Procedimentos de Salvamento e Reanimação
Resgate
Seguro
Métodos
de Resgate para Diferentes Situações
Ao realizar um resgate aquático, é essencial ajustar
a abordagem de acordo com o ambiente e a profundidade da água. Cada situação
exige um método específico de resgate para garantir a segurança tanto da vítima
quanto do socorrista.
Utilização
de Objetos Flutuantes no Resgate
A utilização de objetos flutuantes no resgate é uma
técnica essencial para minimizar os riscos tanto para a vítima quanto para o
socorrista. Esses objetos oferecem apoio adicional à vítima, permitindo que ela
flutue enquanto o resgate é conduzido com segurança. Alguns dos itens mais
comuns que podem ser usados incluem:
O uso desses objetos ajuda a manter uma distância
segura entre a vítima e o socorrista, minimizando os riscos de afogamento
duplo.
Técnicas
para Evitar o Risco do Salvador
O resgate de uma vítima de afogamento pode ser
perigoso, especialmente se o socorrista não tomar precauções adequadas. A
vítima em pânico pode se agarrar ao socorrista em um reflexo de sobrevivência,
o que pode resultar em afogamento duplo. Para evitar esses riscos, algumas
técnicas importantes devem ser seguidas:
A segurança do
socorrista é primordial durante
qualquer tentativa de resgate. Tomando as precauções corretas, é possível
realizar um resgate eficaz e seguro, minimizando o risco de incidentes para
ambas as partes.
Técnicas de Reanimação
(RCP)
A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é uma técnica
essencial para salvar vidas em situações de emergência, incluindo afogamentos.
O afogamento causa parada respiratória e, rapidamente, parada cardíaca,
tornando a RCP uma medida de extrema importância para restaurar a respiração e
a circulação sanguínea.
Passos
da Reanimação Cardiopulmonar (RCP) em Vítimas de Afogamento
Em casos de afogamento, o protocolo de RCP segue
algumas etapas específicas para maximizar as chances de sobrevivência. O
afogamento é uma situação onde a asfixia (falta de oxigênio) precede a parada
cardíaca, portanto, é fundamental priorizar a ventilação logo no início da
reanimação.
1.
Verificar a Responsividade da Vítima: Antes de iniciar a RCP, é necessário verificar se a
vítima está consciente. Tente chamar a pessoa e sacudir levemente seus ombros.
Se ela não responder, considere-a inconsciente e continue com o próximo passo.
2.
Chamar por Ajuda: Se possível, peça para que alguém chame o serviço
de emergência imediatamente ou faça a chamada você mesmo se estiver sozinho.
3.
Iniciar a RCP:
o
Posicionar a vítima: Coloque a vítima deitada de costas sobre uma
superfície firme e nivelada.
o
Abrir as vias aéreas: Incline suavemente a cabeça da vítima para trás,
levantando o queixo para abrir as vias respiratórias.
o
Fornecer Ventilações Iniciais: Diferente da RCP para outras emergências, em casos
de afogamento, inicie com 5 ventilações boca a boca. Aperte o nariz da
vítima, sele os lábios ao redor da boca dela e sopre lentamente, observando se
o tórax se eleva. Se não houver elevação, ajuste a inclinação da cabeça e tente
novamente.
o
Compressões Torácicas: Após as 5 ventilações, inicie as compressões
torácicas. Coloque suas mãos uma sobre a outra no centro do tórax da vítima
(para crianças, use uma mão; para bebês, use dois dedos). Faça 30
compressões a uma profundidade de cerca de 5 cm para adultos (4 cm para
crianças e bebês), com uma cadência de 100 a 120 compressões por minuto.
4.
Repetir o Ciclo: Após 30 compressões, repita o ciclo com 2
ventilações boca a boca seguidas por mais 30 compressões torácicas. Continue o
ciclo até que a vítima comece a respirar ou até a chegada de ajuda médica.
Diferenciação do RCP em
Adultos, Crianças e Bebês
As técnicas de RCP variam ligeiramente entre
adultos, crianças e bebês devido às diferenças de tamanho, força física e
resistência.
Em todos os casos, o ritmo das compressões deve ser
o mesmo, com 100 a 120 compressões por minuto. A proporção entre compressões e
ventilações permanece em 30:2.
Importância
da Ventilação e Compressões no Afogamento
Em casos de afogamento, o foco principal é restaurar
a oxigenação do corpo, já que a principal causa da parada cardíaca é a asfixia.
Por isso, ao contrário de outras situações em que as compressões são a
prioridade, em casos de afogamento, a ventilação deve ser iniciada antes das
compressões.
A combinação correta de ventilação e compressões é
crucial para reverter o quadro de afogamento. Em muitos casos, a eficácia da
RCP depende da rapidez com que é iniciada, já que os danos ao cérebro por falta
de oxigênio começam a ocorrer em poucos minutos. Portanto, em situações de
afogamento, cada segundo conta, e a RCP imediata pode fazer a diferença entre a
vida e a morte.
Uso do Desfibrilador
Externo Automático (DEA)
O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é uma ferramenta crucial em
situações de emergência cardíaca, incluindo casos de
afogamento, onde a parada cardíaca pode ocorrer como resultado de asfixia. O
DEA é projetado para ser simples de usar, mesmo por pessoas sem treinamento
médico, fornecendo instruções claras e automatizadas para ajudar a salvar
vidas.
Quando
e Como Usar o DEA em Vítimas de Afogamento
Em casos de afogamento, a vítima pode entrar em
parada cardíaca devido à falta prolongada de oxigênio. Nesses casos, após
iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP), o uso do DEA pode ser necessário se
o coração da vítima estiver em um ritmo de fibrilação ventricular ou
taquicardia ventricular, que são ritmos cardíacos que o DEA pode corrigir com
um choque.
Quando
usar o DEA:
Como
usar o DEA:
1.
Ligar o DEA: A primeira etapa é ligar o aparelho. Os modelos de
DEA fornecem instruções de voz que guiam o usuário durante todo o processo.
2.
Preparar a vítima: Seque o peito da vítima se estiver molhado,
principalmente em casos de afogamento, para garantir que os eletrodos do DEA
possam aderir adequadamente à pele. A água pode interferir na condução
elétrica, por isso é essencial secar completamente a pele.
3.
Aplicar os eletrodos: Coloque os eletrodos adesivos (geralmente um no
lado direito superior do peito, abaixo da clavícula, e outro no lado esquerdo
inferior, abaixo do peito) conforme as instruções. Os adesivos detectam o ritmo
cardíaco e determinam se um choque é necessário.
4.
Analisar o ritmo cardíaco: O DEA fará uma análise automática do ritmo cardíaco
da vítima. Durante esse período, ninguém deve tocar na vítima para
evitar interferência na leitura do aparelho.
5. Administrar o choque (se necessário): Se o DEA determinar que um choque é necessário, ele emitirá instruções para se afastar da vítima e pressionar o botão de choque. Após o choque, o DEA guiará o socorrista a continuar a RCP por mais alguns minutos, antes de realizar uma nova análise do ritmo
cardíaco.
Procedimentos
com e sem o DEA Disponível
Com
o DEA disponível:
Sem
o DEA disponível:
Cuidados
Após o Uso do DEA
Depois que o DEA é utilizado, mesmo que a vítima
recupere os sinais vitais, alguns cuidados precisam ser tomados:
1.
Continuar a RCP (se necessário): Se a vítima não recuperar a respiração ou o pulso
após o uso do DEA, continue a RCP conforme as instruções do aparelho. O DEA
pode realizar novas análises e, se necessário, recomendar outro choque.
2. Monitorar a vítima: Se a vítima recuperar os sinais vitais (respiração e pulso), mantenha-a em uma posição segura, como a posição lateral de segurança, para evitar sufocamento em caso de vômito e continue monitorando seus sinais vitais até que a equipe de emergência chegue.
3.
Atenção à hipotermia: Em casos de afogamento, a vítima pode estar em
risco de hipotermia, especialmente se o afogamento ocorreu em águas frias.
Mantenha a vítima aquecida com cobertores ou qualquer material disponível para
prevenir a perda de calor corporal, enquanto aguarda a chegada de ajuda médica.
4.
Relatar o uso do DEA aos socorristas: Ao chegar a equipe de emergência, informe que o DEA
foi utilizado e quantas vezes o choque foi administrado. Essa informação é
crucial para o tratamento posterior no hospital.
O DEA é um dispositivo salvador de vidas, mas é importante lembrar que sua eficácia aumenta quando utilizado em conjunto com a RCP e em um ambiente seguro. Mesmo em casos onde o DEA não recomenda um choque, a RCP deve continuar até que a ajuda médica chegue.
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