ArchiCAD
A planta baixa é uma das representações fundamentais no
projeto arquitetônico, sendo utilizada para comunicar a organização dos
espaços, as dimensões dos ambientes e a disposição dos elementos construtivos.
No ArchiCAD, software baseado na metodologia BIM (Building Information
Modeling), a criação e edição de vistas
em planta não apenas representa graficamente o edifício, mas também reflete
a estrutura informacional do modelo.
Cada vista em planta no ArchiCAD está diretamente associada a
um nível do edifício (pavimento), podendo ser personalizada com relação a
escala, filtros de exibição, representações gráficas e informações adicionais.
Com isso, é possível gerar plantas diferentes a partir do mesmo modelo,
atendendo a distintas finalidades — projeto legal, detalhamento executivo,
estudo preliminar, entre outros.
No ArchiCAD, o modelo tridimensional do edifício é único e
centralizado. A partir dele, são geradas vistas
derivadas que mostram, sob diferentes condições de visualização, o conteúdo
do projeto em planta. Essas vistas não são duplicações do modelo, mas sim interpretações parciais, com
configurações específicas que determinam:
• Os
elementos visíveis (estruturais,
mobiliários, esquadrias, etc.);
• A
escala gráfica de visualização;
• A
configuração de penas e hachuras;
• O
uso de filtros de renovação
(existente, novo, demolido);
• A
representação de simbologias e
anotações.
Essas características fazem da vista em planta um recurso
flexível e essencial para a documentação técnica e a apresentação do projeto.
O processo de criação de uma nova vista em planta envolve
três passos principais:
1. Configuração da janela de visualização:
o usuário ajusta a vista atual de planta (por exemplo, o pavimento térreo) com
os filtros desejados — escala, camadas, representação gráfica, modelo de corte
etc.
2. Salvar como nova vista: ao abrir o Navigator (painel lateral direito), na
aba View Map, o usuário clica com o
botão direito sobre o grupo de vistas e escolhe a opção Create New View from Current View.
3. Nomeação e configuração: na janela de criação, define-se o nome da vista, a escala associada, o conjunto de camadas
ativo, o filtro de renovação e outras preferências.
Com isso, a vista passa a integrar o View Map e pode ser reutilizada em layouts de pranchas, incluída em publicações e vinculada a detalhamentos
e listas de elementos.
Cada vista salva no ArchiCAD pode ser editada a qualquer
momento, seja por meio do menu de propriedades da vista, seja reconfigurando a
janela ativa e sobrescrevendo a vista anterior. Os principais parâmetros que
podem ser modificados incluem:
• Escala: interfere na representação
gráfica de linhas, hachuras e símbolos. Pode ser ajustada conforme o nível de
detalhamento desejado (ex.: 1:100 para legal, 1:50 para executivo).
• Filtros de renovação: utilizados em
reformas e ampliações, esses filtros indicam quais elementos pertencem à
construção existente, quais são novos e quais serão demolidos.
• Combinação de camadas (Layer Combination):
controla a visibilidade dos elementos conforme sua classificação (mobiliário,
estrutura, hidráulica, elétrico etc.).
• Model View Options: definem como os
objetos serão exibidos graficamente, como espessura de linhas, tipo de corte
das paredes, símbolo de portas e janelas.
• Graphic Overrides: permitem destacar ou
neutralizar elementos por critérios específicos (material, fase da obra,
função, etc.).
Esses ajustes tornam cada vista em planta uma versão interpretativa do modelo,
customizável conforme o objetivo e o público-alvo da apresentação.
As vistas em planta podem ter usos diversos dentro do
projeto. Entre os principais estão:
• Plantas baixas de arquitetura:
apresentam a distribuição dos espaços, paredes, esquadrias e elementos fixos.
• Plantas de layout de mobiliário: com
destaque para elementos internos, circulações e zonas funcionais.
• Plantas de piso: utilizadas para
detalhar os revestimentos e paginações.
• Plantas de forro ou iluminação: com
foco nos elementos suspensos e pontos de energia.
• Plantas de demolição e reforma: com uso
de filtros de renovação para representar as diferentes fases da obra.
• Plantas de detalhamento: geralmente em
escalas maiores, contendo informações técnicas específicas como cotas, níveis,
e identificação de materiais.
Cada uma dessas plantas pode ser configurada como uma vista distinta no View Map, facilitando a organização do projeto, a publicação de pranchas e o acesso rápido às
informações.
Ao trabalhar com vistas em planta no ArchiCAD, um dos maiores
benefícios é a coerência automática
entre o modelo 3D e os desenhos 2D. Modificações feitas no modelo — como a
remoção de uma parede ou alteração de um vão — são refletidas instantaneamente
em todas as vistas associadas.
Além disso, o ArchiCAD permite controlar a simbologia gráfica dos elementos
(portas, janelas, escadas, mobiliário) de forma padronizada, conforme o tipo de
vista e a escala definida. Isso reduz o retrabalho e melhora a qualidade da
documentação técnica, respeitando normas como a NBR 6492 (Representação de
projetos de arquitetura).
As vistas também podem ser agrupadas e organizadas por
pavimento, tipo de detalhamento ou fase do projeto, promovendo eficiência no fluxo de trabalho e
melhor comunicação com outros profissionais envolvidos.
A criação e edição de vistas em planta no ArchiCAD é uma
etapa essencial da modelagem arquitetônica dentro da metodologia BIM. Ao
dominar esse recurso, o usuário adquire maior controle sobre a documentação
gráfica do projeto, assegura consistência entre diferentes representações e
otimiza o tempo de produção.
Com vistas configuradas corretamente, é possível atender a
diferentes demandas do processo projetual — do estudo preliminar ao
detalhamento executivo — com clareza, agilidade e fidelidade ao modelo. Assim,
as vistas em planta no ArchiCAD deixam de ser simples desenhos e passam a ser
instrumentos eficazes de coordenação e comunicação técnica.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SOARES,
J. C. Representação e Documentação
Técnica no
ArchiCAD. São
Paulo: Oficina de Textos, 2021.
• SANTOS,
L. B. Fluxo de Trabalho BIM com ArchiCAD.
Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
No processo de elaboração de projetos arquitetônicos, as representações em corte e elevação são indispensáveis para compreender a volumetria, os níveis, a disposição vertical dos espaços e os detalhes construtivos das edificações. Com
são indispensáveis para
compreender a volumetria, os níveis, a disposição vertical dos espaços e os
detalhes construtivos das edificações. Com o uso de plataformas baseadas em BIM
(Building Information Modeling), como
o ArchiCAD, essas representações passam a ser geradas de forma automática e vinculada ao modelo
tridimensional, promovendo agilidade, coerência documental e redução de
erros.
Ao contrário do fluxo tradicional de desenho, em que cortes e
elevações eram produzidos manualmente a partir de vistas em planta, o ArchiCAD
permite a criação direta dessas vistas com base em linhas de seção associadas ao modelo 3D. Essas vistas permanecem
atualizadas automaticamente sempre que houver alterações no modelo, garantindo
consistência e economia de tempo ao longo do processo projetual.
No ArchiCAD, cortes
(sections) e elevações (elevations)
são representações 2D derivadas do modelo 3D, baseadas em linhas de
visualização inseridas pelo usuário no ambiente de planta. A diferença entre os
dois tipos de vista está no propósito:
• Corte: exibe uma seção transversal do
edifício, revelando a estrutura interna, alturas de piso, espessuras de lajes e
paredes, além de escadas, vãos e equipamentos embutidos.
• Elevação: mostra a fachada de uma ou
mais faces da edificação, com enfoque na aparência externa, proporções,
aberturas, materiais e elementos decorativos.
Ambas as vistas são fundamentais para análise técnica,
comunicação com clientes e compatibilização com projetos complementares.
A criação de cortes e elevações automáticos no ArchiCAD segue
um processo simples, acessível a partir do ambiente de planta:
1. Selecionar a ferramenta apropriada:
o
Para cortes: selecionar a ferramenta Section;
o
Para elevações: selecionar a ferramenta Elevation.
2. Traçar a linha de corte ou elevação: o Clicar para definir o
ponto inicial da linha; o Arrastar até o ponto
final;
o
Confirmar a direção da visualização (indicada
por uma seta).
3. Configurar a profundidade da vista:
o
O ArchiCAD permite definir a profundidade do
campo de visualização e o tipo de representação (limitada, até o infinito, ou
por marcador personalizado).
Após esse procedimento, o corte ou a elevação é gerado
automaticamente no Project Map e
pode ser renomeado, organizado e salvo como uma vista no View Map para fins de documentação e publicação.
As vistas de corte e elevação geradas automaticamente são
altamente personalizáveis. O usuário pode definir:
• Escala da vista: determina o nível de
detalhamento gráfico (ex.: 1:100 para apresentação geral, 1:50 ou 1:20 para
detalhamento);
• Representação de hachuras e materiais:
controle de padrões gráficos usados em elementos seccionados, como paredes,
lajes e coberturas;
• Espessura de linhas e estilo de penas:
baseado nas configurações de Model View Options e Graphic Overrides;
• Exibição de cotas de níveis: inserção
automática de níveis de piso, forro e cobertura;
• Visibilidade de objetos: ativação ou
ocultação de elementos como mobiliário, vegetação, anotação e simbologia.
Essas configurações permitem gerar cortes e elevações
adequados às diversas etapas e finalidades do projeto, seja para aprovação
legal, estudo de fachada ou detalhamento executivo.
Uma das principais vantagens do uso de cortes e elevações
automáticos no ArchiCAD é sua atualização
em tempo real. Qualquer alteração feita no modelo — por exemplo, a elevação
de um piso, a modificação de uma janela ou a mudança na inclinação de uma
cobertura — é refletida imediatamente nas vistas geradas.
Esse comportamento evita a necessidade de redesenho, elimina
erros decorrentes de desatualização e assegura consistência entre as diferentes
representações do projeto. Como resultado, o tempo de produção de documentação
é reduzido significativamente e a confiabilidade do material entregue é
aumentada.
Após sua criação, os cortes e elevações podem ser organizados
em conjuntos de vistas no View Map,
sendo facilmente inseridos em layouts de
impressão ou exportados como parte de conjuntos
de publicação (Publisher Sets).
Além disso, é possível criar múltiplos
cortes paralelos, ortogonais ou personalizados, utilizando-os para:
• Detalhamentos
verticais de ambientes (como banheiros e cozinhas);
• Análise
de rampas, escadas e pé-direito;
• Estudo
de fachadas e volumetria;
• Coordenação
com disciplinas complementares (elétrica, hidráulica, estrutura).
Essas vistas também podem ser duplicadas, renomeadas,
configuradas com filtros específicos e utilizadas em diferentes escalas e
formatos.
A geração de cortes e elevações automáticos no ArchiCAD é um dos
pilares da eficiência da modelagem BIM. Esse recurso reduz o tempo de
produção, aumenta a precisão da documentação técnica e contribui para a
padronização gráfica e informacional dos projetos arquitetônicos.
Ao dominar a criação, configuração e organização dessas
vistas, o profissional se capacita para desenvolver projetos mais consistentes,
interativos e alinhados às demandas da construção digital. Assim, o corte e a
elevação deixam de ser representações estáticas e tornam-se ferramentas ativas
de análise, comunicação e gestão de dados.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Documentação Técnica e
Representações Verticais em BIM com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Modelagem e Visualização
Arquitetônica no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
Em um projeto arquitetônico, a forma como os elementos são
apresentados graficamente é tão importante quanto o conteúdo técnico e
informacional que carregam. No ArchiCAD, um dos maiores benefícios da
metodologia BIM é a capacidade de gerar representações gráficas inteligentes e configuráveis,
permitindo que uma mesma informação seja exibida de diferentes maneiras,
dependendo do propósito da documentação. O gerenciamento
das representações gráficas é, portanto, um componente essencial para
garantir a legibilidade, a padronização e a clareza na comunicação entre
projetistas, consultores e clientes.
Esse gerenciamento ocorre por meio de diversas ferramentas
integradas que permitem controlar aspectos como espessuras de linha, hachuras,
materiais, simbologias, escala de detalhamento, visibilidade de objetos, entre
outros.
Com isso, o ArchiCAD permite que uma planta baixa, um corte
ou uma elevação seja representado de maneiras distintas, sem alterar a
geometria do modelo.
Na metodologia BIM, os elementos modelados possuem características geométricas e informacionais que são interpretadas graficamente nas diversas vistas do projeto. A representação gráfica,
nesse contexto, é uma leitura configurável do modelo e não uma duplicação desenhada. Isso significa que qualquer alteração no modelo tridimensional se reflete automaticamente nas vistas bidimensionais, mantendo a consistência documental.
A representação gráfica é composta por
atributos como:
• Espessura e tipo de linha;
• Padrões de hachura e preenchimento;
• Cores e materiais visuais;
• Regras de exibição conforme filtros ou
fases da obra.
Essas características são controladas por ferramentas
específicas no ArchiCAD, que serão detalhadas a seguir.
O ArchiCAD oferece uma série de ferramentas e configurações
que possibilitam o gerenciamento minucioso das representações gráficas. As
principais são:
Esta ferramenta permite configurar como determinados tipos de
elementos devem aparecer em planta, corte e elevação. Pode-se, por exemplo,
escolher se escadas devem ser exibidas como simbologia simplificada ou com
geometria completa, se portas devem exibir números ou linhas de abertura, e se
objetos 3D devem aparecer como contornos em 2D.
Cada configuração pode ser salva como um conjunto, associado
a diferentes tipos de vistas (por exemplo, estudo preliminar, documentação
legal, executivo).
As Graphic Overrides permitem alterar a aparência gráfica de
elementos com base em critérios definidos, como tipo de elemento, material,
fase da obra ou camada. Por exemplo, é possível destacar elementos demolidos
com traço pontilhado ou aplicar uma cor específica aos elementos novos.
Essas regras são muito úteis em projetos de reforma,
compatibilização interdisciplinar ou apresentação de estudos comparativos.
Embora sua função principal seja controlar a visibilidade dos
elementos, as camadas também impactam diretamente na representação gráfica,
pois determinam o que será mostrado ou ocultado em determinada vista. A
combinação correta de camadas por tipo de planta (layout, estrutura, demolição)
contribui para uma representação gráfica limpa e objetiva.
Os Pen Sets definem a espessura, a cor e o estilo das linhas utilizadas nas vistas. Um mesmo projeto pode ter diferentes conjuntos de penas, aplicáveis conforme o tipo de documento (exemplo:
apresentação colorida,
prancha monocromática, croqui, etc.).
A correta aplicação dos Pen Sets é essencial para manter a
padronização gráfica e o atendimento às normas técnicas de representação.
A escala é outro fator que influencia diretamente na
representação gráfica. No ArchiCAD, elementos como paredes compostas, janelas,
mobiliário e anotações mudam de aparência conforme a escala da vista. Em escala
1:100, por exemplo, uma janela pode ser representada com um símbolo simples; em
escala 1:20, pode apresentar detalhes como caixilho, peitoril e vidro.
O uso combinado de escalas e Model View Options permite que o projetista entregue desenhos adequados ao seu objetivo, sem a necessidade de duplicar ou redesenhar elementos.
O gerenciamento adequado das representações gráficas traz
inúmeros benefícios práticos:
• Coerência visual entre diferentes vistas do
projeto;
• Redução de tempo na produção e revisão de
pranchas;
• Evita retrabalho e conflitos gráficos;
• Facilita o entendimento por parte de
clientes e usuários finais.
Além disso, é possível salvar
configurações padronizadas, associá-las a templates e aplicá-las em todos
os projetos do escritório, promovendo uma cultura de consistência e eficiência
documental.
O gerenciamento das representações gráficas no ArchiCAD vai
muito além da estética visual: trata-se de uma estratégia de organização da
informação, de conformidade técnica e de comunicação eficiente no processo de
projeto. Ao dominar as ferramentas que controlam como os elementos são exibidos
nas diferentes vistas, o usuário adquire maior controle sobre a qualidade, a
legibilidade e a padronização dos documentos emitidos.
Em um cenário cada vez mais digital, colaborativo e exigente,
a representação gráfica inteligente e automatizada é um diferencial competitivo
para profissionais e equipes que trabalham com modelagem da informação da
construção.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS, L. B. Documentação Técnica e
Representação Gráfica no ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
• SOARES,
J. C. Práticas de Representação
Arquitetônica no Ambiente BIM. São Paulo: Oficina de Textos, 2020.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
No desenvolvimento de um projeto arquitetônico, a clareza e a
precisão das informações técnicas são tão importantes quanto o próprio modelo
tridimensional. Nesse contexto, as ferramentas
de cotagem e anotações do ArchiCAD desempenham um papel fundamental na
comunicação gráfica entre o projetista e os diversos agentes envolvidos no
processo construtivo.
Em conformidade com os princípios do BIM (Building Information Modeling), essas
ferramentas são integradas ao modelo e possibilitam a atualização automática
das informações sempre que houver alterações geométricas.
As cotas são
elementos gráficos que informam medidas, distâncias e dimensões dos componentes
da edificação. Já as anotações
abrangem textos explicativos, símbolos, etiquetas e outros elementos que ajudam
a identificar, descrever ou complementar os dados representados no desenho.
Esses elementos são essenciais para a correta leitura e
execução do projeto em campo, além de serem exigidos para fins de aprovação
legal, compatibilização com disciplinas complementares e controle técnico
durante as etapas de obra.
No ArchiCAD, as ferramentas de cotagem e anotação são
parametrizadas, vinculadas aos objetos do modelo e totalmente atualizáveis, o
que evita erros de inconsistência e retrabalhos típicos de fluxos baseados em
desenhos estáticos.
O ArchiCAD oferece uma ampla gama de ferramentas de cotagem,
que podem ser utilizadas em plantas, cortes, elevações e detalhes. As
principais são:
Permite a criação de linhas de cota entre dois ou mais
pontos, com indicação horizontal ou vertical. Pode ser usada para medir
paredes, janelas, portas, distâncias entre eixos, entre outros.
Usadas para indicar o raio ou diâmetro de elementos curvos,
como pilares circulares, escadas helicoidais ou recortes em lajes.
Apresenta o ângulo entre dois segmentos de linha ou bordas de
elementos. É útil para escadas, telhados ou paredes inclinadas.
Indica a elevação de um ponto ou superfície em relação ao
nível de referência. Pode ser usada em cortes, elevações e detalhes para marcar
cotas altimétricas de pisos, forros e coberturas.
Permite a criação automática de cotas associadas a objetos
modelados. Ao mover ou redimensionar o objeto, a cota é atualizada
automaticamente. Pode ser aplicada, por exemplo, em fileiras de janelas ou
paredes com múltiplos elementos.
Todas essas ferramentas permitem ajustes manuais e
automáticos de texto, alinhamento, estilo de linha, setas e precisão decimal,
adequando-se a diferentes normas e exigências gráficas.
O ArchiCAD também dispõe de diversas ferramentas de anotação
que complementam a informação gráfica do projeto. As mais utilizadas incluem:
Insere textos descritivos diretamente na vista, com liberdade
de posicionamento, formatação e vinculação a elementos do modelo. Pode ser
usado para identificar ambientes, indicar materiais ou fornecer observações
específicas.
Permite a criação de etiquetas que capturam informações
diretamente dos objetos do modelo, como nome, tipo, material ou qualquer dado
parametrizado. É uma ferramenta poderosa para geração automática de quadros e
listas.
Esses marcadores identificam graficamente o início e o fim de
seções, elevações e chamadas de detalhe. São integrados ao navegador do projeto
e atualizados conforme as vistas são modificadas.
Insere linhas de eixo numeradas ou nomeadas, fundamentais
para o alinhamento e posicionamento de elementos construtivos. As cotas entre
eixos são frequentemente utilizadas como base para locação em obra.
Essas ferramentas permitem controle total sobre estilo tipográfico, escala, sobreposição, orientação e aparência gráfica, garantindo uma documentação clara, organizada e tecnicamente correta.
Um dos maiores diferenciais do ArchiCAD é a possibilidade de
criar cotas e anotações associativas,
ou seja, vinculadas diretamente aos elementos do modelo. Isso significa que:
• Ao
alterar a posição ou o tamanho de uma parede, a cota associada será atualizada
automaticamente;
• Ao mudar a altura de um piso, a cota de nível é
ajustada em todas as vistas
relacionadas;
• As
etiquetas capturam as informações mais recentes dos objetos, sem a necessidade
de edição manual.
Essa abordagem reduz erros humanos, assegura a coerência documental e proporciona
maior eficiência no fluxo de trabalho,
especialmente em projetos com múltiplos colaboradores e revisões frequentes.
O uso correto das ferramentas de cotagem e anotação também
está relacionado ao atendimento de normas técnicas, como a ABNT NBR 6492, que regula a representação de projetos de
arquitetura. Essa norma define critérios para:
• Altura
mínima de textos;
• Tipos
e espessuras de linhas;
• Indicação
de níveis e escalas;
• Posicionamento
de cotas e setas.
No
ArchiCAD, essas configurações podem ser personalizadas em templates e estilos
predefinidos, assegurando conformidade com padrões corporativos e exigências
institucionais.
As ferramentas de cotagem e anotação no ArchiCAD são
essenciais para garantir a clareza, a precisão e a legibilidade do projeto
arquitetônico. Elas não apenas representam medidas e descrições visuais, mas
também integram o modelo BIM com dados paramétricos e atualizáveis, permitindo
maior controle e eficiência na produção da documentação técnica.
Ao dominar essas ferramentas, o profissional amplia sua
capacidade de comunicação, reduz falhas de interpretação e entrega projetos
mais seguros e padronizados. Em um cenário de crescente adoção do BIM, a
qualidade da documentação gráfica se torna um diferencial competitivo e um
requisito técnico indispensável.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
• SANTOS,
L. B. Documentação Técnica com BIM:
práticas com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Representação Gráfica e Cotagem
Paramétrica em Projetos BIM. São Paulo: Oficina de Textos, 2020.
A clareza na comunicação gráfica de um projeto arquitetônico depende, entre outros fatores, da presença de textos explicativos que auxiliem na compreensão do conteúdo
representado. Estes textos complementam as plantas, cortes, elevações e
detalhes, descrevendo funções, materiais, observações técnicas ou operacionais
que não estão expressas diretamente por linhas e símbolos. No ArchiCAD, a
inserção de textos explicativos é realizada de maneira simples, mas eficaz, com
recursos que garantem flexibilidade, organização e integração com o modelo.
Os textos explicativos cumprem diversas funções no contexto
do projeto arquitetônico, tais como:
• Identificar
ambientes e suas respectivas funções;
• Especificar
materiais e sistemas construtivos;
• Informar
dimensões, alturas, espessuras ou níveis;
• Descrever
procedimentos técnicos e recomendações de execução;
• Apresentar
observações normativas, legais ou administrativas;
• Complementar
a leitura de simbologias, cotas e etiquetas.
Em projetos colaborativos, os textos explicativos também
servem como canal de comunicação entre os diferentes agentes envolvidos,
promovendo entendimento comum sobre decisões técnicas e operacionais.
A ferramenta de inserção de texto no ArchiCAD é chamada de Text Tool e está localizada na Toolbox, geralmente agrupada com as
ferramentas de anotação. Ao selecionar essa ferramenta, o usuário pode clicar
sobre a área de desenho para inserir um campo de texto, que será posicionado
livremente em qualquer vista 2D (planta, corte, elevação ou detalhe).
As principais características da ferramenta
de texto incluem:
• Entrada direta ou em caixa delimitada:
o usuário pode escrever textos simples em linha única ou criar caixas com
largura definida e alinhamento automático;
• Formatação personalizada: controle
sobre fonte, tamanho, cor, espaçamento, estilo (negrito, itálico, sublinhado),
alinhamento e orientação do texto;
• Associação ao modelo: o texto pode ser
posicionado próximo a objetos, elementos construtivos ou regiões específicas do
projeto, podendo ser agrupado ou movido com eles;
• Escalabilidade: os textos acompanham a
escala da vista, mantendo sua legibilidade em plantas e pranchas.
É possível inserir textos explicativos diretamente no
ambiente de modelagem ou em layouts de impressão, dependendo da necessidade de
visualização e organização do conteúdo.
Para que os textos explicativos cumpram sua função de forma eficiente, é
necessário observar algumas boas
práticas na sua inserção:
1. Padronização de estilo: utilizar fontes
e tamanhos compatíveis com as normas técnicas (como a NBR 6492) e com o padrão
gráfico do escritório ou instituição.
2. Clareza e concisão: os textos devem ser
objetivos, evitando ambiguidade, termos vagos ou jargões técnicos pouco
conhecidos.
3. Posicionamento estratégico: os textos
devem ser inseridos próximos aos elementos aos quais se referem, sem
sobreposição com linhas ou símbolos, mantendo a legibilidade da planta.
4. Organização por camadas (layers):
textos podem ser atribuídos a camadas específicas para controle de visibilidade
conforme a vista (exemplo: textos de layout, textos de corte, textos legais).
5. Uso combinado com etiquetas (Labels):
quando se deseja referenciar informações diretamente do modelo, como nome do
material, área ou tipo de elemento, é preferível utilizar etiquetas
associativas, enquanto os textos explicativos devem servir como complemento
contextual.
O ArchiCAD permite a inserção de textos explicativos em
qualquer tipo de vista 2D do projeto. As aplicações mais comuns são:
• Planta baixa: identificação de
ambientes, textos descritivos sobre usos, cotas altimétricas, legendas de
materiais e indicações funcionais.
• Cortes e elevações: observações sobre
níveis, alturas, materiais de fachada, equipamentos embutidos e detalhes
construtivos.
• Detalhes técnicos: textos que explicam
soluções técnicas específicas, como encontro de materiais, fixações ou
procedimentos de execução.
• Layouts de impressão: textos de notas
gerais, legendas, títulos de pranchas, dados do projeto, responsabilidade
técnica e observações adicionais.
Todos esses textos podem ser controlados em termos de
visibilidade, camada, escala e aparência gráfica, proporcionando um alto grau
de organização documental.
A inserção de textos explicativos deve estar alinhada às normas de representação gráfica, como a
ABNT NBR 6492, que estabelece
critérios para:
• Altura
mínima dos textos conforme a escala do desenho;
• Uso
de letras maiúsculas para nomes de ambientes e títulos;
• Localização
e leitura do texto no sentido da leitura do desenho;
• Identificação
clara de materiais e elementos construtivos.
No ArchiCAD, é possível configurar padrões de texto predefinidos (Favorites) e incorporar
e incorporar essas
configurações em templates, garantindo que todos os textos inseridos no projeto
sigam uma identidade visual e técnica consistente.
A ferramenta de inserção de textos explicativos no ArchiCAD é
simples, mas desempenha um papel essencial na elaboração de uma documentação
técnica precisa, legível e funcional. Esses textos contribuem para a
compreensão do projeto, complementam as informações gráficas e ajudam a
garantir a execução correta da obra.
Quando utilizados com padronização, clareza e atenção às
normas técnicas, os textos explicativos tornam-se um componente indispensável
da boa comunicação arquitetônica. Em um ambiente BIM, eles se somam às
informações do modelo e fortalecem a integração entre conteúdo gráfico, técnico
e informacional.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Documentação Técnica com ArchiCAD.
Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Comunicação Gráfica e Anotações em
Projetos BIM. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
O detalhamento arquitetônico é uma das etapas mais
importantes no desenvolvimento de um projeto, pois transforma as ideias
conceituais e as representações gerais em informações técnicas precisas para a
execução da obra. Através do detalhamento, os elementos construtivos são
representados com maior riqueza de informações, incluindo dimensões exatas,
materiais, conexões e indicações de montagem. No contexto profissional, o
detalhamento básico constitui o primeiro nível de aprofundamento necessário
para garantir a viabilidade técnica, funcional e legal de um projeto.
Em ambientes de projeto assistido por computador, como o
ArchiCAD, o detalhamento arquitetônico pode ser realizado com base em um modelo
tridimensional, que serve de origem para cortes, elevações e vistas ampliadas.
Essas vistas são refinadas com ferramentas específicas, como cotas, hachuras,
textos explicativos e símbolos gráficos, compondo a documentação que será
utilizada na fase de obra.
O detalhamento básico refere-se à
representação técnica de
elementos construtivos com nível intermediário de informação, suficiente para
compreender sua configuração física, dimensional e funcional. Ele se diferencia
do estudo preliminar, que é mais esquemático, e do detalhamento executivo, que
exige maior precisão e complexidade.
Entre os principais elementos que devem ser
contemplados no detalhamento básico estão:
• Paredes
e vedações: espessuras, camadas de material, fixações e pontos de ancoragem;
• Portas
e janelas: dimensões, alturas de peitoril, sentidos de abertura e acabamento;
• Lajes
e coberturas: camadas de estrutura e revestimento, inclinações e encontros com
outros elementos;
• Escadas
e rampas: número de degraus, inclinação, corrimãos e guardacorpos;
• Revestimentos:
tipo, paginação e áreas de aplicação;
• Cotas
e níveis: indicações altimétricas e dimensionais essenciais à construção;
• Textos
explicativos: materiais, especificações técnicas, observações de montagem ou
instalação.
Esse conjunto de informações visa orientar engenheiros,
construtores, orçamentistas e fornecedores, sendo também um requisito para
licenciamento em diversos municípios.
O detalhamento básico tem como principais
objetivos:
1. Viabilizar
a execução do projeto arquitetônico com clareza e precisão;
2. Reduzir
dúvidas e interpretações subjetivas por parte da equipe de obra;
3. Facilitar
o planejamento e o orçamento, permitindo a medição correta de materiais e
serviços;
4. Atender
às exigências legais e normativas de órgãos reguladores;
5. Integrar
disciplinas complementares, como estrutura, elétrica e hidráulica, evitando
interferências.
Portanto, o detalhamento é uma interface crítica entre o
projeto e sua realização no mundo físico. Um detalhamento deficiente pode
comprometer prazos, custos e a segurança da obra.
Para garantir a eficiência e a utilidade do detalhamento
arquitetônico básico, recomenda-se seguir algumas boas práticas consolidadas:
• Aderência
às normas técnicas: como a NBR 6492 (representação gráfica) e a NBR 13532
(elaboração de projetos de edificações), que orientam a forma de apresentação
das informações.
• Padronização
gráfica: manter uniformidade em espessura de linhas, tipos de hachura, símbolos
e escala facilita a leitura e a revisão por diferentes profissionais.
• Organização por
pranchas e vistas: distribuir os detalhes em plantas, cortes, elevações e
ampliações específicas, de acordo com o tema ou sistema construtivo.
• Clareza
na representação: evitar poluição visual, sobreposição de informações e excesso
de elementos gráficos que dificultem a compreensão.
• Verificação
cruzada: revisar o alinhamento entre plantas e cortes, garantindo que os
elementos estejam corretamente posicionados e representados em todas as vistas.
No ArchiCAD, essas práticas podem ser implementadas por meio
do uso de templates, estilos gráficos e ferramentas paramétricas, que garantem
consistência e rapidez na elaboração de detalhes.
Em plataformas BIM como o ArchiCAD, o detalhamento básico é
extraído e desenvolvido a partir do modelo tridimensional da edificação. Essa
abordagem oferece diversas vantagens em relação aos métodos tradicionais
baseados em desenho 2D:
• Coerência
automática entre vistas: alterações feitas no modelo se refletem em todas as
plantas, cortes e elevações associadas.
• Maior
precisão geométrica: os elementos detalhados possuem dimensões reais e são
integrados com outros sistemas da edificação.
• Facilidade
na atualização: mudanças no projeto são processadas de forma automatizada,
evitando retrabalho e inconsistências.
• Geração
de listas e quantitativos: a modelagem paramétrica permite extrair dados como
áreas, volumes e materiais diretamente dos elementos detalhados.
Com isso, o detalhamento básico torna-se não apenas um
conjunto de desenhos, mas um instrumento de coordenação técnica e informacional
do projeto.
O detalhamento arquitetônico básico é uma etapa indispensável
na passagem do projeto do campo conceitual para a sua materialização. Ele reúne
informações técnicas essenciais, fornece diretrizes claras para execução e
reduz significativamente a margem de erro em obra. Com o suporte de ferramentas
como o ArchiCAD, o processo de detalhamento torna-se mais eficiente, integrado
e confiável, alinhando-se às exigências contemporâneas da construção digital.
Dominar as práticas de detalhamento desde o nível básico é
fundamental para qualquer profissional que atua no desenvolvimento de projetos
de arquitetura e engenharia, sendo um diferencial de qualidade,
profissionalismo e compromisso com a segurança e o desempenho da edificação.
• GRAPHISOFT. ArchiCAD Reference Guide.
Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
• ABNT.
NBR 13532: Elaboração de projetos de
edificações – Atividades técnicas. Rio de Janeiro: ABNT, 2019.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Detalhamento Arquitetônico e BIM:
fundamentos e práticas com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
No processo de desenvolvimento de projetos arquitetônicos,
uma das etapas finais e essenciais é a organização
das vistas técnicas em pranchas de apresentação e impressão. Essa
atividade, conhecida como preparação de layout, consiste em dispor plantas,
cortes, elevações, detalhes, textos e selos dentro de uma folha com formato
definido, de modo a gerar documentação clara, padronizada e pronta para
distribuição digital ou física.
No ArchiCAD, essa tarefa é facilitada pelo uso do ambiente Layout Book, uma área específica do
software onde o usuário organiza as pranchas a partir das vistas geradas no
projeto. Esse sistema permite controle total sobre a posição dos elementos,
escala gráfica, margens, carimbos, folhas-padrão e configurações de impressão,
garantindo consistência documental e produtividade na fase final do projeto.
Um layout é a
composição final de uma prancha técnica destinada à visualização, análise ou
entrega de um conjunto de informações gráficas. Ele agrupa diferentes vistas do
modelo (plantas, cortes, elevações, detalhes), junto com textos explicativos,
legendas, selos e outros elementos obrigatórios em uma folha de formato
padronizado (como A1, A2, A3, entre outros).
A preparação de layout tem como objetivos:
• Reunir
e organizar as vistas mais relevantes de um projeto em formato de apresentação;
• Controlar
a escala de cada vista e sua disposição na prancha;
• Garantir
uniformidade gráfica entre todas as pranchas de um mesmo projeto;
• Incluir
informações administrativas como autor, data, escala, número da prancha e
responsável técnico.
No ArchiCAD, cada layout é vinculado a um template de folha-padrão, que pode ser
personalizado e reaproveitado em múltiplos projetos.
O processo de
preparação de layouts no ArchiCAD envolve
várias etapas, realizadas no ambiente Layout
Book, disponível no Navigator. A
seguir, estão descritas as etapas principais:
No painel Layout Book, o usuário pode criar novas pranchas
clicando com o botão direito sobre o conjunto de pranchas e escolhendo a opção New Layout. Nesse momento, define-se o
nome da prancha, o número e o formato (ex.: A1 horizontal).
Cada prancha pode estar associada a uma folha-mestre, que
contém elementos fixos como logotipo, carimbo, quadros de identificação e
margens. A folha-mestre é editada separadamente e aplicada automaticamente a
todas as pranchas que a utilizarem.
As vistas salvas no View Map (plantas, cortes, elevações,
detalhes) são arrastadas para o layout. O ArchiCAD permite controlar a posição,
a escala e o quadro de recorte de cada vista, bem como sua legenda e
identificação.
No
próprio layout, o usuário pode adicionar textos, setas, símbolos ou qualquer
outro elemento gráfico adicional necessário à compreensão da prancha.
Esse sistema de organização permite o uso eficiente de vistas reutilizáveis, escaláveis e
configuradas previamente com filtros, camadas e estilos gráficos
personalizados.
Cada vista inserida no layout mantém a escala de origem configurada no View Map. É possível verificar e
ajustar essa escala diretamente na prancha. O ArchiCAD também oferece opções
de:
• Redimensionar
a moldura da vista sem alterar sua escala;
• Exibir
ou ocultar a legenda da vista (nome, número, escala);
• Ajustar
a posição com ferramentas de alinhamento e distribuição.
Essa flexibilidade garante que o layout seja visualmente
equilibrado e tecnicamente preciso, com vistas
legíveis e bem organizadas, adequadas ao tipo de apresentação desejada.
O uso de folhas-mestras permite a padronização de todos os
layouts do projeto. A folha-mestra pode incluir:
• Logotipo
do escritório ou instituição;
• Identificação
do projeto e do cliente;
• Quadro
de revisões;
• Tabela
de escalas, normas adotadas e carimbo técnico;
• Identificação
do responsável técnico, ART ou RRT.
Essa padronização garante conformidade com exigências legais e institucionais, além de facilitar a leitura e o
arquivamento do material técnico.
As folhas-mestras podem ser criadas no menu Options > Project Preferences >
Layouts, ou diretamente no Navigator, e ficam disponíveis para associação
com qualquer layout criado no projeto.
Após a organização dos layouts, o ArchiCAD permite sua
exportação por meio do Publisher,
ferramenta de publicação em lote que permite:
• Salvar
pranchas em PDF, DWG, DWF ou outros formatos compatíveis;
• Controlar
configurações de exportação (camadas, penas, fontes, margens);
• Criar
pastas organizadas por fase, disciplina ou cliente;
• Definir
nomes de arquivo automaticamente com base em atributos do projeto.
A publicação pode ser feita em lote com todos os layouts do
projeto ou de forma seletiva, conforme as necessidades do momento (revisões,
entregas parciais, versões preliminares etc.).
A preparação de layouts para impressão no ArchiCAD é uma
etapa fundamental para a organização, a padronização e a finalização técnica de
um projeto arquitetônico. Com um ambiente dedicado, integrado ao modelo e
altamente personalizável, o ArchiCAD oferece ao profissional a capacidade de
gerar pranchas claras, informativas e compatíveis com as normas vigentes.
Ao dominar as ferramentas de layout, o usuário amplia sua
eficiência na documentação, reduz erros gráficos e assegura a qualidade da
comunicação técnica. Em um ambiente BIM, a preparação cuidadosa dos layouts é
parte essencial do fluxo de trabalho profissional, integrando informação,
representação e entrega.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• ABNT.
NBR 6492: Representação de projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
• SANTOS,
L. B. Produção de Pranchas com BIM: boas
práticas no ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Publicação e Documentação Técnica
no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
A exportação de arquivos é uma etapa fundamental na conclusão e compartilhamento de projetos desenvolvidos em ambientes BIM. No ArchiCAD, plataforma consolidada de modelagem da informação da construção, a
exportação de arquivos é uma etapa fundamental na conclusão
e compartilhamento de projetos desenvolvidos em ambientes BIM. No ArchiCAD,
plataforma consolidada de modelagem da informação da construção, a exportação
em formatos como PDF, DWG e IFC permite que o projeto seja visualizado, editado
ou interpretado por diferentes agentes, softwares e plataformas. Cada um desses
formatos possui finalidades específicas, e o conhecimento de suas
características técnicas e operacionais é essencial para garantir interoperabilidade,
documentação adequada e colaboração eficiente.
O formato PDF (Portable Document Format) é amplamente
utilizado para finalidades de apresentação, revisão e impressão de projetos. Ao
exportar pranchas e layouts do ArchiCAD para PDF, o usuário garante que o
conteúdo seja visualizado exatamente como planejado, sem risco de perda de
formatação, deslocamento de elementos ou alteração de escala.
Principais características da exportação em
PDF:
• Preserva
a aparência visual da prancha com alta fidelidade;
• Compatível
com qualquer sistema operacional, podendo ser aberto em diversos dispositivos;
• Ideal
para envio digital a clientes, consultores ou órgãos públicos;
• Permite
a inclusão de hiperligações, marcadores e camadas, se desejado;
• Pode
ser configurado para impressão em alta qualidade ou envio por e-mail.
No ArchiCAD, a exportação em PDF é feita a partir do
Publisher, onde o usuário pode selecionar uma ou mais pranchas, definir o nome
do arquivo, a resolução e as margens, e configurar as penas e cores. Também é
possível gerar PDFs em lote, organizando os arquivos por fase ou disciplina.
O formato DWG (Drawing), nativo do AutoCAD, é o principal
padrão de troca de desenhos em 2D e 3D entre diferentes softwares de CAD.
Embora o ArchiCAD seja baseado em modelagem BIM, ele permite exportar vistas em
2D (plantas, cortes, elevações) para arquivos DWG, garantindo compatibilidade
com escritórios, consultores e profissionais que ainda utilizam plataformas
baseadas em desenho vetorial.
Benefícios da exportação em DWG:
• Intercâmbio
com profissionais que usam AutoCAD ou softwares compatíveis;
• Abertura
e edição dos desenhos em ambientes 2D;
• Extração
de vistas específicas do modelo BIM em formato editável;
• Personalização da exportação, incluindo camadas, penas, tipos
exportação, incluindo camadas, penas, tipos de linha, estilos de texto e
hachuras.
Durante a exportação, o ArchiCAD oferece
diversas opções de mapeamento, como:
• Conversão
de elementos BIM em entidades CAD (linhas, blocos, hachuras);
• Mapeamento
de layers conforme o template de destino; • Definição de unidades de medida e origem do
desenho;
• Inclusão
ou exclusão de anotações, cotas e símbolos.
Para facilitar a padronização, é possível salvar perfis de
exportação DWG, que podem ser reutilizados em projetos futuros, assegurando
consistência documental.
O formato IFC (Industry Foundation Classes) é o padrão
internacional de interoperabilidade em BIM, desenvolvido pela buildingSMART.
Diferente dos formatos PDF e DWG, o IFC não visa apenas a visualização gráfica,
mas sim o intercâmbio de informações técnicas e paramétricas entre diferentes
softwares de modelagem, cálculo e gerenciamento.
O IFC permite que elementos como paredes, portas, janelas,
lajes, coberturas e sistemas construtivos sejam exportados com suas
propriedades, materiais, classificações e relações espaciais, possibilitando
uma colaboração real entre disciplinas (arquitetura, estrutura, instalações,
planejamento).
Vantagens da exportação em IFC:
• Integração
com softwares de outras disciplinas, como Revit, Tekla, Solibri, DDS-CAD, entre
outros;
• Preservação
dos dados paramétricos e construtivos do modelo;
• Compatibilidade
com plataformas de análise de desempenho, orçamento e coordenação 4D/5D;
• Revisão
do modelo em ambientes colaborativos, como BIMcollab ou BIMsight.
No ArchiCAD, a exportação em IFC é
altamente configurável. O usuário pode selecionar:
• A
versão do IFC (IFC 2x3, IFC 4);
• O
modelo de mapeamento de elementos (padrão, customizado, baseado em template);
• A
classificação dos objetos (IFCWall, IFCDoor, IFCSlab etc.);
• O
nível de informações exportadas, incluindo geometrias, propriedades e atributos
personalizados.
A exportação em IFC é fundamental em projetos públicos e
grandes empreendimentos que exigem conformidade com padrões abertos e
colaboração entre plataformas heterogêneas.
Para obter resultados eficazes na
exportação de arquivos no ArchiCAD, recomenda-se seguir algumas boas práticas:
1. Organizar corretamente as vistas e layouts no View Map e no Layout Book
antes da
exportação;
2. Configurar
templates de exportação, incluindo penas, camadas e estilos gráficos;
3. Verificar
a escala e a área visível em cada vista exportada;
4. Testar
os arquivos exportados em softwares de destino para garantir fidelidade gráfica
ou informacional;
5. Manter
backups das versões exportadas, organizando-as por data, disciplina ou fase do
projeto.
Essas medidas contribuem para a qualidade, rastreabilidade e
compatibilidade da documentação técnica entregue.
A exportação em PDF, DWG e IFC no ArchiCAD é uma etapa
estratégica no ciclo de vida do projeto arquitetônico e na comunicação com
todos os envolvidos. Cada formato atende a uma finalidade específica: o PDF
para visualização e impressão, o DWG para compatibilidade com CAD, e o IFC para
intercâmbio de modelos BIM com informações completas.
Ao dominar esses procedimentos, o profissional amplia sua
capacidade de entrega técnica, integração interdisciplinar e atendimento às
exigências de clientes e órgãos reguladores. Em um cenário cada vez mais
digital e colaborativo, a fluidez no trânsito de informações entre plataformas
é um diferencial técnico e organizacional indispensável.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• buildingSMART
International. IFC Specifications.
Disponível em:
https://www.buildingsmart.org/standards/ifc/. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Interoperabilidade BIM e Arquivos
Técnicos com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Exportação de Modelos e Documentos
Técnicos no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
No processo de desenvolvimento de projetos arquitetônicos em ambiente BIM, um dos desafios mais recorrentes é a organização e a publicação eficiente da documentação técnica, especialmente quando o volume de pranchas, vistas e arquivos de exportação é elevado. Para atender a essa demanda, o ArchiCAD disponibiliza uma ferramenta poderosa chamada Book Publisher, ou simplesmente Publisher, que centraliza o gerenciamento de saídas gráficas e informacionais, permitindo a geração automatizada de documentos em diversos formatos, como PDF,
processo de desenvolvimento de projetos arquitetônicos em
ambiente BIM, um dos desafios mais recorrentes é a organização e a publicação
eficiente da documentação técnica, especialmente quando o volume de pranchas,
vistas e arquivos de exportação é elevado. Para atender a essa demanda, o
ArchiCAD disponibiliza uma ferramenta poderosa chamada Book Publisher, ou
simplesmente Publisher, que centraliza o gerenciamento de saídas gráficas e
informacionais, permitindo a geração automatizada de documentos em diversos
formatos, como PDF, DWG, DWF, IFC, entre outros.
O Publisher integra-se diretamente aos mapas de vistas e
layouts do projeto, oferecendo controle detalhado sobre o que será publicado,
como será publicado e para onde será exportado, de forma padronizada, repetível
e configurável. Esta funcionalidade é fundamental tanto para pequenos
escritórios quanto para grandes equipes, pois contribui para a padronização da
entrega, economia de tempo e redução de erros no processo de documentação.
A ferramenta Publisher foi projetada para automatizar e simplificar o processo de exportação e impressão de documentos dentro do ArchiCAD. Tradicionalmente, a preparação de arquivos técnicos exigia processos manuais, com abertura de vistas individuais, configuração de exportações e salvamento um a um. Com o Publisher, essas tarefas podem ser realizadas em lote, com consistência gráfica e organizacional.
Seus principais objetivos são:
• Reunir
e organizar pranchas, vistas e documentos técnicos prontos para exportação ou
impressão;
• Automatizar
a criação de múltiplos arquivos em formatos diversos;
• Permitir
a publicação em pastas, redes, sistemas de armazenamento em nuvem ou
impressoras físicas;
• Manter
a rastreabilidade e padronização das entregas em diferentes etapas do projeto.
O Publisher é particularmente útil em entregas de grandes
projetos, revisões intermediárias, apresentações a clientes, compatibilizações
interdisciplinares e submissões legais.
O Publisher é acessado por meio do Navigator, uma janela
lateral que organiza os dados do projeto em quatro abas principais: Project
Map, View Map, Layout Book e Publisher Sets. É nesta última aba que são
configurados os conjuntos de publicação.
Cada Publisher Set é um agrupamento de
elementos que podem ser:
• Layouts
(pranchas completas com vistas);
• Vistas individuais
(plantas, cortes, elevações, detalhes, 3D);
• Planilhas
e quadros;
• Documentos
externos vinculados;
• Modelos
em formato IFC.
Dentro de um Publisher Set, o usuário pode criar subpastas lógicas, agrupar arquivos por disciplina ou fase, e definir perfis de exportação específicos para cada item ou grupo.
Ao configurar um Publisher Set, o usuário deve definir as
opções de saída dos documentos. As principais são:
• Formato
de arquivo: PDF, DWG, DXF, DWF, IFC, BIMx, JPG, PNG, entre outros;
• Destino:
pasta local, servidor em rede, ambiente em nuvem ou impressora física;
• Nome
dos arquivos: manual ou automático, com base em atributos do projeto (nome da
prancha, número, data, revisão);
• Configuração
gráfica: penas, camadas, estilos de linha, fontes, hachuras e representações;
• Escala
e qualidade: controle da resolução, compressão e fidelidade gráfica,
especialmente relevante para arquivos PDF e imagens
rasterizadas;
• Publicação
programada: é possível salvar os conjuntos para reutilização em diferentes
fases do projeto, com apenas um clique.
Essas configurações asseguram que o conteúdo publicado
mantenha coerência com o modelo original, evitando ajustes manuais repetitivos.
O uso do Publisher se insere nas etapas finais de organização
do projeto, geralmente após a definição das vistas e layouts. Um fluxo básico
de trabalho com essa ferramenta pode ser descrito assim:
1. Configuração
do projeto: criação das vistas organizadas no View Map, com filtros e escalas
adequados;
2. Montagem
das pranchas: inserção de vistas nos layouts no Layout Book, com carimbos,
selos e legendas;
3. Criação
do Publisher Set: escolha das pranchas e vistas a serem publicadas;
4. Definição
do formato de exportação: seleção dos padrões de arquivo e suas configurações
específicas;
5. Publicação:
envio dos documentos para as pastas definidas, com geração dos arquivos
conforme configurado.
Esse processo pode ser salvo e reaplicado sempre que houver
uma nova versão do projeto, aumentando significativamente a eficiência
operacional.
A adoção sistemática do Publisher no
ArchiCAD oferece diversas vantagens técnicas e organizacionais:
• Economia
de tempo: reduz drasticamente o tempo necessário para gerar dezenas ou centenas
de pranchas ou arquivos exportáveis;
•
Redução
de erros: ao evitar tarefas manuais repetitivas, diminui a chance de
esquecimentos, duplicações ou configurações incorretas;
• Padronização:
garante que todas as pranchas e arquivos sigam o mesmo padrão gráfico e
organizacional;
• Rastreabilidade:
facilita o controle de revisões, datas de publicação e destinatários;
• Flexibilidade:
atende tanto às necessidades de documentação impressa quanto às exigências de
ambientes digitais de projeto e colaboração.
O Book Publisher do ArchiCAD é uma ferramenta estratégica
para fechamento, organização e distribuição de projetos dentro do fluxo de
trabalho BIM. Sua capacidade de reunir, configurar e exportar documentos com
precisão e eficiência transforma o processo de entrega técnica, proporcionando
maior controle, profissionalismo e produtividade.
Ao dominar essa ferramenta, arquitetos, engenheiros e designers não apenas facilitam o dia a dia operacional, mas também garantem entregas mais confiáveis, compatíveis e alinhadas com os padrões técnicos exigidos por clientes, colaboradores e órgãos reguladores. Em tempos de transformação digital na construção civil, o Publisher é um recurso indispensável para profissionais que desejam integrar qualidade e agilidade à sua produção.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Organização de Documentação com
ArchiCAD: do projeto à publicação. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES, J. C. Fluxo de Trabalho e Publicação de Projetos no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
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