A importância da humanização no atendimento ao idoso
A humanização nas consultas é desenvolvida a partir da
habilidade dos profissionais da área da saúde em valorizar e prestar atenção no
paciente para oferecer uma terapia eficaz e digna. O atendimento tem como eixos
centrais o cuidado individualizado e a transmissão de sentimentos de confiança,
segurança e apoio para aumentar a adesão ao tratamento.
O paciente e seus familiares devem estar sempre
informados sobre o quadro geral da situação de saúde, bem como dos resultados
de exames e da evolução das terapias adotadas. Todos os procedimentos a serem
conduzidos pela equipe de saúde devem ser explicados de maneira clara e
acessível, considerando o estado emocional dos envolvidos.
A maior participação dos pacientes nos procedimentos
clínicos fortalece a saúde mental, o que pode ajudar na melhoria do estado
geral. Com o foco nas reais necessidades dos enfermos, a humanização pode ter
uma importante contribuição no processo de cura e na recuperação mais rápida.
A humanização no tratamento é essencial em todas as
faixas etárias, mas pessoas acima de 60 anos precisam de uma atenção especial
pelas inúmeras fragilidades, como doenças e limitações com as quais não estavam
acostumadas. Por isso, idosos tendem a estar mais sensíveis quanto a questões
de saúde.
O atendimento precisa abrir espaço para o paciente
expressar seus pensamentos, e o profissional de saúde deve buscar criar
empatia, entendendo as necessidades e dificuldades apresentadas. O tratamento
deve ser conduzido sempre com respeito e paciência, para que a pessoa se sinta
acolhida e valorizada.
A comunicação precisa ser clara, evitando termos muito
técnicos e rebuscados, principalmente porque muitos idosos podem ter problemas
auditivos. E é importante não os interromper com frequência, ainda que um
direcionamento possa ser necessário para a conclusão e o encaminhamento do
atendimento.
Para promover boas práticas no atendimento do Sistema
Único de Saúde
(SUS), em 2003 foi criada a Política Nacional de
Humanização (HumanizaSUS), que tem como
princípios a valorização de pacientes, trabalhadores e gestores do setor de
saúde para promover mudanças na gestão e no atendimento da rede.
A legislação busca promover responsabilidade compartilhada, criação de vínculos solidários e participação coletiva nos processos de administração. Com essas
medidas, o objetivo é fortalecer as redes
de apoio para o enfrentamento de ações consideradas desumanizadoras, como
filas, longos tempos de espera e acesso limitado à saúde.
O HumanizaSUS deve oferecer atendimento focado nas
necessidades dos cidadãos para a construção de um SUS mais acolhedor, eficiente
e com maior capacidade de resolução de situações. Por meio da articulação dos
processos, a política busca promover qualificação do ambiente e melhoria das
condições de trabalho e de assistência.
• Lançada
em 2003, a PNH se constitui como política transversal - não como programa –
estruturada em princípios, diretrizes, dispositivos e método;
• Visa
superar: ações fragmentadas da humanização em áreas (mulher, criança, idoso,
adolescente) e o sentido (voluntarismo, assistencialismo, tecnicismo e
paternalismo);
• Coloca
em análise os modelos de gestão e de atenção instituídos;
• Valoriza
a dimensão subjetiva e social em todas as práticas do SUS, acolhe as diferenças
e incentiva o protagonismo;
• Trabalha
os conflitos e a diversidade de ideias, interesses, raça/cor, sexo, grupos
sociais;
• Trabalha
com sujeitos concretos que se transformam, transformando as práticas.
• Para
mudar os modos de atender, temos que mudar a organização dos processos de
trabalho;
• Equipes
interdisciplinares;
• O planejamento, a decisão e participação.
•
Abrir as caixinhas;
•
Criar zonas de intersecção – construir espaços
coletivos, democráticos;
•
Abrir a comunicação;
•
Ampliar as grupalidades (questiona poderes e
saberes instituídos);
•
Conectar em rede.
•
A co-responsabilidade entre gestores, usuários e
trabalhadores da saúde nos processos de atenção e gestão.
Como sermos
responsáveis se não somos chamados a opinar, se não construirmos espaços de
fala?
•
Estabelecer compromissos e contratos com os
diversos atores - Autonomia relativa.
Até que ponto contribuímos na nossa relação com os usuários, para ampliar a sua capacidade de reflexão e autonomia?
Diretrizes
da PNH
a) Ampliação
da clínica;
b) Co-gestão;
c) Valorização
do processo de criação no trabalho e da saúde do trabalhador;
d) Defesa
dos direitos dos usuários;
e) Acolhimento.
Concepções,
entendimentos, significados, experimentações:
• Recepção
administrativa nos serviços e ambiente confortável;
• Atividade
desempenhada por um determinado profissional e num espaço especifico;
• Triagem
administrativa e encaminhamentos;
• Organização
das filas por tipo de atendimento e ordem de chegada.
•
É uma diretriz ético-política, implica em compartilhamento de saberes, escuta
qualificada das necessidades, encaminhamento responsável e tem perspectiva tecnológica;
•
O acolhimento se constitui uma ação que deve
ocorrer em todos os locais e
momentos dos serviços na produção de
saúde (horizontalização das linhas de cuidado) e produção de sujeitos;
•
Estimula a corresponsabilização,
um encarregar-se do outro, seja ele usuário ou profissional de saúde;
Relação respeitosa;
Considerar que a
pessoa idosa compreende perguntas e orientações;
Dizer seu nome/não a infantilizar, contato
visual, local iluminado, Ser receptivo à
diminuição da capacidade sensórioperceptivas:
. audição – tom de voz, repetição, leitura labial
. voz – alteração/transtorno
. linguagem –
habilidade cognitiva e nível de orientação
Avaliar
contexto/individualizar as informações
Postura
corporal, expressão facial, Delimitação de espaço/início de um diálogo, Toque.
Aspectos físicos; Atitude.
• Promover
autonomia do idoso, com respeito,
vínculo e responsabilização, estímulo e apoio para que se mantenha o máximo
possível no controle de sua saúde e de sua vida;
• Fomentar
grupos/espaços de convivência – não impositivos;
• Acolher
o idoso é garantir ao cidadão o acesso como direito, percebendo sua
subjetividade, sua rede familiar e social e, portanto, pactuando as ações de
cuidado de modo co-responsável.
Não esgotar todos os assuntos num único encontro,
Considerar possibilidade de negociação (gradual) de
mudanças de hábitos,
Possibilita percepção de reações inadequadas a uso de
medicamentos,
Vínculo contribui no aumento à adesão ao tratamento, Visita domiciliar.
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