MÓDULO
1 — Primeiros passos e lógica com PHP
Aula 1 — O que é PHP e seu primeiro “Olá, mundo”
A Aula 1 é
aquele primeiro encontro em que tiramos o PHP do “mundo das siglas” e coloca
ele funcionando de verdade. Antes de pensar em comandos, vale entender a ideia
central: PHP é uma linguagem que roda no servidor, não no seu navegador.
Isso significa que, quando alguém acessa uma página feita com PHP, o navegador
não “lê” o PHP diretamente. Quem lê e executa o código é o servidor (ou o seu
computador, quando você está em ambiente local). Só depois dessa execução é que
o PHP entrega o resultado pronto — normalmente em HTML — para o navegador
exibir. Em outras palavras: o PHP trabalha nos bastidores, e o usuário vê
apenas o que ele gerou.
Para deixar isso
bem claro, imagine uma lanchonete. O cliente (navegador) faz o pedido e espera
na mesa. Quem prepara o lanche é a cozinha (servidor). O cliente não entra na
cozinha para ver o sanduíche sendo montado; ele só recebe o prato final. Com
PHP, acontece algo parecido: o navegador “pede” uma página, o servidor
“cozinha” aquele PHP, e devolve o conteúdo final para ser mostrado. É por isso
que PHP é tão usado em sites e sistemas: ele permite criar páginas que mudam
conforme a pessoa, o horário, a ação feita no site, os dados cadastrados, e por
aí vai.
Depois de
entender o papel do PHP, o próximo passo é conhecer o ambiente de trabalho.
Para rodar PHP, você precisa de um lugar onde exista um “servidor”
interpretando o código. Quando estamos aprendendo, não faz sentido depender de
um servidor na internet; a gente usa um ambiente local, como XAMPP, WAMP
ou Laragon, que já traz tudo organizado para você: servidor web, PHP e recursos
adicionais. O importante aqui é compreender que não basta criar um arquivo
.php e abrir com duplo clique como se fosse um .txt. Para o PHP funcionar,
esse arquivo precisa ser executado por um servidor com PHP instalado.
Com o ambiente pronto, vem o nosso primeiro contato com o arquivo PHP. Você vai perceber que, por fora, ele pode ser “um site normal”, com HTML. O diferencial é que, dentro dele, podemos abrir um trecho de PHP com <?php e fechar com ?>. Essa abertura e fechamento funcionam como uma sinalização: “aqui é código PHP; daqui pra frente volta a ser HTML”. E isso é poderoso porque permite misturar apresentação (o que aparece na tela) com lógica (o que decide o conteúdo). Na prática, uma página pode ter uma
estrutura HTML comum e, em certos pontos, usar
PHP para imprimir mensagens, datas, nomes, ou qualquer informação dinâmica.
O primeiro
comando que quase todo mundo aprende é o echo. Ele é como uma “fala” do PHP: é
o jeito mais direto de mandar algo para a tela. Se você escrever echo
"Olá, mundo!";, o PHP vai gerar exatamente esse texto como parte da
página. E aqui tem um detalhe importante: o que o echo mostra já não é PHP,
é resultado. Ou seja, o usuário vê “Olá, mundo!”, mas não vê o código que
gerou isso. Na Aula 1, vale também conhecer o print, que faz algo parecido e
pode ser usado no lugar do echo em muitos casos. Para começar, qualquer um dos
dois resolve, mas o echo costuma ser o mais comum em exemplos e projetos.
Outro ponto que
ajuda muito a aprender com tranquilidade são os comentários. Eles são como
bilhetes que você deixa para si mesmo (ou para outra pessoa que vai ler seu
código depois). Comentários não são executados, então não mudam o resultado da
página. Eles servem para explicar o que você está fazendo, registrar uma
observação, ou até “desligar” um trecho temporariamente. Em PHP, você pode
comentar com // para uma linha ou com /* ... */ para um bloco maior. E pode
confiar: comentar bem o código é um hábito simples que evita confusões e
acelera seu aprendizado.
Conforme você
avança nessa primeira aula, a ideia é ir além do “Olá, mundo” e sentir o PHP
sendo útil de verdade. Um exemplo simples e muito real é mostrar a data atual
na página. É o tipo de coisa que uma página estática não faz sozinha: se você
escrever “Hoje é dia 21”, amanhã isso estará errado. Já com PHP, a página pode
se adaptar automaticamente. Mesmo sem decorar funções agora, o aluno já começa
a perceber o valor do “dinâmico”: o conteúdo pode mudar sem você editar o
arquivo todo dia. Isso abre espaço para pensar em sites que se atualizam,
sistemas de cadastro, áreas de login e páginas personalizadas.
Nesse início, é comum bater uma insegurança: “mas por que o PHP não aparece quando eu abro o arquivo?” ou “por que no navegador aparece o código em vez do resultado?”. Essas dúvidas são parte do processo e geralmente indicam um detalhe do ambiente. Se o arquivo estiver sendo aberto fora do servidor local, o PHP não roda. Se o servidor estiver desligado, a página não será processada. Então, a Aula 1 também ensina uma competência essencial: aprender a identificar se o PHP está realmente sendo executado. Quando você altera o texto de um echo e vê isso refletido no navegador, é
um echo e
vê isso refletido no navegador, é um sinal claro de que está tudo certo.
No fechamento da
aula, o mais importante não é sair decorando comandos, e sim guardar três
ideias-chave. Primeiro: PHP é linguagem de servidor e gera resultados para o
navegador. Segundo: para rodar PHP, precisamos de um ambiente que interprete o
código (local ou online). Terceiro: o echo é o nosso “megafone” inicial para
produzir saída e entender a dinâmica da execução. Se o aluno termina a Aula 1
conseguindo criar um index.php, abrir pelo servidor local e ver mensagens e
pequenos resultados aparecendo, ele já deu o passo mais importante: transformou
PHP de teoria em prática.
E, para dar um gostinho de vida real, vale reforçar: quase todo sistema em PHP começa exatamente assim — com um arquivo simples, uma saída na tela, e pequenos testes para garantir que está rodando. A partir daí, cada nova aula vai acrescentar “peças” (variáveis, condições, repetição, formulários) até formar um sistema completo. Mas a base é essa: entender o fluxo servidor → PHP executa → HTML aparece. Quando essa chave vira, o resto começa a fazer sentido com muito mais naturalidade.
Referências bibliográficas
ALMEIDA, Marco
Antonio. PHP: Programando com Orientação a Objetos. São Paulo: Novatec
Editora, 2016.
NIEDERAUER,
Juliano. Desenvolvendo Websites com PHP. São Paulo: Novatec Editora,
2019.
WELLING, Luke;
THOMSON, Laura. Desenvolvimento Web com PHP e MySQL. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2018.
SILVA, Mauricio
Samy. HTML5: A Linguagem de Marcação que Revolucionou a Web. São Paulo:
Novatec Editora, 2014.
Aula
2 — Variáveis, tipos e operações do dia a dia
A Aula 2 é o
momento em que o PHP começa a ficar “com cara de sistema”. Se na primeira aula
você entendeu onde o PHP roda e como ele aparece no navegador, agora você passa
a trabalhar com aquilo que dá vida ao código: as variáveis. Variável é,
basicamente, uma caixinha com etiqueta. Você guarda um valor lá dentro (um
nome, um número, um preço, uma data) e depois usa isso para montar mensagens,
fazer contas e tomar decisões. E isso é muito mais próximo da vida real do que
parece: um site, no fundo, vive de guardar e manipular informações o tempo
todo.
Em PHP, uma variável sempre começa com cifrão, como $nome, $idade, $preco. No começo pode parecer estranho, mas logo vira automático. E tem uma ideia importante aqui: o nome da variável não é detalhe — ele é parte da clareza do seu código. Quando você lê $precoProduto, você entende na hora o
que aquilo representa. Já um $x
ou $a1 pode até funcionar, mas vira uma confusão quando o código cresce. Então,
desde a Aula 2, o aluno já pode treinar um hábito que vale ouro: escolher nomes
que contam uma história.
Outra coisa que
aparece naturalmente são os tipos de dados. Você não precisa decorar uma
lista enorme, mas vale reconhecer os mais comuns: texto (string), número
inteiro (int), número com casas decimais (float) e verdadeiro/falso (boolean).
Na prática, isso aparece o tempo todo: nome do cliente é texto, idade é
inteiro, preço é decimal, e “pagamento aprovado?” é verdadeiro ou falso. O
interessante do PHP é que ele é uma linguagem bem flexível e muitas vezes
“adivinha” o tipo do valor, mas isso não significa que você deva trabalhar no
automático. Entender o tipo do dado ajuda a evitar erros e deixa o código mais
confiável.
Quando você
começa a usar variáveis, surge uma habilidade muito útil: montar frases
dinâmicas. Por exemplo, em vez de escrever uma mensagem fixa como “Olá,
visitante!”, você pode escrever algo como “Olá, Ana!” usando uma variável
$nome. E aí entram duas maneiras comuns de fazer isso: concatenando ou
interpolando. Concatenar é “juntar pedaços” (texto + variável + texto).
Interpolar é escrever a variável dentro da string, geralmente quando você usa
aspas duplas. O que importa, no fim, é que você consegue transformar dados em
comunicação. E isso é central em qualquer aplicação: sistema bom fala com o
usuário de forma clara.
Nessa aula,
também aparece uma parte bem “mão na massa”: operações matemáticas. E
aqui o PHP é bem direto: você soma, subtrai, multiplica e divide como em uma
calculadora. Só que, em vez de números soltos, você trabalha com variáveis.
Isso é onde a programação começa a economizar esforço humano. Pense num exemplo
simples: calcular o total de uma compra. Você tem o preço unitário e a
quantidade, multiplica os dois e pronto — mas agora imagine isso acontecendo
automaticamente para dezenas de produtos, ou mudando conforme o cliente altera
a quantidade. Esse é o tipo de coisa que o PHP faz com naturalidade.
Um cuidado que a Aula 2 costuma ensinar bem é a diferença entre “texto que parece número” e número de verdade. Às vezes o aluno escreve um valor como "10" (texto) e acha que é igual a 10 (número). Em muitos cenários o PHP até consegue lidar com isso, mas nem sempre da forma que você espera. Por isso, vale desenvolver o olhar de perguntar: “Isso aqui é string ou é número?” Especialmente em projetos reais,
em é a diferença entre “texto que parece número” e
número de verdade. Às vezes o aluno escreve um valor como "10"
(texto) e acha que é igual a 10 (número). Em muitos cenários o PHP até consegue
lidar com isso, mas nem sempre da forma que você espera. Por isso, vale
desenvolver o olhar de perguntar: “Isso aqui é string ou é número?”
Especialmente em projetos reais, em que os dados muitas vezes vêm de
formulários, bancos de dados ou APIs, esse detalhe faz diferença.
Outra prática
importante nessa aula é aprender a “mostrar” o que está acontecendo com seus
dados enquanto você estuda. Quando o aluno cria variáveis e faz contas, é muito
comum errar uma vírgula, um ponto, um símbolo ou um nome. E tudo bem. O segredo
é não ficar preso no erro: é imprimir o valor na tela, testar aos poucos e ir
ajustando. Programação é muito isso: um diálogo com o código. Você escreve,
testa, observa, corrige e repete. Essa postura tira o peso de “acertar de
primeira” e coloca o foco em construir com consistência.
A partir daqui,
também faz sentido conversar sobre um ponto que parece simples, mas muda tudo: organização.
Conforme você cria mais variáveis, a página vai ficando maior. Se você joga
tudo de qualquer jeito, rapidamente você se perde. Então, mesmo no básico, já
vale seguir um padrão: declarar variáveis no começo, manter uma lógica de
cálculo em sequência e só depois “imprimir” o resultado. É como arrumar uma
cozinha: se você deixa os ingredientes separados, a receita flui; se mistura
tudo na bancada sem ordem, dá bagunça e retrabalho.
Um exemplo bem didático para fechar essa aula é o “mini orçamento”, que é quase um cenário de loja: você define o nome do produto, o valor unitário e a quantidade. Depois calcula o total e mostra tudo com clareza. Esse exercício é simples, mas carrega várias habilidades importantes ao mesmo tempo: criação de variáveis, manipulação de texto, operações matemáticas e apresentação do resultado. E, principalmente, dá uma sensação boa de progresso, porque o aluno olha para a tela e pensa: “Ok, eu já consigo fazer algo útil.”
No final, a Aula 2 deixa uma mensagem forte: variáveis são o coração do PHP básico. Elas representam informações reais, como nome, idade, preço e quantidade. Quando você domina isso, começa a enxergar que programar não é só escrever comandos — é modelar situações do mundo real dentro do código. E quanto mais você pratica com exemplos próximos da vida (compras, orçamentos, cadastros), mais natural fica avançar para o que
vem depois.
Referências bibliográficas
ALMEIDA, Marco
Antonio. PHP: Programando com Orientação a Objetos. São Paulo: Novatec
Editora, 2016.
NIEDERAUER,
Juliano. Desenvolvendo Websites com PHP. São Paulo: Novatec Editora,
2019.
WELLING, Luke;
THOMSON, Laura. Desenvolvimento Web com PHP e MySQL. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2018.
SCHULTZ,
Alexandre; SCHULTZ, Fábio. Lógica de Programação e Algoritmos. São
Paulo: Bookman, 2019.
Aula
3 — Condições (if/else) com situações reais
A Aula 3 é
aquela virada de chave em que o PHP deixa de ser apenas “mostrar coisas na
tela” e começa a tomar decisões. Até aqui, você já viu que dá para guardar
valores em variáveis e fazer contas. Agora entra a pergunta que muda tudo: “e
se…?”. E se o cliente tiver direito a desconto? E se a nota do aluno for
suficiente para passar? E se o campo do formulário vier vazio? Na prática,
quase todo sistema que existe faz isso o tempo todo: avalia uma condição e
escolhe um caminho. É exatamente para isso que servem as estruturas
condicionais.
O coração dessa
aula é o if (o famoso “se”). A ideia é simples: você define uma condição, e se
ela for verdadeira, um bloco de código é executado. Se não for, entra outro
bloco, normalmente com else (o “senão”). Parece básico — e é mesmo — mas o
poder disso é enorme. É como dar ao seu programa a capacidade de responder de
forma diferente conforme a situação. E isso não é “mágica de programação”; é
uma lógica bem humana: a gente faz isso o tempo todo no cotidiano. “Se estiver
chovendo, eu levo guarda-chuva. Senão, eu saio sem.” O código apenas transforma
isso em regras claras.
Para que o if
funcione, você precisa aprender a conversar com o PHP usando comparações.
É aqui que entram operadores como “maior que”, “menor que”, “igual” e por aí
vai. Você vai usar coisas do tipo: “a compra é maior que 150?”, “a idade é
maior ou igual a 18?”, “o texto está vazio?”. Essas perguntas se transformam em
condições. E toda condição precisa resultar em algo bem objetivo: verdadeiro ou
falso. O PHP não trabalha com “mais ou menos”; ele quer saber se a regra foi
atendida ou não. Isso ajuda muito a manter o sistema previsível.
Nessa etapa, muita gente tropeça em um detalhe clássico: comparar “igual” não é a mesma coisa que “atribuir”. Em PHP, o sinal de = serve para colocar um valor dentro de uma variável. Já para comparar se duas coisas são iguais, você usa == ou ===. Esse ponto parece pequeno, mas é um divisor de águas no começo. Na prática, pensar assim
ajuda: um = é “receba”, enquanto == e === são “compare”.
E aí entra um segundo detalhe importante: === é uma comparação mais rígida,
porque confere não só o valor, mas também o tipo. Em aulas iniciais, não
precisa virar um nó na cabeça — basta saber que existe e que, quando você quer
ter mais certeza, ele costuma ser uma escolha melhor.
Quando você
começa a escrever condições, logo percebe que nem sempre a vida é só “sim” ou
“não”. Às vezes existem mais caminhos. Por isso existe o elseif, que é como
dizer: “se não for isso, então veja se é aquilo”. Pense numa situação bem
comum: resultado de prova. Se a nota for maior ou igual a 7, o aluno passa. Se
for maior ou igual a 5, fica de recuperação. Senão, reprova. Essa ideia de
múltiplas faixas aparece em vários contextos reais: classificação de risco,
faixas de frete, níveis de acesso, categorias de desconto. O elseif é a
estrutura que deixa esse raciocínio natural no código.
A Aula 3 também
costuma introduzir os operadores lógicos, que são o jeito de combinar
regras. O && funciona como “e”: as duas condições precisam ser
verdadeiras ao mesmo tempo. Já o || funciona como “ou”: basta uma das condições
ser verdadeira. Isso abre um universo de possibilidades. Por exemplo: “o usuário
pode entrar se estiver logado e se a conta estiver ativa”. Ou: “o cupom
é válido se for ‘DESC10’ ou ‘PROMO10’”. Em projetos reais, essas
combinações aparecem muito, e aprender isso cedo evita aquela sensação de “eu
sei fazer um if, mas não sei montar regras de verdade”.
Outro tema bem
importante dessa aula é começar a pensar em validação. Validar é checar
se um dado faz sentido antes de continuar. Por exemplo: um campo de nome não
pode vir vazio; uma quantidade não pode ser zero; um preço não pode ser
negativo; um e-mail precisa, no mínimo, ter um formato aceitável. A validação é
um cuidado com o usuário e com o sistema. Sem validação, você deixa o programa
vulnerável a erros e situações que quebram a lógica. E, didaticamente,
validação é um ótimo treino de if/else, porque você aprende a criar regras
claras e tratar cada caso com uma resposta adequada.
Uma forma bem humana de ensinar isso é pensar no if como um “porteiro”. Ele deixa passar ou bloqueia, dependendo de uma regra. Se a regra é “precisa ter ingresso”, então quem não tem ingresso não entra — simples. No código, funciona igual: se o dado está inválido, você exibe uma mensagem e não continua o processamento. Se está válido, você segue. Essa mentalidade ajuda o aluno a
entender que condição não
é só “enfeite”; é o que mantém um sistema funcionando com segurança e
coerência.
Na parte prática, o exercício clássico de nota (“Aprovado”, “Recuperação” ou “Reprovado”) é excelente porque é simples, direto e dá para testar facilmente mudando o valor da variável. E isso é um ponto pedagógico importante: testar variações. Um aluno aprende muito quando coloca $nota = 8, depois muda para $nota = 6, depois $nota = 3 e observa a resposta. Esse tipo de teste manual é uma forma inicial de raciocínio de qualidade: você verifica se o código se comporta bem em diferentes cenários, e isso prepara para desafios maiores.
No fim das contas, a Aula 3 ensina a habilidade que mais se aproxima do “pensar como programador”: transformar situações do mundo real em regras objetivas. O PHP não vai adivinhar intenção, não vai “entender o contexto” como uma pessoa entende; ele executa exatamente o que você escreveu. Por isso, escrever boas condições é quase como escrever boas instruções: claras, coerentes e completas. Quando o aluno termina essa aula dominando if, else, elseif e as comparações básicas, ele ganha uma ferramenta que vai aparecer em praticamente tudo o que ele fizer dali pra frente — de um cálculo simples de desconto até um sistema inteiro de login.
Referências bibliográficas
ALMEIDA, Marco
Antonio. PHP: Programando com Orientação a Objetos. São Paulo: Novatec
Editora, 2016.
NIEDERAUER,
Juliano. Desenvolvendo Websites com PHP. São Paulo: Novatec Editora,
2019.
WELLING, Luke;
THOMSON, Laura. Desenvolvimento Web com PHP e MySQL. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2018.
SCHULTZ,
Alexandre; SCHULTZ, Fábio. Lógica de Programação e Algoritmos. São
Paulo: Bookman, 2019.
Estudo de caso do Módulo 1: “A Lojinha da
Dona Nena — quando o site começa a dar respostas estranhas”
A Dona Nena tem uma lojinha de bairro e decidiu dar
um passo a mais: criar uma página simples para calcular o total de uma compra e
informar se tem frete grátis. Nada de carrinho completo, só o essencial para
começar: mostrar mensagem na tela (Aula 1), trabalhar com variáveis e
contas (Aula 2) e tomar decisões com if/else (Aula 3).
O problema é que, quando o sobrinho dela (o aluno do curso) monta o arquivo index.php, o site começa a dar uns resultados… “misteriosos”. Às vezes o frete fica errado, às vezes a mensagem não aparece, e em alguns momentos parece que o PHP “nem está rodando”. Vamos acompanhar o que aconteceu — e como evitar esses tropeços.
Cena 1 — “O PHP não
funciona… ou eu que não estou abrindo certo?”
O aluno cria index.php, coloca um echo
"Bem-vindo!"; e dá duplo clique no arquivo para abrir no navegador.
Em vez de mostrar a mensagem, ele vê o código ou uma página estranha.
Erro
comum
Por
que acontece
Como
evitar
Dica
prática
Cena
2 — “Meu texto aparece todo quebrado… e a variável não entra na frase”
Ele tenta fazer algo tipo:
“Olá, Ana! Sua compra foi registrada.”
Mas sai “Olá, $nome! …” ou vira uma bagunça de aspas.
Erro
comum
Como
evitar
Boa
prática
Cena
3 — “O total da compra está errado… e o desconto aparece do nada”
A regra é simples:
Ele coloca:
E em alguns momentos o resultado sai certo… em
outros, dá valores estranhos ao adicionar texto ou símbolos.
Erros
comuns
1.
Misturar número
com texto sem perceber
2.
Usar vírgula em
decimal (muito comum no Brasil): "19,90"
3.
Concatenar
quando queria somar
Como
evitar
Dica
prática
Cena
4 — “Meu frete grátis nunca ativa… mesmo com compra alta”
Ele escreve a condição:
if ($total = 150) { ... }
E o resultado fica totalmente fora do esperado.
Erro
comum
Por
que é perigoso
Como
evitar
Regra
mental simples
Cena
5 — “O sistema diz ‘frete grátis’ para todo mundo”
Agora ele tenta melhorar a regra:
Só que ele escreve:
if ($total > 150 || $cupom) { ... }
Mas $cupom é uma string qualquer, e qualquer texto
vira “verdadeiro” em várias situações.
Erro
comum
Como
evitar
Dica
prática
Como
a página ficou “redondinha” no fim (modelo mental)
No final, o aluno aprende a montar o fluxo de um
jeito bem confiável:
1.
Definir as variáveis (preço, quantidade, nome)
2.
Calcular total
3.
Decidir frete com if/else
4.
Exibir o resultado com echo de forma clara
E, principalmente, ele aprende a evitar os 4
tropeços que mais aparecem no Módulo 1:
Desafio
final do estudo de caso (bem prático)
Monte a “Calculadora da Dona Nena” com essas regras:
Teste
obrigatório
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