distribuídas evita sobrecarga na raiz e quebra do fio.
  • Cabelos ondulados ou cacheados: são mais versáteis, permitindo tanto técnicas adesivas quanto entrelaçamento. A escolha do Mega Hair deve respeitar o padrão de curvatura para manter a harmonia visual.
  • Cabelos crespos ou afro-texturizados: exigem maior atenção. A aplicação de métodos com tração intensa ou uso de calor pode causar alopecia por tração. Técnicas como tranças com costura ou crochet braids (entrelaçamento com agulha) são indicadas, pois se adaptam melhor ao padrão do fio e distribuem a tensão de forma uniforme (FERREIRA, 2021).

Além disso, a compatibilidade química é outro fator importante. Cabelos previamente alisados ou descoloridos tendem a ser mais frágeis e menos tolerantes a técnicas térmicas ou colagens agressivas. Nesses casos, recomenda-se a realização de um teste de mecha antes da aplicação completa.

4. Avaliação Capilar Prévia

Todo procedimento de Mega Hair deve ser precedido por uma avaliação capilar detalhada. Essa análise inclui:

  • Histórico químico do cliente (tintura, alisamento, progressiva)
  • Teste de resistência do fio à tração e ao calor
  • Verificação de sinais de dermatites, escamação ou queda acentuada
  • Definição do objetivo estético: aumento de volume, comprimento ou
  • ambos

Com base nessa análise, o profissional poderá determinar a técnica mais segura e personalizada para cada cliente, escolhendo o tipo de extensão compatível com a estrutura e textura natural do cabelo.

Conclusão

O domínio da anatomia capilar e da classificação dos tipos de cabelo é indispensável para a prática segura e eficaz do Mega Hair. Essa base teórica permite ao profissional não apenas aplicar as extensões com mais qualidade, mas também zelar pela integridade dos fios naturais e pela saúde do couro cabeludo. O respeito à diversidade capilar, aliado à capacitação técnica, fortalece o papel do profissional de beleza como agente de autoestima, cuidado e transformação consciente.

Referências Bibliográficas

  • ANDRE, Ouidad. The Curl Revolution: Inspiring Stories and Practical Advice from the Naturally Curly Community. New York: Chronicle Books, 1997.
  • FERREIRA, Lúcia. Manual Profissional do Mega Hair e Saúde Capilar. São Paulo: Editora Técnica Beleza, 2021.
  • RODRIGUES, Camila. Classificação e Tratamento dos Cabelos: Guia para profissionais. Rio de Janeiro: Beleza Brasil, 2018.
  • SILVA, Adriana. Estrutura Capilar e Procedimentos Estéticos. Belo Horizonte: Estilo Editora, 2016.


Tipos de Mega Hair e Materiais Utilizados

Introdução

O Mega Hair, ou extensão capilar, tornou-se um dos procedimentos mais procurados em salões de beleza, por sua capacidade de transformar a aparência de maneira rápida, promovendo volume, comprimento e versatilidade estética. Com a evolução das técnicas e materiais, surgiram diversas formas de aplicação, cada uma com características específicas, vantagens e limitações. A escolha do tipo de Mega Hair e dos materiais utilizados deve considerar a estrutura do cabelo natural, o objetivo do cliente e a durabilidade desejada, além de fatores como custo e manutenção.

1. Principais Tipos de Aplicação

a) Fita Adesiva (Tape-in)

Consiste na aplicação de mechas presas por fitas adesivas de dupla face, hipoalergênicas. É uma técnica rápida, confortável e quase imperceptível quando bem aplicada. Ideal para cabelos finos e para quem deseja evitar procedimentos com calor ou tração excessiva.

Vantagens: aplicação e remoção rápidas, reutilizável, efeito natural.
Desvantagens: exige cuidados específicos na lavagem e uso restrito de produtos oleosos na raiz (SILVA, 2016).

b) Queratina (Fusion)

Utiliza um polímero de queratina aquecido para fixar a extensão ao fio natural. A técnica proporciona

um polímero de queratina aquecido para fixar a extensão ao fio natural. A técnica proporciona longa durabilidade (até 3 meses) e aparência uniforme.

Vantagens: alta fixação, resistência à umidade.
Desvantagens: aplicação mais demorada, risco de dano térmico se mal executada (SANTOS, 2018).

c) Microlink (ou microargola)

Fixação feita com argolas metálicas ou de silicone, prensadas com alicate. Não utiliza cola nem calor.

Vantagens: menos agressiva ao fio, ajustável, reutilizável.
Desvantagens: pode causar desconforto ao dormir, risco de escorregamento se mal ajustado.

d) Nó Italiano

Mechas são amarradas manualmente ao cabelo natural com um elástico específico (nó feito com linha ou silicone). Técnica artesanal e resistente.

Vantagens: boa fixação, custo acessível, sem uso de calor.
Desvantagens: aplicação trabalhosa, exige manutenção periódica (MORAIS, 2017).

e) Tic Tac (Clip-in)

Mechas presas por presilhas (clips), que podem ser colocadas e retiradas diariamente. Indicadas para uso temporário ou eventos.

Vantagens: prática, sem comprometimento dos fios naturais.
Desvantagens: não indicada para uso prolongado, pode escorregar com movimentos bruscos.

f) Entrelaçamento (Costurado)

Técnica comum em cabelos crespos ou cacheados, na qual o Mega Hair é costurado sobre tranças embutidas no couro cabeludo.

Vantagens: alta durabilidade, boa fixação, preserva o fio natural.
Desvantagens: exige tempo para aplicação, manutenção cuidadosa para evitar acúmulo de resíduos (FERREIRA, 2021).

2. Cabelo Natural x Cabelo Sintético

a) Cabelo Natural (Humano)

Obtido por doação ou comercialização voluntária, o cabelo humano é processado e tratado para aplicação. Pode ser liso, ondulado, cacheado ou crespo. A versão Remy (com cutículas alinhadas) é considerada a de melhor qualidade.

Características:

  • Pode ser tingido, alisado ou modelado com calor.
  • Textura compatível com o cabelo da cliente.
  • Alta durabilidade (com manutenção adequada pode durar mais de um ano).

Desvantagens: preço elevado e necessidade de controle de origem ética (CARVALHO, 2020).

b) Cabelo Sintético

Produzido com fibras artificiais como kanekalon ou toyokalon. Possui variedade de cores e texturas, porém com aparência menos natural.

Características:

  • Não pode ser exposto a altas temperaturas (exceto algumas fibras especiais).
  • Menor durabilidade.
  • Mais acessível financeiramente.

Desvantagens: brilho artificial, maior desgaste com o tempo, difícil

reaproveitamento (ALMEIDA, 2021).

3. Escolha de Materiais para Diferentes Clientes

A seleção do tipo de Mega Hair e do material mais adequado deve considerar:

a) Objetivo Estético

  • Alongamento: técnicas como queratina ou fita adesiva são preferidas.
  • Volume: microlink e nó italiano permitem ajustes parciais.
  • Eventos específicos: tic tac pode ser a escolha ideal.

b) Tipo de Cabelo Natural

  • Finos e lisos: fita adesiva e micro argolas pequenas são menos perceptíveis.
  • Cacheados e crespos: entrelaçamento, nó italiano ou costura preservam melhor a textura original.

c) Orçamento do Cliente

  • Cabelos naturais Remy e técnicas de queratina têm maior custo inicial, mas oferecem melhor resultado e durabilidade.
  • Fibras sintéticas e tic tac são boas opções para uso esporádico.

d) Manutenção e Estilo de Vida

  • Clientes que frequentam praia ou piscina devem evitar colas sensíveis à umidade.
  • Quem pratica esportes ou lava o cabelo com frequência precisa de técnicas mais resistentes, como microlink ou entrelaçamento.

O profissional deve realizar uma anamnese capilar completa, ouvir as preferências da cliente e orientar sobre prós, contras, tempo de aplicação, manutenção e contraindicações.

Conclusão

Compreender os tipos de Mega Hair e os materiais disponíveis é fundamental para proporcionar um serviço seguro, personalizado e satisfatório. A diversidade de técnicas permite atender diferentes necessidades estéticas e perfis capilares. A escolha cuidadosa da aplicação e do tipo de cabelo — natural ou sintético — contribui para a durabilidade do resultado e a saúde do fio natural. O profissional de beleza que domina essas variáveis se torna mais qualificado para promover não apenas beleza, mas também bem-estar e autoestima.

Referências Bibliográficas

  • ALMEIDA, Tatiane. Beleza e tecnologia: materiais e inovações nos salões brasileiros. São Paulo: Nova Estética, 2021.
  • CARVALHO, Débora. Cabelos e Sustentabilidade: Um novo olhar para a cadeia produtiva de extensões capilares. Revista Cosmoética, v. 15, n. 3, p. 12-23, 2020.
  • FERREIRA, Lúcia. Manual Profissional do Mega Hair e Saúde Capilar. São Paulo: Editora Técnica Beleza, 2021.
  • MORAIS, Priscila. Técnicas Manuais de Alongamento Capilar. Curitiba: Instituto Beleza e Arte, 2017.
  • SANTOS, Mariana. Mega Hair Profissional: Guia Técnico de Aplicações e Cuidados. Curitiba: Editora Look, 2018.
  • SILVA,
  • Adriana. Estrutura Capilar e Procedimentos Estéticos. Belo Horizonte: Estilo Editora, 2016.

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