ArchiCAD
No ArchiCAD, as paredes constituem um dos elementos
fundamentais da modelagem arquitetônica. Como em qualquer projeto de
arquitetura, as paredes delimitam espaços, suportam elementos estruturais e
servem de base para a composição espacial. Por esse motivo, o software oferece
uma série de ferramentas específicas voltadas à criação, edição e configuração
de paredes com precisão e eficiência.
A ferramenta Wall
(Parede) é uma das mais utilizadas na interface do ArchiCAD e está presente
desde as versões iniciais do programa. Ela permite desenhar paredes com
diferentes espessuras, materiais, alturas e geometrias, funcionando de maneira
paramétrica e integrada ao restante do modelo BIM. A seguir, abordam-se os
principais conceitos e recursos associados ao uso básico dessa ferramenta.
A ferramenta Wall é acessada por meio da Toolbox, localizada na lateral esquerda da interface padrão do
ArchiCAD. Ao ser ativada, ela permite ao usuário criar paredes com base em
pontos inseridos no espaço de trabalho, que podem ser definidos manualmente ou
com a ajuda de guias e coordenadas.
O usuário pode desenhar uma parede com
diferentes métodos de inserção, como:
• Ponto
a ponto (reta simples ou segmentada);
• Retângulo
(quatro lados automáticos); • Poligonal (vários segmentos conectados);
• Circular
ou em arco.
Essas variações atendem às diversas exigências projetuais,
desde composições ortogonais até geometrias curvas e formas livres.
Ao selecionar a ferramenta Wall, o usuário pode definir
diversas propriedades paramétricas que
determinam o comportamento e a representação da parede. Entre as principais
configurações disponíveis estão:
• Altura e altura base: define a altura
da parede e sua relação com os níveis do edifício (pavimentos superiores, lajes
etc.).
• Espessura: determina a largura da
parede, podendo variar conforme o tipo (simples, composta ou com camadas
diferenciadas).
• Justificação: permite escolher a linha
de referência da parede (eixo, lado interno, lado externo), o que influencia a
inserção e o comportamento ao conectar com outras paredes.
• Tipo de construção: o usuário pode
selecionar entre paredes genéricas, compostas ou complexas, com diferentes
camadas de materiais.
• Prioridade de interseção: sistema que controla como
sistema que
controla como as paredes se encontram nos cantos e cruzamentos, especialmente
em projetos com múltiplos tipos construtivos.
Essas propriedades podem ser definidas antes da inserção da
parede ou ajustadas posteriormente por meio do painel de edição.
Durante o desenho, o ArchiCAD oferece suporte à entrada precisa de coordenadas, à
utilização de ângulos pré-definidos e à criação de tangentes e arcos. O sistema
de “snap” inteligente facilita o alinhamento com outros elementos do projeto,
como pilares, eixos estruturais ou lajes.
Após a inserção, as paredes podem ser
facilmente editadas por meio de:
• Selecionar e arrastar pontos finais
para alterar sua extensão;
•
Modificar
a altura diretamente no campo de informações;
• Alterar o tipo ou material da parede em tempo real, sem a
necessidade de deletar e redesenhar.
O ArchiCAD também permite realizar operações de edição gráfica avançada, como unir,
estender, dividir e aparar paredes, o que oferece uma experiência de desenho
semelhante ao trabalho manual em CAD, mas com a inteligência adicional do BIM.
Além das paredes simples, o ArchiCAD permite o uso de paredes compostas, que são formadas por
múltiplas camadas com materiais distintos (por exemplo, alvenaria + isolante +
reboco). Essas camadas podem ser personalizadas quanto à espessura, material e
função (estrutura, acabamento, isolamento etc.), sendo úteis para representar
com mais fidelidade a composição construtiva do edifício.
Já as paredes
complexas (Complex Profiles) são definidas com perfis personalizados, que
podem incluir geometrias não retangulares, rebaixos, molduras ou combinações
especiais. Elas são criadas no Profile Manager e aplicadas em situações
específicas, como paredes com rodapés, sancas ou bases inclinadas.
O uso dessas paredes mais elaboradas é comum em projetos
executivos e em modelagens detalhadas, onde o objetivo é simular com precisão o
comportamento físico e a aparência do edifício.
As paredes no ArchiCAD interagem automaticamente com outros elementos do modelo. Quando um vão de porta ou janela é inserido, por exemplo, o programa realiza o recorte da parede de forma automática, mantendo a continuidade das camadas e a precisão das medidas. Essa característica evita erros de sobreposição ou
descontinuidade, comuns em softwares de desenho 2D.
Além disso, as paredes geram automaticamente suas
representações em plantas, cortes e
elevações, com base nas configurações gráficas definidas. Isso garante uma
documentação sincronizada com o modelo, reduzindo retrabalho e riscos de
inconsistência entre vistas.
O ArchiCAD também oferece ferramentas para extrair quantitativos e tabelas com informações
sobre as paredes modeladas, como metragem linear, área de superfície e volume,
auxiliando no orçamento e na gestão do projeto.
As ferramentas básicas de desenho de paredes no ArchiCAD
representam um dos pilares da modelagem arquitetônica no ambiente BIM. Através
de comandos intuitivos, propriedades paramétricas e integração com outros
elementos, a ferramenta Wall permite ao usuário criar representações
construtivas precisas, versáteis e alinhadas às exigências do projeto.
O domínio dessas funções, ainda que em nível introdutório,
proporciona ao arquiteto maior controle sobre o desenho, a documentação e a
qualidade da entrega. Compreender as diferentes possibilidades da ferramenta e
saber quando aplicar cada tipo de parede é uma etapa essencial na formação de
usuários competentes e produtivos dentro da lógica do ArchiCAD.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SOARES,
J. C. Modelagem Arquitetônica com
ArchiCAD: fundamentos e boas práticas. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
• SANTOS,
L. B. BIM na Prática: Processos e
Representações com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SILVA,
A. L. Ambientes Gráficos e Elementos
Construtivos no ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2020.
No ambiente de modelagem do ArchiCAD, as portas e janelas são componentes essenciais para a construção arquitetônica e para a definição espacial do projeto. Esses elementos não apenas cumprem funções construtivas e funcionais, mas também influenciam diretamente na composição estética, no conforto ambiental e na eficiência energética da edificação. O ArchiCAD oferece ferramentas específicas para inserção, edição e personalização desses elementos, respeitando os princípios da modelagem BIM,
nos quais cada
componente carrega dados geométricos e informacionais.
O domínio dessas ferramentas é fundamental para qualquer
usuário iniciante no ArchiCAD, pois permite agregar realismo, precisão e
coerência técnica ao modelo. O processo de inserção é intuitivo e visual, ao
passo que as configurações permitem adaptar cada item às especificações
construtivas do projeto.
As ferramentas Door
(porta) e Window (janela)
encontram-se disponíveis na Toolbox,
à esquerda da interface padrão do ArchiCAD. Ambas funcionam de forma
paramétrica e são associadas às paredes previamente modeladas no projeto. Isso
significa que portas e janelas não existem de forma independente no espaço
tridimensional: elas precisam ser inseridas em paredes, que passam a abrigar
esses vãos automaticamente.
Durante a inserção, o usuário define o lado de abertura (interno ou externo), a direção de abertura (direita ou esquerda) e a distância do vão em relação aos pontos de referência. O ArchiCAD fornece ainda um sistema de feedback visual e numérico que permite controlar a posição precisa do elemento, seja com auxílio de coordenadas, seja por alinhamento com outros objetos.
Antes ou após a inserção, portas e janelas podem ser
configuradas por meio do painel de
definições (Settings Dialog), onde é possível ajustar diversas
propriedades. As principais incluem:
• Dimensões: largura, altura, espessura
da folha, altura do peitoril (no caso de janelas) e elevação em relação ao
piso.
• Estilo e modelo: seleção do tipo de
esquadria (pivotante, de correr, de abrir, camarão, basculante, etc.), modelo
visual e materiais associados.
• Folhas e caixilhos: escolha de número
de folhas, tipo de abertura, presença de venezianas ou painéis fixos.
• Acabamento: definição de molduras,
alisares, soleiras, peitoris e outros elementos acessórios.
• Simbolismo gráfico: controle da
representação gráfica nos desenhos em planta, corte e elevação, como simbologia
de abertura, linha de referência e indicação de nome ou código.
Essas configurações permitem criar elementos realistas e
compatíveis com os sistemas construtivos locais, facilitando a posterior
documentação e detalhamento.
O ArchiCAD dispõe de uma biblioteca robusta de objetos paramétricos, entre os quais se encontram diversas tipologias de portas e janelas. Esses
elementos são chamados de GDL objects (Geometric Description
Language), o que significa que podem ser modificados em parâmetros como
forma, materiais, tamanho, modo de abertura, e até comportamento térmico e
acústico em versões mais avançadas.
A biblioteca pode ser expandida com objetos adicionais baixados da internet, criados pelo próprio usuário ou disponibilizados por fabricantes. Além disso, é possível salvar configurações personalizadas como Favorites (Favoritos), facilitando a reutilização de padrões ao longo de diferentes projetos.
Uma das principais vantagens do ArchiCAD é o caráter visual e responsivo de suas
ferramentas. Durante a inserção de portas e janelas, o usuário pode:
• Utilizar
o sistema de “snap” para alinhar com eixos ou pontos de referência;
• Observar
a pré-visualização do elemento e seu encaixe automático na parede;
• Usar
a rotação dinâmica para ajustar a
direção de abertura com poucos cliques;
• Reposicionar
o elemento diretamente no modelo 3D ou na planta, com atualizações automáticas
nas demais vistas (cortes, elevações, etc.).
Após a inserção, é possível editar a posição do vão,
substituir o modelo da esquadria, ajustar materiais ou duplicar o elemento com
as mesmas configurações. O ArchiCAD também atualiza automaticamente a representação gráfica em todas as
vistas relacionadas, o que garante consistência na documentação.
Além da modelagem geométrica, o ArchiCAD trata portas e
janelas como elementos informacionais.
Isso permite gerar etiquetas (labels), quadros de esquadrias, planilhas e
tabelas com dados como:
• Dimensões
e tipo de cada esquadria;
• Material
de fabricação;
• Localização
no projeto (pavimento, ambiente);
• Quantidade
e código de identificação.
Tais informações são extraídas automaticamente do modelo,
mantendo-se atualizadas sempre que um elemento for modificado. Essa
funcionalidade é essencial para o BIM 5D,
que envolve a gestão de custos e materiais a partir do modelo tridimensional.
Além disso, a correta classificação e codificação das portas
e janelas facilita a comunicação com fornecedores, construtores e engenheiros,
sendo parte integrante do processo de compatibilização e orçamento.
A inserção e configuração de portas e janelas no ArchiCAD é um processo fundamental para a construção do modelo arquitetônico. Essas
ferramentas combinam a facilidade da operação gráfica com o poder do controle
paramétrico, resultando em modelos ricos em informação, coerentes graficamente
e compatíveis com as exigências da construção civil contemporânea.
Dominar essas funções básicas é um passo decisivo na formação
de profissionais que desejam utilizar o ArchiCAD dentro da lógica BIM. A
flexibilidade, a precisão e a automatização que o software oferece para o
gerenciamento de esquadrias são apenas alguns exemplos de como a tecnologia
pode servir à prática arquitetônica com inteligência, economia e
confiabilidade.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. BIM Aplicado à Arquitetura com
ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Modelagem Arquitetônica com
ArchiCAD: fundamentos e boas práticas. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
• SILVA, A. L. Documentação e Especificação Técnica com ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2020.
O ArchiCAD é uma das plataformas mais consolidadas no
universo BIM (Building Information
Modeling), sendo amplamente adotado por profissionais da arquitetura e da
construção civil. Um dos recursos centrais que diferenciam o ArchiCAD de
softwares tradicionais de desenho 2D é sua capacidade de manipular elementos
construtivos de forma paramétrica,
ou seja, com base em variáveis configuráveis que definem suas dimensões,
comportamentos e propriedades visuais e técnicas.
Os ajustes
paramétricos permitem que o usuário crie, edite e gerencie elementos como
paredes, portas, janelas, lajes, coberturas, pilares e escadas com precisão e
flexibilidade. Ao compreender esses ajustes, o profissional desenvolve modelos
mais ricos em informação, fáceis de modificar e compatíveis com os requisitos
de um projeto colaborativo e coordenado.
A parametrização consiste na definição de valores numéricos ou opções pré-configuradas que determinam as características de um elemento. Diferente do desenho estático, no qual cada alteração requer redesenho manual, os elementos paramétricos do ArchiCAD se comportam como objetos inteligentes. Cada modificação em
suas propriedades se
reflete automaticamente em todas as vistas (plantas, cortes, elevações e
modelos 3D).
Por exemplo, ao alterar a altura de uma parede, essa mudança se propaga para o corte, o modelo tridimensional e até para as tabelas quantitativas associadas. Esse comportamento reduz significativamente o retrabalho e aumenta a confiabilidade das informações do projeto.
Cada tipo de elemento possui seu conjunto específico de
parâmetros. A seguir, destacam-se os principais ajustes disponíveis nos
elementos mais utilizados:
Paredes (Walls):
• Altura
total e altura base em relação ao piso;
• Espessura;
• Justificação
(linha de referência: centro, lado interno ou externo);
• Tipo
de parede (simples, composta ou perfil complexo);
• Prioridade
de interseção com outros elementos;
• Camadas
materiais com diferentes funções (estrutura, isolamento, acabamento).
Portas e Janelas:
• Dimensões
(largura, altura, profundidade do marco);
• Tipologia
(de abrir, correr, pivotante, basculante etc.);
• Materiais
dos caixilhos e vidros;
• Nível
de detalhamento gráfico em planta e corte;
• Sentido
de abertura e alinhamento com a parede.
Lajes (Slabs):
• Espessura
e altura em relação ao piso;
• Inclinação
(em um ou mais eixos);
• Tipo
de contorno (reta, curva, poligonal);
• Camadas
compostas com diferentes materiais;
• Perfis
personalizados para situações específicas.
Coberturas (Roofs):
• Tipo
(reta, inclinada, em arco);
• Inclinação
em graus ou percentual;
• Sobreposição
e interseção com outros elementos;
• Estrutura
interna (tesouras, vigas, telhas);
• Projeção
em balanço.
Pilares e Vigas (Columns & Beams):
• Altura,
largura e profundidade;
• Posição
relativa ao nível do piso;
• Perfil
transversal (retangular, circular, personalizado);
• Material
e classificação estrutural;
• Interação
automática com lajes, paredes e coberturas.
Esses parâmetros podem ser ajustados individualmente ou
aplicados em série a vários elementos simultaneamente. O ArchiCAD também
permite salvar conjuntos de configurações como favoritos (Favorites), facilitando a reutilização em projetos
futuros.
Os ajustes paramétricos no ArchiCAD proporcionam uma série de
vantagens ao longo do ciclo de vida do projeto:
1. Agilidade nas modificações: mudanças
dimensionais e funcionais podem ser feitas com poucos cliques, mantendo a
integridade do modelo.
2. Consistência nas representações: como
todas as vistas estão vinculadas ao mesmo objeto, evita-se divergência entre
planta, corte e elevação.
3. Redução de erros: menos manipulação
manual significa menos possibilidade de erro humano na documentação.
4. Personalização de elementos construtivos:
o arquiteto pode adaptar facilmente os elementos às exigências normativas,
construtivas e estéticas do projeto.
5. Compatibilidade com processos colaborativos:
os parâmetros definidos são legíveis por outros softwares BIM via IFC,
facilitando a integração entre disciplinas (estrutura, hidráulica, elétrica,
etc.).
6. Análises quantitativas e qualitativas
automáticas: os elementos paramétricos alimentam tabelas e relatórios de
forma automática, auxiliando no orçamento e na gestão de materiais.
Os ajustes paramétricos são feitos, em geral, por meio da janela de configurações (Settings Dialog)
de cada elemento, onde o usuário encontra abas específicas para:
• Dimensões
e geometria;
• Materiais
e superfícies;
• Representação
gráfica;
• Dados
adicionais (classificação, ID, descrição);
• Configurações
específicas do tipo de elemento.
Além disso, o ArchiCAD oferece ferramentas gráficas para
edição direta dos parâmetros, como alças de modificação, rotação, estiramento e
alteração de perfis. Isso torna o processo mais visual e acessível,
especialmente para iniciantes.
No contexto do BIM
colaborativo, os parâmetros dos elementos construtivos cumprem uma função
adicional: são traduzíveis e
interpretáveis por outras plataformas. Ao exportar o modelo para o formato IFC (Industry Foundation Classes), os
dados paramétricos são mantidos, permitindo a leitura por softwares de cálculo
estrutural, instalações prediais, planejamento de obra e simulações
energéticas.
Isso reforça a importância de parametrizar corretamente
os elementos desde o início do projeto, garantindo a integridade informacional
do modelo e seu aproveitamento ao longo de todas as etapas da construção.
Os ajustes paramétricos dos elementos construtivos no ArchiCAD são uma das bases do trabalho com modelagem da informação. Eles garantem
flexibilidade, precisão e integração ao processo projetual, permitindo
que o modelo seja não apenas uma representação geométrica, mas também um banco
de dados técnico e construtivo.
Ao dominar esses ajustes, o arquiteto ganha autonomia, reduz
retrabalhos e se capacita para atuar de forma compatível com os desafios e
exigências da indústria da construção digital. Assim, a parametrização deixa de
ser uma mera configuração técnica e passa a ser uma estratégia de projeto.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. BIM para Arquitetos: Modelagem com
ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
• SILVA,
A. L. Práticas Paramétricas em Projetos
Arquitetônicos com ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2020.
• SOARES,
J. C. Modelagem da Informação da
Construção:
Aplicações com ArchiCAD. São Paulo:
Oficina de Textos, 2022.
O ArchiCAD, enquanto plataforma de modelagem da informação da
construção (BIM), oferece ferramentas específicas e altamente versáteis para a
criação de elementos estruturais e arquitetônicos fundamentais, como pisos e lajes. Estes componentes não apenas sustentam a edificação, mas
também organizam sua distribuição espacial em níveis e pavimentos. A correta
modelagem de pisos e lajes é essencial para garantir a precisão geométrica, a
coerência da documentação técnica e a integração com demais elementos construtivos.
Neste contexto, o ArchiCAD disponibiliza a ferramenta Slab (Laje), que permite a criação de
lajes planas ou inclinadas, com contornos personalizados e propriedades
paramétricas. Além disso, essa ferramenta também pode ser utilizada para
representar pisos internos ou variações de acabamento, conforme o detalhamento
exigido em cada fase do projeto.
A ferramenta Slab está localizada na Toolbox do ArchiCAD, sendo uma das ferramentas de modelagem
fundamentais. Sua função principal é permitir a criação de elementos horizontais de base, como lajes estruturais, pisos
acabados ou plataformas de concreto, podendo ser utilizados tanto em ambientes
internos quanto externos.
Ao ativar a ferramenta, o usuário pode
desenhar lajes de diferentes formas geométricas, por meio de métodos como:
• Polígono
por pontos (forma livre);
• Retângulo
automático;
• Laje
com furos internos (para escadas, elevadores, caixas de luz etc.);
• Segmentos
curvos ou mistos.
Essa flexibilidade geométrica permite que a laje se adapte a
diferentes contextos arquitetônicos, como edificações ortogonais, orgânicas ou
em terrenos com desníveis acentuados.
Após a criação ou durante o processo de modelagem, a laje
pode ser configurada de forma precisa, com base em diversos parâmetros editáveis, entre os quais se
destacam:
• Espessura: valor fixo ou variável,
determinado em função da estrutura do edifício e dos materiais utilizados.
• Altura em relação ao piso: posição
vertical da laje dentro do nível de referência do pavimento.
• Inclinação: permite a criação de lajes
inclinadas ou rampas, por meio da definição de planos inclinados ou elevação de
vértices individuais.
• Contorno: ajustável por edição gráfica
ou numérica, com possibilidade de criar recortes, extensões e junções com
outros elementos.
• Composição: definição de camadas com
diferentes funções e materiais (estrutura, isolamento, contrapiso,
revestimento, etc.).
• Prioridade de interseção: configuração
que determina como a laje se conecta a paredes, vigas e outros elementos
adjacentes.
Essas configurações fazem parte do sistema paramétrico do
ArchiCAD, o que significa que, ao modificar qualquer propriedade, todas as
vistas relacionadas (planta, corte, 3D, quantitativos) são atualizadas
automaticamente.
Além das lajes estruturais, a ferramenta Slab também pode ser
utilizada para representar pisos
internos com diferentes acabamentos, desníveis ou áreas delimitadas por
materiais distintos. Nesses casos, recomenda-se o uso de lajes finas ou com
composições específicas para pisos, como cerâmica, madeira, vinílico, entre
outros.
O uso da ferramenta Slab para pisos
possibilita:
• Criação
de áreas com diferentes elevações (platôs, degraus, áreas molhadas);
• Separação
de ambientes por tipo de revestimento;
• Simulação
de espessuras de contrapiso ou camadas de isolamento térmico e acústico;
• Aplicação
de materiais e superfícies para renderização e apresentação ao cliente.
A modelagem adequada dos pisos contribui para a clareza dos desenhos
técnicos, para a obtenção de quantitativos e para o detalhamento
executivo.
A ferramenta Slab oferece diversos recursos gráficos que facilitam a edição direta da geometria no
ambiente 2D ou 3D. O usuário pode:
• Ajustar
vértices e segmentos do contorno da laje;
• Adicionar
ou remover furos;
• Estender
ou aparar a laje em contato com outros elementos;
• Rotacionar,
espelhar ou duplicar a geometria;
• Ajustar
vértices em diferentes alturas para criar planos inclinados.
Essas funcionalidades tornam o trabalho com lajes e pisos no
ArchiCAD dinâmico e adaptável às demandas do projeto, desde as fases iniciais
até os ajustes de compatibilização com estrutura, instalações ou interiores.
Além disso, as lajes interagem automaticamente com elementos
como paredes e pilares, gerando
encontros limpos e corretos conforme a prioridade dos materiais e a
configuração dos elementos.
Como todo elemento paramétrico no ArchiCAD, as lajes e pisos
modelados com a ferramenta Slab podem ser incluídos automaticamente em:
• Plantas baixas e cortes, com exibição
controlada por camada e escala;
• Tabelas de quantitativos, com
informações de área, volume, material e localização;
• Listagens BIM, exportadas em formatos
como IFC, XLS ou PDF para uso em orçamentos, especificações ou controle de
obra.
A extração de dados contribui para a conformidade com os
processos BIM 4D e 5D, integrando o
modelo às dimensões de tempo (planejamento) e custo (orçamento).
As ferramentas para modelagem de pisos e lajes no ArchiCAD
são parte essencial do fluxo de trabalho arquitetônico e estrutural. Com a
ferramenta Slab, o usuário pode criar elementos precisos, adaptáveis e
informativamente ricos, alinhados às exigências da construção digital
contemporânea.
A capacidade de controlar geometria, composição e atributos
informacionais dos pisos e lajes proporciona vantagens em todas as etapas do
projeto: concepção, compatibilização, documentação e gerenciamento. Dominar
essas ferramentas é, portanto, um passo fundamental para o uso eficiente do
ArchiCAD em ambientes colaborativos e integrados à metodologia BIM.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN, C. et al. BIM Handbook: A Guide to Building
Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. BIM na Prática com ArchiCAD:
processos e representações. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SILVA,
A. L. Modelagem Arquitetônica Paramétrica
com ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2021.
• SOARES,
J. C. Documentação Técnica e Elementos
Estruturais no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2020.
O ArchiCAD, enquanto plataforma de modelagem da informação da
construção (BIM), oferece ao arquiteto e ao projetista um conjunto robusto de
ferramentas para o controle geométrico e paramétrico dos elementos do modelo.
Entre os aspectos fundamentais que garantem precisão e adaptabilidade ao
projeto, destacam-se as modificações de
espessura e contornos em elementos construtivos como lajes, pisos, paredes
e coberturas. Esses ajustes são essenciais para representar soluções
arquitetônicas específicas, responder a demandas técnicas do projeto e garantir
a compatibilidade entre componentes.
Neste contexto, entender como alterar a espessura e o
contorno dos elementos não é apenas uma habilidade técnica, mas um requisito
para assegurar a coerência espacial, a qualidade da documentação e a eficiência
do processo de compatibilização.
A espessura é uma característica paramétrica dos elementos
construtivos no ArchiCAD. Cada laje, parede ou cobertura possui um valor
numérico de espessura que define seu volume tridimensional. Esta espessura
influencia diretamente:
• A
representação gráfica dos elementos em planta e corte;
• A
modelagem precisa da estrutura;
• A
simulação térmica, acústica e de desempenho físico do edifício;
• A
extração de quantitativos e cálculo de volumes.
Ao inserir um novo elemento, o ArchiCAD utiliza uma espessura
padrão associada ao tipo de construção ou ao material. No entanto, o usuário
pode modificar esse valor a qualquer momento no painel de definições (Settings Dialog) ou por meio da barra de informações contextuais (Info Box).
Para lajes, por exemplo, é possível definir espessuras
diferentes de acordo com a função (estrutura, contrapiso, revestimento), bem
como para paredes internas e externas com ou sem elementos compostos. No caso
das coberturas, a espessura pode ser variável em função da inclinação e dos
materiais utilizados.
O contorno de um elemento no ArchiCAD define sua geometria
bidimensional no plano de inserção. Trata-se da forma que o elemento assume em
planta antes de adquirir volume, e é essencial para:
• Adaptar
a geometria
a recortes,
curvas ou interferências
arquitetônicas;
• Representar
recuos, nichos ou vãos técnicos;
• Criar
formas personalizadas, como platôs, varandas ou extensões.
O ArchiCAD permite que o contorno seja
definido por diferentes métodos de desenho, como:
• Inserção
ponto a ponto (poligonal);
• Formas
retangulares ou circulares automáticas;
• Arcos
e segmentos mistos;
• Inserção
com furos internos (para escadas, elevadores, caixas técnicas etc.).
Após a criação, o contorno pode ser modificado diretamente com ferramentas gráficas de edição. É possível mover vértices, adicionar novos pontos, excluir segmentos ou ajustar curvas com precisão. Essa flexibilidade é essencial para responder a alterações de projeto, ajustes estruturais ou exigências do cliente.
No ArchiCAD, as ferramentas
gráficas de edição tornam as modificações intuitivas e eficientes. Os
principais recursos incluem:
• Seleção e estiramento: permite alterar
a espessura ou a forma dos elementos ao arrastar os limites em planta ou corte.
• Edição de vértices: cada ponto do
contorno pode ser reposicionado individualmente, permitindo ajustes finos.
• Operações booleanas: através de
comandos como unir, subtrair e interseccionar, é possível combinar ou recortar
elementos para alterar seus contornos.
• Ajuste de planos inclinados: no caso de
lajes, é possível editar a altura dos vértices, criando superfícies inclinadas
ou rampas.
Esses recursos permitem que a modelagem acompanhe a
complexidade crescente dos projetos sem perda de precisão ou controle gráfico.
Cada modificação feita é refletida automaticamente nas representações 2D e 3D,
promovendo a consistência do modelo.
Modificações de espessura e contorno impactam diretamente a
forma como os elementos interagem entre si. Uma parede com espessura alterada
pode modificar sua interseção com lajes e coberturas, assim como uma laje
recortada pode influenciar a localização de escadas e shafts.
O ArchiCAD utiliza um sistema de prioridades de materiais para determinar
como esses elementos se
encontram, baseando-se nas camadas construtivas. A correta definição da
espessura e do contorno garante:
• União
adequada entre componentes estruturais e arquitetônicos;
• Evitação
de sobreposições ou lacunas visuais;
• Clareza
na documentação e nos desenhos executivos.
Esses aspectos são especialmente importantes em ambientes BIM
colaborativos, nos quais os modelos precisam ser integrados com projetos
complementares, como estrutura, instalações hidráulicas e elétricas.
As alterações de espessura e contorno não afetam apenas o
modelo tridimensional, mas também a documentação
técnica e os relatórios
quantitativos. Um piso com espessura modificada reflete-se automaticamente
no volume total de concreto, no detalhamento das pranchas e nos quadros de
materiais.
Além disso, ao gerar listas
interativas (Interactive Schedules), o ArchiCAD contabiliza as áreas e
volumes com base na geometria real dos elementos, considerando os contornos
definidos e as espessuras aplicadas. Isso resulta em:
• Estimativas
mais precisas de materiais;
• Compatibilidade
com orçamentos e cronogramas de obra;
• Redução
de perdas e retrabalhos na execução.
Portanto, o domínio das ferramentas de modificação de
espessura e contorno não é apenas uma questão gráfica, mas uma competência
estratégica no contexto da modelagem informacional.
A possibilidade de ajustar espessuras e contornos de forma
precisa e dinâmica é uma das grandes vantagens da modelagem no ArchiCAD. Esses
recursos permitem adaptar os elementos construtivos às exigências do projeto,
garantir a fidelidade geométrica do modelo e manter a coerência informacional
ao longo de todas as fases da obra.
Mais do que comandos técnicos, esses ajustes são ferramentas de controle e decisão dentro do processo arquitetônico. Sua correta aplicação contribui para uma modelagem mais realista, eficiente e integrada aos padrões da construção digital contemporânea.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SILVA,
A. L. Modelagem Paramétrica e Geometria
no ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2021.
• SOARES, J.
C. Práticas Profissionais com
ArchiCAD: Fluxos de Projeto. São Paulo: Oficina de Textos, 2022.
• SANTOS,
L. B. BIM na Arquitetura: fundamentos
técnicos com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2020.
As coberturas são elementos essenciais da arquitetura e da
construção civil, desempenhando funções fundamentais como proteção contra
intempéries, isolamento térmico e contribuição estética ao conjunto edificado.
No contexto da modelagem da informação da construção (BIM), o ArchiCAD oferece
ferramentas especializadas para a criação de coberturas inclinadas e planas, permitindo ao projetista trabalhar
com precisão, controle paramétrico e integração com os demais elementos do
projeto.
Com a ferramenta Roof
(Cobertura), o ArchiCAD possibilita a modelagem de telhados simples e
complexos, adaptando-se às mais diversas necessidades arquitetônicas e
estruturais. A representação pode variar desde coberturas planas com uso
técnico até telhados inclinados compostos por múltiplas águas e elementos
estruturais visíveis.
A ferramenta Roof está localizada na Toolbox do ArchiCAD e permite criar coberturas com diferentes
geometrias e inclinações. O elemento de cobertura é paramétrico e integrado ao
modelo, ou seja, suas propriedades podem ser ajustadas a qualquer momento e
interagem com outros componentes, como paredes, lajes, vigas e pilares.
O ArchiCAD oferece dois métodos principais
de criação de coberturas:
1. Coberturas planas, geralmente
utilizadas em projetos contemporâneos ou edifícios comerciais;
2. Coberturas inclinadas, mais comuns em
residências e projetos com telhado aparente.
Ambos os métodos compartilham a lógica paramétrica de
modelagem, o que significa que o usuário pode ajustar a geometria, inclinação,
espessura, material e estrutura de forma integrada e flexível.
Coberturas planas são definidas como aquelas com inclinação
reduzida, geralmente inferior a 5%, e podem ser acessíveis ou não, dependendo
da função do edifício. São comuns em edifícios modernos, industriais,
institucionais ou multifamiliares, especialmente onde há interesse em criar
áreas técnicas ou de lazer sobre a edificação.
No ArchiCAD, uma cobertura plana pode ser modelada utilizando a ferramenta Roof com inclinação mínima ou, alternativamente, com a ferramenta Slab (Laje), caso não haja necessidade de
estrutura específica de telhado.
As principais configurações de uma
cobertura plana incluem:
• Espessura da cobertura: pode incluir
camadas como estrutura, isolamento térmico e impermeabilização;
• Inclinação mínima para escoamento:
configurável por meio do ajuste de altura dos vértices;
• Contorno livre: permite criar áreas
técnicas, recuos e perímetros personalizados;
• Aplicação de materiais: utilizados para
simulações térmicas ou representações gráficas realistas.
Coberturas planas podem ser detalhadas com elementos
adicionais como ralos, calhas, platibandas e guarda-corpos, compondo sistemas
funcionais e seguros.
As coberturas inclinadas são associadas a tipologias mais
tradicionais, especialmente em climas chuvosos, onde a inclinação favorece o
escoamento de água. No ArchiCAD, essas coberturas são modeladas por meio da
ferramenta Roof, com a possibilidade de definir:
• Inclinação (pitch): em graus ou
porcentagem;
• Geometria do telhado: número de águas,
conexões com outras águas, recortes e extensões;
• Perfil das águas: simétricas ou
assimétricas, conforme o projeto;
• Espessura e composição: incluindo
telha, forro, estrutura de apoio e isolamento.
A cobertura inclinada pode ser criada como um elemento único (singlepitch) ou por múltiplas águas, utilizando comandos de
união e interseção automáticas. O ArchiCAD gera a geometria tridimensional de
forma precisa, com projeção dos beirais, encontros de cumeeiras e recortes
automáticos em paredes, lajes ou vigas.
Após a criação, tanto as coberturas planas quanto inclinadas
podem ser editadas com os mesmos recursos gráficos de outros elementos do
ArchiCAD. O usuário pode:
• Modificar
o contorno por pontos;
• Ajustar
a inclinação de forma gráfica;
• Adicionar
aberturas (claraboias, lanternins, dutos);
• Alterar
os materiais e camadas compostas;
• Conectar
automaticamente o telhado às paredes (usando o comando "Trim to
Roof/Shell").
Além disso, é possível visualizar a cobertura em cortes e
elevações com representação gráfica controlada por escala e conjunto de penas,
mantendo a fidelidade técnica nos desenhos executivos.
Em um modelo BIM, a cobertura não é apenas uma geometria: ela é um elemento
informacional que carrega dados relevantes para o projeto, como:
• Classificação
por tipo de elemento (roofing systems);
• Materiais
utilizados (comportamento térmico, estrutural, acústico);
• Quantitativos
de área e volume;
• Função
no sistema construtivo (proteção, acessibilidade, eficiência energética).
Essas informações podem ser extraídas para tabelas,
exportadas para formatos como IFC, e utilizadas em simulações e planejamento de
obra. A correta modelagem das coberturas permite maior confiabilidade nos
dados, integração com disciplinas complementares e melhor desempenho do
edifício projetado.
A criação de coberturas inclinadas e planas no ArchiCAD é uma
etapa fundamental da modelagem arquitetônica. Combinando controle geométrico,
parâmetros informacionais e integração com os demais elementos do modelo, a
ferramenta Roof oferece aos profissionais um meio eficaz de representar
fielmente os sistemas de cobertura da edificação.
O domínio dos recursos básicos e intermediários dessa
ferramenta contribui para o desenvolvimento de projetos mais precisos,
compatíveis com as exigências normativas e alinhados à lógica de coordenação
BIM. Assim, a cobertura deixa de ser um mero elemento gráfico e passa a
desempenhar um papel ativo na organização e no desempenho global da construção.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
SANTOS, L. B. Coberturas Arquitetônicas e Modelagem BIM
com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2022.
• SOARES,
J. C. Elementos Arquitetônicos e Técnicos
no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
• SILVA,
A. L. BIM para Arquitetura: prática com
coberturas e estruturas. São Paulo: Érica, 2020.
A escada é um dos elementos arquitetônicos mais antigos e simbólicos da história da construção. Além de sua função prática de conectar diferentes níveis de uma edificação, a escada possui papel relevante na composição espacial, na acessibilidade e na segurança do ambiente construído. No contexto da modelagem da informação da construção (BIM), o ArchiCAD oferece uma ferramenta específica para a criação de escadas com configuração
paramétrica, representação gráfica precisa e
compatibilidade com os demais elementos do projeto.
A ferramenta Stair
(Escada) está disponível na Toolbox do ArchiCAD e foi reformulada a partir
da versão 21, passando a oferecer um sistema
de modelagem flexível e inteligente, baseado em regras. O usuário pode
criar escadas por meio de presets (modelos pré-configurados) ou de forma
personalizada, utilizando um editor gráfico integrado e altamente visual.
Ao ser inserida no projeto, a escada passa a fazer parte do
modelo tridimensional e se conecta automaticamente com os pavimentos, lajes e
paredes, atualizando cortes, elevações e vistas em tempo real. A escada no
ArchiCAD não é um objeto genérico, mas sim um componente BIM paramétrico, dotado de propriedades geométricas,
estruturais e normativas.
O ArchiCAD permite a modelagem de uma ampla variedade de
escadas, adaptando-se aos diferentes contextos arquitetônicos e soluções
projetuais. Entre os tipos mais comuns estão:
• Escada reta: desenvolvida em uma única
direção, com ou sem patamar intermediário. É a mais simples de modelar e a mais
comum em residências e edifícios comerciais.
Escada em “L” (com
ângulo de 90°): possui um patamar ou lance perpendicular, ideal para
aproveitamento de espaço em áreas menores.
• Escada em “U” (duplo retorno): composta
por dois patamares e três lances, oferece melhor distribuição de esforço e
compacidade, sendo frequentemente usada em edifícios de múltiplos pavimentos.
• Escada curva ou helicoidal: com
geometria circular, pode ser estética e funcional, embora exija maior precisão
no cálculo e na representação.
• Escada mista ou irregular: permite a
combinação de diferentes segmentos, patamares angulados e larguras variáveis,
adaptando-se a soluções arquitetônicas mais complexas.
Todos esses tipos podem ser desenvolvidos com base em
parâmetros personalizáveis, como número de degraus, altura de piso a piso,
largura útil, espessura da estrutura e tipo de guarda-corpo.
Ao inserir uma escada no ArchiCAD, é fundamental observar não
apenas os aspectos formais, mas também os critérios
técnicos e normativos, que garantem sua funcionalidade, conforto e
segurança. Os principais critérios incluem:
• Altura entre pavimentos (pé-direito): define o desnível total a ser vencido pela escada e
influencia o número de
degraus e patamares necessários.
• Altura do espelho (contrapiso de um degrau
até o outro): deve respeitar limites mínimos e máximos estabelecidos por
normas, como a NBR 9050 e a NBR 9077.
• Profundidade do piso (pisada):
interfere diretamente no conforto ao caminhar e deve ser proporcional à altura
do espelho.
• Inclinação máxima permitida: deve
equilibrar acessibilidade e espaço ocupado. Escadas muito inclinadas
comprometem a segurança.
• Largura mínima da escada: depende do
tipo de uso (residencial, público, institucional), sendo regulamentada por
normas de acessibilidade e segurança contra incêndio.
Presença e dimensão
de patamares: exigidos para escadas com grandes desníveis ou mudanças de
direção, garantindo conforto e fluidez no trajeto.
O ArchiCAD possui um verificador
automático de regras (Rules-Based Design) que alerta o usuário quando um
parâmetro está em desacordo com as diretrizes estabelecidas. Isso facilita o
atendimento às normas técnicas sem a necessidade de cálculos externos.
Após inserida, a escada pode ser totalmente personalizada por meio do Stair Tool Editor, um ambiente gráfico
integrado ao ArchiCAD. Nesse editor, o usuário pode modificar:
• Forma
e dimensão dos degraus;
• Curvaturas
e ângulos;
• Espessura
da estrutura e material dos acabamentos;
• Largura,
extensão e altura de guarda-corpos;
• Simbolismo
gráfico da escada em planta e corte.
A edição é responsiva, ou seja, alterações feitas no modelo
2D são refletidas automaticamente na vista 3D, e vice-versa. Isso permite um
fluxo de trabalho contínuo e coerente entre a concepção, o detalhamento e a
documentação.
Além disso, a ferramenta permite salvar modelos como Favorites (Favoritos), facilitando a
reutilização de escadas padronizadas em outros projetos.
A escada modelada no ArchiCAD carrega não apenas a geometria
tridimensional, mas também informações
técnicas e classificações BIM. Isso inclui:
• Altura
total e parcial;
• Número
de degraus;
• Tipo
de estrutura (concreto, metálica, madeira);
Localização no pavimento e relação com outras áreas;
• Classificação
IFC (para exportação e interoperabilidade).
Esses dados são essenciais para a geração de quantitativos, relatórios e simulações dentro do ambiente BIM. Ao exportar para o formato IFC, a escada mantém suas
propriedades e pode ser lida por softwares complementares (como simulação de
acessibilidade, fluxo de pessoas, ou cálculo estrutural).
As escadas no ArchiCAD são elementos altamente
parametrizáveis, que unem funcionalidade, representação técnica e
compatibilidade com o processo BIM. Com uma ferramenta dedicada e um editor
inteligente, o usuário tem liberdade para criar escadas simples ou complexas
com segurança, respeitando critérios técnicos, normativos e estéticos.
Dominar os diferentes tipos de escada e os critérios de
inserção é fundamental para o desenvolvimento de projetos mais completos,
coerentes e compatíveis com as exigências da prática profissional
contemporânea.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• ABNT.
NBR 9050: Acessibilidade a edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
• ABNT.
NBR 9077: Saídas de emergência em
edifícios. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
• SANTOS,
L. B. Elementos Circulatórios e Escadas
em Modelagem BIM com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
• SILVA,
A. L. Projeto Arquitetônico e
Representação de Escadas com ArchiCAD. São Paulo: Érica, 2020.
A rampa é um elemento arquitetônico essencial para garantir
acessibilidade, fluidez de circulação e superação de desníveis entre pavimentos
em edificações. Além de atender exigências normativas, como as da NBR
9050/2020, as rampas desempenham papel importante na composição espacial e no
projeto de edificações públicas, comerciais e residenciais. No contexto da
modelagem da informação da construção (BIM), o ArchiCAD oferece uma ferramenta
específica e parametrizável para a criação e edição de rampas de maneira
precisa, integrada e conforme os padrões técnicos.
Diferentemente de escadas e coberturas, que possuem ferramentas próprias nomeadas, o ArchiCAD permite a criação de rampas por meio da ferramenta Stair (Escada), adaptando suas configurações de inclinação, espelho e pisada, ou ainda por meio da ferramenta Slab (Laje), ajustando manualmente os vértices para simular o plano inclinado. No
entanto, a partir
das versões mais recentes, o ArchiCAD passou a incorporar recursos dedicados
para rampas no ambiente de modelagem da Stair
Tool, com perfis inclinados e lances contínuos sem degraus.
A modelagem de rampas no ArchiCAD é,
portanto, versátil e permite abordagens distintas, conforme o grau de
detalhamento desejado:
• Uso da
ferramenta Stair em modo "Ramp", com ajuste de perfil;
• Modelagem com perfis complexos para rampas especiais, por meio do
Profile Manager.
A correta inserção de rampas no ArchiCAD deve considerar
aspectos técnicos e normativos para garantir funcionalidade e acessibilidade.
Os principais critérios incluem:
Inclinação máxima:
conforme a norma ABNT NBR 9050, rampas devem ter inclinações que variam de 5% a
8,33%, dependendo do percurso e da edificação;
• Largura mínima: determinada pela
categoria de uso (pública, residencial, institucional), geralmente não inferior
a 1,20 m para circulação universal;
• Pisos e patamares: rampas longas exigem
patamares intermediários a cada 9 metros, conforme exigido pela legislação;
• Guarda-corpos e corrimãos: obrigatórios
para rampas com desnível superior a 19 cm, devem ser modelados com a ferramenta
Railing do ArchiCAD;
• Textura e contraste: características
importantes para segurança de usuários com deficiência visual, que podem ser
indicadas graficamente.
Esses parâmetros podem ser ajustados diretamente no painel de
propriedades da rampa, garantindo conformidade técnica desde a modelagem
inicial.
Para modelar rampas com a ferramenta Stair, o usuário deve
seguir os seguintes passos básicos:
1. Selecionar
a ferramenta Stair na Toolbox;
2. No
painel de configuração, escolher o tipo de escada sem degraus (modo rampa);
3. Definir
o desnível total a ser vencido (altura entre pavimentos);
4. Ajustar
a inclinação, largura e tipo de lance;
5. Inserir
a rampa por meio de cliques no espaço de trabalho, com base nos eixos
definidos;
6. Aplicar
edições gráficas conforme necessário.
O ArchiCAD, nesse processo, calcula automaticamente o
comprimento da rampa com base na inclinação estabelecida, oferecendo um modelo
compatível com os demais elementos do projeto.
Outra abordagem bastante
utilizada para rampas simples é o
uso da ferramenta Slab (Laje), com ajuste manual dos pontos de altura para
criar planos inclinados. Esse método é indicado em situações de menor
complexidade ou quando se deseja maior controle geométrico.
O processo consiste em:
1. Inserir
uma laje com contorno correspondente ao percurso da rampa;
2. Acessar
a ferramenta "Editar Vértices";
3. Atribuir
diferentes alturas a cada ponto (z-coordinate) para gerar a inclinação; 4. Verificar
o resultado na vista 3D e ajustar a inclinação conforme necessário.
Apesar de mais manual, essa técnica permite criar rampas com
geometrias irregulares ou em terrenos com inclinações variáveis, sendo útil em
projetos de urbanismo, acessos externos ou paisagismo.
Edições básicas e personalização
Após a inserção, a rampa pode ser editada de diversas
maneiras:
• Ajuste de largura e inclinação;
• Modificação de materiais e camadas
construtivas;
• Adição de patamares intermediários;
• Vinculação da rampa a elementos como pisos,
muros ou platôs.
O ArchiCAD permite ainda a visualização simultânea em planta,
corte e 3D, facilitando o entendimento do comportamento espacial da rampa e sua
integração ao conjunto arquitetônico. A ferramenta também gera as simbologias
automaticamente, incluindo setas de sentido e representação do plano inclinado,
que podem ser ajustadas conforme o padrão gráfico adotado.
A modelagem de rampas no ArchiCAD é uma tarefa fundamental
para a elaboração de projetos acessíveis, normatizados e esteticamente
coerentes. Seja por meio da ferramenta Stair ou da ferramenta Slab, o software
oferece ao projetista um conjunto de recursos que garantem controle geométrico,
integração com o modelo e facilidade de documentação.
Ao dominar as edições básicas da ferramenta de rampas, o
usuário amplia sua capacidade de propor soluções eficientes para transição
entre níveis, garantindo segurança, conforto e compatibilidade com as
diretrizes do projeto inclusivo. Em um ambiente BIM, a rampa não é apenas um
elemento geométrico, mas também informacional, contribuindo para o desempenho
global da edificação e para sua conformidade técnica.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• ABNT. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS,
L. B. Modelagem BIM Aplicada à
Acessibilidade com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC, 2021.
• SOARES,
J. C. Elementos Arquitetônicos e
Circulações Verticais no ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2022.
O guarda-corpo é um elemento indispensável nos projetos
arquitetônicos, pois desempenha funções primordiais de segurança, acessibilidade e composição estética. Ele é utilizado
para proteger usuários contra quedas em áreas elevadas, como escadas, rampas,
sacadas, varandas, mezaninos e passarelas. Além do aspecto normativo e
funcional, o guarda-corpo também é um componente visual marcante,
frequentemente utilizado como elemento de linguagem arquitetônica.
No contexto do ArchiCAD,
software de modelagem da informação da construção (BIM), a criação e
personalização de guarda-corpos é realizada por meio de uma ferramenta
específica, chamada Railing Tool,
introduzida e aprimorada nas versões mais recentes do programa. Esta ferramenta
permite configurar, modificar e associar guarda-corpos a diferentes elementos
construtivos com elevada flexibilidade e controle paramétrico.
A ferramenta Railing
(Guarda-Corpo) está disponível na Toolbox,
geralmente posicionada abaixo da ferramenta Stair (Escada). Seu funcionamento é
baseado na seleção de um trajeto (linha-guia) sobre o qual o guarda-corpo será
aplicado. Essa linha pode ser desenhada livremente ou vinculada a elementos
existentes, como bordas de lajes, escadas ou rampas.
O ArchiCAD permite que o guarda-corpo seja inserido de forma
independente ou automaticamente associado a escadas e rampas, seguindo sua
geometria e respeitando seus desníveis. A ferramenta trabalha com módulos paramétricos, que incluem os
seguintes componentes básicos:
• Corrimão principal e secundário;
• Balaústres ou montantes verticais;
• Painéis de preenchimento (vidro, chapa
metálica, madeira etc.);
• Pés de apoio e terminações.
Esses elementos podem ser configurados individualmente ou como parte de um sistema, proporcionando liberdade de design e
compatibilidade
com diversos estilos arquitetônicos.
A inserção de guarda-corpos no ArchiCAD pode seguir dois
caminhos principais:
1. Traçado manual: o usuário desenha a
linha-guia diretamente sobre o pavimento ou borda desejada. Esta opção permite
maior liberdade formal e é útil em situações como sacadas curvas, mezaninos ou
bordas de platôs.
2. Associação automática: ao criar uma
escada ou rampa, o ArchiCAD permite aplicar automaticamente um guarda-corpo
compatível, respeitando inclinações, patamares e bordas. Esse recurso economiza
tempo e assegura continuidade visual e técnica entre os elementos.
Após a inserção, o guarda-corpo aparece em todas as vistas
relevantes (planta, corte, 3D), e pode ser editado de maneira gráfica ou por
meio do painel de propriedades.
A ferramenta Railing é altamente parametrizável. A
personalização pode ser feita de forma individualizada para cada componente ou
a partir de perfis predefinidos
(Favorites), que podem ser salvos e reutilizados em outros projetos.
As principais opções de personalização
incluem:
• Corrimão: escolha do perfil, material,
altura em relação ao piso, espessura e forma (reta, curva, contínua);
• Balaústres: definição do espaçamento
entre peças, formato (circular, retangular), base e topo;
• Travessas: número de barras
horizontais, altura de instalação, material e diâmetro;
• Painéis: inserção de preenchimentos
sólidos ou translúcidos, como vidro temperado, chapas perfuradas ou elementos
vazados;
• Terminações: definição de curvas,
ângulos, acabamentos nos encontros e nas extremidades do guarda-corpo.
Todos esses elementos podem ser ajustados para diferentes
trechos do guarda-corpo, criando transições suaves e variações conforme a
situação do projeto.
Embora o ArchiCAD permita ampla liberdade de modelagem, é
essencial que os guarda-corpos estejam em conformidade com as normas técnicas e exigências de segurança,
como as estabelecidas pela ABNT NBR 9050
(acessibilidade) e NBR 14718
(proteção contra quedas).
Alguns critérios fundamentais a serem
considerados são:
• Altura mínima do guarda-corpo:
geralmente 1,10 m em áreas de uso comum e 90 cm em áreas residenciais internas;
• Espaçamento entre balaústres: não deve
permitir a passagem de uma esfera com 11 cm de diâmetro, para evitar acidentes
com
crianças;
• Resistência estrutural: deve suportar
esforços horizontais conforme o tipo de uso do edifício;
• Corrimão contínuo: obrigatório em
rampas e escadas, com altura entre 92 e 96 cm e extensão antes e após o lance.
No ArchiCAD, essas medidas podem ser configuradas manualmente
ou verificadas visualmente por meio da visualização tridimensional e das
representações em corte e planta.
O guarda-corpo, ao ser modelado como elemento BIM, contém dados informacionais relevantes para o
projeto, como:
• Tipo
de sistema (metálico, de vidro, madeira etc.);
• Quantidade
de componentes e metragem linear;
• Classificação
para exportação IFC;
• Identificação
por zona, pavimento ou código.
Essas informações permitem gerar tabelas de quantitativos, listagens
de elementos, orçamentos
preliminares e detalhamentos
executivos, de forma integrada ao modelo. A ferramenta também permite
aplicar diferentes representações gráficas por escala ou vista, facilitando a
produção de pranchas normatizadas e apresentações técnicas.
A criação e personalização de guarda-corpos no ArchiCAD
representa uma etapa essencial da modelagem arquitetônica e do desenvolvimento
de projetos seguros, acessíveis e tecnicamente adequados. Por meio da
ferramenta Railing, o usuário pode inserir sistemas completos de proteção com
rapidez, precisão e riqueza de detalhes, integrando-os ao restante do modelo
BIM com consistência.
Com um domínio básico das configurações e boas práticas, é
possível atender tanto às exigências legais quanto às demandas estéticas de
diferentes projetos. Assim, o guarda-corpo deixa de ser um simples acessório
gráfico e se transforma em um componente
inteligente e informativo, alinhado às melhores práticas da construção
digital.
• GRAPHISOFT.
ArchiCAD Reference Guide. Disponível
em: https://graphisoft.com. Acesso em: mai. 2025.
• ABNT.
NBR 9050: Acessibilidade a edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
• ABNT.
NBR 14718: Guarda-corpos para edificações.
Rio de Janeiro: ABNT, 2008.
• EASTMAN,
C. et al. BIM Handbook: A Guide to
Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers, and
Contractors. 3rd ed. Hoboken: Wiley, 2018.
• SANTOS, L. B. Elementos de Segurança e Acessibilidade em Projetos BIM com ArchiCAD. Rio de Janeiro: LTC,
2022.
• SOARES,
J. C. Representação e Documentação
Técnica no
ArchiCAD. São Paulo: Oficina de Textos, 2021.
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