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Orçamentista de Construção Civil

ORÇAMENTISTA DE CONSTRUÇÃO CIVIL

 

Componentes do Orçamento

Levantamento de Quantitativos 

 

Métodos de Levantamento de Quantitativos

O levantamento de quantitativos é um processo fundamental na elaboração de orçamentos de construção civil. Consiste na medição e quantificação de todos os materiais, mão de obra e serviços necessários para a execução de um projeto. Os principais métodos de levantamento de quantitativos incluem:

1.     Método Direto: Envolve a medição direta das dimensões e quantidades especificadas nos projetos. Este método é detalhado e preciso, mas pode ser demorado. É amplamente utilizado para itens como volumes de concreto, áreas de revestimento e comprimentos de tubulações.

2.     Método Indireto: Utiliza coeficientes e índices baseados em projetos semelhantes ou em tabelas padronizadas para estimar as quantidades. É menos preciso que o método direto, mas mais rápido. É frequentemente usado em fases preliminares do projeto.

3.     Método Estatístico: Baseia-se em dados históricos e estatísticos para prever as quantidades necessárias. Este método é útil em projetos de grande escala ou repetitivos, onde há uma base de dados consistente de projetos anteriores.

4.     Método de Comparação: Consiste em comparar o projeto atual com projetos semelhantes executados anteriormente, ajustando as quantidades conforme necessário. Este método pode ser eficaz em situações onde há um histórico bem documentado de projetos similares.

Utilização de Projetos Arquitetônicos e Estruturais

Os projetos arquitetônicos e estruturais são essenciais para o levantamento de quantitativos, pois fornecem as informações detalhadas necessárias para a quantificação precisa dos materiais e serviços. A utilização desses projetos envolve:

1.     Análise dos Projetos Arquitetônicos: Os projetos arquitetônicos fornecem as dimensões e especificações das áreas a serem construídas, incluindo plantas, cortes e elevações. A partir desses desenhos, é possível calcular áreas de paredes, pisos, tetos e outros elementos construtivos.

2.     Interpretação dos Projetos Estruturais: Os projetos estruturais detalham a localização, o tipo e as dimensões dos elementos estruturais, como fundações, pilares, vigas e lajes. Esses desenhos são cruciais para calcular os volumes de concreto, aço e outros materiais estruturais.

3.     Coordenação entre Projetos: A integração entre os projetos arquitetônicos e estruturais é fundamental para garantir que todas as quantidades sejam

corretamente levantadas. A coordenação entre diferentes disciplinas, como elétrica, hidráulica e sanitária, também é necessária para evitar omissões ou duplicações de quantitativos.

Ferramentas de Apoio ao Levantamento

Para realizar o levantamento de quantitativos de forma eficiente e precisa, diversas ferramentas de apoio podem ser utilizadas:

1.     Software de CAD (Desenho Assistido por Computador): Programas como AutoCAD, Revit e ArchiCAD são amplamente utilizados para visualizar e extrair quantitativos diretamente dos desenhos técnicos. Eles permitem medições precisas e a integração de diferentes disciplinas em um único modelo.

2.     Planilhas Eletrônicas: Ferramentas como Excel são frequentemente utilizadas para organizar e calcular os quantitativos levantados. As planilhas permitem a criação de fórmulas e tabelas que facilitam a análise e a documentação das quantidades.

3.     Software de Orçamentação: Existem softwares específicos para orçamentação que integram o levantamento de quantitativos, como MS Project, Sienge e TCPO. Esses programas permitem a importação de dados de projetos, o cálculo automático de quantidades e a geração de relatórios detalhados.

4.     Dispositivos de Medição Eletrônica: Ferramentas como trenas eletrônicas e scanners 3D ajudam a obter medições precisas diretamente no local da obra. Essas tecnologias são especialmente úteis para levantamentos de quantidades em construções existentes ou reformas.

5.     BIM (Building Information Modeling): O uso de modelagem da informação da construção permite a criação de modelos digitais tridimensionais que contêm todas as informações necessárias para o levantamento de quantitativos. O BIM facilita a coordenação entre diferentes disciplinas e a extração de dados precisos e atualizados.

O levantamento de quantitativos é uma etapa essencial na elaboração de orçamentos de construção, fornecendo a base para a estimativa precisa de custos e o planejamento eficiente dos recursos. A utilização de métodos apropriados, projetos detalhados e ferramentas tecnológicas de apoio é crucial para garantir a precisão e a confiabilidade desse processo.

 

Composição de Custos Diretos

 

A composição de custos diretos é uma etapa crucial na elaboração de orçamentos de obras, pois envolve a identificação e quantificação dos gastos diretamente associados à execução do projeto. Esses custos incluem materiais, mão de obra e equipamentos, sendo fundamentais para a precisão do orçamento. Vamos detalhar

composição de custos diretos é uma etapa crucial na elaboração de orçamentos de obras, pois envolve a identificação e quantificação dos gastos diretamente associados à execução do projeto. Esses custos incluem materiais, mão de obra e equipamentos, sendo fundamentais para a precisão do orçamento. Vamos detalhar cada um desses componentes:

Custos de Materiais

Os custos de materiais representam uma parte significativa do orçamento de uma obra e incluem todos os insumos necessários para a construção. A composição desses custos envolve:

1.     Identificação dos Materiais: Primeiramente, é necessário listar todos os materiais que serão utilizados no projeto, como concreto, aço, tijolos, argamassa, revestimentos, tubulações, fiação elétrica, entre outros.

2.     Quantificação: Com base nos projetos arquitetônicos e estruturais, realiza-se o levantamento quantitativo de cada material necessário, garantindo que todas as especificações sejam atendidas.

3.     Pesquisa de Preços: Após a quantificação, é essencial realizar uma pesquisa de mercado para obter os preços atualizados dos materiais. Isso pode envolver cotações com fornecedores, consultas a tabelas de preços e análise de preços de projetos semelhantes.

4.     Inclusão de Despesas Adicionais: Além do preço de compra dos materiais, devem ser considerados custos adicionais como transporte, armazenamento e possíveis perdas ou desperdícios durante a execução da obra.

Custos de Mão de Obra

Os custos de mão de obra referem-se aos salários e encargos trabalhistas dos profissionais envolvidos na construção. A composição desses custos inclui:

1.     Identificação dos Profissionais: Listar todos os profissionais necessários para a execução do projeto, como pedreiros, carpinteiros, eletricistas, encanadores, pintores, engenheiros e técnicos.

2.     Quantificação de Horas de Trabalho: Estimar a quantidade de horas de trabalho necessárias para cada etapa do projeto, com base no cronograma de execução e na produtividade média dos profissionais.

3.     Salários e Encargos: Calcular os salários dos profissionais, incluindo benefícios e encargos sociais obrigatórios, como INSS, FGTS, férias, 13º salário e adicionais previstos em convenções coletivas de trabalho.

4.     Contratação e Treinamento: Considerar custos relacionados à contratação e treinamento de novos profissionais, especialmente se forem necessárias qualificações específicas para determinadas atividades.

Custos de Equipamentos

Os custos de

equipamentos envolvem os gastos com a utilização de máquinas e ferramentas necessárias para a execução da obra. A composição desses custos abrange:

1.     Identificação dos Equipamentos: Listar todos os equipamentos que serão utilizados no projeto, como betoneiras, guindastes, escavadeiras, andaimes, compactadores, ferramentas elétricas e manuais.

2.     Quantificação do Uso: Estimar o tempo de uso de cada equipamento, com base no cronograma da obra e nas necessidades específicas de cada etapa do projeto.

3.     Aluguel ou Compra: Decidir entre alugar ou comprar os equipamentos, considerando fatores como a duração do uso, o custo de aquisição, a manutenção e o armazenamento. O aluguel pode ser mais vantajoso para equipamentos de uso temporário, enquanto a compra pode ser mais econômica para itens de uso contínuo.

4.     Custos Operacionais: Incluir os custos operacionais dos equipamentos, como combustível, lubrificantes, manutenção preventiva e corretiva, e a substituição de peças desgastadas.

5.     Mão de Obra Especializada: Considerar a necessidade de operadores especializados para o manuseio de determinados equipamentos, incluindo seus salários e encargos trabalhistas.

A composição de custos diretos é um processo detalhado e meticuloso que requer a integração de diversas informações e a colaboração entre diferentes áreas do projeto. A precisão na identificação e quantificação dos custos de materiais, mão de obra e equipamentos é fundamental para a elaboração de um orçamento realista e eficiente, garantindo o sucesso do empreendimento na construção civil.


Composição de Custos Indiretos

 

A composição de custos indiretos é uma etapa essencial na elaboração de orçamentos de obras, pois inclui todos os gastos que, embora não estejam diretamente ligados à execução de atividades específicas, são necessários para o funcionamento e gestão do projeto. Esses custos englobam a administração central, custos financeiros e custos de supervisão e fiscalização. Vamos detalhar cada um desses componentes:

Administração Central

Os custos de administração central referem-se às despesas relacionadas à gestão e suporte administrativo do projeto, que ocorrem geralmente no escritório central da empresa ou na administração do canteiro de obras. Eles incluem:

1.     Salários e Benefícios Administrativos: Salários dos profissionais envolvidos na administração do projeto, como gerentes, coordenadores, assistentes administrativos, contadores e pessoal de recursos

humanos. Também incluem benefícios trabalhistas, como férias, 13º salário, INSS e FGTS.

2.     Despesas com Escritório: Custos com aluguel, manutenção e operação do escritório, incluindo despesas com energia elétrica, água, internet, telefone, mobiliário, material de escritório e softwares de gestão.

3.     Seguros: Pagamento de seguros diversos, como seguro de obra, seguro de responsabilidade civil, seguro de equipamentos e seguro de vida para os funcionários.

4.     Taxas e Licenças: Custos relacionados à obtenção de licenças e autorizações necessárias para a execução do projeto, bem como taxas administrativas cobradas por órgãos públicos.

5.     Serviços de Terceiros: Gastos com consultorias, assessorias jurídicas e contábeis, e outros serviços especializados contratados para apoiar a administração do projeto.

Custos Financeiros

Os custos financeiros referem-se às despesas relacionadas ao financiamento do projeto e à gestão de recursos financeiros. Eles podem incluir:

1.     Juros e Encargos Financeiros: Pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos obtidos para a execução da obra, bem como outros encargos financeiros, como taxas bancárias e comissões de crédito.

2.     Custo de Oportunidade: Representa o custo de não investir os recursos próprios da empresa em outras oportunidades de investimento que poderiam gerar retornos financeiros.

3.     Gestão de Caixa: Despesas relacionadas à administração do fluxo de caixa do projeto, incluindo custos com operações financeiras e movimentações bancárias.

4.     Garantias e Fianças: Custos com garantias bancárias, fianças e outras formas de seguro que possam ser exigidas para a contratação do projeto.

Custos de Supervisão e Fiscalização

Os custos de supervisão e fiscalização são despesas associadas ao controle e monitoramento da execução do projeto para garantir que ele esteja sendo realizado conforme o planejamento e as especificações técnicas. Esses custos incluem:

1.     Salários de Supervisores e Fiscais: Remuneração dos profissionais responsáveis pela supervisão e fiscalização da obra, como engenheiros, técnicos e inspetores. Inclui também benefícios trabalhistas como INSS, FGTS, férias e 13º salário.

2.     Despesas com Viagens e Transporte: Custos com deslocamento dos supervisores e fiscais até o canteiro de obras, incluindo passagens, hospedagem, alimentação e transporte local.

3.     Equipamentos e Ferramentas de Inspeção: Aquisição e manutenção de equipamentos e ferramentas

utilizados para a inspeção e fiscalização da obra, como trenas, níveis, medidores de umidade, câmeras e drones.

4.     Relatórios e Documentação: Custos com a elaboração de relatórios de supervisão e fiscalização, incluindo a impressão e a gestão de documentos relacionados ao controle de qualidade e conformidade do projeto.

5.     Treinamento e Capacitação: Investimentos em treinamentos e capacitação dos profissionais de supervisão e fiscalização, para garantir que estejam atualizados com as melhores práticas e normas técnicas aplicáveis.

A composição de custos indiretos é uma parte integral do orçamento de uma obra, garantindo que todos os aspectos administrativos, financeiros e de controle sejam considerados. A inclusão precisa desses custos é fundamental para assegurar a viabilidade financeira do projeto e a sua execução eficiente e conforme os padrões de qualidade e segurança estabelecidos.

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