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SÍNDROME
DE WILLIAMS
Módulo
1 – Compreendendo a Síndrome de Williams
Aula 1 – O que é a Síndrome de Williams?
A Síndrome de Williams, também chamada de Síndrome
de Williams-Beuren (SWB), é uma condição genética rara que pode afetar
diferentes aspectos do desenvolvimento e da saúde. Ela está presente desde o
nascimento e pode envolver características físicas particulares, alterações
cardiovasculares, diferenças no desenvolvimento cognitivo, dificuldades de
aprendizagem e um perfil comportamental bastante característico. Apesar de
existirem aspectos comuns entre as pessoas com a síndrome, a intensidade e a
combinação das manifestações podem variar consideravelmente de uma pessoa para
outra.
Conhecer a Síndrome de Williams é
importante não apenas para compreender suas características clínicas, mas
também para evitar generalizações. Uma pessoa não deve ser definida pela
síndrome. Crianças, adolescentes e adultos com essa condição possuem personalidades,
interesses, habilidades e necessidades próprias. Por isso, compreender a
síndrome significa conhecer suas possíveis manifestações sem perder de vista a
individualidade de cada pessoa.
Como a Síndrome de Williams foi
identificada?
A condição começou a ser descrita na
literatura médica na década de 1960. Em 1961, o cardiologista neozelandês John
C. P. Williams e seus colaboradores observaram um conjunto de características
semelhantes em alguns pacientes, especialmente alterações cardiovasculares
associadas a características físicas e do desenvolvimento. No ano seguinte, o
médico alemão Alois Beuren e colaboradores também publicaram observações
relacionadas ao quadro. Por essa razão, a condição passou a ser conhecida como Síndrome
de Williams-Beuren.
Com o avanço da genética, tornou-se
possível compreender melhor sua origem. Atualmente, sabe-se que a síndrome está
relacionada à perda, chamada de microdeleção, de material genético
localizado em uma região específica do cromossomo 7, denominada 7q11.23.
Essa região contém diversos genes importantes para o desenvolvimento e
funcionamento do organismo.
Para quem está começando a estudar genética, podemos imaginar os cromossomos como grandes conjuntos de informações que orientam diferentes processos do organismo. Na Síndrome de Williams, um pequeno trecho dessas informações está ausente em uma das cópias do cromossomo 7. Embora a região perdida seja relativamente pequena, ela contém vários genes,
omeçando a estudar
genética, podemos imaginar os cromossomos como grandes conjuntos de informações
que orientam diferentes processos do organismo. Na Síndrome de Williams, um
pequeno trecho dessas informações está ausente em uma das cópias do cromossomo
7. Embora a região perdida seja relativamente pequena, ela contém vários genes,
o que explica por que a síndrome pode apresentar manifestações em diferentes
partes do corpo.
O papel do gene da elastina
Entre os genes presentes na região afetada
está o ELN, responsável pela produção da elastina. A elastina é uma
proteína importante para a elasticidade de diferentes tecidos, principalmente
dos vasos sanguíneos. A perda de uma cópia funcional desse gene está
relacionada a importantes manifestações cardiovasculares encontradas na
síndrome.
Uma das alterações cardiovasculares mais
características é a estenose aórtica supravalvar, que corresponde a um
estreitamento da aorta em uma região localizada acima da válvula aórtica.
Também podem ocorrer outras alterações vasculares e cardíacas. Por esse motivo,
a avaliação e o acompanhamento cardiológico fazem parte dos cuidados importantes
destinados às pessoas com Síndrome de Williams.
É importante, entretanto, não reduzir toda
a síndrome à ausência do gene da elastina. A microdeleção envolve diversos
genes, e a interação entre essas alterações contribui para o conjunto de
manifestações físicas, cognitivas e comportamentais. Por isso, a Síndrome de
Williams é considerada uma condição genética complexa.
A síndrome é hereditária?
Na maioria das pessoas com Síndrome de
Williams, a alteração genética ocorre de maneira espontânea, ou seja, surge
pela primeira vez naquele indivíduo. Isso significa que, em grande parte dos
casos, os pais não apresentam a síndrome. A alteração também não ocorre por
algo que a mãe ou o pai tenha feito antes ou durante a gestação.
Quando uma pessoa possui a microdeleção
característica da síndrome, entretanto, existe possibilidade de transmiti-la
aos filhos. Como a condição apresenta padrão de herança autossômica dominante,
uma pessoa afetada tem cerca de 50% de probabilidade de transmitir a
alteração genética em cada gestação. Nesses casos, o aconselhamento
genético é importante para fornecer informações adequadas à pessoa e à família.
Essa compreensão também ajuda a combater sentimentos de culpa que podem aparecer nas famílias após o diagnóstico. A Síndrome de Williams é uma condição genética e, nos casos espontâneos, não resulta de
alimentação, medicamentos comuns, comportamento dos pais ou ausência de cuidados durante a gestação.
Quem pode apresentar a síndrome?
A Síndrome de Williams pode ocorrer tanto
em meninos quanto em meninas e está presente em diferentes populações. As
estimativas de frequência variam entre os estudos. Fontes brasileiras
apresentam valores que vão aproximadamente de 1 caso para cada 7.500 a
20.000 nascimentos, mostrando que se trata de uma condição rara.
Justamente por ser rara e apresentar
manifestações bastante variadas, nem sempre o reconhecimento acontece
imediatamente. Algumas crianças podem receber o diagnóstico nos primeiros anos
de vida, enquanto outras são diagnosticadas mais tarde.
A suspeita pode surgir, por exemplo,
diante da combinação de alterações cardiovasculares, características físicas,
dificuldades de crescimento, atraso no desenvolvimento e um perfil cognitivo ou
comportamental particular. Entretanto, nenhuma dessas características,
observada isoladamente, é suficiente para afirmar que uma pessoa apresenta a
síndrome.
Um conjunto de características, não uma
característica isolada
Um dos pontos fundamentais para
compreender a Síndrome de Williams é perceber que ela apresenta um perfil
variável. Isso significa que nem todas as pessoas terão exatamente os
mesmos sinais ou o mesmo grau de comprometimento. A literatura descreve
alterações cardiovasculares, baixa estatura, dificuldades visuoespaciais,
alterações do desenvolvimento, maior sensibilidade a determinados sons e
características cognitivas e comportamentais específicas.
No campo cognitivo, um aspecto bastante
estudado é a diferença entre determinadas habilidades. Algumas pessoas podem
apresentar dificuldades mais marcantes em tarefas visuoespaciais ou
visuoconstrutivas e, ao mesmo tempo, demonstrar relativa facilidade em
determinadas habilidades verbais e sociais. Entretanto, essas características
também variam e não devem ser transformadas em regras aplicáveis a todas as
pessoas.
A sociabilidade é outro aspecto
frequentemente associado à síndrome. Muitas pessoas demonstram grande interesse
pela interação social e facilidade para iniciar conversas. Esse comportamento
pode ser percebido como uma habilidade, mas também exige atenção. Uma criança
muito aberta à interação, por exemplo, precisa aprender gradualmente regras de
segurança, limites pessoais e maneiras adequadas de se relacionar com
desconhecidos.
Também existe uma associação frequente entre a Síndrome de Williams e
ociação frequente
entre a Síndrome de Williams e o interesse por música. Algumas pessoas
apresentam forte envolvimento emocional com estímulos musicais e boa percepção
de determinados elementos sonoros. Isso não significa, porém, que todas terão
necessariamente talento musical. Transformar características frequentes em
estereótipos pode fazer com que as capacidades e dificuldades individuais sejam
ignoradas.
Desenvolvimento e potencialidades
Receber um diagnóstico de uma condição
genética pode gerar insegurança na família. No entanto, a Síndrome de Williams
não determina antecipadamente tudo o que uma pessoa poderá ou não fazer.
O desenvolvimento depende de diversos
fatores, incluindo as características individuais, as condições de saúde, as
oportunidades educacionais, o ambiente familiar, as intervenções realizadas e
os estímulos recebidos ao longo da vida.
Algumas crianças podem precisar de maior
apoio para desenvolver coordenação motora, linguagem, habilidades acadêmicas ou
autonomia. Outras podem apresentar dificuldades mais específicas. O
acompanhamento adequado procura justamente identificar necessidades e
potencialidades para oferecer suporte individualizado.
Nesse processo, família, escola e
profissionais de saúde possuem papéis complementares. Em vez de concentrar a
atenção exclusivamente nas limitações, é importante observar aquilo que a
pessoa já consegue realizar e utilizar essas habilidades como ponto de partida
para novas aprendizagens.
Evitando mitos e generalizações
Um erro comum é imaginar que todas as
pessoas com Síndrome de Williams apresentam o mesmo comportamento. Expressões
como “todas são extremamente sociáveis”, “todas gostam de música” ou “todas
apresentam as mesmas dificuldades intelectuais” simplificam excessivamente uma
condição que possui grande diversidade.
Outro equívoco é considerar que facilidade
para conversar significa ausência de dificuldades cognitivas ou escolares. Uma
criança pode apresentar boa comunicação social e, simultaneamente, necessitar
de apoio significativo em determinadas atividades acadêmicas, especialmente
naquelas que envolvem organização visuoespacial.
O contrário também precisa ser evitado:
dificuldades de aprendizagem não significam ausência de capacidade para
aprender. Estratégias pedagógicas adaptadas, acompanhamento adequado e
oportunidades consistentes podem favorecer avanços importantes.
Por isso, conhecer o diagnóstico é apenas o começo. O passo seguinte é conhecer a pessoa.
A
importância da informação
Informações corretas ajudam famílias e
profissionais a reconhecer necessidades, procurar acompanhamento adequado e
construir expectativas mais realistas sobre o desenvolvimento. Também
contribuem para combater preconceitos e interpretações equivocadas.
Para professores e demais profissionais da
educação, compreender as características gerais da síndrome pode facilitar a
criação de estratégias inclusivas. Para familiares, esse conhecimento pode
ajudar na organização dos cuidados e na promoção da autonomia. Para
profissionais da saúde, o conhecimento das possíveis manifestações contribui
para um acompanhamento integrado.
É igualmente importante reconhecer os
limites de materiais educativos. Um curso introdutório permite compreender a
síndrome, mas não habilita o aluno a realizar diagnóstico, prescrever
tratamentos ou substituir avaliações de profissionais qualificados. A
confirmação diagnóstica envolve avaliação clínica e testes genéticos
apropriados.
Para compreender em poucas palavras
A Síndrome de Williams-Beuren é uma
condição genética rara causada por uma microdeleção na região 7q11.23 do
cromossomo 7. Essa região contém diversos genes, incluindo o ELN,
relacionado à produção de elastina e a importantes manifestações
cardiovasculares da síndrome.
Suas manifestações podem envolver saúde
física, desenvolvimento, aprendizagem e comportamento, mas variam entre os
indivíduos. Por isso, compreender a síndrome exige evitar rótulos e reconhecer
que cada pessoa apresenta uma combinação própria de necessidades, capacidades e
potencialidades.
Esse olhar mais individualizado será
essencial para as próximas aulas, nas quais serão estudadas com maior
profundidade as características físicas, cognitivas e comportamentais, bem como
o diagnóstico e o acompanhamento das pessoas com Síndrome de Williams.
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças
raras de A a Z. Brasília: Ministério da Saúde.
ROSSI, Natalia Freitas; MORETTI-FERREIRA,
Danilo; GIACHETI, Célia Maria. Genética e linguagem na síndrome de
Williams-Beuren: uma condição neurocognitiva peculiar. Pró-Fono Revista de
Atualização Científica, v. 18, n. 3, 2006.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA SÍNDROME DE
WILLIAMS. Síndrome de Williams: informações sobre características, genética
e cuidados. São Paulo: ABSW.
PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento
humano. Porto Alegre: AMGH.
NUSSBAUM, Robert L.; McINNES, Roderick R.; WILLARD, Huntington F. Thompson &
& Thompson: genética médica. Rio de
Janeiro: Elsevier.
Aula 2 – Principais características
físicas, cognitivas e comportamentais
A Síndrome de Williams-Beuren apresenta um
conjunto bastante particular de características físicas, cognitivas e
comportamentais. Entretanto, o primeiro ponto a compreender é que não existe
uma pessoa “típica” com Síndrome de Williams. A manifestação da condição é
variável: duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar habilidades,
dificuldades e necessidades de apoio muito diferentes. Estudos brasileiros
destacam justamente essa variabilidade clínica e cognitiva.
Por isso, conhecer as características mais
frequentes é útil para familiares, educadores e profissionais, mas elas não
devem ser utilizadas como uma lista rígida. O diagnóstico não determina sozinho
como uma criança aprenderá, como se comportará ou qual grau de autonomia poderá
alcançar.
Características físicas
Algumas características físicas podem
chamar a atenção desde a infância. São descritas na literatura alterações no
crescimento, determinadas particularidades faciais, alterações cardiovasculares
e condições relacionadas ao tecido conjuntivo. Também podem existir
dificuldades alimentares nos primeiros meses ou anos de vida.
Entre as características faciais
frequentemente descritas estão bochechas proeminentes, região ao redor dos
olhos mais marcada, filtro nasal longo, lábios mais volumosos e algumas
particularidades no formato do nariz. Essas características podem tornar-se
mais perceptíveis conforme a criança cresce. Atualmente, é preferível
descrevê-las de maneira objetiva e respeitosa, evitando antigas denominações
utilizadas na literatura que podem ser consideradas pejorativas.
A baixa estatura também pode estar
presente. Algumas crianças apresentam dificuldades para ganhar peso durante os
primeiros anos, especialmente quando existem problemas relacionados à
alimentação ou ao sistema gastrointestinal. Entretanto, peso e altura precisam
ser avaliados individualmente, considerando idade, histórico clínico e
desenvolvimento da criança.
Um dos aspectos físicos que exige maior
atenção é o sistema cardiovascular. Alterações cardiovasculares são
frequentes na Síndrome de Williams, sendo particularmente conhecida a estenose
aórtica supravalvar, caracterizada pelo estreitamento da aorta acima da válvula
aórtica. Também podem existir alterações em outras artérias.
Essa possibilidade explica a importância do acompanhamento cardiológico. Mesmo
quando a criança parece saudável e
participa normalmente das atividades diárias, avaliações médicas periódicas
continuam sendo necessárias conforme orientação profissional.
Outras manifestações podem envolver
alterações dentárias, voz com características particulares, problemas
auditivos, otites recorrentes, hérnias e alterações relacionadas ao tecido
conjuntivo. Nem todas estarão presentes na mesma pessoa, e sua intensidade pode
variar bastante.
Desenvolvimento motor
Durante os primeiros anos de vida, algumas
crianças com Síndrome de Williams apresentam atraso no desenvolvimento
neuropsicomotor. Isso pode significar que determinadas conquistas, como se
sentar, caminhar ou realizar movimentos mais complexos, ocorram posteriormente
quando comparadas ao desenvolvimento médio esperado para a idade.
Também podem existir dificuldades de
equilíbrio, coordenação e organização dos movimentos. Atividades aparentemente
simples, como abotoar uma roupa, utilizar determinados utensílios, copiar
figuras ou organizar objetos no espaço, podem exigir maior esforço.
Essas dificuldades não significam ausência
de capacidade para aprender. Significam, sobretudo, que algumas habilidades
podem necessitar de mais tempo, repetição, apoio e estratégias adequadas.
Na infância, brincadeiras que envolvam
movimento, manipulação de objetos e experiências cotidianas podem contribuir
para o desenvolvimento. Quando existe indicação profissional, fisioterapia e
terapia ocupacional também podem integrar o acompanhamento.
Um perfil cognitivo particular
Uma das características mais estudadas da
Síndrome de Williams é a existência de diferenças importantes entre
determinadas habilidades cognitivas.
Algumas pessoas podem demonstrar relativa
facilidade em certas atividades relacionadas à comunicação e à interação
social, enquanto apresentam dificuldades mais acentuadas em tarefas
visuoespaciais e visuoconstrutivas.
Imagine, por exemplo, uma criança que
consegue contar detalhadamente uma história que ouviu, conversar durante
bastante tempo com um adulto e lembrar nomes de pessoas. A mesma criança pode
encontrar dificuldades para copiar um desenho geométrico, montar determinadas
figuras ou compreender a disposição espacial de elementos em uma atividade.
Essa diferença ajuda a entender por que
avaliações baseadas apenas na capacidade de conversar podem produzir uma
impressão equivocada sobre o desempenho global.
A pessoa pode apresentar uma comunicação aparentemente desenvolvida e,
simultaneamente, precisar de bastante apoio para
resolver determinadas tarefas escolares.
Linguagem: facilidade aparente e desafios
importantes
A linguagem é uma área particularmente
interessante na Síndrome de Williams. Muitas crianças e adolescentes apresentam
forte interesse pela comunicação e podem demonstrar fala bastante expressiva.
Algumas utilizam entonações marcantes, contam experiências pessoais e procuram
frequentemente iniciar conversas.
Entretanto, ser comunicativo não
significa necessariamente compreender tudo o que é dito.
Pesquisas brasileiras apontam que podem
existir diferenças entre linguagem expressiva e receptiva, além de alterações
relacionadas aos aspectos pragmáticos da comunicação. Em outras palavras, uma
pessoa pode falar bastante e construir frases aparentemente elaboradas, mas
encontrar dificuldades para compreender determinadas instruções, interpretar
contextos ou utilizar a linguagem adequadamente em algumas situações sociais.
Essa questão é especialmente importante na
escola. O professor não deve presumir que uma instrução foi compreendida
simplesmente porque o estudante respondeu verbalmente ou demonstrou interesse
pela conversa.
Uma estratégia útil é fornecer orientações
claras, dividir tarefas complexas em pequenas etapas e verificar se o aluno
realmente compreendeu o que precisa fazer.
Habilidades visuoespaciais
As dificuldades visuoespaciais aparecem
com frequência nas descrições do perfil cognitivo da Síndrome de Williams. Elas
envolvem a capacidade de perceber relações entre objetos, formas, posições e
espaços.
Na prática, isso pode aparecer em
atividades como copiar desenhos, organizar elementos em uma página, montar
quebra-cabeças, compreender mapas, realizar construções com blocos ou
interpretar determinadas relações geométricas.
Na escola, essas dificuldades podem
interferir em matemática, geometria, escrita, organização do caderno e outras
tarefas que dependem de orientação espacial.
Mais uma vez, a dificuldade não deve ser
interpretada como preguiça ou falta de interesse. Uma tarefa que parece simples
para outros estudantes pode exigir grande esforço cognitivo da criança.
Atenção e funções executivas
Também podem ocorrer dificuldades
relacionadas à atenção e às chamadas funções executivas, conjunto de
habilidades utilizadas para planejar ações, controlar impulsos, organizar
tarefas, manter informações temporariamente na mente e modificar estratégias
quando alguma coisa não funciona.
Estudos
realizados com crianças e
adolescentes com Síndrome de Williams identificaram dificuldades de atenção,
planejamento e memória de trabalho, embora exista variação entre os indivíduos.
Em sala de aula, isso pode aparecer quando
o estudante começa uma atividade e rapidamente se distrai, esquece uma etapa da
orientação ou apresenta dificuldade para organizar a sequência necessária para
concluir uma tarefa.
Uma instrução como “abra o livro, leia o
texto, responda às perguntas e depois entregue a atividade” contém várias
ações. Para alguns alunos, pode funcionar melhor apresentar uma orientação de
cada vez.
Sociabilidade: uma característica marcante
A elevada sociabilidade é provavelmente
uma das características comportamentais mais conhecidas da Síndrome de
Williams. Muitas pessoas demonstram grande interesse pelo contato social,
aproximam-se facilmente de outras pessoas e apresentam entusiasmo durante
interações.
Essa facilidade pode favorecer vínculos e
participação social. Entretanto, também exige atenção.
Uma criança que se aproxima facilmente de
desconhecidos precisa aprender regras de proteção e segurança. Ser sociável não
significa possuir automaticamente capacidade para reconhecer situações
perigosas, compreender intenções de outras pessoas ou estabelecer limites
adequados.
Por isso, o desenvolvimento das
habilidades sociais deve incluir não apenas estímulo à interação, mas também
educação sobre limites pessoais, privacidade, segurança e comportamento
diante de desconhecidos.
Ansiedade, medos e sensibilidade aos sons
A literatura também descreve ansiedade,
medos específicos e dificuldades relacionadas à atenção entre as manifestações
comportamentais que podem acompanhar a síndrome.
Outro aspecto conhecido é a maior
sensibilidade a determinados sons. Barulhos que outras pessoas consideram
comuns podem provocar grande desconforto em algumas pessoas com Síndrome de
Williams. Sons intensos ou inesperados, como sirenes, máquinas, fogos ou
equipamentos domésticos, podem desencadear medo ou ansiedade.
Nesse momento, dizer simplesmente “não
precisa ter medo” pode não resolver. É mais adequado reconhecer o desconforto,
identificar quais sons provocam maior reação e buscar estratégias que ajudem a
pessoa a lidar com essas situações.
Também são descritas alterações do sono em parte dessa população, incluindo dificuldades para iniciar ou manter o sono. Como sono inadequado pode interferir na atenção, no comportamento e na aprendizagem durante o dia,
mudanças persistentes devem ser comunicadas aos
profissionais responsáveis pelo acompanhamento.
Música e interesse auditivo
A relação entre Síndrome de Williams e
música costuma despertar bastante interesse. Algumas pessoas demonstram grande
envolvimento emocional com música e forte interesse por estímulos sonoros.
Isso pode ser utilizado de maneira
positiva em atividades educativas, recreativas e sociais. Uma música pode
ajudar a tornar uma atividade mais interessante, favorecer participação ou
auxiliar determinadas experiências de aprendizagem.
Entretanto, é importante evitar outro
estereótipo: nem toda pessoa com Síndrome de Williams possui talento musical
excepcional. Interesse por música, sensibilidade aos sons e habilidade
musical são conceitos diferentes.
A melhor estratégia continua sendo
observar individualmente quais atividades despertam interesse e quais recursos
realmente favorecem aquela pessoa.
Olhar para habilidades e dificuldades ao
mesmo tempo
Compreender o perfil da Síndrome de
Williams exige equilíbrio. Concentrar-se somente nas dificuldades produz uma
visão limitada da pessoa. Concentrar-se apenas nas características consideradas
positivas também pode esconder necessidades reais de apoio.
Uma criança muito comunicativa pode
apresentar dificuldades acadêmicas importantes. Outra pode demonstrar grande
interesse social e, ao mesmo tempo, sofrer com ansiedade. Um adolescente pode
participar com entusiasmo de atividades coletivas, mas necessitar de ajuda para
organizar tarefas.
Estudos brasileiros sobre competências
escolares e sociais mostram justamente essa combinação: determinadas
habilidades sociais podem coexistir com dificuldades significativas no
desempenho acadêmico.
Para familiares e educadores, portanto, a
pergunta mais útil não é “o que uma pessoa com Síndrome de Williams consegue
fazer?”, mas “quais são as habilidades e necessidades desta pessoa?”
Essa mudança parece simples, porém
transforma a maneira de oferecer apoio. Em vez de partir do diagnóstico para
determinar expectativas, parte-se da observação individual para construir
estratégias.
Respeitar a individualidade
As características físicas, cognitivas e
comportamentais ajudam profissionais e familiares a compreender a Síndrome de
Williams, mas não devem funcionar como rótulos.
Conhecer o perfil associado à síndrome permite antecipar algumas necessidades, organizar intervenções e reconhecer determinadas dificuldades. Ao mesmo tempo, cada pessoa possui
história,
personalidade, ambiente familiar, experiências educacionais e oportunidades
diferentes.
O acompanhamento adequado procura
justamente equilibrar essas duas dimensões: conhecer as características da
condição e conhecer profundamente a pessoa.
Assim, habilidades sociais podem ser
valorizadas, dificuldades visuoespaciais podem receber suporte específico,
questões de saúde podem ser acompanhadas e comportamentos relacionados à
ansiedade ou à atenção podem ser avaliados adequadamente.
Mais importante do que esperar que a pessoa se encaixe em uma descrição da síndrome é criar condições para que desenvolva suas capacidades, aprenda com apoio adequado e participe de maneira cada vez mais autônoma da família, da escola e da comunidade.
Referências bibliográficas
ROSSI, Natalia Freitas; MORETTI-FERREIRA,
Danilo; GIACHETI, Célia Maria. Genética e linguagem na síndrome de
Williams-Beuren: uma condição neurocognitiva peculiar. Pró-Fono Revista de
Atualização Científica, v. 18, n. 3, 2006.
TEIXEIRA, Maria Cristina Triguero Veloz et
al. Fenótipo comportamental e cognitivo de crianças e adolescentes com
Síndrome de Williams-Beuren. Pró-Fono Revista de Atualização Científica, v.
22, n. 3, 2010.
TEIXEIRA, Maria Cristina Triguero Veloz et
al. Competências escolares e sociais em crianças e adolescentes com Síndrome
de Williams. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 18, n. 3, 2012.
ROSSI, Natalia Freitas. Caracterização
do fenótipo comportamental e de linguagem na Síndrome de Williams-Beuren.
Botucatu: Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, 2010.
PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento
humano. Porto Alegre: AMGH.
NUSSBAUM, Robert L.; McINNES, Roderick R.;
WILLARD, Huntington F. Thompson & Thompson: genética médica. Rio de
Janeiro: Elsevier.
Aula 3 – Diagnóstico e acompanhamento
O diagnóstico da Síndrome de
Williams-Beuren é um momento importante para a pessoa e para sua família. Mais
do que dar um nome a um conjunto de características, ele ajuda a compreender
determinadas necessidades de saúde e desenvolvimento, direciona avaliações
específicas e permite organizar o acompanhamento ao longo da vida. Como se
trata de uma condição genética que pode afetar diferentes sistemas do
organismo, o cuidado geralmente envolve mais de uma especialidade.
Para quem está começando a estudar o assunto, é importante entender uma diferença básica: suspeitar da síndrome não é o mesmo que confirmar o diagnóstico. Algumas
características físicas,
cardiovasculares, cognitivas e comportamentais podem levantar a suspeita, mas a
confirmação requer avaliação profissional e investigação genética apropriada.
Como surge a suspeita?
Em muitos casos, os primeiros sinais
aparecem durante a infância. O pediatra pode perceber dificuldades de
crescimento ou atraso no desenvolvimento. Um cardiologista pode identificar uma
alteração cardiovascular característica. Em outras situações, dificuldades de
aprendizagem, características físicas ou comportamentais fazem com que a
família seja encaminhada para investigação genética.
A estenose aórtica supravalvar, por
exemplo, é uma das alterações cardiovasculares associadas à síndrome e pode
contribuir para que a equipe médica suspeite da condição. Outros achados
possíveis incluem alterações do crescimento, hipercalcemia, sensibilidade
aumentada a sons, dificuldades visuoespaciais, ansiedade e alterações
geniturinárias ou gastrointestinais.
Nenhum desses sinais, isoladamente, deve
ser utilizado por familiares ou educadores para diagnosticar uma pessoa. Uma
criança com dificuldade escolar não necessariamente apresenta Síndrome de
Williams, assim como a presença de grande sociabilidade ou sensibilidade
auditiva também não confirma a condição.
Na prática, o profissional observa o conjunto
das manifestações, a história do desenvolvimento e os resultados das
avaliações realizadas.
A avaliação genética
Quando existe suspeita clínica, a
avaliação por um médico geneticista pode contribuir para organizar a
investigação. O profissional analisa o histórico da pessoa, suas
características clínicas e, quando necessário, informações familiares.
A Síndrome de Williams está relacionada à
perda de material genético na região 7q11.23 do cromossomo 7. Essa
alteração é pequena demais para ser identificada adequadamente por um cariótipo
convencional em muitos casos, tornando necessárias técnicas capazes de detectar
alterações cromossômicas submicroscópicas.
Entre os métodos que podem ser empregados
para confirmar a deleção encontram-se FISH, MLPA e microarray cromossômico.
A escolha do exame depende da avaliação clínica, da disponibilidade do método e
das orientações da equipe responsável.
O FISH — hibridação in situ por fluorescência — utiliza sondas específicas para investigar determinada região cromossômica. Já a MLPA permite analisar alterações no número de cópias de regiões específicas do DNA. O microarray cromossômico possui capacidade para
investigar determinada região
cromossômica. Já a MLPA permite analisar alterações no número de cópias de
regiões específicas do DNA. O microarray cromossômico possui capacidade para
investigar perdas e ganhos de material genético em diferentes regiões do
genoma.
No Brasil, técnicas como FISH, MLPA e
array-CGH constam entre os procedimentos relacionados à investigação genética
disponibilizados na tabela do SUS para doenças raras, observados os critérios
de acesso e indicação existentes na rede assistencial.
O diagnóstico não termina no exame
Um erro frequente é imaginar que o
processo termina quando o exame genético apresenta o resultado. Na realidade, a
confirmação da Síndrome de Williams costuma marcar o início de uma nova etapa:
compreender como a condição se manifesta naquela pessoa.
Isso acontece porque duas crianças com a
mesma síndrome podem apresentar necessidades bastante diferentes. Uma pode ter
maior comprometimento cardiovascular; outra pode precisar de atenção especial
para questões alimentares, auditivas ou motoras. Algumas necessitam de apoio
educacional intenso, enquanto outras apresentam dificuldades mais específicas.
Por isso, após a confirmação diagnóstica,
é importante realizar uma avaliação global e estabelecer prioridades. A
Associação Brasileira da Síndrome de Williams destaca a organização de uma
equipe multiprofissional como uma das etapas posteriores ao diagnóstico.
O objetivo não é transformar a vida da
pessoa em uma sequência interminável de consultas. O acompanhamento deve ser
organizado conforme suas necessidades reais, buscando prevenção,
desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida.
Acompanhamento cardiovascular
Entre os diferentes cuidados, a avaliação
cardiovascular merece atenção especial. Alterações cardiovasculares fazem parte
das manifestações mais relevantes da Síndrome de Williams, e o acompanhamento
cardiológico periódico é recomendado.
A pressão arterial também precisa ser
observada, pois a hipertensão pode ocorrer nessa população. Dependendo das
características individuais, o cardiologista poderá solicitar exames e definir
a frequência das avaliações.
Esse cuidado demonstra porque o
acompanhamento preventivo é tão importante. A ausência de sintomas evidentes
não significa necessariamente que uma avaliação deixou de ser necessária.
Crescimento, alimentação e metabolismo
Durante a infância, crescimento e alimentação também merecem acompanhamento. Algumas crianças podem apresentar dificuldades de
sucção, deglutição, refluxo, vômitos, constipação ou
dificuldades para ganhar peso. A avaliação nutricional pode ser necessária
conforme cada caso.
Alterações relacionadas ao cálcio também
são descritas na Síndrome de Williams. Por essa razão, vitaminas e suplementos
não devem ser administrados indiscriminadamente. Qualquer suplementação deve
respeitar a avaliação e a orientação dos profissionais responsáveis.
Esse é um exemplo importante de como
informações encontradas na internet podem ser mal interpretadas. O fato de
determinada substância ser uma vitamina não significa que possa ser utilizada
livremente em qualquer pessoa. O histórico clínico e os exames individuais
precisam ser considerados.
Audição, visão e saúde bucal
Como algumas pessoas apresentam alterações
auditivas e maior sensibilidade a determinados sons, avaliações da audição
podem fazer parte do acompanhamento. Alterações visuais, como estrabismo,
também podem ocorrer e justificam avaliação oftalmológica conforme indicação
profissional.
A saúde bucal igualmente merece atenção.
Alterações dentárias podem estar presentes, tornando importante a manutenção de
consultas odontológicas e bons hábitos de higiene.
Esses cuidados parecem independentes, mas
fazem parte de uma mesma ideia: observar a pessoa integralmente.
Desenvolvimento e reabilitação
O acompanhamento da Síndrome de Williams
não se limita aos aspectos médicos. Desenvolvimento motor, comunicação,
aprendizagem, comportamento e autonomia também são importantes.
Dependendo das necessidades identificadas,
podem participar do cuidado profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos,
terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros especialistas. A composição da
equipe não precisa ser exatamente igual para todas as pessoas.
Uma criança com dificuldades importantes
de linguagem pode necessitar de maior apoio fonoaudiológico. Outra pode
apresentar dificuldades motoras que justifiquem acompanhamento
fisioterapêutico. Em determinados casos, ansiedade ou dificuldades comportamentais
podem demandar avaliação psicológica ou médica.
A política brasileira destinada às pessoas
com doenças raras prevê atenção multidisciplinar e integração entre diferentes
pontos da rede de saúde, justamente porque muitas dessas condições apresentam
necessidades complexas e contínuas.
A escola também participa desse processo
Quando a pessoa está em idade escolar,
saúde e educação não devem caminhar como mundos separados.
O professor não realiza
diagnóstico
médico, mas pode fornecer informações muito importantes sobre aprendizagem,
interação social, atenção, comportamento e autonomia. Da mesma forma, conhecer
as necessidades do estudante ajuda a escola a planejar estratégias pedagógicas
mais adequadas.
Imagine uma criança muito comunicativa que
participa das conversas em sala, mas encontra grande dificuldade para copiar
figuras, organizar informações espacialmente e realizar determinadas atividades
matemáticas. Se o professor considerar apenas sua facilidade verbal, poderá
interpretar essas dificuldades como falta de esforço.
Quando família, escola e profissionais
compartilham informações de maneira adequada, torna-se mais fácil compreender
que diferentes habilidades podem se desenvolver em ritmos distintos.
A importância do aconselhamento genético
O aconselhamento genético também pode
fazer parte da assistência. Seu objetivo é ajudar a pessoa e sua família a
compreender a condição genética, sua forma de ocorrência, possibilidades de
transmissão e outras questões relacionadas ao diagnóstico.
Na maioria dos casos de Síndrome de
Williams, a alteração surge de maneira espontânea. Entretanto, uma pessoa que
apresenta a síndrome possui possibilidade de transmitir a alteração genética
aos filhos. A Associação Brasileira da Síndrome de Williams informa um risco de
aproximadamente 50% em cada gestação para uma pessoa afetada.
O aconselhamento genético não deve ser
confundido com uma decisão tomada pelo profissional em nome da família. Seu
papel é fornecer informações qualificadas para que as pessoas compreendam as
implicações genéticas e possam tomar suas próprias decisões.
Acompanhamento ao longo da vida
A Síndrome de Williams é uma condição
genética e não existe atualmente uma intervenção capaz de eliminar a alteração
cromossômica que a causa. Isso, porém, não significa ausência de cuidado. O
acompanhamento procura prevenir complicações, tratar problemas específicos e
favorecer desenvolvimento, participação social e autonomia.
As necessidades também mudam conforme a
idade. Na primeira infância, crescimento, alimentação e desenvolvimento podem
receber maior atenção. Durante a vida escolar, aprendizagem e interação social
ganham destaque. Na adolescência e na vida adulta, autonomia, saúde
cardiovascular, saúde emocional, preparação profissional e participação
comunitária podem assumir importância crescente.
Portanto, o plano de acompanhamento
precisa ser revisto periodicamente.
Família como
parte do cuidado
Receber o diagnóstico pode provocar
sentimentos diversos. Algumas famílias sentem alívio por finalmente compreender
determinadas características da criança; outras experimentam medo e insegurança
diante de uma condição pouco conhecida.
Informação confiável ajuda a reduzir essa
incerteza. A família precisa compreender tanto as necessidades clínicas quanto
as possibilidades de desenvolvimento.
Também é importante evitar dois extremos:
negligenciar dificuldades reais ou transformar a síndrome no centro de todas as
decisões familiares. A criança continua precisando brincar, aprender,
experimentar, desenvolver responsabilidades e construir autonomia.
A rede de apoio formada por familiares,
escola, profissionais e serviços especializados pode tornar esse caminho mais
seguro.
Diagnosticar para cuidar melhor
O diagnóstico da Síndrome de Williams não
deve ser entendido como um rótulo. Sua principal utilidade é orientar o
cuidado.
Quando a condição é corretamente
identificada, torna-se possível investigar alterações associadas, organizar
avaliações preventivas e oferecer intervenções compatíveis com as necessidades
individuais. Para doenças raras, o Ministério da Saúde enfatiza justamente a
importância do diagnóstico oportuno e do cuidado integrado e multiprofissional.
Assim, três ideias são fundamentais nesta
aula: suspeita clínica não equivale a diagnóstico; a confirmação depende de
avaliação profissional e investigação genética adequada; e o acompanhamento
deve considerar a pessoa de maneira integral e ao longo da vida.
Conhecer a síndrome é importante. Conhecer a pessoa que vive com ela é ainda mais importante.
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças
raras de A a Z. Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes
para atenção integral às pessoas com doenças raras no Sistema Único de Saúde –
SUS. Brasília: Ministério da Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política
Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. Brasília:
Ministério da Saúde.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA SÍNDROME DE
WILLIAMS. Síndrome de Williams-Beuren: diagnóstico, características e
cuidados. São Paulo: ABSW.
NUSSBAUM, Robert L.; McINNES, Roderick R.;
WILLARD, Huntington F. Thompson & Thompson: genética médica. Rio de
Janeiro: Elsevier.
ROSSI, Natalia Freitas; MORETTI-FERREIRA, Danilo; GIACHETI, Célia Maria. Genética e linguagem na síndrome de Williams-Beuren: uma condição neurocognitiva peculiar. Pró-Fono
Revista de
Atualização Científica, v. 18, n. 3, 2006.
PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento humano. Porto Alegre: AMGH.
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