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EFT Acupressura

 

 EFT ACUPRESSURA


Aplicações Práticas da EFT

 

EFT para Estresse e Preocupações Cotidianas 

 

O estresse e as preocupações do dia a dia são experiências comuns na vida moderna e podem afetar significativamente a qualidade de vida, o sono, o foco, e até a saúde física. A EFT (Emotional Freedom Techniques) oferece uma abordagem prática e acessível para reduzir rapidamente a carga emocional associada a essas situações, promovendo bem-estar e autorregulação.

Embora seja frequentemente utilizada para traumas e emoções intensas, a EFT também se mostra eficaz como prática preventiva e de manutenção emocional, especialmente diante de tensões diárias como prazos, conflitos interpessoais, sobrecarga de tarefas e inseguranças futuras (Church, 2013).

 

Como identificar gatilhos

O primeiro passo para utilizar a EFT no manejo do estresse cotidiano é desenvolver a habilidade de identificar gatilhos emocionais. Gatilhos são eventos, pensamentos ou contextos que disparam uma resposta emocional desproporcional ou recorrente.

 

Esses gatilhos podem ser externos (como receber uma mensagem inesperada ou enfrentar um atraso) ou internos (como pensamentos automáticos negativos ou memórias sutis). Uma forma eficaz de identificá-los é prestar atenção a sinais físicos e emocionais súbitos, como:

       Tensão muscular

       Irritabilidade

       Aceleração do pensamento

       Preocupação obsessiva

       Sensações no estômago ou no peito

O simples ato de nomear o que está sendo sentido — “Estou estressado porque sinto que não vou dar conta do trabalho hoje” — já é um passo importante para aplicar a EFT de maneira focada (Feinstein, 2012).

 

Técnica rápida de alívio

Para situações do dia a dia em que o tempo é curto ou o estresse é repentino, a EFT pode ser aplicada em uma versão reduzida e rápida, chamada de “tapping de emergência”. A técnica mantém sua estrutura essencial, mas foca apenas em alguns pontos estratégicos, como o ponto do Karatê, a clavícula e o topo da cabeça.

Passo a passo da técnica rápida:

1. Identifique e nomeie o desconforto

Exemplo: “Essa tensão no meu pescoço por causa do prazo.”

2. Avalie a intensidade (0 a 10)

Registre mentalmente o nível atual de estresse.

3.     Toque no ponto do Karatê enquanto repete silenciosamente ou mentalmente:

“Mesmo que eu esteja sentindo essa tensão, eu aceito como me sinto.”

4.     Faça uma rodada curta nos pontos de:

o Topo da cabeça o Clavícula o Abaixo do braço

Enquanto repete a frase curta: “Essa tensão por causa do prazo.”

5.     Respire profundamente e observe se houve alívio.

Essa técnica, mesmo feita em poucos minutos, pode interromper o ciclo de estresse e restaurar uma sensação de equilíbrio, sendo ideal para pausas durante o dia ou antes de reuniões e decisões importantes (Craig, 2011).

 

Tapping silencioso

O tapping silencioso é uma variação discreta e eficaz da EFT, útil em ambientes onde não é possível verbalizar frases em voz alta — como no trabalho, transporte público ou eventos sociais. Nesse formato, o praticante realiza a sequência de tapping focando-se mentalmente no problema, emoção ou pensamento que deseja aliviar, sem verbalizar nenhuma frase.

A eficácia dessa prática está no fato de que o corpo e o sistema nervoso continuam recebendo os estímulos reguladores, enquanto a mente se mantém focada de forma consciente no conteúdo emocional (Stapleton et al., 2019). A atenção plena durante o tapping é o elemento mais importante, mais até do que a verbalização, especialmente para usuários experientes.

Esse formato silencioso também é útil para pessoas mais introspectivas, que preferem práticas mais sutis de autorregulação, e pode ser integrado facilmente a momentos de meditação, respiração ou oração.

 

Referências

       Craig, G. (2011). The EFT Manual (2nd ed.). Energy Psychology Press.

       Church, D. (2013). The EFT Manual (3rd ed.). Energy Psychology Press.

       Feinstein, D. (2012). Acupoint Stimulation in Treating Psychological Disorders: Evidence of Efficacy. Review of General Psychology,

16(4), 364–380. https://doi.org/10.1037/a0028602

       Stapleton, P., Buchan, C., Mitchell, I., & McLean, L. (2019). Effects of EFT on the Emotional Brain: Neurophysiological Evidence. Energy Psychology: Theory, Research, and Treatment, 11(2), 21–32.


EFT para Medos e Fobias

 

A EFT (Emotional Freedom Techniques) tem se mostrado uma abordagem altamente eficaz no tratamento de medos específicos e fobias, condições caracterizadas por reações emocionais intensas, desproporcionais ao estímulo real. Essas respostas, geralmente automáticas e condicionadas, envolvem o sistema nervoso autônomo e estruturas cerebrais como a amígdala, responsáveis pela percepção e processamento do medo (LeDoux, 2000).

Ao acessar tanto os aspectos cognitivos quanto os fisiológicos de uma emoção, a EFT permite que a memória associada ao medo seja “reprocessada” de forma segura e controlada,

favorecendo a redução progressiva da intensidade emocional e, em muitos casos, a extinção da resposta fóbica (Feinstein, 2012).

 

Como trabalhar imagens mentais

Um dos recursos mais eficazes da EFT no trabalho com medos é o uso de imagens mentais. A maioria das fobias envolve não apenas uma reação a um estímulo externo, mas também a ativação de cenas internas, como lembranças traumáticas, antecipações negativas ou construções imaginárias de perigo. A técnica da EFT orienta que o praticante evoque de forma leve e controlada essas imagens mentais, para então aplicar as rodadas de tapping.

 

Esse processo é conhecido como Técnica do Filme, em que a pessoa “assiste” mentalmente à cena temida como se fosse um filme, pausando a narrativa nos momentos de maior desconforto e realizando o tapping sobre cada fragmento emocional que surge (Craig, 2011). Isso permite uma reestruturação emocional da memória, sem traumatização, e reduz a ativação automática frente a estímulos semelhantes.

É essencial que o praticante mantenha o foco na sensação física e emocional evocada pela imagem, e não apenas no conteúdo visual. A frase lembrança durante o tapping pode ser simples, como:

“Essa tensão quando penso em subir ao palco”

“Essa cena em que todos olham para mim”

 

Dissolução gradual de reações intensas

Medos e fobias geralmente estão associados a reações emocionais intensas que não desaparecem apenas com o raciocínio lógico. Por isso, a EFT propõe uma abordagem gradual e compassiva, respeitando o ritmo do sistema emocional da pessoa.

A prática começa com a identificação do medo e a avaliação da sua intensidade numa escala de 0 a 10 (SUDS). A partir disso, o praticante aplica a frase de setup, como:

“Mesmo que eu sinta esse pavor de falar em público, eu me aceito profunda e completamente.”

 

Em seguida, realiza-se a sequência de tapping enquanto se foca nas sensações mais agudas: sudorese, batimentos acelerados, nó na garganta, entre outros. Conforme essas sensações se tornam menos intensas, é possível explorar aspectos mais sutis ou inconscientes, como vergonha, medo do julgamento, ou crenças limitantes.

A persistência é fundamental. Em muitos casos, são necessárias múltiplas rodadas de tapping e ajustes nas frases para trabalhar camadas emocionais profundas. Com o tempo, o corpo e a mente aprendem a responder de forma mais calma ao estímulo antes considerado ameaçador (Church, 2013).

 

Prática com medo de falar em público

Um dos medos mais

comuns e socialmente aceitos é o medo de falar em público. Ainda que racionalmente a pessoa saiba que está segura, o corpo frequentemente reage como se estivesse sob ameaça real.

Roteiro prático com EFT:

1.     Identifique o medo específico:

“Tenho medo de esquecer o que vou dizer e ser julgado.”

2.     Avalie a intensidade:

Atribua uma nota de 0 a 10 à ansiedade associada à situação.

3.     Frase de setup:

“Mesmo que eu sinta esse medo de esquecer tudo e passar vergonha, eu me aceito como sou.”

 

4.     Rodadas de tapping com frases lembrete:

“Esse medo de me expor”

“Essa ansiedade ao pensar na plateia” “Essa cena de todos me olhando e me julgando”

5.     Reavaliação e ajustes:

Após cada rodada, reavalie a intensidade. Ajuste a frase conforme surgirem novas emoções, como vergonha, insegurança ou experiências passadas de humilhação.

6.     Introdução de frases positivas:

Quando a intensidade baixar, é possível utilizar frases que estimulem segurança e autoconfiança, como:

“Talvez eu possa me sentir mais tranquilo”

“Estou aprendendo a confiar em mim”

Esse processo pode ser praticado repetidamente antes de apresentações, aumentando gradualmente a tolerância ao desconforto e favorecendo respostas emocionais mais equilibradas e funcionais.


Referências

       Craig, G. (2011). The EFT Manual (2nd ed.). Energy Psychology Press.

       Church, D. (2013). The EFT Manual (3rd ed.). Energy Psychology Press.

       Feinstein, D. (2012). Acupoint Stimulation in Treating Psychological Disorders: Evidence of Efficacy. Review of General Psychology, 16(4), 364–380. https://doi.org/10.1037/a0028602

       LeDoux, J. (2000). O Cérebro Emocional: Os Misteriosos Alicerces da Vida Emocional. Objetiva.

       Stapleton, P., Buchan, C., Mitchell, I., & McLean, L. (2019). Effects of Emotional Freedom Techniques on Fear and Avoidance Behaviors: A Randomized Controlled Trial. Energy Psychology: Theory, Research, and Treatment, 11(1), 27–38.


EFT para Crenças Limitantes

 

As crenças limitantes são pensamentos enraizados que moldam negativamente a forma como percebemos a nós mesmos, os outros e o mundo. Elas funcionam como filtros inconscientes que restringem nosso potencial, comportamento e capacidade de tomar decisões construtivas. Frases internas como “Eu não sou bom o suficiente”, “Não mereço ser feliz” ou “É difícil ganhar dinheiro” são exemplos clássicos desse padrão cognitivo. A EFT (Emotional Freedom Techniques) tem

ses internas como “Eu não sou bom o suficiente”, “Não mereço ser feliz” ou “É difícil ganhar dinheiro” são exemplos clássicos desse padrão cognitivo. A EFT (Emotional Freedom Techniques) tem se mostrado eficaz na identificação, neutralização e substituição dessas crenças, promovendo transformações emocionais profundas e duradouras (Church, 2013).

 

Identificação de padrões de pensamento

O primeiro passo para trabalhar crenças limitantes com EFT é desenvolver consciência dos padrões de pensamento recorrentes. Muitas dessas crenças são internalizadas na infância ou em experiências marcantes e passam a operar de forma automática, influenciando emoções e comportamentos sem que se perceba.

Uma maneira prática de identificar essas crenças é observar frases que surgem mentalmente diante de desafios ou decisões, especialmente aquelas que envolvem autoimagem, merecimento, dinheiro, relacionamentos ou sucesso. A escrita de pensamentos espontâneos ou a análise de situações frustrantes pode revelar frases como:

       “Não adianta tentar, eu sempre fracasso.”

       “Os outros são melhores do que eu.”

       “As pessoas me abandonam.”

Essas crenças vêm acompanhadas de emoções como medo, vergonha, raiva ou tristeza, e podem ser acessadas como focos durante as rodadas de tapping. A EFT permite trazer essas crenças à tona com segurança, oferecendo um caminho de reestruturação emocional e energética (Feinstein, 2012).

 

Reversões psicológicas

Durante o trabalho com crenças limitantes, é comum encontrar bloqueios internos profundos que dificultam a mudança. Esses bloqueios são chamados na EFT de reversões psicológicas — um estado em que, inconscientemente, a pessoa está em desacordo com seu desejo consciente de mudança.

Gary Craig (2011) descreveu a reversão psicológica como uma espécie de “autossabotagem energética”, em que o sistema energético da pessoa está sutilmente invertido, impedindo que a técnica funcione plenamente.

Exemplos incluem:

       Sentimento inconsciente de que não se merece melhorar.

       Medo de mudar e perder a identidade atual.

       Lealdade inconsciente a alguém (por exemplo: “Se eu for bemsucedido, estarei traindo minha família”).

Para lidar com esse fenômeno, a frase de setup é fundamental. Repetir frases como:

“Mesmo que eu ache que não mereço mudar, eu me aceito profunda e completamente.”

“Mesmo que uma parte de mim resista a soltar essa crença, eu escolho me abrir para essa possibilidade.”

Esse

tipo de abordagem ajuda a dissolver gradualmente a resistência inconsciente, criando espaço interno para novas possibilidades cognitivas e emocionais.

 

Instalação de novas crenças

Após a neutralização da carga emocional e energética associada a uma crença limitante, é possível instalar novas crenças mais saudáveis, realistas e construtivas. Essa etapa deve ser feita de maneira cuidadosa, respeitando o ritmo emocional da pessoa e evitando afirmações que soem inverossímeis ou forçadas.

Em vez de afirmar diretamente:

“Eu sou completamente confiante e bem-sucedido” — uma abordagem mais progressiva e eficaz pode ser:

“Estou     aberto    à    possibilidade    de    me    sentir    mais    confiante.”

“Posso aprender a me valorizar, passo a passo.”

“Talvez eu mereça mais do que pensava.”

Essa linguagem transitiva permite que o sistema nervoso aceite a nova crença sem resistência, facilitando a integração emocional e comportamental (Hayes et al., 2012).

A repetição dessas novas frases durante rodadas de tapping, especialmente em momentos de calma ou após a liberação de emoções intensas, reforça o novo padrão cognitivo. Com o tempo, essas crenças fortalecedoras substituem as anteriores e passam a ser o novo alicerce da identidade pessoal.

 

Referências

       Craig, G. (2011). The EFT Manual (2nd ed.). Energy Psychology Press.

       Church, D. (2013). The EFT Manual (3rd ed.). Energy Psychology Press.

       Feinstein, D. (2012). Acupoint Stimulation in Treating Psychological Disorders: Evidence of Efficacy. Review of General Psychology, 16(4), 364–380. https://doi.org/10.1037/a0028602

       Hayes, S. C., Strosahl, K. D., & Wilson, K. G. (2012). Acceptance and Commitment Therapy: The Process and Practice of Mindful Change (2nd ed.). Guilford Press.

       Stapleton, P., & Sheldon, T. (2019). Releasing Self-Limiting Beliefs with Clinical EFT: A Randomized Controlled Trial. Energy Psychology: Theory, Research, and Treatment, 11(2), 17–28.

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