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BÁSICO
EM REDES FURAKAWA
Módulo 1 – Fundamentos das Redes Furukawa
Aula 1 – Introdução ao Cabeamento Estruturado
Toda rede de computadores depende de dois
elementos fundamentais: os equipamentos que processam e encaminham as
informações e a infraestrutura física que permite a comunicação entre eles.
Essa infraestrutura é conhecida como cabeamento estruturado e representa
a base sobre a qual funcionam computadores, impressoras, telefones IP, câmeras
de segurança, pontos de acesso Wi-Fi e diversos outros dispositivos conectados.
Diferentemente das instalações
improvisadas, o cabeamento estruturado segue normas técnicas que organizam a
distribuição dos cabos e dos equipamentos de forma padronizada. Essa
organização facilita a instalação, a manutenção e futuras ampliações da rede,
além de reduzir falhas e aumentar a confiabilidade da comunicação. Os
treinamentos da Furukawa (Lightera) introduzem esse conceito como um dos
primeiros passos para a formação de profissionais da área de infraestrutura de
redes.
Uma rede pode ser dividida em duas partes.
A primeira é a rede lógica, responsável pelas configurações, protocolos
e comunicação entre os equipamentos. A segunda é a rede física, formada
pelos cabos, conectores, racks, patch panels, tomadas e demais componentes que
transportam os dados. Para que uma rede funcione de maneira eficiente, essas
duas partes precisam trabalhar em conjunto. Mesmo equipamentos modernos podem
apresentar baixo desempenho quando a infraestrutura física não é instalada
corretamente.
As soluções Furukawa são amplamente
utilizadas em ambientes corporativos, instituições de ensino, hospitais,
indústrias, centros comerciais e data centers. Esses locais exigem redes
capazes de suportar grande volume de informações, alta disponibilidade e
facilidade de expansão. Para isso, são empregados componentes desenvolvidos
para trabalhar de forma integrada, proporcionando maior desempenho e vida útil
ao sistema de cabeamento.
Um dos maiores benefícios do cabeamento
estruturado é a flexibilidade. Quando um novo computador, uma câmera ou outro
equipamento precisa ser instalado, normalmente basta utilizar um ponto de rede
já existente ou acrescentar uma nova conexão seguindo o padrão adotado. Isso
evita reformas desnecessárias e reduz o tempo de interrupção das atividades da
empresa.
Outro aspecto importante é a organização. Em uma instalação bem planejada, todos os cabos são
identificados, organizados
em racks e distribuídos conforme normas técnicas. Essa prática facilita a
localização de problemas, agiliza manutenções e diminui a possibilidade de
erros durante alterações na infraestrutura. Além disso, uma rede organizada
transmite profissionalismo e contribui para a segurança operacional do
ambiente.
Ao longo deste curso, o aluno conhecerá os principais componentes utilizados em redes Furukawa, aprenderá conceitos básicos de instalação, organização, testes e manutenção, compreendendo que uma infraestrutura de qualidade é indispensável para garantir desempenho, estabilidade e crescimento das redes de computadores.
Referências Bibliográficas
·
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
·
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
·
PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento
Estruturado. Editora Érica.
·
LIMA, Marcelo. Infraestrutura de Redes
de Computadores. Novatec.
·
Material técnico e ementa dos treinamentos
Lightera Academy (antiga Furukawa Academy) sobre Data Cabling System
(DCS) e Furukawa Certified Professional (FCP).
Aula 2 – Componentes de uma Rede Furukawa
Para que uma rede de computadores funcione
de forma eficiente, não basta apenas instalar cabos entre os equipamentos. É
necessário utilizar componentes desenvolvidos para trabalhar em conjunto,
formando um sistema organizado, seguro e preparado para futuras expansões. Nas
soluções de cabeamento estruturado da Furukawa (atualmente Lightera), cada
elemento possui uma função específica e contribui para a qualidade da
transmissão de dados. Os treinamentos oficiais da empresa apresentam esses
componentes como a base de qualquer projeto de infraestrutura de redes.
O principal componente é o cabo de rede,
responsável por transportar as informações entre os dispositivos. Nos ambientes
corporativos, são comuns os cabos de par trançado das categorias Cat5e, Cat6 e
Cat6A, escolhidos conforme a velocidade da rede e a necessidade de desempenho.
Em aplicações de maior capacidade e longas distâncias, utiliza-se também a fibra
óptica, que oferece alta velocidade, baixa perda de sinal e grande
imunidade às interferências eletromagnéticas.
Outro componente fundamental é o patch panel, instalado normalmente dentro do rack. Ele concentra todos os cabos vindos dos diversos pontos da edificação, permitindo que a organização e a administração da rede sejam feitas
dentro do rack. Ele concentra todos os cabos
vindos dos diversos pontos da edificação, permitindo que a organização e a
administração da rede sejam feitas de maneira simples e segura. Com ele,
mudanças na configuração da rede podem ser realizadas sem a necessidade de
alterar o cabeamento permanente, reduzindo o risco de danos à instalação.
Ligando o patch panel aos equipamentos de
rede estão os patch cords, cabos flexíveis já montados em fábrica,
utilizados para conectar switches, servidores e outros dispositivos. Como são
produzidos seguindo padrões de qualidade, ajudam a manter o desempenho do
sistema e diminuem problemas causados por conexões mal executadas.
Nas extremidades do cabeamento
encontram-se os keystone jacks e as tomadas de telecomunicações.
O keystone é o módulo onde os fios do cabo são conectados, enquanto a tomada é
o ponto de acesso utilizado pelo usuário para ligar computadores, telefones IP,
impressoras ou outros equipamentos. Uma instalação bem executada garante
conexões firmes, reduz perdas de sinal e facilita futuras manutenções.
Os equipamentos passivos ficam
concentrados em um rack, estrutura metálica que organiza patch panels,
switches, organizadores de cabos, nobreaks e outros dispositivos. Além de
proteger os equipamentos, o rack facilita a ventilação, a identificação dos
cabos e o acesso para manutenção. Complementando essa organização, utilizam-se
organizadores horizontais e verticais, canaletas, eletrocalhas e sistemas de
identificação, que mantêm o ambiente limpo e seguro.
É importante lembrar que os componentes
passivos trabalham em conjunto com os equipamentos ativos, como
switches, roteadores e pontos de acesso sem fio. Enquanto o cabeamento
transporta os dados, esses equipamentos realizam o processamento, o
encaminhamento e o gerenciamento da comunicação entre os dispositivos
conectados à rede.
Conhecer cada componente e entender sua função é o primeiro passo para desenvolver instalações organizadas, confiáveis e preparadas para acompanhar o crescimento das empresas. Uma infraestrutura bem planejada facilita a manutenção, melhora o desempenho da rede e aumenta a vida útil de todo o sistema de cabeamento estruturado.
Referências Bibliográficas
·
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
·
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
·
PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento
Estruturado. Editora Érica.
· MORAES,
Alexandre Fernandes de. Redes
de Computadores: Fundamentos. Editora Érica.
·
Material técnico e ementas da Lightera
Academy (antiga Furukawa Academy) sobre Data Cabling System (DCS), FCP
Professional e Cabeamento Estruturado.
Aula 3 – Normas e Boas Práticas
Uma rede de cabeamento estruturado precisa
ser muito mais do que um conjunto de cabos conectando equipamentos. Para
oferecer desempenho, segurança e facilidade de manutenção, ela deve seguir
normas técnicas reconhecidas internacionalmente. Essas normas estabelecem
critérios para o planejamento, a instalação, a identificação e os testes da
infraestrutura, permitindo que equipamentos de diferentes fabricantes funcionem
de maneira compatível e confiável. Os treinamentos da Lightera Academy (antiga
Furukawa Academy) apresentam as normas como um dos pilares da formação dos
profissionais de infraestrutura de redes.
Entre as principais referências estão a família
ANSI/TIA-568, que define requisitos para sistemas de cabeamento
estruturado; a ANSI/TIA-569, voltada para infraestrutura e caminhos dos
cabos; a ANSI/TIA-606, que trata da administração e identificação dos
componentes; e a ANSI/TIA-607, relacionada ao aterramento e ao sistema
de equipotencialização. Além dessas, normas internacionais da ISO/IEC e
normas técnicas brasileiras da ABNT também orientam a execução de
projetos e instalações.
Seguir essas normas traz inúmeras
vantagens. Uma instalação padronizada facilita a manutenção, reduz erros
durante ampliações, melhora a organização dos ambientes e aumenta a vida útil
da infraestrutura. Quando todos os cabos são identificados corretamente e os
equipamentos estão organizados em racks, localizar um problema ou realizar
alterações torna-se muito mais rápido e seguro.
Outra boa prática importante é manter uma
distância adequada entre os cabos de dados e os cabos de energia elétrica. Essa
separação ajuda a minimizar interferências eletromagnéticas, que podem
prejudicar a qualidade da transmissão dos dados. Da mesma forma, é fundamental
respeitar o raio mínimo de curvatura dos cabos, evitando dobras excessivas que
podem comprometer seu desempenho e reduzir sua durabilidade.
A identificação dos cabos também merece atenção. Etiquetas padronizadas nos patch panels, tomadas de telecomunicações e cabos facilitam futuras manutenções e evitam erros durante substituições ou ampliações da rede. Além disso, manter uma documentação atualizada da infraestrutura permite que qualquer profissional
compreenda rapidamente a organização
da instalação, economizando tempo e reduzindo custos operacionais.
A organização do rack é outro fator que
influencia diretamente a qualidade da rede. O uso de organizadores horizontais
e verticais, patch cords de comprimento adequado e boa distribuição dos
equipamentos melhora a circulação de ar, facilita o acesso aos componentes e
reduz o risco de desconexões acidentais. Um rack organizado também transmite
maior profissionalismo e simplifica inspeções técnicas.
Por fim, toda instalação deve ser realizada observando as normas de segurança do trabalho. O uso de equipamentos de proteção individual, ferramentas apropriadas e cuidados durante a passagem dos cabos protege tanto o instalador quanto a infraestrutura. Uma rede bem planejada, instalada conforme as normas e mantida de forma organizada apresenta maior confiabilidade, menor índice de falhas e está preparada para acompanhar o crescimento das necessidades tecnológicas da organização.
Referências Bibliográficas
·
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
·
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
·
PINHEIRO, José Maurício Santos. Cabeamento
Estruturado. Editora Érica.
·
MORAES, Alexandre Fernandes de. Redes
de Computadores: Fundamentos. Editora Érica.
·
ABNT. Normas Técnicas para
Infraestrutura de Telecomunicações.
·
Material técnico e ementas da Lightera
Academy (antiga Furukawa Academy) sobre Data Cabling System (DCS), Professional
e Gestão de Infraestrutura de Redes.
Estudo de Caso – Módulo 1: A
infraestrutura invisível que causava grandes problemas
A empresa Alfa Contabilidade
cresceu rapidamente nos últimos anos. Novos computadores foram instalados,
impressoras foram adicionadas e o sistema de monitoramento por câmeras passou a
fazer parte da rotina. No entanto, toda essa expansão aconteceu sem
planejamento da infraestrutura de rede. Sempre que surgia uma nova necessidade,
um cabo era passado às pressas e conectado onde havia espaço disponível.
Com o passar do tempo, os funcionários
começaram a perceber lentidão no acesso aos sistemas, interrupções na conexão
com a internet e dificuldades para localizar problemas quando algum equipamento
deixava de funcionar. O setor de TI gastava horas tentando identificar qual
cabo atendia cada computador, já que praticamente nenhum deles possuía
identificação.
Ao realizar uma avaliação da
infraestrutura, um técnico especializado encontrou diversos problemas: cabos de
dados compartilhando o mesmo caminho dos cabos elétricos, conectores instalados
de maneira inadequada, ausência de rack para organizar os equipamentos e
utilização de materiais de diferentes categorias na mesma instalação. Além
disso, não havia qualquer documentação sobre a rede existente. Situações como
essas estão entre as principais causas de falhas em sistemas de cabeamento
estruturado e são abordadas nos treinamentos de cabeamento da Lightera (antiga
Furukawa), que enfatizam a importância das normas, da organização e das boas
práticas de instalação.
Após um levantamento completo, a empresa
decidiu reorganizar toda a infraestrutura. Foram instalados componentes
compatíveis, criado um sistema de identificação para todos os pontos de rede,
organizado um rack de telecomunicações e separados os cabos de energia dos
cabos de dados. Também foi elaborada uma documentação simples indicando a
localização de cada ponto e dos equipamentos conectados.
Os resultados apareceram rapidamente. As
falhas de comunicação diminuíram significativamente, o tempo necessário para
realizar manutenções foi reduzido e a empresa passou a conseguir expandir sua
rede sem improvisações. Além disso, a organização facilitou futuras
atualizações da infraestrutura e trouxe maior confiabilidade para os serviços
utilizados diariamente.
Erros comuns identificados
·
Instalar cabos sem qualquer planejamento.
·
Misturar cabos de energia elétrica e cabos
de dados no mesmo percurso.
·
Não identificar cabos, tomadas e patch
panels.
·
Utilizar componentes incompatíveis ou de
categorias diferentes.
·
Deixar equipamentos e conexões
desorganizados.
·
Não manter documentação da infraestrutura
instalada.
Como evitar esses problemas
·
Planejar a instalação antes de iniciar a
passagem dos cabos.
·
Seguir as normas técnicas aplicáveis ao
cabeamento estruturado.
·
Utilizar componentes certificados e
compatíveis entre si.
·
Identificar todos os pontos de rede e
manter registros atualizados.
·
Organizar os equipamentos em racks e
utilizar organizadores de cabos.
· Realizar inspeções periódicas e corrigir pequenos problemas antes que afetem o funcionamento da rede. As boas práticas de instalação recomendam organização, identificação, respeito às normas técnicas e documentação como fatores essenciais para
garantir desempenho e facilitar a manutenção.
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