BELEZA E
ESTÉTICA
Maquiagem Básica: Preparação da Pele e Aplicação
A maquiagem é uma prática milenar presente em diversas
culturas ao longo da história, e hoje ocupa um espaço significativo no universo
da estética, da moda e do autocuidado. Mais do que uma ferramenta para realçar
traços ou corrigir imperfeições, a maquiagem também é uma forma de expressão
pessoal e de fortalecimento da autoestima. Para que o resultado da maquiagem
seja satisfatório, duradouro e seguro, é essencial que sua aplicação seja
precedida por uma preparação adequada da pele. A maquiagem básica, apesar de
não envolver técnicas complexas, exige conhecimento e atenção a etapas
fundamentais que garantem um acabamento uniforme e saudável.
A preparação da pele
é o primeiro passo de qualquer processo de maquiagem e tem como objetivo criar
uma base limpa, hidratada e equilibrada para receber os produtos. Essa etapa
não apenas melhora a fixação e o acabamento da maquiagem, como também protege a
pele contra obstrução dos poros, ressecamento ou reações adversas. O preparo
inicia-se com a limpeza, que remove impurezas, oleosidade e resíduos de
produtos anteriores. Essa higienização pode ser feita com sabonetes ou géis
específicos para o tipo de pele, evitando o uso de substâncias agressivas que
comprometam a barreira cutânea.
Após a limpeza, a tonificação
é recomendada para equilibrar o pH da pele e suavizar os poros. Embora alguns
profissionais dispensem essa etapa em maquiagens do dia a dia, ela pode ser
benéfica principalmente para peles oleosas ou sensíveis. Em seguida, a hidratação é indispensável. Mesmo peles
oleosas devem ser hidratadas com produtos leves e oil-free. A hidratação
favorece a elasticidade da pele, evita o craquelamento da base e contribui para
um efeito mais natural. O último passo da preparação é a aplicação do protetor solar, especialmente em
maquiagens utilizadas durante o dia. O filtro solar protege contra os danos da
radiação ultravioleta e deve ser adequado ao tipo de pele, podendo ser
substituído por bases ou hidratantes com FPS em situações pontuais.
Com a pele devidamente preparada, inicia-se a aplicação dos produtos de maquiagem. A primeira etapa é a aplicação do primer, produto que uniformiza a textura da pele, disfarça poros dilatados e ajuda a fixar a maquiagem por mais tempo. Em seguida, aplica-se a base, que tem a função de uniformizar o tom da pele. A escolha do tom correto é essencial e deve ser testada na região do maxilar ou
pescoço,
nunca nas mãos. A base pode ter diferentes coberturas – leve, média ou alta – e
ser líquida, cremosa, em bastão ou em pó, conforme o tipo de pele e o efeito
desejado.
Após a base, utiliza-se o corretivo para disfarçar olheiras, manchas e pequenas imperfeições.
O corretivo pode ser aplicado com os dedos, pincel ou esponja, de forma pontual
ou em áreas específicas. Para selar esses produtos cremosos e prolongar sua
duração, utiliza-se o pó facial, que
pode ser compacto ou solto. O pó deve ser aplicado com moderação, especialmente
em peles secas, para evitar um efeito pesado.
A próxima etapa é a aplicação do blush, que devolve o aspecto saudável à pele. O blush deve ser
escolhido conforme o tom de pele e aplicado nas maçãs do rosto com movimentos
suaves. O iluminador e o bronzer são opcionais, mas podem ser
utilizados para dar profundidade e brilho ao rosto, respeitando as proporções
naturais.
Nos olhos, a maquiagem básica envolve o uso de sombras neutras, delineador (ou lápis) e máscara
para cílios. A escolha das cores deve harmonizar com o tom da pele e com o
objetivo da maquiagem – mais leve para o dia, mais marcada para a noite. Já as sobrancelhas podem ser preenchidas com
lápis ou sombra específicas, sempre respeitando seu formato natural.
Por fim, os lábios
recebem batom ou gloss, que podem ser usados em tons suaves ou vibrantes,
dependendo da ocasião. Para maior durabilidade, recomenda-se o uso de lápis
para contorno labial e a aplicação em camadas finas.
É importante destacar que a maquiagem, embora seja uma
prática cotidiana para muitas pessoas, deve sempre ser removida ao final do dia
com produtos demaquilantes adequados. Dormir com maquiagem pode obstruir os
poros, favorecer o surgimento de acne e acelerar o envelhecimento precoce da
pele. A remoção deve ser seguida por limpeza, hidratação e, preferencialmente,
uso de produtos regeneradores noturnos.
A maquiagem básica, quando bem executada, valoriza a beleza
individual, respeita as características naturais do rosto e promove uma
sensação de bemestar. Para profissionais da estética, dominar essas técnicas é
essencial não apenas para atender clientes com qualidade, mas também para
orientar sobre práticas seguras, adequadas e personalizadas. O respeito à
diversidade de rostos, tons e estilos é o que torna a maquiagem uma arte
democrática, acessível e transformadora.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e
cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
MARTINS, C. C. Estética:
conceitos, procedimentos e práticas. São Paulo: Senac São Paulo, 2017.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2018.
SILVA, R. F. Profissão Esteticista: ciência, saúde e
beleza. Salvador: Edufba, 2018.
A maquiagem, embora amplamente utilizada como ferramenta
estética e de valorização da imagem pessoal, exige cuidados específicos após
sua aplicação, especialmente no que se refere à sua remoção adequada. O
processo de limpeza pós-maquiagem não
é apenas um hábito de higiene, mas uma prática indispensável para a manutenção
da saúde da pele, prevenção de problemas dermatológicos e preservação da função
natural da barreira cutânea. Nesse contexto, os demaquilantes desempenham um papel fundamental, sendo produtos
especialmente formulados para remover cosméticos, impurezas e resíduos
acumulados ao longo do dia.
A remoção correta da maquiagem é essencial porque diversos
produtos utilizados na região do rosto, como base, corretivo, pó, sombras,
delineadores, rímel e batons, possuem substâncias que, se não forem eliminadas,
podem obstruir os poros, favorecer a proliferação de bactérias, agravar quadros
de acne e acelerar o envelhecimento cutâneo. Além disso, dormir com maquiagem
pode prejudicar a oxigenação da pele, causar ressecamento e provocar
irritações, principalmente em peles sensíveis.
Os demaquilantes são classificados de acordo com sua
composição, textura e finalidade, podendo ser divididos em várias categorias.
Um dos tipos mais comuns são os demaquilantes
bifásicos, compostos por uma parte oleosa e outra aquosa. Eles são
especialmente eficazes na remoção de maquiagens à prova d’água e produtos mais
resistentes, como rímel e delineadores. Por conterem óleos em sua fórmula,
esses produtos ajudam a dissolver os pigmentos com facilidade, sendo indicados
para a região dos olhos e lábios. No entanto, devem ser utilizados com
moderação em peles oleosas ou acneicas, preferindo-se fórmulas não
comedogênicas.
Outro tipo bastante utilizado são os demaquilantes em loção ou leite de limpeza, com textura cremosa e suave. São indicados para peles secas e sensíveis, pois removem a maquiagem ao mesmo tempo em que hidratam a pele. Sua ação é mais suave e geralmente requer o
uso complementar de um sabonete facial para garantir a remoção total dos
resíduos. Já os demaquilantes em gel ou
espuma são formulados para peles oleosas ou mistas, oferecendo uma sensação
refrescante e uma limpeza mais profunda sem pesar na pele.
Nos últimos anos, tornou-se popular o uso de águas micelares, que são soluções
aquosas contendo micelas — estruturas que atraem e capturam partículas de
sujeira, oleosidade e maquiagem. A água micelar é considerada um produto
versátil, podendo ser usada por todos os tipos de pele, inclusive as mais
sensíveis. Sua fórmula geralmente não contém álcool, fragrância ou corantes, o
que a torna menos irritativa. É especialmente útil para limpezas rápidas e
também como tônico facial.
Além desses formatos tradicionais, há ainda lenços demaquilantes, que oferecem
praticidade no uso diário ou em viagens. Apesar de eficientes para remoção
superficial, os lenços não substituem completamente uma limpeza profunda e
devem ser complementados com higienização adequada. Seu uso frequente deve ser
feito com cautela, pois o atrito excessivo pode sensibilizar a pele,
especialmente nas regiões mais delicadas, como ao redor dos olhos.
Independentemente do tipo de demaquilante utilizado, o
processo de limpeza pós-maquiagem
deve incluir mais do que a simples remoção dos cosméticos. Após o uso do
demaquilante, é necessário lavar o rosto com um sabonete facial adequado ao tipo de pele, a fim de eliminar
resíduos de produto e impurezas. Em seguida, a aplicação de um tônico facial pode ajudar a equilibrar
o pH e preparar a pele para a hidratação. A rotina finaliza com a hidratação noturna, etapa essencial
para regenerar a pele durante o sono.
O esteticista, enquanto profissional de referência nos
cuidados com a pele, tem a responsabilidade de orientar seus clientes sobre a
importância dessa rotina e sobre a escolha de produtos seguros e adequados.
Muitas pessoas negligenciam a remoção da maquiagem por falta de informação ou
pelo desejo de praticidade, o que compromete a eficácia de tratamentos
estéticos e pode gerar consequências negativas a longo prazo. Cabe ao
profissional educar sobre os riscos de se manter resíduos cosméticos na pele e
recomendar práticas acessíveis e personalizadas para cada perfil de cliente.
Outro ponto relevante é a verificação da composição dos demaquilantes, especialmente para indivíduos com histórico de alergias ou sensibilidade cutânea. Produtos com álcool, fragrâncias intensas, parabenos ou
corantes devem ser evitados nesses
casos. A indústria cosmética tem investido em fórmulas mais limpas e suaves, priorizando
a tolerância dermatológica e oftalmológica, especialmente para áreas mais
delicadas como os olhos.
Em resumo, o uso adequado de demaquilantes e a correta
limpeza pósmaquiagem são etapas indispensáveis na rotina de cuidados com a
pele. Esses procedimentos contribuem não apenas para a estética e a beleza da
pele, mas também para sua saúde e integridade. Cultivar esse hábito é um ato de
autocuidado, que reflete atenção e respeito ao próprio corpo, promovendo
benefícios visíveis e duradouros para a pele e para a autoestima.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e
Perfumes: legislação sanitária. Brasília: Anvisa, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
MARTINS, C. C. Estética:
conceitos, procedimentos e práticas. São Paulo: Senac São Paulo, 2017.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Phorte, 2018.
Cuidados com a Pele Antes e Depois da Maquiagem
A maquiagem, quando aplicada corretamente, é capaz de
realçar traços, corrigir imperfeições e fortalecer a autoestima de quem a
utiliza. No entanto, para que os efeitos estéticos sejam duradouros, uniformes
e seguros para a saúde da pele, é essencial adotar uma rotina de cuidados antes
e depois da aplicação dos cosméticos. Os cuidados com a pele não apenas
garantem uma maquiagem com melhor acabamento e fixação, como também preservam a
integridade da barreira cutânea, prevenindo problemas como acne, oleosidade
excessiva, ressecamento e envelhecimento precoce.
O preparo da pele antes
da maquiagem tem como objetivo criar uma superfície limpa, hidratada e
equilibrada para receber os produtos. Essa preparação começa com a higienização, que deve ser feita com um
sabonete facial específico para o tipo de pele. A limpeza remove impurezas,
oleosidade, células mortas e resíduos de cosméticos anteriores, prevenindo a
obstrução dos poros e garantindo maior aderência dos produtos. Peles oleosas se
beneficiam de produtos com ação seborreguladora, enquanto peles secas devem ser
higienizadas com fórmulas hidratantes e suaves.
Após a limpeza, a
tonificação
pode ser aplicada para equilibrar o pH da pele, suavizar os poros e remover
eventuais resíduos remanescentes. Embora nem todos incluam essa etapa na
rotina, ela é especialmente benéfica para peles sensíveis ou com tendência à
oleosidade. A seguir, entra em cena a hidratação,
etapa indispensável independentemente do tipo de pele. Hidratar é fundamental
para manter a elasticidade cutânea, evitar o
craquelamento da maquiagem e proteger a pele contra agentes
externos. Existem hidratantes específicos para peles oleosas, mistas, secas ou
sensíveis, devendo-se escolher sempre aqueles compatíveis com as
características individuais.
Outro cuidado importante antes da maquiagem é o uso do protetor solar, especialmente para
maquiagens diurnas. A exposição à radiação ultravioleta é uma das principais
causas do envelhecimento precoce, manchas e alterações estruturais na pele.
Caso o produto de maquiagem contenha fator de proteção solar (FPS), ele pode
substituir o protetor em situações pontuais, mas não deve ser a única forma de
fotoproteção em exposições prolongadas. Após a hidratação e a proteção solar,
pode-se aplicar o primer, que prepara
a superfície da pele para a maquiagem, promovendo suavidade, disfarce óptico
dos poros e maior fixação.
Já os cuidados depois
da maquiagem são igualmente essenciais. Muitas pessoas negligenciam a
remoção dos produtos ao final do dia, o que pode comprometer significativamente
a saúde da pele. Dormir com maquiagem é prejudicial, pois impede a respiração
cutânea, favorece a obstrução dos poros e aumenta o risco de inflamações, acne,
oleosidade excessiva e irritações. O processo de remoção deve começar com o uso
de demaquilantes, que são produtos
formulados especificamente para dissolver e remover os cosméticos. Eles podem
ter diferentes texturas, como loções, géis, águas micelares, bifásicos e
lenços, devendo ser escolhidos conforme o tipo de pele e o tipo de maquiagem
aplicada.
Após a remoção dos produtos com o demaquilante, é fundamental realizar uma nova limpeza com sabonete facial, garantindo a eliminação completa de resíduos e impurezas. Em seguida, a aplicação de tônico pode ajudar a acalmar a pele e restaurar seu equilíbrio natural. A hidratação noturna deve ser parte obrigatória dessa etapa, pois à noite a pele passa por um processo natural de regeneração celular, e a presença de ativos hidratantes e nutritivos potencializa essa renovação. Para peles maduras ou com necessidades específicas, pode-se
deve ser parte
obrigatória dessa etapa, pois à noite a pele passa por um processo natural de
regeneração celular, e a presença de ativos hidratantes e nutritivos
potencializa essa renovação. Para peles maduras ou com necessidades
específicas, pode-se incluir o uso de séruns antioxidantes ou cremes antiidade.
Além da rotina de cuidados antes e depois da maquiagem, é
importante destacar a necessidade de higienização
regular dos acessórios utilizados, como pincéis, esponjas e aplicadores.
Esses instrumentos acumulam resíduos, oleosidade e microrganismos, podendo ser
fontes de contaminação e desencadear infecções cutâneas. A limpeza deve ser
feita semanalmente, utilizando sabão neutro ou produtos específicos, e os
acessórios devem ser completamente secos antes do próximo uso.
O papel do esteticista nesse processo é fundamental, tanto
na orientação quanto na aplicação prática desses cuidados. O profissional
capacitado pode avaliar o tipo de pele do cliente, indicar produtos
compatíveis, educar sobre hábitos saudáveis e executar rotinas de preparação e
limpeza com técnica e segurança. A maquiagem, portanto, não deve ser vista
apenas como um processo estético, mas como parte de um ciclo de autocuidado, no
qual a saúde da pele deve sempre ser prioridade.
Em resumo, cuidar da pele antes e depois da maquiagem é um
hábito que traz benefícios imediatos e duradouros. Além de melhorar o
desempenho dos cosméticos, contribui para a manutenção da saúde cutânea,
prevenindo danos e promovendo bem-estar. Uma pele bem cuidada é a base de
qualquer maquiagem eficaz e segura.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
MARTINS, C. C. Estética:
conceitos, procedimentos e práticas. São Paulo: Senac São Paulo, 2017.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Phorte, 2018.
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Guia para produtos de higiene pessoal,
cosméticos e perfumes. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa
Os cabelos exercem um papel fundamental na composição da imagem pessoal e na expressão da identidade individual. Além de sua função estética e simbólica, os fios capilares também possuem funções protetoras e sensoriais. Para manter sua
saúde, beleza e vitalidade, é essencial adotar
práticas regulares de higienização e hidratação, respeitando suas
particularidades estruturais, o tipo de couro cabeludo e as condições
ambientais às quais são expostos. O cuidado capilar adequado não se restringe
ao uso de produtos cosméticos, mas envolve conhecimento técnico, regularidade e
atenção aos sinais que os cabelos e o couro cabeludo manifestam.
A higienização dos
cabelos é o primeiro e mais básico passo para manter a saúde capilar. Esse
processo consiste na remoção de resíduos acumulados nos fios e no couro
cabeludo, como oleosidade natural (sebo), suor, poluição, células mortas e
resíduos de produtos cosméticos. A frequência da lavagem deve ser adaptada às
características individuais de cada pessoa. Cabelos oleosos, por exemplo,
tendem a necessitar de lavagens mais frequentes, enquanto cabelos secos ou
crespos se beneficiam de uma rotina mais espaçada, para evitar o ressecamento
excessivo dos fios.
O produto mais comum utilizado na higienização é o xampu, que contém agentes surfactantes
responsáveis por limpar os fios e o couro cabeludo. É fundamental escolher um
xampu apropriado para o tipo de cabelo: xampus adstringentes são indicados para
cabelos oleosos, enquanto xampus hidratantes ou nutritivos são mais adequados
para cabelos secos e danificados. A aplicação deve ser feita inicialmente no
couro cabeludo, com movimentos suaves e circulares com as pontas dos dedos, e
apenas a espuma que escorre deve ser utilizada para limpar o comprimento dos
fios, evitando agressões desnecessárias à haste capilar.
Após o xampu, recomenda-se o uso de condicionadores, que têm a função de selar as cutículas dos fios,
promover desembaraço, reduzir o atrito e restaurar parte da camada lipídica
natural dos cabelos. O condicionador deve ser aplicado apenas no comprimento e
nas pontas, evitando o contato direto com o couro cabeludo, o que pode
favorecer o acúmulo de resíduos e oleosidade. Em cabelos muito finos ou
oleosos, o uso excessivo de condicionadores pode provocar o efeito de “cabelos
pesados”, sendo necessário optar por fórmulas leves e enxágue adequado.
A hidratação capilar é uma etapa essencial para a manutenção da maciez, do brilho e da resistência dos fios. Trata-se da reposição de água e nutrientes perdidos diariamente por ação do sol, vento, uso de ferramentas térmicas e procedimentos químicos. A hidratação pode ser realizada com máscaras capilares específicas, compostas por agentes
umectantes como aloe vera, pantenol, glicerina, vitaminas e extratos
vegetais. A frequência do procedimento depende do nível de ressecamento e do
tipo de cabelo, podendo variar de uma vez por semana até quinzenalmente em
casos menos críticos.
Para que a hidratação seja eficaz, é importante aplicar a
máscara sobre os fios limpos e úmidos, enluvando mecha por mecha, de modo a
garantir maior absorção dos ativos. O tempo de ação deve seguir as instruções
do fabricante, pois o excesso de tempo nem sempre traz melhores resultados e,
em alguns casos, pode causar saturação dos fios. Após o tempo indicado, o
enxágue deve ser abundante para retirar completamente o produto, evitando
acúmulo e perda de leveza.
Além da hidratação convencional, existem procedimentos
complementares como nutrição e
reconstrução capilar, que atuam na reposição de lipídios e proteínas,
respectivamente. Embora não façam parte da hidratação básica, esses tratamentos
podem ser integrados a um cronograma capilar personalizado, especialmente para
cabelos danificados por química ou calor.
Outro aspecto relevante é a higiene dos acessórios e ferramentas utilizados nos cuidados
capilares, como pentes, escovas e prendedores. Esses objetos acumulam resíduos
e microrganismos, devendo ser lavados regularmente com água e sabão. Da mesma
forma, o uso frequente de chapinhas, secadores e modeladores térmicos exige a
aplicação de protetores térmicos antes da exposição ao calor, a fim de
minimizar danos à fibra capilar.
O profissional da estética capilar tem papel essencial na
orientação e execução desses cuidados. Sua atuação deve estar fundamentada em
conhecimento técnico sobre os diferentes tipos de cabelo, produtos cosméticos e
procedimentos seguros. Cabe ao profissional não apenas aplicar os produtos
corretamente, mas também educar o cliente sobre a importância da continuidade
dos cuidados em casa, promovendo autonomia e conscientização sobre a saúde dos
cabelos.
Em síntese, a higienização e a hidratação capilar são
práticas complementares e indispensáveis no cuidado com os cabelos. Elas
garantem não apenas a estética dos fios, mas também sua integridade,
resistência e função protetora. Manter uma rotina adequada de cuidados
capilares é um gesto de autocuidado que fortalece a autoestima, promove
bem-estar e valoriza a identidade de cada indivíduo.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Phorte, 2018.
MARTINS, C. C. Estética:
conceitos, procedimentos e práticas. São Paulo: Senac São Paulo, 2017.
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cosméticos e produtos capilares:
regulamentação e uso seguro. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa
As unhas são estruturas compostas predominantemente por
queratina, com função protetora para as extremidades dos dedos das mãos e dos
pés. Além da função fisiológica, as unhas também exercem um papel estético
relevante, sendo frequentemente associadas à higiene, à vaidade e à autoestima.
Para que mantenham sua saúde, beleza e resistência, é essencial adotar cuidados
básicos e rotineiros tanto com as unhas quanto com as cutículas — estruturas
que atuam como barreiras protetoras da matriz ungueal. A negligência nesses
cuidados pode levar a problemas como enfraquecimento, infecções, ressecamento,
inflamações e alterações na coloração e formato das unhas.
A higiene adequada
das unhas é o primeiro passo para sua preservação. Manter as unhas limpas,
secas e bem cortadas evita a proliferação de fungos e bactérias, que encontram
em ambientes úmidos um local ideal para se desenvolver. A limpeza deve ser
realizada com escova de cerdas macias e sabão neutro, alcançando as laterais e
a parte inferior das unhas. É importante evitar o uso de objetos pontiagudos ou
agressivos sob a unha, pois eles podem causar lesões ou facilitar a entrada de
microrganismos.
O corte regular
das unhas deve respeitar seu formato natural. Nas mãos, recomenda-se cortar as
unhas de forma arredondada ou ovalada, o que confere resistência e reduz o
risco de quebras. Já nas unhas dos pés, o corte deve ser reto, para evitar o
encravamento. O uso de alicates, lixas e cortadores deve ser feito com
ferramentas higienizadas, preferencialmente de uso pessoal, para prevenir a
transmissão de doenças como micoses, hepatite e outras infecções virais ou
bacterianas.
No que diz respeito às cutículas, é importante destacar sua função biológica como barreira de proteção da matriz da unha. A remoção excessiva ou incorreta das cutículas pode expor a base da unha à ação de agentes patogênicos, aumentando o risco de inflamações, como a paroníquia. Em países como os Estados
Unidos e diversos países da Europa, a
remoção da cutícula não é uma prática comum; em vez disso, opta-se por sua
hidratação e afastamento com o auxílio de espátulas apropriadas. No Brasil, a
cultura da remoção completa ainda é bastante difundida, mas especialistas
recomendam que essa prática seja feita com moderação, e somente por
profissionais qualificados.
A hidratação das
unhas e cutículas é um cuidado fundamental para manter a flexibilidade,
evitar o ressecamento e reduzir a formação de peles endurecidas. O uso de
cremes, óleos vegetais e ceras específicas para a região cuticular favorece a
manutenção da integridade das unhas e melhora sua aparência geral. Esses
produtos devem ser aplicados diariamente ou, pelo menos, duas vezes por semana,
principalmente em períodos de clima seco ou em pessoas que utilizam
frequentemente produtos de limpeza ou álcool em gel.
A esmaltação
também requer cuidados especiais. O uso contínuo de esmaltes e removedores com
acetona pode ressecar e enfraquecer as unhas. Para evitar esses danos,
recomenda-se deixar as unhas "descansarem" por alguns dias entre uma
esmaltação e outra, permitindo a oxigenação da lâmina ungueal. Além disso,
optar por removedores sem acetona e
esmaltes enriquecidos com vitaminas e minerais pode contribuir para a saúde das
unhas.
A observação
constante do aspecto das unhas é outro cuidado importante. Alterações na
cor, espessura, textura ou formato das unhas podem ser indicativos de doenças
sistêmicas ou deficiências nutricionais. Unhas amareladas, com manchas
esbranquiçadas, descamações frequentes ou deformações devem ser avaliadas por
profissionais da saúde, como dermatologistas ou podólogos. A automedicação ou a
aplicação de produtos caseiros sem orientação técnica pode agravar problemas
preexistentes.
A manutenção das condições
de higiene do ambiente e dos instrumentos utilizados nos cuidados com as
unhas é responsabilidade fundamental dos profissionais da área estética.
Estabelecimentos como salões de beleza e esmalterias devem seguir normas de
biossegurança, utilizando materiais esterilizados, descartáveis e superfícies
higienizadas. A clientela, por sua vez, deve ser incentivada a levar seus
próprios utensílios, como alicates, espátulas e lixas, especialmente em locais
que não garantam controle rigoroso dos protocolos de esterilização.
Por fim, a alimentação também exerce influência direta na saúde das unhas. A ingestão equilibrada de vitaminas como biotina, vitamina A,
zinco e ferro contribui para unhas mais resistentes e menos quebradiças. Dessa
forma, os cuidados com as unhas devem ser compreendidos de maneira holística,
combinando ações externas e internas, práticas estéticas e medidas de saúde
preventiva.
Em resumo, os cuidados básicos com as unhas e cutículas
envolvem higiene, hidratação, manutenção consciente e atenção a sinais de
alerta. O esteticista ou manicure qualificado tem papel fundamental na
orientação dos clientes e na execução de procedimentos seguros, respeitando os
limites naturais do corpo e promovendo saúde, bem-estar e autoestima.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Phorte, 2018.
GROTTI, M. H. Manual de biossegurança em estética e beleza.
São Paulo: Phorte, 2017.
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cuidados com instrumentos de manicure e
pedicure. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa
A esmaltação é uma das práticas mais populares no cuidado
estético com as unhas, sendo valorizada por sua capacidade de embelezar,
expressar estilo e reforçar a autoestima. Embora a aplicação de esmaltes seja,
em essência, um procedimento simples, sua realização requer atenção técnica e
cuidados com a higiene, tanto para garantir um acabamento duradouro quanto para
prevenir problemas de saúde, como a contaminação por fungos. A associação entre
procedimentos estéticos inadequados e o desenvolvimento de micoses ungueais é
uma realidade que exige conscientização tanto de profissionais quanto de
clientes.
A esmaltação simples
consiste na aplicação de esmalte sobre as unhas previamente limpas, lixadas e,
em muitos casos, com as cutículas removidas ou afastadas. O processo básico
segue etapas como: higienização das mãos e unhas, remoção de esmalte anterior,
corte e lixamento, tratamento ou remoção das cutículas (quando necessário),
aplicação de base, esmaltação com uma ou mais camadas de cor e finalização com
cobertura extra brilho ou secante. Cada uma dessas etapas pode influenciar
diretamente na durabilidade e na aparência do resultado final.
Antes de iniciar a esmaltação, é imprescindível que as unhas estejam limpas e secas. A
presença de resíduos de cremes, oleosidade natural ou umidade pode comprometer
a aderência do esmalte e criar um ambiente propício à proliferação de fungos. A
limpeza pode ser feita com álcool 70% ou removedores de esmalte sem acetona,
que são menos agressivos à unha e ao entorno da cutícula. Se houver sinais de
infecção, descamação ou alteração de cor nas unhas, recomenda-se suspender a
esmaltação e buscar orientação profissional.
A base incolor deve
sempre ser aplicada antes do esmalte colorido. Sua função é proteger a lâmina
ungueal contra os pigmentos do esmalte, além de melhorar a aderência e a
uniformidade da aplicação. Bases fortalecedoras enriquecidas com vitaminas,
queratina ou cálcio também são indicadas para prevenir a fragilidade das unhas.
Durante a esmaltação, deve-se aplicar camadas finas e
uniformes, respeitando o tempo de secagem entre uma camada e outra. O excesso
de produto pode causar ondulações, formação de bolhas e descascamento precoce.
A finalização com produtos como top coat ou óleo secante pode aumentar o brilho
e a durabilidade, além de proteger o esmalte de pequenos impactos. Ao final, a
limpeza dos cantos deve ser feita com palitos e algodão embebido em removedor,
evitando o contato direto com a pele por tempo prolongado.
Para que o procedimento de esmaltação seja seguro e higiênico, alguns cuidados são
indispensáveis. O uso de materiais esterilizados ou descartáveis é fundamental
para evitar a transmissão de micoses e outras doenças, como hepatite e herpes.
Instrumentos como alicates, espátulas, lixas e cortadores devem ser de uso
individual ou esterilizados adequadamente após cada atendimento. O
compartilhamento desses objetos sem os devidos cuidados representa um dos
principais riscos à saúde em salões de beleza.
As micoses de unha,
ou onicomicoses, são infecções causadas por fungos dermatófitos, leveduras ou
fungos filamentosos não dermatófitos. Elas se manifestam através de alterações
como espessamento, descoloração (geralmente esbranquiçada, amarelada ou
escurecida), deformação e fragilidade das unhas. Essas infecções são de
evolução lenta e difícil tratamento, podendo se agravar com o uso contínuo de
esmaltes, que abafam a área afetada e dificultam a oxigenação. Por isso,
recomenda-se evitar a esmaltação constante ou prolongada, intercalando períodos
com as unhas livres de esmalte para favorecer sua recuperação natural.
Outras medidas preventivas contra fungos incluem: manter as unhas curtas e
limpas, evitar
andar descalço em locais úmidos como vestiários e piscinas, usar meias de
algodão e calçados ventilados, não compartilhar objetos de manicure, secar bem
os pés e as mãos após o banho e aplicar produtos antifúngicos preventivos,
especialmente em pessoas com histórico de infecção.
É importante destacar que unhas frágeis, descamativas ou
com histórico de infecção devem receber atenção especial. O uso contínuo de
esmaltes e removedores agressivos pode agravar o quadro, sendo recomendável a
interrupção temporária da esmaltação e o uso de produtos de tratamento. Caso
surjam sinais como dor, coceira, odor desagradável ou alterações na estrutura
da unha, a recomendação é procurar um dermatologista para diagnóstico e
tratamento adequados.
O papel do profissional da estética é fundamental nesse
processo. Cabe ao manicure ou esteticista orientar a cliente sobre os riscos da
má higienização, a importância da pausa entre esmaltações, os cuidados com os
materiais e a observação de sintomas suspeitos. A informação e o diálogo são
essenciais para transformar o ato de esmaltar as unhas em uma prática segura,
saudável e esteticamente satisfatória.
Em síntese, a esmaltação simples é um procedimento
acessível e valorizado, que pode ser realizado com segurança quando respeita
princípios básicos de higiene, técnica e bom senso. Unhas bonitas são resultado
não apenas de um bom esmalte, mas também de cuidados constantes com a saúde e a
integridade da região ungueal.
ALMEIDA, L. C.; LIMA, D. S. Fundamentos da estética e cosmetologia. São Paulo: Érica, 2019.
FERREIRA, G. R.; SOUZA, M. A. Práticas e técnicas em estética facial, corporal e capilar. Rio de
Janeiro: Rubio, 2020.
GROTTI, M. H. Manual de biossegurança em estética e beleza.
São Paulo: Phorte, 2017.
SANTOS, P. R.; MOREIRA, L. R. Cosmetologia aplicada à estética. São Paulo: Phorte, 2018.
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cuidados e prevenção de micoses em procedimentos estéticos. Brasília, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa
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