BÁSICO EM MANUTENÇÃO DE ELEVADOR
A manutenção de elevadores é um procedimento técnico
essencial que assegura a integridade funcional e a segurança operacional desses
equipamentos. A negligência nesse aspecto pode acarretar consequências graves,
que vão desde falhas mecânicas e interrupções no serviço até acidentes com
danos materiais e risco à vida humana. A ausência de manutenção preventiva e
corretiva representa, portanto, um problema crítico tanto do ponto de vista
técnico quanto jurídico, implicando em responsabilidade civil e penal para os
responsáveis pela conservação do equipamento. Este texto apresenta os
principais riscos associados à falta de manutenção em elevadores e as
obrigações legais relacionadas ao tema.
A primeira consequência perceptível da ausência de
manutenção em elevadores é o aumento do número de falhas nos sistemas mecânicos
e elétricos. Peças sujeitas ao desgaste, como cabos, polias, rolamentos, freios
e trilhos, necessitam de ajustes, lubrificação e substituição periódica.
Falhas mais comuns:
• Ruptura
ou desgaste excessivo de cabos de tração;
• Defeitos
em motores e freios eletromecânicos;
• Travamento ou mau funcionamento de portas automáticas;
• Desalinhamento da cabina ou contrapeso nos trilhos;
• Queima
de componentes eletrônicos no painel de controle.
Tais falhas não apenas comprometem o desempenho do elevador, como também podem colocar os usuários em situações de risco, como paradas inesperadas, oscilações bruscas ou travamento entre andares.
A falta de manutenção regular acarreta o mau funcionamento
dos sistemas de segurança embarcados, como sensores, limitadores de velocidade,
freios de emergência, travas e alarmes. Isso amplia significativamente o risco
de acidentes, que podem envolver quedas de pessoas no poço, choque elétrico,
aprisionamento na cabina, e, em casos extremos, queda livre da cabina.
Entre os acidentes mais notificados em
elevadores mal conservados estão:
• Desnível
entre o piso da cabina e o andar, levando a tropeços e quedas;
• Abertura
indevida das portas sem a presença da cabina no local;
• Paradas
bruscas por falha nos freios;
• Travamento
prolongado por falha no motor ou no sistema elétrico.
Casos documentados pela imprensa e por relatórios técnicos demonstram que a maior parte
dos pela imprensa e por relatórios técnicos
demonstram que a maior parte dos acidentes em elevadores ocorre por falhas
evitáveis, relacionadas à negligência na manutenção.
A ausência de manutenção contribui para o envelhecimento
precoce dos componentes do elevador. Peças que poderiam ter durado anos passam
a apresentar defeitos com maior frequência, exigindo substituições dispendiosas
ou, em casos extremos, a necessidade de modernização total do sistema.
A falta de inspeções regulares impede que problemas pequenos sejam detectados em estágios iniciais, o que gera intervenções corretivas mais caras e complexas. Isso representa não apenas uma falha técnica, mas também um aumento significativo nos custos de operação do edifício a médio e longo prazo.
No Brasil, a manutenção periódica dos elevadores é obrigatória por lei e regulada por
normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A
negligência nessa obrigação pode resultar na interdição do equipamento por órgãos fiscalizadores municipais ou
estaduais, como a prefeitura, o corpo de bombeiros e o CREA.
Principais normativas:
• ABNT NBR NM 207:1999 – Requisitos de
segurança para elevadores elétricos de passageiros;
• ABNT NBR 16042:2012 – Diretrizes para
manutenção, conservação e inspeção periódica;
• Leis
municipais que exigem a apresentação de laudos de vistoria e atestados de
conformidade técnica.
Além da interdição, a ausência de manutenção pode acarretar
responsabilidade civil por danos
materiais e morais e, em caso de acidente com vítima, responsabilidade criminal por lesão corporal ou homicídio culposo.
Para condomínios, edifícios corporativos ou hospitais, a
recorrência de falhas em elevadores compromete a experiência de uso dos
moradores, visitantes ou funcionários. Quebras frequentes e paradas inesperadas
afetam diretamente a rotina dos ocupantes e geram desconforto, insegurança e
reclamações.
A gestão predial que negligencia a manutenção tende a enfrentar maiores desafios jurídicos e administrativos, além de dificuldades na valorização do imóvel. A imagem institucional, especialmente em edifícios comerciais, também pode ser afetada pela má conservação dos equipamentos.
A ausência de manutenção em elevadores é um fator de risco técnico, financeiro e legal.
Equipamentos complexos como os elevadores exigem
cuidados contínuos, manutenções preventivas rigorosas e intervenções corretivas
sempre que forem identificadas falhas. A adoção de planos de manutenção
periódica, a contratação de empresas especializadas e o cumprimento das normas
técnicas são medidas indispensáveis para garantir a segurança dos usuários, a
longevidade do equipamento e a responsabilidade legal dos gestores.
Prevenir acidentes e manter o funcionamento eficiente de um
elevador é não apenas uma obrigação técnica, mas também um compromisso ético
com a vida e o bem-estar das pessoas.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• GOMES,
Ricardo S. Segurança e Manutenção em
Sistemas de
Transporte Vertical.
São Paulo: Érica, 2015.
• PREFEITURA
DE SÃO PAULO. Manual de Inspeção e
Manutenção de Elevadores. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br
• THYSSENKRUPP.
Manual
de Segurança para Elevadores.
Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
Benefícios da Manutenção de Elevadores: Segurança, Durabilidade e Economia
A manutenção adequada de elevadores não se resume a um
cumprimento formal de normas técnicas, mas representa um investimento essencial
que gera benefícios diretos e mensuráveis em três pilares fundamentais:
segurança dos usuários, durabilidade dos equipamentos e economia de recursos
financeiros. Elevadores são sistemas de transporte vertical altamente
utilizados em edifícios residenciais, comerciais, industriais e hospitalares.
Sua operação ininterrupta e confiável depende da realização periódica de ações
preventivas, corretivas e preditivas. A seguir, abordam-se os principais
benefícios da manutenção regular, com base em parâmetros técnicos e normativos
reconhecidos.
A principal justificativa para a manutenção periódica de
elevadores é a segurança dos usuários.
Considerando que esses equipamentos transportam pessoas em ambientes confinados
e em alturas elevadas, qualquer falha pode representar risco à integridade
física ou à vida dos passageiros.
A manutenção periódica assegura o
funcionamento correto de componentes críticos como:
• Travas
de segurança das portas;
• Freios
eletromecânicos;
• Cabos
de tração e polias;
• Limitadores
de velocidade;
• Sensores
de presença e posicionamento.
Esses dispositivos atuam em conjunto para impedir quedas,
travamentos, desníveis de parada e falhas na abertura das portas. Sem
manutenção, o risco de falha técnica se eleva significativamente. Segundo a
Associação
Brasileira das Empresas de Elevadores (ABEEL), a maior
parte dos acidentes registrados em elevadores decorre da ausência de
verificação e substituição de peças desgastadas.
As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), como a NBR NM 207:1999 e a NBR 16042:2012, estabelecem diretrizes
para garantir que os elevadores mantenham níveis mínimos de segurança durante
sua operação. O não cumprimento dessas exigências pode levar à interdição do
equipamento por órgãos fiscalizadores, além de responsabilização civil e criminal
dos gestores do edifício.
Outro benefício direto da manutenção regular é o aumento da vida útil dos componentes do
elevador, o que evita substituições prematuras e interrupções inesperadas
no serviço.
Componentes como motores, rolamentos, cabos, guias e
sistemas de controle eletrônico sofrem desgaste natural com o tempo. A
manutenção preventiva atua diretamente na preservação desses elementos por meio
de:
• Lubrificação
periódica;
• Calibração
de sensores;
• Substituição
de peças desgastadas;
• Alinhamento
de trilhos e ajustes de tensão dos cabos.
Essas ações retardam o processo de deterioração, mantêm a
performance ideal do sistema e evitam que falhas menores evoluam para danos
estruturais mais graves.
A manutenção periódica permite a identificação da
necessidade de atualizações tecnológicas, como a substituição de sistemas
obsoletos por motores de ímã permanente ou controladores inteligentes. A
modernização programada, ao contrário da troca emergencial, é mais econômica,
planejada e menos disruptiva para os usuários.
Embora possa parecer um custo fixo adicional, a manutenção preventiva representa uma economia significativa no longo prazo, especialmente
quando comparada aos
gastos gerados por falhas inesperadas ou acidentes.
Falhas em componentes não monitorados podem exigir
intervenções emergenciais de alto custo, incluindo substituições urgentes,
paralisação do sistema e deslocamento de técnicos fora do horário comercial. A
manutenção contínua minimiza a incidência dessas ocorrências e permite que a
programação de serviços siga critérios de planejamento orçamentário.
Equipamentos bem conservados operam com maior eficiência energética. A
lubrificação adequada dos trilhos e o funcionamento preciso do motor e do
sistema de tração reduzem o consumo de energia. Além disso, tecnologias
modernas que podem ser incorporadas durante as manutenções — como inversores de
frequência, sistemas regenerativos e iluminação LED — contribuem para uma
operação mais sustentável e econômica.
Edifícios com elevadores em bom estado de conservação
tendem a ter maior valorização no mercado imobiliário. A confiabilidade dos
sistemas de transporte vertical é fator de decisão para locatários e
compradores, especialmente em edifícios comerciais. A manutenção constante,
além de preservar os ativos físicos, demonstra responsabilidade administrativa.
A manutenção regular de elevadores é uma prática
estratégica que agrega valor em três dimensões centrais: segurança, durabilidade
e economia. Ao garantir o pleno
funcionamento dos componentes, prevenir acidentes e preservar a integridade
estrutural do equipamento, ela protege a vida dos usuários e otimiza os
investimentos dos responsáveis pela edificação.
A negligência nesse aspecto pode implicar em prejuízos
técnicos, financeiros e jurídicos. Em contrapartida, a adoção de um plano de
manutenção contínuo, conforme os parâmetros estabelecidos pela ABNT e por
fabricantes, é sinônimo de gestão eficaz, redução de riscos e comprometimento
com a segurança coletiva.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• CHILDS,
Peter. Elevators: A Mechanical and Design
History. CRC Press, 2018.
•
ABEEL
– Associação Brasileira das Empresas de Elevadores. Cartilha Técnica de Segurança em Elevadores. São Paulo, 2020.
• THYSSENKRUPP.
Guia de Modernização e Eficiência
Operacional em Elevadores. Disponível em: https://www.thyssenkruppelevator.com
• KONE Elevadores. Economia e Sustentabilidade em Sistemas de Transporte Vertical. Disponível em: https://www.kone.com
A manutenção de elevadores é um elemento indispensável para
garantir sua operação segura, eficiente e contínua. Como sistemas de transporte
vertical que lidam diariamente com passageiros e cargas, os elevadores requerem
atenção técnica constante. Nesse contexto, dois modelos de manutenção se
destacam: a corretiva, que atua após
a ocorrência de falhas, e a preventiva,
que atua de forma antecipada para evitar problemas futuros. Embora ambas sejam
importantes, suas diferenças são significativas e impactam diretamente o
desempenho, a segurança e os custos de operação dos equipamentos.
A manutenção corretiva é caracterizada pela sua natureza
reativa. Ela é executada somente após o surgimento de uma falha ou defeito no
equipamento, com o objetivo de restaurar seu funcionamento normal. Pode ocorrer
de forma emergencial, quando o problema paralisa completamente o elevador, ou
de maneira programada, quando o defeito permite que o equipamento continue
funcionando temporariamente.
Entre os exemplos mais comuns de manutenção corretiva
estão: substituição de motores danificados, reparo de botoeiras com falhas,
correção de problemas nas portas automáticas ou troca de cabos rompidos. Apesar
de necessária em situações imprevisíveis, a manutenção corretiva tende a ser
mais dispendiosa, pois envolve altos custos com peças, mão de obra urgente e,
muitas vezes, longos períodos de inatividade do equipamento.
Além disso, a ausência de previsibilidade gera transtornos para os usuários e pode comprometer a confiança dos moradores, trabalhadores ou visitantes do edifício. Quando realizada com frequência, essa modalidade de manutenção também pode indicar deficiências na gestão técnica do prédio.
Em contraste com a abordagem corretiva, a manutenção preventiva tem caráter proativo e visa reduzir a probabilidade de falhas. É executada periodicamente, com base em um cronograma técnico definido por normas regulamentadoras, recomendações dos fabricantes e análises
operacionais. O
objetivo é manter o elevador em pleno funcionamento, antecipando-se a possíveis
defeitos e garantindo a durabilidade dos componentes.
As ações de manutenção preventiva incluem a lubrificação de
peças móveis, ajustes de sensores, verificação de travas e cabos, testes de
segurança, limpeza de painéis elétricos, atualização de firmware e
substituições planejadas de componentes com desgaste natural. Essa prática
permite maior controle sobre o desempenho do elevador e reduz a necessidade de
reparos de emergência.
Ao contrário da manutenção corretiva, a preventiva
proporciona economia a longo prazo, uma vez que evita a ocorrência de falhas
graves, prolonga a vida útil dos equipamentos e reduz custos indiretos, como
interrupções na rotina do edifício e insatisfação dos usuários.
Embora ambas as formas de manutenção sejam essenciais em
algum momento do ciclo de vida do elevador, a escolha predominante entre uma e
outra afeta diretamente a gestão operacional do edifício. A manutenção
corretiva, por lidar com falhas já ocorridas, gera custos mais altos,
paralisações inesperadas e maior risco de acidentes. Já a manutenção
preventiva, por ser planejada e recorrente, permite controle técnico,
previsibilidade financeira e maior segurança aos usuários.
A manutenção preventiva, quando bem implementada, reduz
significativamente a ocorrência de falhas e evita que pequenos desgastes se
transformem em grandes problemas. Além disso, favorece o cumprimento das normas
técnicas exigidas por órgãos fiscalizadores e fortalece a responsabilidade
legal dos gestores do edifício.
Por outro lado, a ausência ou negligência na manutenção
preventiva leva inevitavelmente ao aumento de intervenções corretivas,
comprometendo o desempenho do sistema e elevando os custos operacionais.
No Brasil, a manutenção preventiva de elevadores é
regulamentada por normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
como a NBR 16042:2012, que trata
especificamente da manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes. Esta
norma define os procedimentos técnicos que devem ser seguidos para garantir o
funcionamento seguro e eficiente desses equipamentos.
Adicionalmente, a NBR NM 207:1999 estabelece requisitos para a construção e a instalação de elevadores elétricos, incluindo critérios de segurança e exigências relacionadas à manutenção. A inobservância dessas normas pode resultar em
autuações por órgãos públicos, interdição dos elevadores e responsabilização
civil e criminal em caso de acidentes.
É importante destacar que muitos municípios brasileiros
também possuem legislações próprias que exigem a contratação de empresas
autorizadas para realizar as manutenções, bem como a emissão de laudos técnicos
periódicos.
A manutenção corretiva e a manutenção preventiva não são
excludentes, mas devem ser compreendidas em seus respectivos papéis na gestão
de sistemas de transporte vertical. A manutenção corretiva é indispensável para
lidar com falhas eventuais e restaurar a operação dos equipamentos. No entanto,
a manutenção preventiva é a principal ferramenta para garantir o bom
funcionamento, a segurança dos usuários, a longevidade do elevador e a economia
de recursos.
Optar por uma estratégia preventiva é, portanto, sinônimo
de responsabilidade técnica, eficiência administrativa e respeito às normas de
segurança. A adoção de um plano de manutenção contínua, baseado em inspeções
regulares, diagnósticos técnicos e atualizações sistemáticas, não apenas evita
prejuízos futuros, como também assegura que o elevador cumpra sua função com
confiabilidade e segurança.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• CHILDS,
Peter. Elevators: A Mechanical and Design
History. CRC Press, 2018.
• GOMES,
Ricardo S. Gestão de Manutenção em
Sistemas de
Transporte Vertical.
São Paulo: Érica, 2016.
• KONE
Elevadores. Manutenção Preventiva e
Diagnóstico Inteligente. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP. Plano de Manutenção e Preditividade em Elevadores. Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
A inspeção periódica de elevadores é uma atividade essencial para garantir o funcionamento seguro, eficiente e contínuo desses equipamentos. Os elevadores estão sujeitos a uso intensivo diário e, por isso, componentes mecânicos como cabos, rolamentos e sistemas de lubrificação requerem atenção constante. A manutenção adequada
desses
equipamentos. Os elevadores estão sujeitos a uso intensivo diário e, por isso,
componentes mecânicos como cabos, rolamentos e sistemas de lubrificação
requerem atenção constante. A manutenção adequada desses itens previne falhas,
aumenta a durabilidade das peças e reduz os riscos de acidentes. Neste texto,
abordam-se os três principais elementos que devem ser inspecionados regularmente
em um elevador: cabos de tração, rolamentos e lubrificação de componentes.
Os cabos de tração são responsáveis por sustentar e
movimentar a cabina e o contrapeso. Eles são geralmente fabricados em aço
galvanizado e compostos por fios entrelaçados que garantem resistência à
tração, flexibilidade e durabilidade. Sua inspeção é uma das atividades mais
críticas na manutenção de elevadores, pois qualquer falha nesses elementos pode
comprometer a segurança do sistema.
Com o tempo, os cabos estão sujeitos a
diversos fatores de desgaste:
• Fadiga por flexão: ocorre pelo
movimento repetitivo nos enrolamentos sobre a polia;
• Desgaste abrasivo: causado pelo atrito
contínuo entre os cabos e as polias;
• Corrosão: intensificada em ambientes
úmidos ou com ausência de lubrificação;
• Afrouxamento de fios: indício de
desgaste interno que precede a ruptura.
A norma ABNT NBR NM
267 estabelece os requisitos mínimos para a inspeção dos cabos de tração,
incluindo critérios para substituição com base no número de fios rompidos,
deformações ou perda de diâmetro. É recomendável que essa inspeção seja feita
visualmente e com instrumentos de medição apropriados em intervalos regulares
definidos pelo fabricante do equipamento ou pela empresa de manutenção.
Os rolamentos são componentes que permitem o movimento
rotacional ou linear entre duas partes, reduzindo o atrito e suportando cargas.
Em elevadores, estão presentes principalmente nos motores, polias, guias e
mecanismos de portas. O desempenho eficiente desses sistemas depende
diretamente da integridade dos rolamentos.
Rolamentos desgastados podem gerar vibrações, ruídos
anormais, superaquecimento e aumento do consumo de energia. Se negligenciados,
podem causar o travamento de componentes críticos, como o motor de tração,
resultando na parada total do elevador.
Os principais problemas que acometem os
rolamentos incluem:
• Desgaste natural das esferas ou
roletes;
• Falta ou excesso de lubrificação.
Durante a inspeção, é necessário verificar se há folgas,
barulhos ao girar, oxidação e deformações. Quando identificados esses sinais,
os rolamentos devem ser substituídos, preferencialmente por modelos
equivalentes recomendados pelo fabricante.
Além da segurança, a troca preventiva de rolamentos reduz o tempo de inatividade dos equipamentos e evita intervenções de emergência.
A lubrificação adequada é essencial para garantir a fluidez
dos movimentos mecânicos e evitar o desgaste prematuro de peças móveis. Ela
reduz o atrito entre superfícies metálicas, evita a corrosão e contribui para o
bom desempenho do elevador.
• Trilhos-guia: por onde se movimentam a
cabina e o contrapeso;
• Polias e cabos: para suavizar o atrito durante o movimento;
• Engrenagens do
motor: especialmente nos sistemas com redutor;
• Articulações de portas automáticas.
A ausência de lubrificação ou seu uso inadequado pode
causar superaquecimento, ruídos excessivos e falhas funcionais. É importante
utilizar lubrificantes específicos para cada componente, respeitando as
características do material, a temperatura de operação e as exigências do
fabricante.
A norma ABNT NBR
16042:2012, que trata da manutenção de elevadores, ressalta que a
lubrificação deve seguir critérios técnicos bem definidos, tanto em
periodicidade quanto em tipo de lubrificante. O excesso de óleo ou graxa também
é prejudicial, pois pode atrair poeira e comprometer o funcionamento dos
sensores e trilhos.
A inspeção regular dos cabos, rolamentos e lubrificação é
parte fundamental do plano de manutenção preventiva de qualquer elevador. Essas
ações devem ser realizadas por profissionais qualificados, registrados em
empresas legalmente autorizadas, e documentadas em relatórios técnicos para
fins de auditoria, conformidade legal e histórico de manutenção.
Além de prevenir acidentes e evitar paradas
inesperadas, essas inspeções:
• Prolongam
a vida útil dos componentes;
• Reduzem
o consumo energético do sistema;
• Melhoram
o conforto dos passageiros (com menos ruídos e vibrações);
• Reduzem
os custos com substituições emergenciais.
Em muitos municípios brasileiros, a realização
periódica
dessas inspeções é obrigatória e seu descumprimento pode acarretar sanções
legais e interdição do equipamento.
A inspeção periódica de componentes como cabos de tração,
rolamentos e sistemas de lubrificação é uma prática indispensável para garantir
a segurança e o bom desempenho dos elevadores. Esses itens, embora muitas vezes
invisíveis aos usuários, são determinantes para a confiabilidade do sistema
como um todo. A negligência nesse aspecto pode acarretar falhas graves,
interrupções no serviço e até mesmo acidentes.
Assim, manter uma rotina técnica estruturada de manutenção
preventiva, baseada em inspeções detalhadas e registros técnicos, é não apenas
uma exigência legal, mas uma medida de gestão responsável e eficiente. O
cuidado com esses itens não apenas reduz custos, como também salva vidas.
• ABNT.
NBR NM 267: Requisitos para cabos de
tração de elevadores elétricos. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• CHILDS,
Peter. Elevators: A Mechanical and Design
History. CRC Press, 2018.
• GOMES,
Ricardo S. Gestão de Manutenção em
Sistemas de
Transporte Vertical.
São Paulo: Érica, 2016.
• KONE
Elevadores. Guia Técnico de Manutenção
Preventiva. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP.
Inspeção Técnica e Diagnóstico de
Componentes Críticos. Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
O desempenho e a segurança dos elevadores dependem
diretamente da integridade de seus componentes e da regularidade na realização
de inspeções técnicas. Com o uso contínuo e o passar do tempo, diversos sinais
de desgaste e mau funcionamento podem surgir, indicando que partes do
equipamento estão operando fora dos padrões ideais. O reconhecimento desses
sinais é fundamental para que a manutenção preventiva ou corretiva seja
acionada em tempo hábil, evitando falhas graves, paralisações e, sobretudo,
riscos aos usuários. Este texto apresenta os principais indícios que apontam
para a necessidade de atenção técnica imediata em sistemas de transporte
vertical.
Ruídos excessivos ou incomuns durante o funcionamento do elevador são um dos primeiros
sinais de que há algum tipo de desgaste ou
desalinhamento. Vibrações metálicas, estalos ou zumbidos podem indicar:
• Desgaste
ou falta de lubrificação em rolamentos;
• Folgas
em guias ou trilhos;
• Desgaste
nos freios;
• Problemas
no motor ou em suas conexões.
Os ruídos devem ser analisados quanto à sua origem,
intensidade e frequência. A norma ABNT
NBR 16042:2012 recomenda que ruídos persistentes, especialmente durante a
frenagem ou o fechamento das portas, sejam investigados imediatamente, pois
podem indicar falhas em sistemas críticos.
O nivelamento incorreto da cabina em relação ao piso do
andar é um sinal clássico de falha no sistema de controle de posição, desgaste
nos freios ou problemas no motor. Além de representar um desconforto para os
usuários, o desnivelamento pode causar tropeços e quedas, caracterizando risco
de acidente.
Da mesma forma, paradas abruptas durante a viagem,
especialmente acompanhadas por vibrações ou solavancos, indicam possível falha
no sistema de tração, mau funcionamento dos sensores de velocidade ou
instabilidade elétrica. Esses sintomas devem ser tratados com prioridade, pois
podem evoluir para interrupções completas do serviço.
A percepção de que o elevador está mais lento do que o
normal pode sinalizar desgaste progressivo nos rolamentos, nos cabos de tração
ou nas engrenagens do sistema motor. Outro fator comum é o acúmulo de sujeira
nos trilhos ou a ausência de lubrificação adequada, que gera atrito adicional e
esforço excessivo por parte do motor.
Além disso, falhas nos inversores de frequência —
responsáveis por controlar a velocidade e o torque do motor — também podem
afetar o desempenho do deslocamento. O tempo de viagem entre andares, bem como
o tempo de abertura e fechamento das portas, deve seguir padrões definidos no
projeto original do equipamento.
A presença de vibração na cabina, especialmente em
velocidades médias ou elevadas, pode indicar problemas nos seguintes pontos:
• Trilhos
desalinhados ou com fixação comprometida;
• Desgaste
nos amortecedores do fundo do poço;
• Folgas
nos acoplamentos do motor;
• Deterioração
das bases de fixação da cabina ou do contrapeso.
As vibrações, além de prejudicarem o conforto dos passageiros, geram estresse adicional nos componentes estruturais do elevador e aceleram o processo de
desgaste. A norma ABNT
NBR NM 207:1999 estabelece critérios de estabilidade e funcionamento para a
operação segura de cabinas, inclusive no que diz respeito à ausência de
vibrações excessivas.
As portas são componentes com grande frequência de uso e,
por isso, estão entre as partes que mais sofrem desgaste. Abertura lenta,
ruídos ao deslizar, travamentos ou falhas no fechamento completo podem indicar:
• Trilhos
de portas sujos ou danificados;
• Sensores
infravermelhos defeituosos;
• Falhas
no motor de abertura;
• Desgaste
nas dobradiças ou nas engrenagens do conjunto de acionamento.
Em alguns casos, as portas podem não se abrir ao chegar ao
andar, ou ainda permanecerem parcialmente fechadas, o que compromete a operação
do elevador e exige inspeção imediata. Esses sintomas são considerados
críticos, já que o sistema de portas está diretamente vinculado à segurança de
embarque e desembarque de passageiros.
Além dos sintomas funcionais, a inspeção visual periódica
pode revelar evidências de desgaste nos componentes, tais como:
• Cabos
de tração com fios rompidos ou oxidados;
• Vazamentos
de óleo ou graxa nos rolamentos e redutores;
• Frestas
ou folgas excessivas nos trilhos-guia;
• Painéis
de controle com falhas em botões ou iluminação.
A identificação visual desses problemas deve ser feita por
técnicos treinados, com base nas recomendações dos fabricantes e em normas
técnicas, especialmente a NBR 16042,
que orienta sobre manutenção e substituição de peças em condições críticas.
Os elevadores modernos são equipados com sistemas de
autodiagnóstico que emitem mensagens de erro, códigos ou alertas visuais no
painel de controle. Esses sinais podem apontar para:
• Sobrecarga
de peso na cabina;
• Anomalias
elétricas no motor;
• Falhas
nos sensores de posição;
• Necessidade
de manutenção programada.
Ignorar esses alertas compromete a eficiência do sistema e
pode resultar na falha de componentes essenciais. A manutenção preventiva,
nesse caso, deve agir com base nos registros gerados pelo próprio equipamento.
Os sinais de desgaste e mau funcionamento em elevadores devem ser considerados como alertas preventivos que indicam a necessidade de inspeção técnica e eventual manutenção. Identificar esses sinais com rapidez
e indicam a necessidade de inspeção técnica e eventual
manutenção. Identificar esses sinais com rapidez e precisão é responsabilidade
da empresa de manutenção, do síndico ou gestor predial, e também dos próprios
usuários, que devem estar atentos às mudanças de comportamento do equipamento.
Ao agir preventivamente, é possível evitar a evolução de
falhas simples para problemas graves, que colocam em risco a integridade física
dos passageiros e geram altos custos de reparo. Portanto, reconhecer e
responder aos sinais de desgaste é uma atitude essencial para preservar a
segurança, a confiabilidade e a vida útil do elevador.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e
esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• CHILDS,
Peter. Elevators: A Mechanical and Design
History. CRC Press, 2018.
• KONE
Elevadores. Manual Técnico de Diagnóstico
Preventivo. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP.
Sinais de Falha em Componentes de
Elevadores. Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
A manutenção de elevadores deve ser realizada de forma
sistemática e organizada, obedecendo a critérios técnicos que garantam sua
funcionalidade e segurança. Para isso, a elaboração e aplicação de checklists de rotina são práticas
fundamentais. Os checklists consistem em listas de verificação padronizadas que
orientam os técnicos sobre quais itens devem ser inspecionados, ajustados ou
substituídos a cada visita de manutenção. Além disso, a frequência recomendada para essas verificações é estabelecida com
base em normas técnicas, na experiência dos fabricantes e nas condições
operacionais de cada equipamento.
O checklist é uma ferramenta de controle que organiza e
documenta todas as etapas da manutenção de um elevador. Ele permite que a
empresa responsável assegure a execução de atividades técnicas de forma
padronizada, minimizando o risco de falhas por esquecimento, omissão ou
negligência.
A aplicação de checklists apresenta
diversos benefícios, entre os quais:
•
Facilita
a identificação de anomalias;
• Auxilia
no diagnóstico precoce de desgastes;
• Proporciona
histórico detalhado da manutenção;
• Assegura
conformidade com as normas técnicas;
• Confere
maior transparência ao serviço prestado.
Além disso, o checklist é útil como registro documental para fins de auditoria, fiscalização e comprovação da responsabilidade técnica perante acidentes ou falhas operacionais.
O conteúdo de um checklist pode variar conforme o modelo do
elevador, a tecnologia empregada (elevador hidráulico, elétrico, MRL, etc.) e a
intensidade de uso. No entanto, certos itens são considerados essenciais e universais em qualquer
plano de verificação técnica. Entre os principais pontos de inspeção
incluem-se:
• Cabos de tração: verificação de tensão,
desgaste, número de fios rompidos e lubrificação;
• Trilhos-guia: limpeza, lubrificação e
alinhamento;
• Freios: teste de atuação e desgaste das
pastilhas;
• Motor e engrenagens: ruídos, vibração,
aquecimento e lubrificação;
• Sistema elétrico: funcionamento de
comandos, disjuntores e sensores;
• Portas: alinhamento, funcionamento dos
sensores, tempo de abertura/fechamento;
• Cabina: nivelamento com os andares,
estado do piso, iluminação e ventilação;
• Painéis de controle: sinalização,
botões e respostas a comandos;
• Equipamentos de segurança: limitadores
de velocidade, amortecedores e paraquedas.
O checklist deve ser assinado pelo técnico responsável e
armazenado em formato físico ou digital, disponível para consulta pelos
responsáveis pela edificação.
A periodicidade das manutenções está prevista nas normas
técnicas brasileiras e nas recomendações dos fabricantes. A ABNT NBR 16042:2012 estabelece que
todos os elevadores devem passar por manutenção periódica realizada por empresa
habilitada, com intervalo máximo de 30
dias entre as visitas técnicas.
No entanto, a frequência pode variar
conforme o tipo de edificação e a intensidade de uso:
• Edifícios residenciais de baixo porte: manutenção mensal padrão é
geralmente suficiente;
• Centros comerciais, hospitais e prédios públicos: exigem
manutenção semanal ou conforme a carga de trabalho;
• Elevadores de carga ou industriais:
dependendo da operação, podem requerer inspeções diárias em componentes
críticos.
Além das inspeções mensais, recomenda-se a realização de revisões semestrais ou anuais mais
completas, que envolvem testes aprofundados de segurança, limpeza interna
de painéis e substituição preventiva de peças com desgaste natural.
A elaboração e cumprimento dos checklists de rotina devem
seguir os parâmetros das seguintes normas:
• ABNT NBR NM 207:1999 – Estabelece
requisitos de segurança para elevadores elétricos de passageiros;
• ABNT NBR 16042:2012 – Define os
critérios de manutenção, periodicidade e registros técnicos obrigatórios;
• ABNT NBR NM 313:2007 – Apresenta
requisitos de segurança em instalações fixas de elevadores.
Essas normas exigem que a manutenção seja executada por profissionais legalmente habilitados, vinculados a empresas registradas no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). O descumprimento das obrigações legais pode resultar em sanções administrativas, interdição do equipamento e responsabilização civil e criminal em caso de acidente.
Com o avanço da tecnologia, muitos prestadores de serviço
passaram a utilizar checklists digitais,
integrados a sistemas de monitoramento remoto e bancos de dados online. Essa
digitalização permite:
• Emissão
automática de relatórios após cada visita técnica;
• Notificação
de falhas em tempo real;
• Armazenamento
seguro de históricos de manutenção;
• Acesso
remoto por síndicos ou administradores de condomínio.
Grandes fabricantes como KONE, Otis e Thyssenkrupp já
oferecem plataformas online que permitem o acompanhamento técnico em tempo
real, além da visualização dos checklists preenchidos digitalmente por técnicos
em campo.
O uso de checklists de rotina e a definição de uma
frequência adequada de manutenção são práticas indispensáveis para a boa gestão
de elevadores. Eles contribuem não apenas para a segurança dos usuários, mas
também para a redução de custos com correções emergenciais e para o aumento da
vida útil dos equipamentos.
Quando realizados conforme os padrões normativos e com rigor técnico, os checklists permitem identificar, documentar e resolver falhas ainda em estágio inicial. Por isso, são
ferramentas indispensáveis na rotina de
empresas de manutenção e na gestão predial consciente e responsável.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• ABNT.
NBR NM 313: Requisitos de segurança em
instalações fixas de elevadores. Rio de Janeiro: ABNT, 2007.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• KONE
Elevadores. Soluções Digitais em
Manutenção Preditiva e Checklists Técnicos. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP.
Guia de Manutenção Técnica e Gestão de
Risco em Elevadores. Disponível em: https://www.thyssenkruppelevator.com
• GOMES,
Ricardo S. Gestão da Manutenção de
Sistemas Verticais de Transporte. São Paulo: Érica, 2016.
A operação segura e eficiente de elevadores depende não
apenas de sua qualidade de fabricação e manutenção, mas também do cumprimento
rigoroso de normas técnicas que
estabelecem critérios mínimos para projeto, instalação, inspeção e conservação
desses equipamentos. No Brasil, essas normas são elaboradas e regulamentadas
pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), muitas vezes com base em documentos internacionais
harmonizados, como os elaborados pelo Comitê Europeu de Normalização (CEN). A
norma NBR NM 207:1999, em
particular, é considerada uma das mais importantes por tratar diretamente dos requisitos de segurança para elevadores
elétricos de passageiros. Este texto apresenta uma introdução à NBR NM 207
e outras normas correlatas fundamentais para o setor de transporte vertical.
As normas técnicas têm como principal função garantir que o
uso de elevadores ocorra dentro de parâmetros de segurança, desempenho e confiabilidade. Elas asseguram que os
equipamentos sejam projetados, fabricados, instalados e mantidos conforme
diretrizes que minimizam riscos aos usuários e aos profissionais envolvidos em
sua operação e manutenção.
Além disso, o cumprimento das normas é um instrumento jurídico de proteção, tanto para empresas quanto para os responsáveis legais por edificações, pois sua inobservância pode gerar
responsabilização civil e até criminal em caso de
acidentes.
A NBR NM 207:1999
é a principal norma brasileira para elevadores
elétricos de passageiros. Ela define critérios técnicos que devem ser
seguidos desde a fase de projeto até a entrega do equipamento em funcionamento.
A norma visa garantir que os elevadores ofereçam níveis adequados de proteção contra riscos
de acidentes, como quedas, choques elétricos, aprisionamentos e falhas de
frenagem.
A norma abrange uma ampla gama de tópicos, incluindo:
• Dimensões
mínimas e máximas da cabina;
• Sistema
de portas (automáticas e manuais);
• Requisitos
para freios, motores e cabos de tração;
• Equipamentos
de segurança, como paraquedas e limitadores de velocidade;
• Iluminação
e ventilação da cabina;
• Comandos
e sinalizações;
• Requisitos
de parada nivelada com os andares.
A NBR NM 207 é harmonizada com a norma europeia EN 81-1, da qual deriva grande parte de
sua estrutura técnica, com adaptações ao contexto brasileiro.
Além da NBR NM 207, existem outras normas igualmente
importantes para o correto funcionamento e manutenção de elevadores. A seguir,
destacam-se as principais:
Esta norma trata especificamente das instalações fixas do elevador, como poço, casa de máquinas, trilhos
e estruturas metálicas. Define os parâmetros de acesso, ventilação, iluminação
e segurança nas áreas técnicas, visando a proteção de profissionais que
executam inspeções e reparos.
Estabelece as diretrizes para programação, execução e registro das manutenções de elevadores.
Inclui orientações sobre inspeções periódicas, qualificação de pessoal técnico,
frequência mínima de manutenção (mensal) e procedimentos de emergência. É
fundamental para a gestão de contratos com empresas especializadas.
Especifica os padrões para os cabos de tração utilizados nos elevadores elétricos, incluindo
critérios de fabricação, resistência à tração, torção e durabilidade. Sua
aplicação é essencial na escolha e verificação dos cabos utilizados no sistema.
Embora não seja exclusiva para elevadores, esta norma impõe
diretrizes fundamentais sobre acessibilidade
em elevadores, como largura mínima da porta, espaço interno para cadeira de
rodas, botoeiras em altura acessível, informações em braile, sinalização sonora
e visual.
Aplicável a todos os sistemas elétricos prediais, incluindo
elevadores, a NBR 5410 estabelece normas de segurança para instalações de baixa
tensão. É especialmente relevante para o projeto e manutenção dos circuitos
elétricos de comando e potência do elevador.
O cumprimento das normas técnicas é obrigatório para
empresas fabricantes, instaladoras e de manutenção, além dos responsáveis
legais pelas edificações onde os elevadores estão instalados, como síndicos,
administradoras e engenheiros responsáveis.
A manutenção regular, conforme previsto na NBR 16042, deve ser realizada por
empresas legalmente habilitadas e
registradas no CREA, sendo exigido que técnicos apresentem formação
compatível e experiência comprovada. A emissão de relatórios técnicos periódicos também é recomendada, especialmente
em edifícios de uso público ou de alta circulação.
A responsabilidade por acidentes relacionados a falhas
técnicas ou omissão de manutenção pode recair sobre os prestadores de serviço
ou gestores do edifício, conforme os princípios da responsabilidade civil e do
Código de Defesa do Consumidor.
A NBR NM 207, junto com as demais normas técnicas
brasileiras aplicáveis a elevadores, constitui um arcabouço normativo robusto e detalhado que orienta todas as etapas
do ciclo de vida desses equipamentos. O seu cumprimento é indispensável para
garantir a segurança dos usuários, a integridade dos equipamentos e a
legalidade da operação predial.
Em um cenário de crescente verticalização urbana, o conhecimento e a aplicação dessas normas tornam-se ainda mais importantes para prevenir acidentes, otimizar a manutenção e assegurar o bom funcionamento de um dos sistemas mais utilizados em ambientes edificados: o elevador.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT. NBR NM 313: Requisitos de segurança para instalações fixas de
elevadores. Rio de Janeiro: ABNT, 2007.
• ABNT.
NBR 16042: Manutenção de elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• ABNT.
NBR NM 267: Cabos de tração – Requisitos
de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
• ABNT.
NBR 9050: Acessibilidade a edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
• ABNT.
NBR 5410: Instalações elétricas de baixa
tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• KONE
Elevadores. Manual Técnico de
Conformidade Normativa. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP.
Guia Técnico de Normas e Instalações
Seguras. Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
O funcionamento seguro e eficiente de um elevador não
depende apenas da qualidade do equipamento ou da competência técnica das
empresas de instalação e manutenção. A conduta dos próprios usuários desempenha papel fundamental
na preservação do sistema, na prevenção de acidentes e na garantia da
durabilidade dos componentes. Apesar de os elevadores serem projetados para
operar com segurança mesmo em situações adversas, práticas inadequadas de uso podem
provocar falhas prematuras, aumentar os custos de manutenção e colocar em risco
a integridade física dos passageiros. Este texto apresenta as principais boas
práticas que devem ser adotadas pelos usuários no uso cotidiano de elevadores,
com base em orientações técnicas, normas de segurança e recomendações de fabricantes.
Cada elevador possui uma capacidade nominal especificada em quilogramas (kg) e número máximo
de pessoas, que deve ser rigorosamente respeitada. Essa informação está
obrigatoriamente afixada no interior da cabina, conforme exigência da ABNT NBR NM 207:1999.
O excesso de carga pode acarretar:
• Sobrecarga
do motor e dos cabos de tração;
• Desnivelamento
da cabina em relação ao andar;
• Acionamento
dos dispositivos de segurança e travamento do sistema;
• Risco
de rompimento de componentes.
É essencial que os usuários evitem utilizar o elevador para transporte de volumes muito pesados ou de grande porte, especialmente se o equipamento não for classificado como elevador de carga.
Em situações de emergência,
como incêndios ou oscilações no fornecimento de energia elétrica, os elevadores
não devem ser utilizados. Mesmo que o sistema esteja aparentemente em
funcionamento, o risco de paralisação súbita, aprisionamento de passageiros ou
exposição à fumaça é elevado.
A maioria dos edifícios dispõe de sinalizações ou sistemas
automáticos que bloqueiam o uso do
elevador em caso de alarme de incêndio. No entanto, essa conduta preventiva
deve ser compreendida e respeitada pelos usuários. O uso das escadas de
emergência é o procedimento recomendado nessas circunstâncias, conforme
orientações do Corpo de Bombeiros e normas de segurança predial.
As portas do elevador são componentes sensíveis e de uso
intensivo. Manuseá-las de forma inadequada é uma das principais causas de
falhas operacionais. Entre os comportamentos que devem ser evitados estão:
• Forçar
a abertura ou o fechamento manual das portas automáticas;
• Obstruir
as portas com objetos ou o corpo;
• Impedir
o fechamento com sacolas, mochilas ou carrinhos;
• Bater
com força nas portas manuais.
Essas ações podem danificar o sistema de abertura,
comprometer os sensores de presença ou travar o mecanismo, exigindo
intervenções corretivas. O uso correto inclui aguardar a abertura completa antes de entrar ou sair e não
interferir nos movimentos automáticos.
A higiene e conservação da cabina são responsabilidades
coletivas. Derramamento de líquidos, acúmulo de lixo, pichações ou danos aos
componentes internos afetam não apenas a aparência do equipamento, mas também
seu funcionamento. Por exemplo:
• Líquidos
no piso podem causar escorregões e danificar componentes elétricos inferiores;
• Sujeiras
em botões e painéis comprometem os contatos elétricos;
• Objetos
deixados na cabina dificultam o fechamento das portas.
A recomendação é que alimentos, bebidas ou materiais de
construção não sejam transportados na cabina de passageiros, a menos que o
prédio disponha de elevador apropriado para esse fim.
O uso de elevadores por crianças pequenas ou animais domésticos exige atenção redobrada. Crianças não devem utilizar o elevador desacompanhadas, uma vez que podem acionar comandos indevidos, obstruir portas ou se assustar com oscilações no
Crianças não devem utilizar o elevador desacompanhadas, uma vez que podem
acionar comandos indevidos, obstruir portas ou se assustar com oscilações no
percurso.
No caso de animais, especialmente os de
pequeno porte, é recomendado:
• Transportá-los
no colo sempre que possível; • Evitar que guias ou coleiras fiquem presas nas
portas;
• Não
deixar que entrem ou saiam antes do condutor.
Acidentes envolvendo guias de animais já foram registrados,
especialmente quando o condutor permanece fora da cabina e o elevador é
acionado inadvertidamente.
Usuários devem estar atentos a comportamentos anormais do elevador e comunicar imediatamente à
administração do edifício qualquer ocorrência suspeita, como:
• Paradas
abruptas ou desniveladas;
• Ruídos
incomuns ou trepidações;
• Iluminação
defeituosa na cabina;
• Mau
funcionamento das botoeiras.
A comunicação rápida permite a intervenção preventiva da
equipe técnica, reduzindo o risco de acidentes e evitando agravamento de
falhas. Ignorar pequenos problemas pode resultar em danos mais graves e
comprometer a segurança coletiva.
O uso consciente também envolve boas práticas de convivência, como não segurar o elevador por
longos períodos para terceiros, respeitar a ordem de chegada e permitir a saída
de passageiros antes de entrar. Essas atitudes simples contribuem para o fluxo
eficiente e civilizado de pessoas no edifício.
As boas práticas de uso por parte dos usuários são parte
integrante da segurança e da durabilidade dos elevadores. A correta utilização
do equipamento complementa o trabalho das equipes de instalação e manutenção,
reduzindo o risco de falhas técnicas, melhorando a experiência dos passageiros
e promovendo a convivência harmoniosa nos espaços comuns.
Além de proteger o próprio usuário, essas práticas ajudam a
preservar o patrimônio coletivo e a otimizar os custos operacionais do
condomínio ou da edificação. Comportamentos conscientes, associados à educação
para o uso seguro, fazem dos elevadores não apenas ferramentas de mobilidade,
mas também espaços de responsabilidade compartilhada.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros –
Requisitos de segurança para construção e instalação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT. NBR 16042: Manutenção de
elevadores,
escadas rolantes e esteiras rolantes. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
• MORAES,
Júlio César. Tecnologia de Elevadores e
Escadas Rolantes.
2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
• KONE
Elevadores. Guia de Segurança no Uso de
Elevadores. Disponível em: https://www.kone.com
• THYSSENKRUPP.
Cartilha de Boas Práticas para Usuários
de Elevadores. Disponível em: https://www.thyssenkrupp-elevator.com
• ABEEL
– Associação Brasileira das Empresas de Elevadores. Manual de Segurança e Uso Consciente de Elevadores. São Paulo,
2021.
A segurança em edifícios residenciais é uma preocupação
crescente diante do aumento da urbanização, da verticalização das moradias e da
diversidade de perfis de moradores. Ao contrário de instalações industriais ou
comerciais, os condomínios residenciais reúnem famílias, crianças, idosos e
animais de estimação em um mesmo espaço, o que exige regras claras, medidas
preventivas e ações coordenadas entre moradores, síndicos, porteiros e
prestadores de serviço. A implementação de práticas de segurança visa não apenas
prevenir crimes, mas também reduzir acidentes, melhorar a convivência e
proteger o patrimônio coletivo. Este texto apresenta as principais regras
básicas de segurança que devem ser adotadas em edifícios residenciais, com base
em orientações técnicas, normas legais e diretrizes de boas práticas.
O controle de acesso é a primeira barreira física e
organizacional contra invasões, furtos e presença de pessoas não autorizadas no
interior do edifício. Esse controle deve envolver:
• Identificação
obrigatória de visitantes e prestadores de serviço;
• Registros
de entrada e saída em livro ou sistema digital;
• Utilização
de portarias remotas, interfone, câmeras ou biometria;
• Entrega
controlada de encomendas, evitando o ingresso direto de entregadores.
Conforme recomenda a Cartilha
de Segurança em Condomínios da Polícia Militar de São Paulo (PMESP, 2019),
a portaria nunca deve abrir o portão ou liberar o acesso sem a devida
autorização do morador, mesmo que o visitante alegue familiaridade com o
residente.
Portões de garagem e de pedestres devem permanecer fechados após cada uso, com tempo mínimo de abertura programado. É essencial instalar sensores de presença e câmeras de vigilância nos acessos, a fim de prevenir invasões
durante o momento crítico de entrada ou saída de veículos —
momento comumente explorado por criminosos.
Além disso, moradores devem ser orientados a aguardar o fechamento completo do portão
antes de se afastar, impedindo que desconhecidos aproveitem o momento para
ingressar no prédio.
O uso dos elevadores deve seguir boas práticas de segurança e convivência, especialmente em prédios
com circulação intensa. Entre as regras básicas estão:
• Não
permitir o acesso de estranhos ao elevador sem autorização;
• Não
utilizar o equipamento em caso de incêndio ou falta de energia;
• Não
forçar portas ou segurar o elevador indevidamente;
• Acompanhar
crianças e animais de estimação durante todo o trajeto.
Essas orientações estão alinhadas com a ABNT NBR NM 207:1999, que estabelece os
requisitos de segurança para elevadores de passageiros, e com as recomendações
de fabricantes e empresas de manutenção predial.
O sistema de circuito
fechado de TV (CFTV) é um importante recurso de inibição de delitos e de
documentação de ocorrências. Ele deve abranger, idealmente:
• Entradas
e saídas do prédio;
• Garagens
e halls dos elevadores;
• Corredores
e áreas comuns.
O armazenamento das imagens deve respeitar os princípios da
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº
13.709/2018), garantindo que o acesso seja restrito e que as imagens sejam
mantidas pelo tempo necessário para eventuais investigações.
Os prestadores de serviço e entregadores devem seguir
protocolos específicos para preservar a segurança condominial. Entre as medidas
recomendadas estão:
• Identificação
com documento oficial na portaria;
• Acompanhamento
por funcionário ou autorização expressa do morador;
• Utilização
de elevadores de serviço, se disponíveis;
• Restrição
de circulação às áreas previamente designadas.
Essas práticas estão previstas em muitos regimentos internos de condomínios e
são orientadas por cartilhas de segurança elaboradas por associações como o Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
A prevenção contra incêndios envolve a manutenção adequada dos sistemas de segurança, como extintores, alarmes, hidrantes e iluminação de emergência, conforme determina a ABNT NBR 9077:2001 e a Instrução Técnica nº 11 do Corpo de
Bombeiros.
Entre as boas práticas estão:
• Não
bloquear escadas, rotas de fuga ou portas corta-fogo;
• Manter
extintores visíveis, com carga dentro do prazo de validade;
• Realizar
simulações de evacuação em conjunto com os moradores;
• Proibir
o uso de churrasqueiras ou fogos de artifício em locais fechados.
A atuação do síndico como responsável legal pela manutenção
dos equipamentos e pelas ações preventivas é prevista no Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002, art. 1.348).
As áreas comuns — como garagens, corredores e escadas —
devem ser bem iluminadas e constantemente vistoriadas para evitar pontos cegos,
infiltrações, pisos escorregadios ou desníveis. A manutenção periódica ajuda a
prevenir acidentes e a manter o ambiente seguro para todos os moradores.
A limpeza e o bom estado das áreas comuns também contribuem
para a percepção de segurança e bem-estar no ambiente coletivo, refletindo
diretamente na valorização do imóvel.
Uma gestão condominial eficaz pressupõe comunicação transparente e acessível,
seja por meio de murais, aplicativos, e-mails ou assembleias. Os avisos sobre
mudanças nos procedimentos de segurança, manutenções, inspeções e normas de
convivência devem ser divulgados com clareza e antecedência.
Além disso, é importante que todos os moradores conheçam e respeitem o regimento interno,
inclusive os inquilinos, evitando atitudes que comprometam a segurança e a
harmonia do edifício.
A segurança em edifícios residenciais é resultado da
combinação entre infraestrutura
adequada, gestão organizada e comportamento responsável dos moradores. O
cumprimento das regras básicas de segurança por todos os envolvidos —
administradores, condôminos, visitantes e prestadores — é indispensável para a
prevenção de incidentes, proteção do patrimônio coletivo e promoção da
convivência harmônica.
As normas técnicas, as legislações específicas e as boas
práticas de mercado devem servir como base para a construção de um ambiente
seguro, onde a confiança e a vigilância mútua atuem como os melhores aliados da
tranquilidade residencial.
• ABNT.
NBR NM 207: Elevadores elétricos de
passageiros – Requisitos de segurança. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
• ABNT.
NBR 9077: Saídas de emergência em
edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
•
BRASIL.
Código Civil Brasileiro. Lei nº
10.406, de 10 de janeiro de 2002.
• BRASIL.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
(LGPD). Lei nº
13.709, de 14 de agosto de 2018.
• CORPO
DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Instrução Técnica nº 11 – Sistema de alarme e detecção de incêndio.
São Paulo, 2022.
• PMESP
– Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cartilha
de Segurança em Condomínios. São Paulo, 2019.
• SECOVI-SP. Manual de Segurança para Condomínios Residenciais. São Paulo, 2020.
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