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PROTOCOLOS
DE ROTEAMENTO
Módulo
2 – Principais Protocolos de Roteamento
Aula 1 – RIP (Routing Information
Protocol)
O Routing Information Protocol (RIP)
é um dos protocolos de roteamento dinâmico mais antigos e conhecidos da área de
redes de computadores. Desenvolvido para facilitar a troca automática de
informações entre roteadores, ele foi durante muitos anos uma das principais
soluções para redes corporativas de pequeno porte. Embora atualmente existam
protocolos mais modernos e eficientes, o RIP continua sendo uma excelente
ferramenta de aprendizado, pois apresenta um funcionamento simples e permite
compreender os conceitos fundamentais do roteamento dinâmico.
O RIP pertence à categoria dos protocolos
de vetor de distância (Distance Vector). Isso significa que cada
roteador compartilha periodicamente sua tabela de roteamento com os roteadores
vizinhos, informando quais redes conhece e a distância até elas. A partir
dessas informações, cada equipamento atualiza sua própria tabela e calcula o
melhor caminho disponível para alcançar os diferentes destinos. Esse processo
ocorre automaticamente, reduzindo a necessidade de configurações manuais sempre
que a rede sofre alterações.
Uma característica importante do RIP é a
utilização da contagem de saltos (hop count) como única métrica para
escolher a melhor rota. Cada roteador atravessado durante o percurso
corresponde a um salto. Assim, quanto menor o número de saltos entre a origem e
o destino, mais atrativa será a rota. Por exemplo, se uma rede pode ser
alcançada por um caminho com três saltos e por outro com cinco, o RIP sempre
escolherá o caminho de três saltos, independentemente da velocidade dos enlaces
ou da capacidade da rede.
Embora esse critério simplifique bastante
o funcionamento do protocolo, ele também representa uma de suas principais
limitações. Como o RIP considera apenas a quantidade de saltos, ele pode
selecionar um caminho mais curto, mas que possua enlaces lentos ou
congestionados, deixando de utilizar uma rota um pouco maior, porém muito mais
eficiente. Em redes modernas, onde fatores como largura de banda, atraso e
confiabilidade são importantes, essa limitação reduz seu desempenho em
comparação com protocolos mais avançados.
Outra característica marcante do RIP é o limite máximo de 15 saltos. Redes localizadas a uma distância superior são consideradas inalcançáveis. Esse limite foi estabelecido para evitar problemas conhecidos como "contagem ao infinito", comuns em
protocolos de vetor de distância. Na prática, isso faz com que o RIP seja
recomendado apenas para redes pequenas ou de baixa complexidade, nas quais esse
limite dificilmente será ultrapassado.
O protocolo também realiza atualizações
periódicas, normalmente a cada 30 segundos. Durante essas atualizações,
cada roteador envia sua tabela completa de rotas aos vizinhos. Caso ocorra uma
alteração na rede, como a queda de um enlace ou a inclusão de uma nova rota,
essa informação será propagada gradualmente até que todos os roteadores
atualizem suas tabelas. Esse intervalo fixo torna o RIP relativamente simples
de implementar, mas faz com que sua convergência seja mais lenta quando
comparada a protocolos como OSPF ou EIGRP.
Ao longo de sua evolução surgiram duas
versões principais do protocolo: RIPv1 e RIPv2. A primeira versão
possuía limitações relacionadas ao uso de endereçamento por classes e não
suportava autenticação. O RIPv2 trouxe melhorias importantes, como
suporte ao protocolo CIDR (Classless Inter-Domain Routing), utilização de
máscaras de sub-rede, autenticação entre roteadores e envio das atualizações
por multicast, tornando o protocolo mais eficiente e seguro para diversas
aplicações.
Entre as principais vantagens do RIP
destacam-se a facilidade de configuração, o baixo consumo de recursos
computacionais e a ampla compatibilidade com equipamentos de diferentes
fabricantes. Essas características fizeram com que ele fosse amplamente utilizado
em pequenas empresas, laboratórios acadêmicos e ambientes de treinamento. Além
disso, por possuir funcionamento simples, continua sendo um dos primeiros
protocolos estudados por estudantes e profissionais que estão iniciando na área
de redes.
Por outro lado, suas limitações impedem
sua adoção em infraestruturas de maior porte. A convergência lenta, a
utilização exclusiva da contagem de saltos como métrica e a limitação de 15
hops tornam o protocolo inadequado para redes corporativas complexas ou para
provedores de serviços de internet. Nesses ambientes, protocolos como OSPF,
EIGRP e BGP oferecem maior escalabilidade, rapidez na adaptação às mudanças e
melhor desempenho.
Mesmo não sendo a principal escolha para projetos atuais, o RIP continua desempenhando um papel importante no ensino de redes de computadores. Seu funcionamento simples permite compreender conceitos essenciais, como troca de rotas, métricas, tabelas de roteamento e convergência, servindo como base para o aprendizado de protocolos mais
sofisticados utilizados nas redes modernas.
Referências bibliográficas
FOROUZAN, Behrouz A. Comunicação de
Dados e Redes de Computadores. McGraw-Hill.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). Protocolos de Roteamento – RIP.
Instituto Metrópole Digital – Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN). Material Didático – Protocolos de
Roteamento Dinâmico.
LUCAS, Thiago José. Resumo: Protocolos
Distance Vector (RIP, IGRP e EIGRP). Faculdade de Tecnologia de Ourinhos.
Aula 2 – OSPF
À medida que as redes de computadores
cresceram, tornou-se evidente que alguns protocolos de roteamento já não
conseguiam atender às novas demandas de desempenho e escalabilidade. O aumento
do número de dispositivos, a necessidade de maior disponibilidade e a expansão
das redes corporativas exigiram soluções mais rápidas e inteligentes. Nesse
contexto surgiu o Open Shortest Path First (OSPF), um dos protocolos de
roteamento dinâmico mais utilizados em ambientes empresariais e institucionais.
Desenvolvido pela Internet Engineering Task Force (IETF), o OSPF foi criado
como um protocolo aberto, permitindo sua implementação por diferentes fabricantes
de equipamentos de rede.
O OSPF pertence à categoria dos protocolos
de estado de enlace (Link State). Diferentemente dos protocolos de vetor
de distância, que compartilham periodicamente suas tabelas de roteamento com os
roteadores vizinhos, o OSPF trabalha de forma mais eficiente. Cada roteador
coleta informações sobre os enlaces diretamente conectados, compartilha apenas
as alterações relevantes e constrói uma base de dados contendo um mapa completo
da topologia da rede. Com essas informações, todos os roteadores conseguem
calcular, de forma independente, o melhor caminho até cada destino.
Para encontrar a rota mais eficiente, o OSPF utiliza o algoritmo de Dijkstra, também conhecido como Shortest Path First (SPF). Esse algoritmo analisa todas as conexões conhecidas e identifica o caminho de menor custo entre a origem e o destino. Ao contrário do protocolo RIP, que considera apenas a quantidade de saltos, o OSPF utiliza métricas relacionadas principalmente ao custo dos enlaces, levando em consideração fatores como largura de banda. Dessa forma, o protocolo pode selecionar rotas mais rápidas e eficientes, mesmo que possuam um número maior de roteadores no
percurso.
Uma das principais vantagens do OSPF é sua
rápida convergência. Quando ocorre uma mudança na rede, como a queda de
um enlace ou a inclusão de um novo roteador, os equipamentos envolvidos enviam
imediatamente anúncios de estado de enlace, conhecidos como LSAs (Link-State
Advertisements). Essas informações são distribuídas aos demais roteadores
da mesma área, permitindo que todos atualizem rapidamente sua base de dados e
recalcularem as melhores rotas. Como consequência, o tempo de interrupção da
comunicação é significativamente reduzido.
Outro recurso importante do OSPF é sua
organização em áreas. Em redes muito grandes, manter todos os roteadores
conhecendo detalhadamente toda a topologia pode consumir muitos recursos. Para
resolver esse problema, o OSPF divide a infraestrutura em áreas menores e
interligadas. Cada área administra suas próprias informações internas, enquanto
uma área principal, chamada Área 0 (Backbone), realiza a comunicação
entre elas. Essa arquitetura reduz o volume de atualizações, melhora o
desempenho e facilita a administração de redes corporativas de grande porte.
Antes que os roteadores possam trocar
informações de roteamento, eles precisam estabelecer uma relação de vizinhança.
Esse processo é realizado por meio das mensagens Hello, enviadas
periodicamente pelas interfaces configuradas com OSPF. Essas mensagens permitem
identificar equipamentos vizinhos, verificar se estão ativos e confirmar que
possuem parâmetros compatíveis para participar do mesmo domínio de roteamento.
Somente após essa etapa ocorre a sincronização das bases de dados e a troca das
informações necessárias para o cálculo das rotas.
Entre as principais vantagens do OSPF
destacam-se a alta escalabilidade, a rápida adaptação às mudanças da rede, a
utilização eficiente da largura de banda e a ampla compatibilidade entre
equipamentos de diferentes fabricantes. Essas características explicam por que
o protocolo é amplamente empregado em empresas, universidades, instituições
governamentais e provedores de serviços que necessitam de redes confiáveis e
com elevado desempenho.
Apesar de seus benefícios, o OSPF também apresenta alguns desafios. Sua configuração é mais complexa do que a do RIP e exige maior conhecimento técnico por parte do administrador da rede. Além disso, o planejamento das áreas, da autenticação e dos custos dos enlaces deve ser realizado cuidadosamente para garantir o melhor desempenho possível. Em compensação, quando corretamente
implementado, o protocolo oferece excelente
estabilidade e capacidade de expansão, atendendo às necessidades de
organizações de diferentes portes.
Atualmente, o OSPF permanece entre os protocolos de roteamento interno mais utilizados no mundo. Sua combinação de rapidez, eficiência e escalabilidade faz dele uma das principais escolhas para redes corporativas modernas, servindo como base para infraestruturas que exigem alta disponibilidade e comunicação contínua entre diferentes unidades e serviços.
Referências bibliográficas
FOROUZAN, Behrouz A. Comunicação de
Dados e Redes de Computadores. McGraw-Hill.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). Open Shortest Path First (OSPF).
Escola Superior de Redes (RNP). Como
funciona o protocolo OSPF?
Universidade Federal do Espírito Santo
(UFES). O Protocolo OSPF.
Aula 3 – EIGRP e BGP
À medida que as redes de computadores se
tornaram maiores e mais complexas, surgiram protocolos de roteamento capazes de
atender diferentes necessidades. Enquanto alguns foram desenvolvidos para
facilitar a comunicação dentro de uma mesma organização, outros passaram a ser
responsáveis pela troca de informações entre grandes redes espalhadas pelo
mundo. Entre os protocolos mais importantes estão o Enhanced Interior
Gateway Routing Protocol (EIGRP) e o Border Gateway Protocol (BGP).
Embora ambos tenham como objetivo encontrar caminhos para o tráfego de dados,
eles são utilizados em cenários bastante diferentes e desempenham papéis
fundamentais na infraestrutura das redes modernas.
EIGRP: rapidez e eficiência em redes
corporativas
O EIGRP foi desenvolvido pela Cisco como
uma evolução do antigo IGRP. Ele é frequentemente classificado como um
protocolo de vetor de distância avançado, pois reúne características
encontradas tanto nos protocolos de vetor de distância quanto nos de estado de
enlace. Seu principal diferencial é a rapidez com que identifica alterações na
rede e calcula novas rotas, reduzindo o tempo de indisponibilidade dos
serviços.
Ao contrário do RIP, que utiliza apenas a quantidade de saltos como critério para escolher uma rota, o EIGRP considera diversos fatores na composição de sua métrica. Entre eles estão a largura de banda disponível, o atraso da comunicação, a confiabilidade da conexão e a carga do enlace. Essa análise permite selecionar caminhos
mais eficientes,
contribuindo para um melhor desempenho da rede.
Outro recurso importante do EIGRP é o
algoritmo DUAL (Diffusing Update Algorithm). Esse algoritmo calcula
rotas livres de loops e mantém caminhos alternativos previamente conhecidos,
chamados de sucessores viáveis. Assim, quando ocorre a falha de um
enlace, o roteador pode utilizar imediatamente uma rota de reserva, muitas
vezes sem necessidade de recalcular toda a topologia. Isso proporciona tempos
de convergência extremamente rápidos.
O EIGRP também reduz o consumo de largura
de banda porque envia apenas atualizações quando ocorre alguma alteração
relevante na rede. Em condições normais, são transmitidas apenas mensagens de
manutenção da vizinhança, conhecidas como pacotes Hello, tornando a
comunicação mais eficiente. Essas características fizeram com que o protocolo
fosse amplamente utilizado em ambientes corporativos baseados em equipamentos
Cisco.
BGP: o protocolo que conecta a Internet
Enquanto o EIGRP é utilizado dentro de uma
organização, o Border Gateway Protocol (BGP) atua em um nível muito
maior. Ele é o principal protocolo responsável pelo roteamento entre Sistemas
Autônomos (Autonomous Systems – AS), que representam grandes redes
administradas de forma independente, como provedores de internet, operadoras de
telecomunicações, universidades e grandes empresas. É graças ao BGP que
diferentes organizações conseguem trocar informações de roteamento e manter a
Internet conectada em escala global.
O BGP pertence à categoria dos protocolos Path
Vector (Vetor de Caminho). Em vez de escolher a rota apenas pela menor
distância, ele analisa diversos atributos relacionados ao caminho percorrido
pelos dados. Entre esses atributos estão o número de Sistemas Autônomos
atravessados, políticas de roteamento definidas pelos administradores e
preferências comerciais entre provedores. Isso significa que a melhor rota nem
sempre será a mais curta, mas aquela que atende às políticas e aos objetivos da
rede.
Outra característica importante do BGP é
sua alta escalabilidade. O protocolo foi projetado para lidar com centenas de
milhares de rotas, permitindo que a Internet continue funcionando mesmo diante
do crescimento constante do número de redes conectadas. Embora sua convergência
seja mais lenta do que a dos protocolos internos, essa característica é
compensada pela estabilidade e pelo controle que oferece sobre o tráfego entre
organizações.
Comparando EIGRP e BGP
Embora ambos sejam
protocolos de
roteamento, suas finalidades são distintas. O EIGRP foi desenvolvido para
otimizar o roteamento interno, oferecendo rapidez e eficiência dentro de
uma única organização. Já o BGP é utilizado no roteamento externo,
conectando diferentes Sistemas Autônomos e permitindo que redes independentes
troquem informações de forma segura e controlada.
De forma geral, o EIGRP destaca-se pela
simplicidade de configuração, rápida convergência e excelente desempenho em
redes corporativas baseadas em equipamentos Cisco. O BGP, por sua vez, é
indispensável para provedores de internet e grandes organizações que necessitam
controlar cuidadosamente o tráfego entre diferentes redes e garantir
conectividade global.
Conhecer esses dois protocolos amplia a compreensão sobre o funcionamento das redes modernas. Enquanto o EIGRP demonstra como otimizar a comunicação dentro de uma organização, o BGP revela como milhões de redes espalhadas pelo mundo conseguem permanecer interligadas, formando a infraestrutura da Internet que utilizamos diariamente.
Referências bibliográficas
FOROUZAN, Behrouz A. Comunicação de
Dados e Redes de Computadores. McGraw-Hill.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes
de Computadores e a Internet. Pearson.
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes
de Computadores. Pearson.
Cisco Systems. Introdução ao EIGRP.
Cisco Systems. Compreender e usar o
Enhanced Interior Gateway Routing Protocol (EIGRP).
Cisco Systems. Introdução ao IGRP e
conceitos de protocolos internos e externos de roteamento.
Estudo de Caso – A Escolha do Protocolo
Certo Faz Toda a Diferença
A empresa IntegraNet Tecnologia era
responsável pela infraestrutura de rede de uma rede de hospitais distribuídos
em cinco cidades. Durante muitos anos, a organização operou com uma estrutura
relativamente simples, utilizando o protocolo RIP para realizar o
roteamento entre suas unidades. Como a rede era pequena e havia poucas
alterações na topologia, o protocolo atendia às necessidades da instituição.
Com o crescimento da empresa, novos hospitais, clínicas e centros de diagnóstico foram incorporados à rede. Além do aumento no número de roteadores, passaram a circular aplicações críticas, como prontuários eletrônicos, exames de imagem e sistemas de monitoramento em tempo real. Pouco tempo depois, a equipe de TI começou a perceber atrasos na comunicação entre as unidades e interrupções temporárias sempre que ocorria alguma falha em um enlace. As análises mostraram que o RIP
demorava para
atualizar as rotas e sua limitação de 15 saltos restringia a expansão da
infraestrutura. Em redes maiores, protocolos como o OSPF apresentam
convergência mais rápida e melhor desempenho do que o RIP.
Na tentativa de resolver o problema, os
administradores decidiram implantar o OSPF. Entretanto, durante a
migração, alguns roteadores foram configurados em áreas incorretas e diferentes
custos foram atribuídos aos enlaces sem um planejamento adequado. Como
consequência, parte do tráfego passou a utilizar caminhos menos eficientes, aumentando
a latência entre algumas unidades e dificultando o gerenciamento da rede.
Estudos e experiências práticas demonstram que o planejamento das áreas e das
métricas é essencial para aproveitar todo o potencial do OSPF.
Enquanto isso, uma filial que utilizava
predominantemente equipamentos Cisco passou a operar com o EIGRP. O
protocolo apresentou excelente desempenho graças ao algoritmo DUAL, que
rapidamente recalculava as rotas quando ocorria alguma falha. No entanto, a
equipe encontrou dificuldades porque alguns roteadores não conseguiam
estabelecer vizinhança. Após a investigação, verificou-se que havia
incompatibilidades de configuração, como parâmetros de autenticação e problemas
de comunicação entre interfaces. Esses são alguns dos problemas mais frequentes
durante a implantação do EIGRP.
A empresa também mantinha conexão com dois
provedores de internet para garantir redundância. Para isso, utilizava o BGP,
protocolo responsável pela troca de rotas entre diferentes Sistemas Autônomos.
Inicialmente, um erro na definição das políticas de roteamento fez com que
parte do tráfego externo fosse direcionada por enlaces menos eficientes,
aumentando o tempo de resposta para os usuários. Após a revisão das políticas e
dos atributos do BGP, o balanceamento das conexões foi corrigido,
proporcionando maior estabilidade e melhor aproveitamento da infraestrutura.
Após alguns meses de ajustes, a IntegraNet
passou a utilizar cada protocolo em seu ambiente mais adequado: o OSPF
ficou responsável pelo roteamento interno da maior parte da rede corporativa, o
EIGRP permaneceu em segmentos específicos compostos por equipamentos
Cisco, e o BGP administrou a comunicação com os provedores de internet.
Essa combinação proporcionou maior disponibilidade, melhor desempenho e
facilidade para futuras expansões.
Erros comuns identificados
Como evitar esses erros
Conclusão
A experiência da IntegraNet Tecnologia demonstra que não existe um protocolo de roteamento ideal para todas as situações. Cada solução possui características próprias e foi desenvolvida para atender cenários específicos. A escolha adequada, aliada a um bom planejamento e à correta configuração dos equipamentos, reduz falhas, melhora o desempenho da rede e garante maior disponibilidade dos serviços. Mais do que conhecer o funcionamento do RIP, OSPF, EIGRP e BGP, o profissional de redes deve compreender quando e como utilizar cada um deles para construir infraestruturas eficientes, escaláveis e confiáveis.
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