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CHAKRATERAPIA
Módulo 3 – Prática Integrada De Chakraterapia
Aula 1 – Respiração, meditação e
visualização
Depois
de conhecer os sete chakras e compreender seus significados simbólicos, chega o
momento de aprender como esses conhecimentos podem ser aplicados de forma
prática. Nesta aula, estudaremos três recursos muito utilizados na
chakraterapia: a respiração consciente, a meditação e a visualização.
Essas
práticas têm em comum um objetivo importante: favorecer momentos de atenção,
relaxamento e autoconhecimento. Mais do que buscar experiências
extraordinárias, elas convidam o praticante a desenvolver presença, consciência
corporal e equilíbrio emocional.
É
importante lembrar que essas técnicas não substituem tratamentos médicos ou
psicológicos. Elas podem ser utilizadas como práticas complementares de
promoção do bem-estar, quando realizadas de forma responsável e respeitando os
limites de cada pessoa. Pesquisas realizadas no contexto das Práticas
Integrativas e Complementares mostram que atividades como meditação, yoga,
relaxamento e consciência corporal favorecem o autoconhecimento, a autonomia e
a promoção da saúde quando inseridas em práticas integrativas.
A respiração como
ponto de partida
Respirar
é um ato natural. Fazemos isso milhares de vezes por dia sem perceber. No
entanto, quando passamos a observar conscientemente a respiração, algo muda:
nossa atenção deixa de estar completamente voltada para os pensamentos e passa
a perceber o momento presente.
Por
essa razão, a respiração é considerada uma das principais portas de entrada
para diversas práticas meditativas.
Na
chakraterapia, ela não é utilizada apenas como um exercício físico, mas como
uma ferramenta para desenvolver percepção corporal e concentração.
Ao
respirar de maneira tranquila, o praticante aprende a perceber o ritmo do
próprio corpo, identificando tensões, desconfortos e momentos de relaxamento.
Essa
prática simples favorece um estado de maior presença e reduz a tendência de
agir de forma automática.
Observando a
respiração
Antes
de tentar controlar a respiração, é importante aprender a observá-la.
Sente-se
confortavelmente, mantendo a coluna em posição natural. Feche os olhos e
direcione sua atenção para o movimento do ar entrando e saindo pelas narinas.
Não
tente respirar mais profundamente nem mais lentamente.
Durante
alguns minutos, apenas observe.
Caso
a mente se distraia, retorne gentilmente à respiração.
Esse exercício desenvolve uma habilidade
essencial para a chakraterapia: a capacidade de permanecer presente sem julgar a própria experiência.
A relação entre
respiração e consciência corporal
Quando
respiramos conscientemente, também passamos a perceber melhor o corpo.
Notamos
regiões de tensão, mudanças na postura, movimentos do tórax e do abdômen e até
pequenas alterações no ritmo respiratório causadas pelas emoções.
Esse
processo fortalece a consciência corporal, uma habilidade muito valorizada nas
práticas de yoga e meditação.
Materiais
educativos sobre Práticas Integrativas e Complementares destacam que técnicas
respiratórias, meditação e yoga combinam concentração, relaxamento e
consciência corporal, favorecendo uma percepção mais ampla do próprio corpo e
da mente.
Na
chakraterapia, essa percepção é utilizada como ponto de partida para o trabalho
simbólico com os chakras.
Meditação:
cultivando a atenção
A
palavra meditação costuma despertar muitas expectativas.
Algumas
pessoas imaginam que meditar significa deixar a mente completamente vazia.
Outras acreditam que a prática produzirá imediatamente estados profundos de
tranquilidade.
Na
realidade, meditar é aprender a direcionar e manter a atenção.
Durante
uma prática meditativa, pensamentos continuam surgindo. A diferença é que
aprendemos a observá-los sem precisar acompanhar cada um deles.
Essa
postura reduz a impulsividade e favorece escolhas mais conscientes.
A
meditação pode ser entendida como um treinamento da atenção.
Quanto
mais praticamos, mais desenvolvemos a capacidade de perceber pensamentos,
emoções e sensações sem reagir automaticamente a eles.
A
Sociedade Brasileira de Medicina Integrativa descreve a meditação como uma
prática que favorece consciência corporal, concentração, relaxamento e atenção
plena, ressaltando que ela deve ser realizada de forma orientada e responsável.
Como iniciar uma
meditação simples
Uma
prática inicial pode durar apenas cinco minutos.
Escolha
um ambiente tranquilo.
Sente-se
de forma confortável.
Feche
os olhos suavemente.
Observe
a respiração.
Sempre
que perceber que sua atenção se afastou, retorne calmamente ao movimento da
respiração.
Não
existe problema em perder a concentração.
O
exercício consiste justamente em perceber essa distração e voltar ao foco
quantas vezes forem necessárias.
Com
o tempo, essa habilidade tende a se fortalecer naturalmente.
A visualização na
chakraterapia
Outro
recurso bastante utilizado é a visualização.
Visualizar significa criar imagens
mentais de maneira consciente.
Na
chakraterapia, essa prática pode envolver a representação simbólica dos chakras
por meio de cores, formas ou regiões do corpo.
É
importante compreender que essas imagens funcionam como recursos de
concentração e reflexão.
Visualizar
uma cor não significa que ela esteja produzindo alterações físicas comprovadas
em determinado chakra.
O
valor da prática está na atenção dirigida, na capacidade de permanecer presente
e na construção de um espaço de reflexão interior.
Percorrendo
simbolicamente os chakras
Uma
prática bastante simples consiste em direcionar lentamente a atenção para cada
região tradicionalmente associada aos sete chakras.
Comece
pela base da coluna.
Em
seguida, observe o baixo ventre.
Depois,
leve a atenção ao abdômen, ao centro do peito, à garganta, à região entre as
sobrancelhas e, por fim, ao topo da cabeça.
Não
é necessário sentir calor, formigamento ou qualquer outra sensação específica.
Também
não existe obrigação de visualizar cores intensas.
O
mais importante é manter uma postura tranquila e receptiva, observando aquilo
que naturalmente surge durante a prática.
Integrando
respiração, meditação e visualização
Essas
três técnicas funcionam melhor quando utilizadas em conjunto.
A
respiração ajuda a acalmar o ritmo da prática.
A
meditação desenvolve atenção e presença.
A
visualização oferece um foco simbólico para a concentração.
Quando
realizadas de forma simples e regular, essas atividades podem favorecer
momentos de relaxamento, consciência corporal e autoconhecimento.
O
mais importante não é praticar durante muito tempo, mas criar uma rotina
consistente.
Cinco
ou dez minutos diários costumam ser mais proveitosos do que longas práticas
realizadas apenas ocasionalmente.
Uma prática
introdutória
Reserve
um ambiente silencioso.
Sente-se
confortavelmente e feche os olhos.
Respire
naturalmente durante um minuto.
Depois,
direcione sua atenção para a base da coluna e imagine uma sensação de
estabilidade.
Sem
pressa, percorra mentalmente as demais regiões tradicionalmente associadas aos
chakras.
Em
cada uma delas, permaneça alguns instantes apenas observando.
Ao
finalizar, faça três perguntas:
Anote
suas respostas em um caderno.
Com o passar dos dias, será possível acompanhar sua evolução e perceber como pequenas mudanças de atenção influenciam sua maneira
passar dos dias, será possível acompanhar sua evolução e perceber como
pequenas mudanças de atenção influenciam sua maneira de lidar com o cotidiano.
Praticando com
equilíbrio
Ao
iniciar qualquer prática de chakraterapia, é importante evitar expectativas
exageradas.
Nem
toda meditação produzirá profundo relaxamento.
Nem
toda visualização despertará sensações intensas.
E
isso é completamente normal.
O
verdadeiro aprendizado acontece quando desenvolvemos constância, paciência e
curiosidade para observar nossa própria experiência.
Mais
do que buscar resultados imediatos, a prática ensina a construir uma relação
mais consciente consigo mesmo.
Esse é um dos maiores objetivos da chakraterapia: utilizar os símbolos dos chakras como instrumentos de reflexão, favorecendo uma vida mais equilibrada, atenta e presente.
Referências
bibliográficas
BARROS,
Nelson Filice; GALVANESE, Ana Tereza Costa; D'OLIVEIRA, Ana Flávia Pires Lucas.
Contribuições e desafios das práticas corporais e meditativas à promoção da
saúde na atenção primária. Cadernos de Saúde Pública. Rio de
Janeiro: Fiocruz.
ELIADE,
Mircea. Yoga: Imortalidade e Liberdade. São Paulo: Palas Athena.
FEUERSTEIN,
Georg. A Tradição do Yoga: História, Literatura, Filosofia e Prática.
São Paulo: Pensamento.
SOCIEDADE
BRASILEIRA DE MEDICINA INTEGRATIVA. Meditação. São Paulo: SBMI.
BRASIL.
Ministério Público Federal. Bem Viver – Práticas Integrativas Complementares.
Brasília: MPF, 2020.
Aula 2 – Recursos complementares na chakraterapia
A
chakraterapia é frequentemente associada a diferentes recursos utilizados para
favorecer momentos de relaxamento, concentração e autoconhecimento. Entre os
mais conhecidos estão os sons, os mantras, os cristais, as cores, os aromas e
algumas práticas corporais, como o yoga.
É
importante compreender que esses elementos não são obrigatórios para
quem deseja praticar chakraterapia. Eles funcionam como recursos complementares
que podem enriquecer a experiência, desde que sejam utilizados com equilíbrio e
sem promessas de cura ou resultados garantidos.
Nas
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), técnicas como
meditação, yoga, aromaterapia e cromoterapia são reconhecidas como práticas
voltadas ao cuidado integral e ao bem-estar, devendo atuar de forma
complementar e não como substitutas dos tratamentos convencionais.
Sons e mantras
Os sons sempre fizeram parte das tradições contemplativas. Em diversas escolas do Yoga, a repetição de sílabas,
palavras ou frases curtas, conhecidas como mantras,
é utilizada para favorecer a concentração durante a meditação.
Mais
do que produzir um efeito externo, o mantra ajuda a direcionar a atenção para
um único foco, diminuindo a dispersão mental.
Entre
os mais conhecidos está o mantra OM, considerado por muitas tradições
indianas um símbolo da totalidade e da unidade da existência.
Independentemente
da crença pessoal, repetir um som de maneira lenta e consciente pode favorecer
momentos de tranquilidade, pois reduz a quantidade de estímulos aos quais a
mente costuma responder durante o dia.
O
mais importante não é a palavra utilizada, mas a qualidade da atenção dedicada
à prática.
A força do
silêncio
Embora
os mantras sejam bastante conhecidos, o silêncio também ocupa um lugar
importante na chakraterapia.
Depois
de alguns minutos de respiração consciente, permanecer em silêncio permite
perceber pensamentos, emoções e sensações corporais que normalmente passam
despercebidos na rotina.
Esse
momento não deve ser encarado como um teste para "esvaziar a mente".
O objetivo é simplesmente observar o que acontece internamente, desenvolvendo
presença e consciência.
Muitas
vezes, alguns minutos de silêncio são suficientes para reduzir a agitação e
favorecer uma sensação de equilíbrio.
O uso dos cristais
Os
cristais aparecem com frequência em livros e cursos de chakraterapia.
Segundo
diferentes tradições contemporâneas, cada cristal pode ser associado
simbolicamente a determinados chakras ou aspectos da experiência humana.
Por
exemplo, é comum encontrar associações entre quartzo transparente e clareza,
ametista e espiritualidade ou quartzo verde e equilíbrio emocional.
Entretanto,
é importante compreender que essas relações pertencem ao campo das tradições
terapêuticas e simbólicas. Até o momento, não existem evidências científicas
suficientes que comprovem que os cristais produzam efeitos terapêuticos
específicos sobre os chakras.
Por
essa razão, quando utilizados, eles devem ser vistos como recursos de
concentração, contemplação ou significado pessoal, e não como substitutos de
tratamentos de saúde.
Como utilizar um
cristal durante a prática
Caso
o praticante deseje utilizar um cristal, uma forma simples consiste em
segurá-lo durante alguns minutos enquanto realiza exercícios de respiração ou
meditação.
O
objeto funciona como um ponto de atenção.
Ao perceber a textura, o peso e a temperatura do cristal, a pessoa permanece mais conectada ao momento
presente.
Nesse
contexto, o benefício da prática está relacionado principalmente à atenção
consciente e ao relaxamento, e não a uma suposta ação energética comprovada.
Aromas e
aromaterapia
Outro
recurso bastante utilizado é a aromaterapia.
Óleos
essenciais e aromas naturais podem contribuir para tornar o ambiente mais
agradável durante momentos de meditação ou relaxamento.
No
Brasil, a aromaterapia integra o conjunto das Práticas Integrativas e
Complementares reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde, sendo utilizada como
prática complementar voltada ao bem-estar e ao cuidado integral.
É
importante lembrar que o uso de óleos essenciais exige alguns cuidados.
Esses
produtos possuem alta concentração e não devem ser utilizados
indiscriminadamente sobre a pele nem ingeridos sem orientação adequada.
Além
disso, algumas pessoas apresentam alergias ou sensibilidades específicas.
Na
chakraterapia, o aroma deve favorecer conforto e acolhimento, nunca causar
desconforto ou substituir tratamentos médicos.
As cores como
recurso de concentração
As
cores também aparecem com frequência no estudo dos chakras.
A
representação mais conhecida associa:
Essas
correspondências fazem parte das interpretações contemporâneas do sistema dos
chakras e são utilizadas principalmente como ferramentas de visualização e
concentração. Estudos sobre as teorias dos chakras destacam que essas
associações devem ser compreendidas com senso crítico e contextualizadas dentro
das tradições que lhes deram origem.
Durante
uma prática, visualizar determinada cor pode ajudar a manter o foco da atenção.
No
entanto, não é necessário acreditar que essa cor produzirá mudanças físicas
específicas no organismo.
Yoga e movimento
corporal
O
yoga também pode acompanhar a prática da chakraterapia.
Algumas
posturas favorecem alongamento, consciência corporal, equilíbrio e atenção à
respiração.
Não
é necessário realizar posições complexas.
Movimentos
simples, executados lentamente e com atenção, costumam produzir melhores
resultados para quem está iniciando.
O
objetivo não é desempenho físico, mas presença.
Quando
respiramos conscientemente enquanto movimentamos o corpo, desenvolvemos uma
percepção mais ampla das próprias sensações.
Essa integração entre movimento e atenção constitui um dos
princípios mais
valorizados nas práticas contemplativas.
Criando um
ambiente acolhedor
Uma
sessão de chakraterapia não depende de equipamentos sofisticados.
Um
ambiente silencioso, limpo, organizado e confortável costuma ser suficiente.
Caso
deseje, o praticante pode utilizar uma iluminação suave, uma música tranquila
ou um aroma agradável.
Entretanto,
nenhum desses elementos é indispensável.
O
aspecto mais importante continua sendo a qualidade da atenção durante a
prática.
Sem
presença, mesmo o ambiente mais elaborado perde sua finalidade.
O que realmente
transforma a prática
É
comum imaginar que quanto maior o número de recursos utilizados, melhores serão
os resultados.
Na
realidade, a experiência mostra exatamente o contrário.
Uma
prática simples, realizada com regularidade, costuma produzir mais benefícios
do que sessões complexas feitas apenas ocasionalmente.
Respirar
conscientemente durante alguns minutos, observar o próprio corpo e refletir
sobre a rotina já representam um importante exercício de autoconhecimento.
Os
recursos complementares existem para apoiar esse processo, nunca para
substituí-lo.
Praticando com
responsabilidade
Ao
estudar chakraterapia, é fundamental evitar promessas de resultados imediatos.
Cristais,
aromas, sons ou cores podem tornar a prática mais significativa para algumas
pessoas, mas não devem ser apresentados como soluções para doenças ou problemas
emocionais complexos.
A
própria literatura sobre Práticas Integrativas reforça que essas abordagens
atuam de maneira complementar, favorecendo acolhimento, promoção da saúde e
qualidade de vida quando integradas ao cuidado convencional, sem substituí-lo.
Assim,
o maior recurso disponível para quem pratica chakraterapia continua sendo a
atenção consciente.
Quando
aprendemos a respirar com calma, observar nossos pensamentos e cuidar da rotina
com mais presença, começamos a construir mudanças consistentes que ultrapassam
qualquer objeto ou técnica utilizada durante a prática.
Referências
bibliográficas
BRASIL.
Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares no SUS. Brasília: Ministério da Saúde.
ELIADE,
Mircea. Yoga: Imortalidade e Liberdade. São Paulo: Palas Athena.
FEUERSTEIN,
Georg. A Tradição do Yoga: História, Literatura, Filosofia e Prática.
São Paulo: Pensamento.
MORALES, Ana Claudia de Moura; LOPES, Ricardo Augusto. Teorias dos Chakras, Musicoterapia e Cromoterapia: uma análise crítica. Revista Brasileira de Práticas
Revista Brasileira de
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.
SOCIEDADE
BRASILEIRA DE MEDICINA INTEGRATIVA. Práticas Complementares de Bem-Estar.
São Paulo: SBMI.
GUIMARÃES,
Maria Beatriz et al. As Práticas Integrativas e Complementares no Campo da
Saúde: para uma descolonização dos saberes e práticas. Saúde e Sociedade.
Aula 3 – Estruturando uma sessão básica e praticando
com responsabilidade
Ao
longo deste curso, conhecemos os sete chakras, seus significados simbólicos e
diferentes recursos utilizados na chakraterapia, como respiração, meditação,
visualização e práticas de atenção plena. Nesta última aula, reuniremos esses
conhecimentos para compreender como organizar uma sessão básica de
chakraterapia de forma ética, acolhedora e responsável.
Antes
de qualquer técnica, é importante lembrar que a chakraterapia tem como objetivo
favorecer o autoconhecimento, a percepção corporal e o bem-estar. Ela não
substitui tratamentos médicos, psicológicos ou outros acompanhamentos
profissionais quando necessários. No contexto das Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde (PICS), essas abordagens são compreendidas como
recursos complementares ao cuidado integral e não como substitutos da
assistência convencional.
O acolhimento é o
primeiro passo
Uma
boa sessão começa muito antes da prática de meditação ou de qualquer exercício
relacionado aos chakras. O primeiro momento deve ser dedicado ao acolhimento.
Receber
a pessoa com atenção, escutá-la sem julgamentos e compreender suas expectativas
cria um ambiente de confiança e respeito.
Algumas
perguntas simples ajudam nesse processo:
Essas
perguntas não têm a finalidade de realizar um diagnóstico, mas de compreender o
contexto da pessoa.
Uma
escuta cuidadosa permite que a prática seja mais personalizada e significativa.
Definindo um
objetivo para a sessão
Depois
da conversa inicial, é interessante definir um foco para a prática.
Esse
objetivo deve ser simples e realista.
Por
exemplo:
Quando
existe um propósito claro, o praticante consegue direcionar melhor sua atenção
durante a sessão.
Também é importante lembrar que não é necessário trabalhar todos os
chakras em um
único encontro. Muitas vezes, concentrar a prática em um tema específico torna
a experiência mais proveitosa.
Preparando o
ambiente
O
ambiente influencia diretamente a qualidade da prática.
Não
é preciso montar um espaço sofisticado.
Um
local limpo, silencioso, organizado e confortável costuma ser suficiente.
Caso
deseje, podem ser utilizados recursos como iluminação suave, música tranquila
ou aromas delicados, desde que não causem desconforto aos participantes.
Esses
elementos têm a função de favorecer o relaxamento e a concentração, mas não são
indispensáveis.
O
aspecto mais importante continua sendo a atenção dedicada à experiência.
Iniciando a
prática
Uma
sessão introdutória pode começar com alguns minutos de respiração consciente.
Peça
para a pessoa sentar-se confortavelmente, mantendo a coluna em posição natural.
Em
seguida, convide-a a observar o movimento da respiração sem tentar controlá-la.
Esse
momento ajuda a diminuir o ritmo acelerado do dia e facilita a concentração.
A
partir daí, pode-se realizar um breve exercício de consciência corporal,
convidando o praticante a perceber os pontos de apoio do corpo, a postura e
possíveis áreas de tensão.
Esse processo favorece a presença e prepara o corpo para a prática meditativa.
Trabalhando
simbolicamente os chakras
Depois
da preparação inicial, é possível utilizar o simbolismo dos chakras como
ferramenta de reflexão.
Caso
o objetivo da sessão seja desenvolver estabilidade, por exemplo, pode-se
direcionar a atenção para a região tradicionalmente associada ao chakra raiz.
Se
o foco estiver relacionado à comunicação, o chakra laríngeo pode servir como
referência simbólica durante a meditação.
É
importante evitar afirmações como:
"Seu
chakra está bloqueado."
Uma
postura mais adequada consiste em dizer:
"Vamos
utilizar o simbolismo desse chakra para refletir sobre determinado aspecto da
sua vida."
Essa
diferença demonstra respeito aos limites da prática e evita transformar
interpretações simbólicas em diagnósticos.
O encerramento da
sessão
Ao
final da prática, reserve alguns minutos para que a pessoa compartilhe sua
experiência.
Perguntas
simples costumam ser suficientes:
Nesse
momento, o praticante deve ouvir mais do que falar.
Nem
toda sensação precisa receber uma interpretação.
Às vezes, o maior benefício da
sessão está justamente em permitir que a pessoa
desenvolva sua própria percepção.
A importância da
regularidade
Uma
única sessão dificilmente produzirá mudanças profundas.
Assim
como qualquer hábito saudável, a prática da chakraterapia depende de
constância.
Sessões
curtas realizadas regularmente costumam ser mais eficazes do que práticas
longas realizadas apenas ocasionalmente.
Cinco
ou dez minutos diários de respiração, meditação e observação corporal já
representam um excelente começo.
Com
o tempo, essa rotina fortalece a capacidade de atenção e favorece o
desenvolvimento do autoconhecimento.
A postura ética do
praticante
Independentemente
do nível de experiência, quem conduz uma prática de chakraterapia deve agir com
responsabilidade.
Isso
significa reconhecer os próprios limites e evitar promessas que não podem ser
comprovadas.
Não
é adequado afirmar que uma sessão eliminará doenças, resolverá problemas
emocionais complexos ou substituirá tratamentos de saúde.
Também
não é correto orientar uma pessoa a interromper medicamentos ou abandonar o
acompanhamento médico.
As práticas integrativas reconhecidas no SUS atuam de maneira complementar e valorizam a integração entre diferentes formas de cuidado, respeitando sempre a atuação dos profissionais de saúde.
Desenvolvendo
autonomia
Um
dos maiores objetivos da chakraterapia é incentivar a autonomia.
Isso
significa estimular cada pessoa a desenvolver recursos internos para cuidar de
si mesma.
Em
vez de criar dependência do terapeuta ou das sessões, a prática deve incentivar
hábitos que possam ser incorporados ao cotidiano.
Respirar
conscientemente antes de iniciar o trabalho, reservar alguns minutos para
meditação, observar as próprias emoções e refletir sobre as escolhas diárias
são exemplos de atitudes simples que fortalecem esse processo.
Quando
o praticante aprende a utilizar essas ferramentas de maneira independente, a
chakraterapia cumpre uma de suas funções mais importantes: favorecer o
autoconhecimento.
Conclusão
Chegamos
ao final deste curso compreendendo que a chakraterapia vai muito além da
memorização dos sete chakras.
Ela
propõe uma forma de olhar para a própria vida com mais atenção, presença e
equilíbrio.
Os
chakras funcionam como um mapa simbólico que auxilia na reflexão sobre
diferentes aspectos da experiência humana, enquanto recursos como respiração,
meditação e visualização contribuem para desenvolver consciência corporal e
emocional.
Mais importante do que buscar
experiências extraordinárias é construir uma prática
constante, ética e respeitosa.
Quando
utilizada dessa maneira, a chakraterapia torna-se uma ferramenta de
autoconhecimento que pode complementar hábitos saudáveis e contribuir para uma
vida mais consciente, sempre reconhecendo seus limites e valorizando o cuidado
integral.
Referências
bibliográficas
ANTUNES,
Priscilla de Cesaro; FRAGA, Alex Branco. Práticas corporais integrativas:
proposta conceitual para o campo das Práticas Integrativas e Complementares em
Saúde. Ciência & Saúde Coletiva.
BRASIL.
Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares no SUS (PNPIC). Brasília: Ministério da Saúde.
ELIADE,
Mircea. Yoga: Imortalidade e Liberdade. São Paulo: Palas Athena.
FEUERSTEIN,
Georg. A Tradição do Yoga: História, Literatura, Filosofia e Prática.
São Paulo: Pensamento.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA INTEGRATIVA. Práticas Complementares de Bem-Estar. São Paulo: SBMI.
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