Teoria das
Cores
Teoria das Cores são os estudos e experimentos
relacionados com a associação entre a luz e a natureza das cores. Leonardo Da
Vinci, Isaac Newton, Goethe e outros estudiosos inicialmente buscavam saber
como acontecia o processo de formação das cores.
Com o passar do tempo a Teoria se tornou mais
extensa e hoje compreende vários campos de observação a respeito das cores.
Os estudos incluem desde a compreensão sobre o que são as cores, como elas se formam, como acontece a interpretação da visão e do cérebro até os usos na prática e as melhores formas de aplicação.
O pintor e cientista italiano Leonardo Da Vinci
(1452-1519), em suas pesquisas e formulações retratadas no livro Tratado da
Pintura e da Paisagem – Sombra e Luz, já afirmava que a cor era uma propriedade
da luz e não dos objetos.
Mais tarde, o físico inglês Isaac Newton (1643-1727), nos seus experimentos aprofundou os estudou sobre a influência da luz do sol na formação das cores.
Newton estudou o fenômeno da difração, que
consistia na decomposição da luz solar em várias cores quando atravessava um
prisma. Para fazer o experimento, ele utilizou um prisma de vidro.
Ao observar a passagem da luz do sol pelo objeto,
Newton percebeu que a luz se decompunha em diversas cores, que variavam do tom
violeta ao vermelho. Ele deu ao feixe de luz o nome de espectro.
Representação do experimento realizado por Newton: ao atravessar o prisma a luz solar de decompõe.
O espectro visualizado por Newton é formado pela união das cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Estas são as sete cores que formam a luz do sol e o arco-íris.
Sabe-se que a combinação de cores é indispensável em
um projeto de design e a partir de boas combinações podemos contrastá-las,
harmonizálas e iluminá-las de forma espetacular. Para simplificar esse
processo, utilizamos o círculo cromático, ou seja, um instrumento facilitador
para elaborar projetos, uma vez que, nele temos acesso a composição de cores,
luminosidade, saturação e sombra que devem ser utilizados.
Entende-se por círculo cromático, como o próprio
nome designa uma paleta composta por doze cores, sendo elas:
– Três
cores primárias: não podem ser obtidas através de outras, como o amarelo, azul
e vermelho.
– Três
cores secundárias: formadas pela mistura das cores primárias, obtemos laranja,
violeta e verde.
– Seis cores terciárias: compostas pela
mistura das cores secundárias.
Além dessas cores classificadas acima, podemos
criar milhares de outras adicionando o preto, e resultando em sombras e cores
mais escuras ou o branco para representar a luminosidade e cores claras. Como
diz na teoria das cores, a partir das cores primárias, também chamadas de cores
básicas, pode surgir qualquer outra.
Ainda existem as cores que chamamos de
complementares, ou seja, que ocupam posições inversas no círculo e que
funcionam extraordinariamente bem juntas. Temos, também, as chamadas harmonias,
que funcionam na combinação de cores, criando espaços ou trabalhos bastante
chamativos, classificamo-las em quatro tipos:
– Harmonia
monocromática: utilizamos a mesma cor com diferentes saturações e luminosidade.
Para que não fique sem graça e monótono, pode-se utilizar o preto e branco para
destacar os detalhes.
– Harmonia
análoga: representa-se por uma cor principal e primária e duas outras
confinantes a mesma no círculo de cores para atribuir aos detalhes.
– Harmonia
complementar: como citamos, é dada pela escolha de uma cor no círculo de cores
e a oposta a ela. Geralmente utiliza-se uma cor quente e uma fria, atribuindo
uma como principal e outra aos detalhes.
– Harmonia
triádica: escolhe-se três cores que possuem a mesma distância entre si,
usando-se uma como dominante e duas para os detalhes.
O estudo das cores envolve muito mais que apenas este conteúdo, porém com essas dicas e combinações, um profissional poderá trabalhar com elas de forma complexa e fazer um projeto extraordinário, além de ser auxiliado pelo círculo cromático e obter um resultado de forma mais simples e eficaz.
A harmonia das cores é uma técnica básica da teoria das cores para
combinação cromática. Esta técnica propõe possíveis relações entre cores às
quais podemos acudir para transmitir a nossa mensagem ou criar um determinado
universo. Conhecê-la é importante para orientar nossa arte ou comunicação para
uma estética agradável e alcançar melhores resultados.
E como podemos conhecer essas possíveis relações? A resposta passa por entender o círculo cromático.
As relações de harmonia de cores costumam
ser determinadas com base no círculo cromático, um diagrama circular que pode
servir como uma bússola para orientar nossas decisões.
O círculo cromático oferece uma representação ordenada e circular das cores. É composto por 12 cores baseadas no sistema RGB, ou
seja, red,
green e blue (vermelho, verde e azul). A sua localização é imóvel porque
nos dá informações essenciais no processo criativo: nos mostra sua procedência
e formação.
Se você estudar o círculo cromático detalhadamente,
descobrirá que as cores primárias (vermelho, azul e amarelo) estão localizadas
a determinadas distâncias entre si, enquanto as cores secundárias (roxo, verde
e laranja, formadas pela mistura das cores primárias) estão localizadas numa
zona intermediária entre as cores primárias.
As cores terciárias são misturas de uma cor
primária e uma cor secundária e preenchem os espaços restantes. Teoricamente,
todas as cores possíveis poderiam ser incluídas no círculo cromático, embora os
disponíveis comercialmente costumem incluir aproximadamente 12 cores.
As harmonias podem
ocorrer em diferentes níveis de complexidade.
-
Cores complementares:
estabelecem uma relação, como o nome indica, de complementaridade. São
diretamente opostas na roda. São tons que, combinados, ficam visualmente
impressionantes, mas também podem ser discordantes, por isso é melhor usá-los
com moderação, para acentuar e realçar.
-
Cores
análogas: cores análogas são encontradas em
ambos os lados da cor-chave ao longo do círculo cromático. Costumam representar
combinações de cores encontradas naturalmente na natureza e são visualmente
serenas. O uso excessivo de cores análogas pode fazer com que sua pintura,
marca ou obra pareça monocromática, por isso devemos usá-las com muita
consciência para não criar essa sensação.
-
Cores
triádicas: as cores triádicas, assim como as
primárias, são espaçadas com certa regularidade no círculo cromático. Este
esquema de cores pode ser bastante elegante quando escolhemos uma cor que
domina e usamos as outras como acentos pontuais. Confiar cegamente nesse
esquema, no entanto, pode tornar o resultado confuso.
- Monocromia: trata-se da harmonia alcançada por uma única cor e seus diferentes tons. Relações monocromáticas nos obrigam a brincar com formas e texturas de forma mais criativa. O maior desafio que apresentam na hora de montar esquemas, segundo a especialista, é a diferenciação.
Acesse materiais, apostilas e vídeos em mais de 3000 cursos, tudo isso gratuitamente!
Matricule-se AgoraAcesse materiais, apostilas e vídeos em mais de 3000 cursos, tudo isso gratuitamente!
Matricule-se Agora