Análise
Comportamental
Antes de adentrar no assunto que diz respeito à profissão
de analista comportamental, vale entender o que é, de fato uma análise de
comportamento.
Análise Comportamental, como o nome já sugere, é um tipo de
investigação feita junto ao comportamento humano. Na verdade, não é uma
metodologia, e sim uma ciência que estuda e explica alguns comportamentos do
indivíduo em um determinado ambiente.
Ainda, essa ciência foi formulada por Burrhus Frederic Skinner, um
“psicólogo behaviorista, inventor e filósofo
norte-americano”.
Um analista de comportamento trabalha para identificar os
diferentes traços comportamentais das pessoas. Assim, o seu papel em uma
organização é contribuir para entender o proceder de diferentes indivíduos em
diversos contextos.
Uma vez que esse profissional consegue classificar as
pessoas, ele abre possibilidades para alocar os colaboradores em lugares mais
apropriados para o seu perfil comportamental.
Ainda, insere as pessoas certas nos lugares certos, onde elas terão melhor
desempenho, se sentirão mais confortáveis e satisfeitas com sua ocupação.
Segundo várias pesquisas, profissionais satisfeitos e
felizes produzem muito mais, o que impacta diretamente no faturamento da
organização.
Além disso, um analista comportamental é uma peça-chave no
processo de recrutamento e seleção, pois ele consegue identificar as
competências sociais dos candidatos. Isso torna a contratação mais ajustada, no
que diz respeito à cultura da empresa e também ao perfil do time ao qual eles
farão parte.
Assim, se uma empresa precisa de um colaborador mais
multitarefas, que se comunique bem entre os setores e que tenha um nível de
energia mais alto, um analista comportamental identifica isso antes mesmo do
candidato ser contratado.
Outra vantagem que esse profissional traz para a empresa é
a redução de gastos. Logo, se existe um cargo que requer competências
comportamentais específicas, é possível encontrar alguém que já tenha essas
características, eliminando custos de treinamento.
Qual a definição de
Perfis Comportamentais?
O perfil comportamental indica a maneira utilizada para
decodificar as posturas adotadas por alguém diante de determinados estímulos.
Em outras palavras, é uma forma de compreender e identificar qual será a reação
do colaborador diante de uma situação específica.
Segundo o Dicionário
Michaelis Online, a
palavra comportamento se refere a um "conjunto de atitudes que refletem o
meio social; forma de proceder". Esse significado tem tudo a ver com o
assunto que estamos tratando, afinal, cada indivíduo reage de maneira
diferente, a depender da sua personalidade.
Por exemplo: há quem trabalhe melhor e seja mais produtivo
sob pressão, enquanto outros preferem fazer tudo antecipadamente e com calma.
Ao mesmo tempo, existem pessoas que reagem muito mal a feedbacks e/ou
têm pouca inteligência emocional para lidar com críticas. Para cada perfil
encontrado, é preciso saber trabalhar para extrair seu potencial máximo.
Perceba que a personalidade interfere significativamente na
postura do indivíduo. No entanto, suas experiências profissionais e o
conhecimento obtido também têm um impacto relevante. Sendo assim, o perfil
sofre uma
mistura de hard skills (competências técnicas) com soft
skills (competências comportamentais).
São esses fatores que fazem um profissional ser completo e
adequado para determinado cargo ou função. Como consequência, se ele estiver
alocado em um local diferente do esperado, o resultado tende a ser desmotivação
e ausência de engajamento com a empresa.
Fica claro, portanto, que todos esses elementos estão
interligados. Com um recrutamento de
sucesso, você consegue encontrar o candidato ideal para a
vaga, que tem o perfil esperado em relação a quesitos técnicos e
comportamentais. Se ele se mantiver satisfeito com a função que exerce, tende a
ficar mais produtivo e executar seu trabalho com mais qualidade, gerando bons
resultados e melhorias para a imagem organizacional.
É claro que existem muitos outros elementos que aperfeiçoam ou prejudicam esse processo. De qualquer maneira, a análise dos perfis comportamentais é o primeiro passo para formar uma equipe de alto desempenho.
Quais são os 4
principais tipos de perfis comportamentais?
Existem diferentes metodologias que fazem essa
classificação. O modelo que usamos neste artigo é o Profiler, utilizado para
processos de gestão. Essa é uma ferramenta de identificação de perfil
profissional e comportamental. Por meio dela você consegue visualizar o estilo
de liderança do colaborador, quais são suas competências e aptidões, e como é
sua influência em relação à produtividade e ao ambiente.
A metodologia Profiler e a classificação de perfis comportamentais também permitem implementar o conceito de RH estratégico. Assim, é possível atender às
demandas organizacionais a partir de modelos
inovadores e com a garantia de que a pessoa certa estará no lugar mais
adequado.
Nesse contexto, confira quais são os 4 tipos de perfil
comportamental existentes.
É a pessoa comunicativa, que tem grande poder de persuasão
e carisma. Tende a ficar entusiasmada com novidades e projetos lançados. Outra
característica é ser altamente otimista e positiva em relação aos resultados a
serem alcançados.
No que se refere aos colegas, é um indivíduo de bons
relacionamentos, e costuma influenciar outras pessoas rapidamente e
contagiá-las com seu ponto de vista favorável. Apesar disso, é um profissional
que peca no tocante ao planejamento e à análise, podendo acreditar muito em
iniciativas pouco viáveis.
A pessoa com esse perfil ainda é bastante aberta e
receptiva ao trabalho. Os comunicadores atuam em equipe e costumam unir as
pessoas ao seu redor e apaziguar o ambiente quando há conflitos. Devido a essa
peculiaridade, são comumente utilizados como instrumentos de sociabilização.
Também podem ter muita criatividade.
O lado negativo — além da falta de planejamento e análise —
é a dificuldade em seguir processos, normas e cronogramas. Apesar disso, times
com poucos comunicadores tendem a ter dificuldade com o fluxo de informações em
relação aos demais setores. A área também tende a ter moral mais baixa, podendo
haver dificuldades com a confiança no trabalho.
Já equipes com um caráter comunicador forte podem prometer
mais do que efetivamente conseguem cumprir, além de serem capazes de ignorar
determinações de outros setores e de superiores. Nesses ambientes também há
pouca organização e comprometimento, situação que gera atrasos e falhas em
projetos.
Sabe aquela pessoa que chega em um ambiente e o domina? É o
executor.
Ele gosta de obstáculos e dificuldades, porque seu senso de
competitividade é elevado. Defende sempre seus pontos de vista e é bastante
corajoso, mas também tende a ser ditatorial e autoritário.
O aspecto positivo desse perfil é que essa pessoa realiza o
que é necessário a todo custo. O executor consegue contornar os desafios e
tornar realidade o que for preciso. Para isso, também demonstra elevada
autoconfiança, além de ser objetivo, determinado e focado em resultados.
Para conseguir fazer o que deseja, o executor precisa de
certa liberdade de ação. Em qualquer caso, é bem provável que consiga cumprir
sua meta e até seja capaz de ultrapassá-la.
O lado
negativo é que a perseguição a um resultado pode
causar prejuízos quando a empreitada é desnecessária ou inatingível. Afinal, o
executor dificilmente desiste do que quer.
Outros pontos negativos são as dificuldades de seguir as
regras da empresa quando elas se constituem em obstáculos e de trabalhar
conjuntamente a outros setores. Assim, é bem comum que a equipe com essa
característica atue de forma isolada e dispersa, o que pode causar problemas
para o negócio.
Por sua vez, os setores que têm poucos profissionais com
esse perfil tendem a ser menos empreendedores. Há muita dificuldade em tomar
decisões e os colaboradores podem ficar intimidados com clientes, fornecedores
e com as próprias metas traçadas, que são extremamente difíceis de serem
alcançadas.
Tem como características ser detalhista, meticuloso e
preocupado. O profissional analista é responsável, muito conservador e
organizado. Por isso, é uma pessoa capaz de controlar rotinas repetitivas e
processos executados diariamente.
Aliás, são essas atividades as que o analista mais gosta de
fazer — por isso, também adora mapear, analisar e aperfeiçoar fluxos de
trabalho para garantir que tudo seja realizado da melhor maneira possível. Como
atentase aos detalhes, o analista também é perfeccionista e cumpre os passos
indicados com segurança.
Esse tipo de profissional detesta trabalhar sob
pressão e
costuma se fechar quando passa por esse tipo de situação. Por outro lado,
consegue vários feedbacks
positivos quando
o assunto é o desenvolvimento de trabalhos com precisão.
Equipes que contêm muitos analistas costumam ser bastante
precisas. Devido às peculiaridades desse profissional, ele é bastante
solicitado em funções que exigem ampla especialização. Esses indivíduos também
têm um ponto de vista estratégico — apesar de, muitas vezes, terem dificuldades
em tomar decisões.
Os analistas são perfeitos para projetos relacionados à
pesquisa e ao conhecimento, já que, nessas iniciativas, é fundamental criar
resultados úteis, precisos e comprováveis. No entanto, é preciso ter cuidado
com uma equipe cheia de colaboradores com esse perfil.
Quando isso ocorre, é comum que o time perca muito tempo
desenvolvendo atividades que não exigem tanto cuidado. Também é normal ter
problemas com a ausência de decisão ou comando — ou seja, os analistas são
pouco autogerenciáveis.
A indecisão também faz parte do pacote, assim como a pouca praticidade. Esses profissionais ainda costumam ser um tanto
indecisão também faz parte do pacote, assim como a pouca
praticidade. Esses profissionais ainda costumam ser um tanto orgulhosos, porque
querem que todas as etapas saiam excessivamente perfeitas. Assim, são bastante
críticos com eles mesmos e com os outros.
É um colaborador de ritmo constante, também conservador e
estável. É bastante controlado e dificilmente entra em pânico, porque costuma
planejar tudo antecipadamente. No entanto, tem baixa capacidade de improviso
quando necessário, e sua criatividade é limitada porque ele acha difícil inovar
ou pensar fora da caixa.
Gosta de ajudar as outras pessoas e, por isso, tende a
trabalhar bem em equipe. É paciente e não apresenta altos e baixos nas suas
atividades. Com suas características, esse profissional é de fácil convivência
e bastante confiável. Sempre evita conflitos diretos e costuma ter um bom senso
de justiça.
Preocupa-se pouco com a urgência de determinada tarefa e
pode até postergar a entrega se achar que é necessário rever a estratégia ou o
planejamento. É uma pessoa capaz de amenizar conflitos e atingir um ponto de
equilíbrio, podendo ser utilizado como meio de contato e acompanhamento de
resultados da equipe — inclusive com a responsabilidade de informar pontos
positivos e negativos, além de dar feedbacks.
Tem praticamente todas as qualidades de um
líder, mas é pessimista e tem muito receio
de que as coisas saiam do seu controle e do que foi previamente planejado.
Esses são os únicos pontos negativos, que podem ser contrabalanceados com a
presença de um comunicador forte.
As equipes com bons planejadores costumam seguir o que foi determinado, mas dificilmente alcançam resultados acima do esperado. Muitas decisões ficam na etapa de programação e nunca saem desse estágio até que alguém com perfil dominante mude esse cenário e coloque-as em prática.
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