Apostila 2 — Curso Básico em Redes Furakawa

BÁSICO EM REDES FURAKAWA

 

Módulo 2 – Instalação de Redes Furukawa 

Aula 1 – Planejamento da Instalação

  

Antes de iniciar a instalação de uma rede de cabeamento estruturado, é fundamental dedicar tempo ao planejamento. Essa etapa permite conhecer as necessidades do ambiente, definir os materiais adequados e evitar retrabalhos que aumentam os custos e comprometem a qualidade da instalação. Um projeto bem elaborado facilita tanto a implantação quanto futuras ampliações da infraestrutura. Os treinamentos da Lightera Academy (antiga Furukawa Academy) destacam o planejamento e o levantamento inicial da obra como etapas essenciais para o sucesso de qualquer projeto de cabeamento estruturado.

O primeiro passo consiste em realizar um levantamento do ambiente, também conhecido como site survey. Nessa fase, o profissional identifica as características da edificação, verifica a localização das salas, observa os caminhos disponíveis para passagem dos cabos e analisa possíveis obstáculos. Também é importante conhecer a quantidade de usuários, os equipamentos que serão conectados e as perspectivas de crescimento da empresa, garantindo que a infraestrutura possa atender às necessidades atuais e futuras.

Depois do levantamento, é feita a definição dos pontos de rede. Cada computador, impressora, telefone IP, câmera de segurança, ponto de acesso sem fio ou outro dispositivo deve possuir um ponto de conexão planejado previamente. É recomendável prever pontos adicionais em locais estratégicos para facilitar futuras expansões, evitando novas intervenções na estrutura física do edifício.

Outro aspecto importante é a escolha do local onde ficará o rack de telecomunicações. Esse ambiente deve ser de fácil acesso para manutenção, protegido contra umidade, calor excessivo e poeira, além de possuir espaço suficiente para acomodar patch panels, switches, organizadores de cabos e demais equipamentos. Uma boa organização nesse local facilita o gerenciamento da rede e reduz o tempo necessário para solucionar eventuais problemas.

Durante o planejamento também é necessário definir o tipo de cabeamento que será utilizado. Em grande parte das redes corporativas, o cabeamento horizontal é composto por cabos de par trançado, enquanto o backbone pode utilizar cabos metálicos ou fibras ópticas, dependendo da distância e da capacidade de transmissão desejada. A escolha deve considerar não apenas a necessidade atual, mas também

o planejamento também é necessário definir o tipo de cabeamento que será utilizado. Em grande parte das redes corporativas, o cabeamento horizontal é composto por cabos de par trançado, enquanto o backbone pode utilizar cabos metálicos ou fibras ópticas, dependendo da distância e da capacidade de transmissão desejada. A escolha deve considerar não apenas a necessidade atual, mas também as tecnologias que poderão ser adotadas futuramente, como redes de maior velocidade e dispositivos alimentados por Power over Ethernet (PoE).

A documentação do projeto é outro elemento indispensável. Plantas com a localização dos pontos, identificação dos cabos, relação dos materiais e diagramas da infraestrutura tornam a instalação mais organizada e facilitam futuras manutenções. Quando todas as informações são registradas corretamente, qualquer profissional consegue compreender a estrutura da rede sem depender exclusivamente de quem realizou a instalação.

Por fim, um bom planejamento considera também aspectos relacionados à segurança do trabalho e à organização da equipe. A utilização de ferramentas adequadas, o armazenamento correto dos materiais e a verificação dos recursos necessários antes do início da instalação reduzem atrasos, evitam desperdícios e contribuem para a execução de um serviço com maior qualidade. Planejar cuidadosamente cada etapa é investir em uma infraestrutura confiável, organizada e preparada para acompanhar o crescimento das necessidades tecnológicas da empresa.

Referências Bibliográficas

·         KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet. Pearson.

·         TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. Pearson.

·         PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento Estruturado. Editora Érica.

·         MORAES, Alexandre Fernandes de. Redes de Computadores: Fundamentos. Editora Érica.

·         Lightera Academy. Data Cabling System (DCS).

·         Lightera Academy. Gestão de Infraestrutura de Redes.

·         Lightera Academy. Professional – Cabeamento Estruturado.


Aula 2 – Instalação do Cabeamento

 

Depois que o planejamento da rede é concluído, inicia-se a etapa de instalação do cabeamento. Esse é um momento que exige atenção aos detalhes, pois a qualidade da instalação influencia diretamente o desempenho, a estabilidade e a durabilidade da infraestrutura. Mesmo utilizando materiais de excelente qualidade, uma instalação executada de forma inadequada pode causar perda de

desempenho, a estabilidade e a durabilidade da infraestrutura. Mesmo utilizando materiais de excelente qualidade, uma instalação executada de forma inadequada pode causar perda de desempenho, falhas de comunicação e aumento dos custos de manutenção. Os treinamentos da Lightera Academy (antiga Furukawa Academy) destacam a instalação prática do cabeamento como uma das competências fundamentais do profissional de infraestrutura de redes.

O primeiro cuidado é a passagem dos cabos. Antes de iniciar esse trabalho, é importante verificar se eletrocalhas, canaletas, conduítes e demais caminhos estão limpos e preparados para receber os cabos. Durante a instalação, o cabo deve ser puxado com cuidado, evitando excesso de força que possa deformar sua estrutura interna. Além disso, recomenda-se manter os cabos organizados em feixes adequados, facilitando futuras manutenções e preservando o desempenho da rede.

Outro aspecto essencial é respeitar o raio mínimo de curvatura dos cabos. Dobras muito acentuadas podem alterar suas características elétricas e comprometer a transmissão dos dados. Da mesma forma, os cabos não devem ser esmagados, torcidos ou presos com força excessiva por abraçadeiras, pois essas práticas podem reduzir sua vida útil e provocar falhas difíceis de identificar posteriormente.

Durante a instalação, também é importante manter uma distância segura entre os cabos de rede e os cabos de energia elétrica. Essa separação reduz a possibilidade de interferências eletromagnéticas, contribuindo para uma comunicação mais estável. Quando não for possível evitar a proximidade, devem ser adotadas soluções previstas nas normas técnicas e compatíveis com o projeto da infraestrutura.

À medida que os cabos chegam ao rack de telecomunicações, eles devem ser organizados e identificados corretamente. A utilização de patch panels, organizadores horizontais e verticais e etiquetas facilita a administração da rede e reduz o tempo gasto em futuras intervenções. Uma infraestrutura organizada permite localizar rapidamente cada ponto de rede e diminui a chance de desconexões acidentais durante manutenções.

Outro cuidado importante é preservar uma pequena sobra técnica de cabo nas extremidades da instalação. Essa prática facilita futuras substituições de conectores ou alterações na infraestrutura sem a necessidade de instalar um novo cabo. Também é recomendável manter a documentação atualizada, registrando a identificação dos pontos, os percursos dos cabos e os

equipamentos conectados.

Ao concluir a passagem dos cabos, realiza-se uma inspeção visual para verificar se toda a instalação está organizada, corretamente identificada e livre de danos aparentes. Somente depois dessa conferência devem ser iniciadas as etapas de conectorização, testes e certificação. Trabalhar de forma organizada desde o início reduz retrabalhos, aumenta a confiabilidade da rede e facilita sua expansão ao longo do tempo. Essas boas práticas fazem parte da formação técnica oferecida nos cursos de cabeamento estruturado da Lightera Academy.

Referências Bibliográficas

·         KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet. Pearson.

·         TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. Pearson.

·         PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento Estruturado. Editora Érica.

·         MORAES, Alexandre Fernandes de. Redes de Computadores: Fundamentos. Editora Érica.

·         ABNT. Normas Técnicas aplicáveis ao Cabeamento Estruturado.

·         Lightera Academy. Data Cabling System (DCS).

·         Lightera Academy. Professional – Cabeamento Estruturado.

 

Aula 3 – Conectores e Montagem

 

Depois que os cabos são instalados, chega uma das etapas mais importantes do cabeamento estruturado: a conectorização. É nesse momento que os cabos são ligados aos conectores, patch panels e tomadas de telecomunicações. Uma montagem realizada com cuidado garante que os dados sejam transmitidos com estabilidade e velocidade. Por outro lado, pequenos erros durante essa etapa podem provocar falhas intermitentes, perda de desempenho e dificuldades na identificação de problemas. Os treinamentos da Lightera Academy (antiga Furukawa Academy) dedicam uma parte significativa das atividades práticas ao correto processo de montagem e conectorização dos sistemas de cabeamento estruturado.

Nos sistemas de cabeamento metálico, o componente mais conhecido é o keystone jack, também chamado de conector fêmea. Ele é instalado nas tomadas de telecomunicações e nos patch panels, servindo como ponto de conexão entre o cabeamento permanente e os equipamentos da rede. Sua montagem deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante para preservar o desempenho do cabo e garantir uma conexão confiável.

Outro elemento essencial é o patch panel, responsável por concentrar todos os cabos da instalação em um único local, normalmente dentro do rack. Essa organização facilita a identificação dos pontos de rede, simplifica

alterações futuras e reduz o risco de danos aos cabos permanentes. Os equipamentos ativos, como switches, são conectados ao patch panel por meio dos patch cords, cabos flexíveis fabricados e testados em ambiente industrial para garantir qualidade e desempenho.

Durante a montagem dos conectores, utilizam-se os padrões de pinagem T568A e T568B. Ambos oferecem o mesmo desempenho quando aplicados corretamente; a diferença está apenas na disposição dos pares de fios. O mais importante é manter o mesmo padrão em toda a instalação, evitando misturas que possam gerar erros de conexão ou dificultar futuras manutenções. As normas internacionais de cabeamento estruturado reconhecem os dois padrões, desde que sejam utilizados de forma consistente.

Outro cuidado importante é preservar o trançamento dos pares de fios o máximo possível durante a conectorização. Quanto menor for o destrançamento próximo ao conector, melhor será a imunidade contra interferências e maior será o desempenho da transmissão de dados. Também é fundamental utilizar ferramentas apropriadas, evitando danos aos fios ou aos conectores durante a montagem.

Após concluir todas as conexões, recomenda-se realizar uma inspeção visual para verificar se os cabos estão corretamente posicionados, identificados e organizados. Em seguida, devem ser executados testes de continuidade e, quando possível, testes de certificação. Essas verificações confirmam que a montagem foi realizada corretamente e ajudam a identificar falhas antes que a rede entre em operação. Essa prática faz parte das atividades desenvolvidas nos treinamentos oficiais de cabeamento estruturado da Lightera Academy.

Dominar as técnicas de montagem e conectorização é uma habilidade essencial para qualquer profissional de infraestrutura de redes. Uma instalação organizada, padronizada e cuidadosamente executada proporciona maior confiabilidade, facilita a manutenção e aumenta a vida útil do sistema de cabeamento estruturado.

Referências Bibliográficas

·         KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet. Pearson.

·         TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. Pearson.

·         PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento Estruturado. Editora Érica.

·         MORAES, Alexandre Fernandes de. Redes de Computadores: Fundamentos. Editora Érica.

·         ABNT. Normas Técnicas para Infraestrutura de Telecomunicações.

·         Lightera Academy. Data Cabling System (DCS).

·        

Lightera Academy. Professional – Cabeamento Estruturado.


Estudo de Caso – Módulo 2: Quando uma instalação apressada compromete toda a rede

 

A empresa LogExpress, especializada em transporte e logística, decidiu ampliar seu escritório para atender ao aumento da demanda. Como a mudança precisava ser concluída rapidamente, a instalação da rede foi realizada sem um planejamento detalhado. O objetivo era colocar todos os computadores em funcionamento no menor tempo possível.

Nos primeiros dias, tudo parecia funcionar normalmente. Porém, com o aumento do número de usuários conectados, começaram a surgir falhas frequentes. Alguns computadores perdiam a conexão com a rede, impressoras desapareciam do sistema e câmeras de segurança apresentavam interrupções na transmissão das imagens. A equipe de TI percebeu que os problemas eram recorrentes, mas não conseguia identificar a origem das falhas.

Após uma inspeção técnica, foram encontrados diversos erros na instalação. Alguns cabos haviam sido puxados com excesso de força, outros apresentavam dobras muito acentuadas e vários estavam presos por abraçadeiras excessivamente apertadas. Além disso, parte do cabeamento passava junto aos cabos de energia elétrica, aumentando o risco de interferências. Também foram encontrados conectores montados fora do padrão e cabos sem qualquer identificação. As boas práticas ensinadas nos treinamentos Data Cabling System (DCS) e Professional da Lightera destacam justamente a importância do planejamento, da instalação correta, da conectorização adequada e da certificação para evitar esse tipo de problema.

A empresa decidiu refazer a instalação seguindo as recomendações técnicas. Os cabos foram reinstalados respeitando o raio mínimo de curvatura, organizados em eletrocalhas apropriadas e separados da rede elétrica. Todos os pontos receberam identificação, os patch panels foram reorganizados e as conexões refeitas seguindo o mesmo padrão de pinagem. Ao final, toda a rede passou por testes e certificação.

Os resultados foram imediatos. A comunicação tornou-se estável, as interrupções desapareceram e o tempo necessário para localizar um ponto de rede durante uma manutenção foi reduzido significativamente. A documentação criada durante a reorganização também facilitou futuras expansões da infraestrutura, permitindo que novos equipamentos fossem adicionados sem improvisações. O treinamento oficial da Lightera enfatiza que a combinação entre planejamento, organização, boas práticas

desapareceram e o tempo necessário para localizar um ponto de rede durante uma manutenção foi reduzido significativamente. A documentação criada durante a reorganização também facilitou futuras expansões da infraestrutura, permitindo que novos equipamentos fossem adicionados sem improvisações. O treinamento oficial da Lightera enfatiza que a combinação entre planejamento, organização, boas práticas de instalação e testes é essencial para garantir uma rede confiável e preparada para crescer.

Erros comuns identificados

·         Iniciar a instalação sem planejamento adequado.

·         Aplicar força excessiva durante a passagem dos cabos.

·         Dobrar ou esmagar os cabos durante a instalação.

·         Misturar cabos de dados e de energia no mesmo percurso.

·         Utilizar padrões diferentes de conectorização na mesma rede.

·         Deixar cabos e patch panels sem identificação.

·         Não realizar testes após a conclusão da instalação.

Como evitar esses problemas

·         Elaborar um projeto antes do início da instalação.

·         Utilizar ferramentas apropriadas e seguir as recomendações do fabricante.

·         Respeitar o raio mínimo de curvatura e a tração máxima dos cabos.

·         Manter separação adequada entre cabeamento elétrico e de dados.

·         Padronizar toda a conectorização utilizando o mesmo esquema de pinagem.

·         Identificar todos os cabos, tomadas e patch panels.

·         Executar testes e certificação antes de colocar a rede em operação, garantindo que a infraestrutura atenda aos requisitos de desempenho e confiabilidade.

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