NOÇÕES DE PLANILHA ELETRÔNICA E
INTERNET
A Internet é uma rede global de computadores interligados
que permite a comunicação e o compartilhamento de informações em escala
mundial. Seu nome vem da abreviação de “interconnected networks” (redes
interconectadas), e sua principal característica é a descentralização: não há
um único ponto de controle, pois os dados trafegam por diversos caminhos e
servidores espalhados pelo mundo.
O conceito de Internet está fortemente ligado ao
desenvolvimento das tecnologias de comunicação de dados e às necessidades
militares e acadêmicas do século XX. Em sua essência, a Internet opera por meio
de um conjunto de protocolos de comunicação padronizados, principalmente o
TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), que permite que
dispositivos heterogêneos “conversem” entre si, mesmo estando fisicamente
distantes ou usando sistemas operacionais distintos.
O surgimento da Internet remonta à década de 1960, em plena
Guerra Fria, quando os Estados Unidos buscavam soluções para garantir a
integridade das comunicações militares mesmo em caso de ataque nuclear. Nesse
contexto, nasceu a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), uma
iniciativa do Departamento de Defesa norte-americano por meio da agência ARPA
(atual DARPA).
A ARPANET foi inaugurada em 1969, conectando quatro
universidades americanas (UCLA, Stanford, UC Santa Barbara e Universidade de
Utah). A proposta era compartilhar recursos computacionais e facilitar a
comunicação entre os pesquisadores por meio da comutação de pacotes — uma
inovação em relação às redes de circuito fechado tradicionais.
Nos anos 1970, o desenvolvimento do protocolo TCP/IP por
Vinton Cerf e Robert Kahn tornou possível a padronização das comunicações entre
redes distintas. Esse protocolo foi adotado oficialmente pela ARPANET em 1º de
janeiro de 1983, uma data considerada por muitos como o “nascimento” da
Internet moderna.
Durante os anos 1980, a Internet expandiu-se no meio
acadêmico e científico. Universidades e centros de pesquisa passaram a adotar o
novo sistema, e redes como a BITNET e a NSFNET ampliaram o número de
instituições conectadas. No entanto, foi apenas nos anos 1990 que a Internet
começou a alcançar o público em geral.
Um dos marcos mais importantes nesse processo foi a criação
da World Wide
Web (WWW),
desenvolvida em 1989 pelo cientista britânico
Tim BernersLee, no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). A Web
não é sinônimo de Internet, mas um de seus serviços mais populares: trata-se de
um sistema de hipertexto que permite o acesso a páginas interligadas por links,
utilizando navegadores como o Mosaic, Netscape, Internet Explorer e,
atualmente, Chrome e Firefox.
A década de 1990 também foi marcada pelo surgimento dos
provedores de acesso comercial, a massificação dos computadores pessoais e o
desenvolvimento de ferramentas como e-mail, chats e fóruns, que mudaram
profundamente a forma como as pessoas se comunicavam.
Nos anos 2000, a Internet consolidou-se como uma
infraestrutura essencial da sociedade contemporânea. A evolução das conexões —
de discadas para banda larga e, posteriormente, para redes móveis como 3G, 4G e
5G — aumentou exponencialmente o número de usuários e o volume de dados
trafegados.
O surgimento de redes sociais, serviços de streaming,
computação em nuvem e dispositivos móveis transformou a Internet em um espaço
multifacetado, presente em praticamente todos os aspectos da vida moderna:
educação, trabalho, comércio, entretenimento e participação política.
Hoje, a Internet é considerada um direito fundamental por
diversas organizações internacionais, como a ONU, e é objeto de discussões
sobre governança, privacidade, segurança cibernética e inclusão digital. A
busca por uma Internet cada vez mais acessível, segura e democrática segue como
um dos grandes desafios da era digital.
Compreender o conceito e a história da Internet é
fundamental para que possamos utilizar essa ferramenta de forma crítica e
consciente. De um projeto militar restrito a um ambiente aberto e
descentralizado, a Internet tornou-se um dos pilares da comunicação humana,
conectando bilhões de pessoas e viabilizando uma nova era de compartilhamento
de conhecimento.
• CASTELLS,
Manuel. A sociedade em rede. São
Paulo: Paz e Terra, 1999.
• CERF,
Vinton; KAHN, Robert. A Protocol for Packet Network Intercommunication. IEEE Transactions on Communications,
1974.
• LÉVY,
Pierre. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 1999.
• BERNERS-LEE,
Tim. Weaving the Web: The Original Design
and Ultimate Destiny of the World Wide Web. New York: Harper San Francisco,
1999.
• PENTEADO, Cláudia M. L. História da Internet:
da Internet: dos
primórdios aos dias atuais. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
• ONU.
Relatório do Conselho de Direitos Humanos sobre a promoção, proteção e gozo dos
direitos humanos na Internet. Genebra, 2016.
A Internet revolucionou a forma como nos comunicamos,
acessamos informações e nos relacionamos socialmente. Entre os inúmeros
serviços que ela oferece, destacam-se o correio eletrônico (e-mail), a
navegação por páginas da Web e as redes sociais digitais. Esses recursos estão
entre os mais utilizados cotidianamente por bilhões de pessoas e compõem o
núcleo funcional da experiência online contemporânea.
O correio eletrônico, ou e-mail (do inglês electronic mail), é um dos serviços mais
antigos e fundamentais da Internet. Ele permite o envio e recebimento de
mensagens entre usuários conectados à rede, independentemente da localização
geográfica. Diferente do correio tradicional, o e-mail oferece rapidez, custo praticamente
nulo e a possibilidade de anexar arquivos, como textos, imagens, vídeos e
documentos diversos.
A origem do e-mail remonta à década de 1970, quando Ray
Tomlinson, um engenheiro da ARPANET, criou o primeiro sistema capaz de enviar
mensagens entre computadores. Foi ele quem popularizou o uso do símbolo “@”
como separador entre o nome do usuário e o servidor de e-mail.
Hoje, serviços como Gmail, Outlook, Yahoo Mail e ProtonMail
oferecem interfaces amigáveis e recursos integrados de organização, busca,
agenda e segurança, como criptografia de dados e filtros antispam. O e-mail
continua sendo amplamente utilizado tanto em ambientes corporativos quanto
pessoais, apesar da ascensão de outras formas de comunicação digital mais
instantânea.
A navegação na Web é uma das atividades mais comuns
realizadas por usuários da Internet. Através de navegadores (browsers) como
Google Chrome, Mozilla Firefox, Microsoft Edge ou Safari, é possível acessar
uma vasta rede de documentos interligados chamados páginas Web. Estas páginas
são acessadas por meio de URLs (Uniform Resource Locators), os endereços
eletrônicos únicos que indicam onde determinado conteúdo está hospedado.
O sistema de navegação na Web foi idealizado por Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web (WWW), em 1989. A ideia de hipertexto — que permite a ligação entre diferentes
sistema de navegação na Web foi idealizado por Tim
Berners-Lee, criador da World Wide Web (WWW), em 1989. A ideia de hipertexto —
que permite a ligação entre diferentes documentos — é o que possibilita que
usuários “passem” de uma página a outra clicando em links. Este mecanismo
tornou a navegação acessível mesmo a pessoas com pouca familiaridade técnica.
A navegação é hoje indispensável para o acesso a conteúdos
educacionais, noticiosos, comerciais e governamentais. Portais de busca, como o
Google, facilitam a localização de informações em tempo real, fazendo da Web
uma ferramenta insubstituível para pesquisas e aprendizado.
Entretanto, é fundamental desenvolver habilidades de
letramento digital para navegar com criticidade, uma vez que a Internet também
abriga conteúdos desinformativos, propagandas enganosas e riscos à privacidade.
As redes sociais digitais transformaram radicalmente os
modos de interação entre indivíduos, grupos e instituições. Elas são
plataformas que permitem a criação de perfis, a publicação de conteúdos, a
formação de vínculos e a participação em comunidades virtuais.
Facebook, Instagram, TikTok, Twitter (atualmente X),
LinkedIn e WhatsApp são exemplos de redes sociais amplamente utilizadas em
diferentes contextos. Seu funcionamento se baseia na lógica de compartilhamento
e engajamento — quanto mais uma publicação é curtida, comentada e
compartilhada, maior sua visibilidade na plataforma.
As redes sociais assumem múltiplas funções: canais de
comunicação pessoal, vitrines profissionais, espaços de marketing e, cada vez
mais, arenas de debate político e mobilização social. Elas também representam
um campo fértil para a análise de comportamentos sociais, construção de
identidades e circulação de narrativas.
Contudo, essas plataformas também trazem desafios
significativos, como a disseminação de discursos de ódio, notícias falsas,
bolhas de informação e impactos negativos na saúde mental. O uso consciente e
ético das redes sociais é, portanto, uma habilidade cada vez mais necessária na
sociedade digital.
Os serviços de e-mail, navegação na Web e redes sociais constituem os pilares da experiência digital cotidiana. Eles não apenas facilitam a comunicação e o acesso à informação, como também moldam profundamente os modos de vida, trabalho e sociabilidade. Compreender seu funcionamento básico e seus impactos socioculturais é
essencial para qualquer
cidadão do século XXI.
• CASTELLS,
Manuel. A galáxia da Internet: reflexões
sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
• LÉVY,
Pierre. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 1999.
• RECUERO,
Raquel. Redes sociais na Internet.
Porto Alegre: Sulina, 2009.
• BERNERS-LEE,
Tim. Teia da vida: a nova ciência da
Internet. São Paulo: Cultrix, 2001.
• PENTEADO,
Cláudia M. L. História da Internet: dos
primórdios aos dias atuais. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
• ONU.
Relatório sobre liberdade de expressão e redes sociais. Genebra, 2017.
O funcionamento da Internet envolve uma série de elementos
técnicos que tornam possível a comunicação entre dispositivos conectados ao
redor do mundo. Para entender como a Internet opera em sua base, é fundamental
conhecer os conceitos de conexão à rede, o papel dos provedores de acesso e a
estrutura dos endereços eletrônicos, conhecidos como URLs. Esses componentes
formam a espinha dorsal da experiência online e garantem que usuários possam
acessar conteúdos e serviços em tempo real, com agilidade e confiabilidade.
A conexão à Internet é o processo pelo qual um dispositivo,
como um computador, celular ou roteador, se liga à rede mundial de
computadores. Esse acesso pode se dar por meio de tecnologias variadas, entre
as quais se destacam:
• Conexões por cabo: utilizam a
infraestrutura de telefonia ou TV a cabo para estabelecer a comunicação. A
banda larga é a forma mais comum nesse caso, oferecendo maior velocidade que a
antiga conexão discada.
• Wi-Fi: permite que dispositivos se
conectem sem fio a um ponto de acesso (geralmente um roteador doméstico), o
qual está conectado fisicamente à rede por cabo.
• Internet móvel: utiliza sinais de rádio
das redes de telefonia celular (3G, 4G, 5G) para garantir mobilidade e
cobertura em áreas mais amplas.
• Fibra óptica: uma das tecnologias mais
modernas e velozes, utiliza feixes de luz para transmitir grandes volumes de
dados com mínima perda de qualidade.
Independentemente da tecnologia empregada, a conexão depende de protocolos de rede padronizados, especialmente o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), que permite que os dados sejam divididos em pequenos pacotes, enviados pela rede e
da tecnologia empregada, a conexão
depende de protocolos de rede padronizados, especialmente o TCP/IP
(Transmission Control Protocol/Internet Protocol), que permite que os dados
sejam divididos em pequenos pacotes, enviados pela rede e remontados no
destino.
Os provedores de
acesso à Internet são empresas que oferecem ao usuário a possibilidade de
se conectar à rede. Esses provedores funcionam como intermediários entre o
usuário final e a infraestrutura que compõe a Internet global. Em outras
palavras, são eles que fornecem os meios técnicos e comerciais para que uma
residência, empresa ou dispositivo móvel possa acessar sites, plataformas e
outros serviços online.
No Brasil, exemplos de provedores incluem empresas como
Claro, Vivo, Oi, TIM, entre outras. Esses provedores oferecem pacotes com
diferentes velocidades, limites de dados e tecnologias (ADSL, cabo, fibra
óptica ou redes móveis), e também são responsáveis por aspectos técnicos
importantes, como a atribuição de endereços IP dinâmicos ou estáticos aos
usuários.
Além dos provedores de acesso, existem os provedores de conteúdo, que são
responsáveis por hospedar e disponibilizar as informações acessadas, como
sites, plataformas de vídeo, serviços de e-mail e redes sociais.
Os provedores também têm papel na segurança e regulação do
uso da Internet. Em países com legislações avançadas, como o Brasil, por meio
do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), é garantida a neutralidade de
rede e a proteção dos dados dos usuários.
A URL (Uniform
Resource Locator) é o endereço que permite localizar um recurso específico
na Internet, como uma página da Web, um arquivo ou um vídeo. Ela é essencial
para que navegadores consigam direcionar corretamente a solicitação do usuário
para o conteúdo desejado.
Uma URL típica tem a seguinte estrutura: https://www.exemplo.com/servicos/produto.html Cada parte da URL cumpre uma função específica:
• Protocolo (https://): indica o modo de
comunicação a ser utilizado. O “https” é uma versão segura do “http”, e é o
padrão atual para navegação segura.
• Domínio (www.exemplo.com): é o nome do site ou servidor onde o recurso
está hospedado. Esse domínio é traduzido para um endereço IP por meio do
sistema DNS (Domain Name System).
• Caminho (/servicos/produto.html):
refere-se à localização exata do arquivo ou recurso dentro do servidor.
O
sistema DNS funciona como uma espécie de “agenda de
contatos” da Internet: quando o usuário digita uma URL, esse sistema consulta o
servidor apropriado para localizar o IP correspondente ao nome digitado. Esse
processo acontece em milésimos de segundo e é invisível ao usuário final.
Compreender os fundamentos do funcionamento da Internet —
como a conexão, o papel dos provedores e a estrutura das URLs — permite ao
usuário navegar com mais segurança, entender limitações técnicas e tomar
decisões mais conscientes quanto ao uso da rede. A Internet, embora pareça
simples na sua utilização cotidiana, é fruto de uma complexa engenharia
distribuída globalmente, que depende de cooperação técnica, normas padronizadas
e infraestrutura robusta para garantir a comunicação eficiente entre bilhões de
dispositivos.
• TANENBAUM,
Andrew S.; WETHERALL, David J. Redes de
computadores. 5. ed. São Paulo: Pearson, 2011.
• KRAUSE,
André; RODRIGUES, Wagner. Fundamentos da
Internet e Redes de Computadores. São Paulo: Saraiva Educação, 2018.
• CASTELLS,
Manuel. A galáxia da Internet. Rio de
Janeiro: Zahar, 2003.
• LÉVY,
Pierre. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 1999.
• BRASIL.
Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da
Internet). Disponível
em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
• BERNERS-LEE,
Tim. Teia da vida: a nova ciência da
Internet. São Paulo: Cultrix, 2001.
Utilização de Navegadores: Chrome, Firefox e Edge
Os navegadores (ou browsers) são programas essenciais para
o uso da Internet, pois funcionam como a principal interface entre o usuário e
a vasta rede de informações que compõe a World Wide Web. Esses softwares
possibilitam a leitura de páginas escritas em HTML e a execução de diversos
tipos de conteúdo, como textos, imagens, vídeos, formulários e aplicativos
interativos. Entre os navegadores mais utilizados atualmente, destacam-se o
Google Chrome, o Mozilla Firefox e o Microsoft Edge.
O que são navegadores?
Um navegador é um software que interpreta códigos de linguagem de marcação — principalmente o HTML (HyperText Markup Language), CSS (Cascading Style Sheets) e JavaScript — e os apresenta de forma visual e interativa para o usuário. Os navegadores também gerenciam elementos como cookies, cache, histórico,
favoritos e extensões, que tornam a navegação mais
personalizada e funcional.
A função básica do navegador é enviar uma solicitação ao
servidor que hospeda um site e, em seguida, renderizar o conteúdo recebido na
tela do usuário. Isso ocorre por meio do protocolo HTTP ou, preferencialmente,
HTTPS, que assegura a troca segura de informações. Os navegadores atuais também
atuam na proteção contra ameaças digitais, bloqueando sites maliciosos, pop-ups
indesejados e scripts potencialmente perigosos.
O Google Chrome foi lançado em 2008 e rapidamente se tornou
o navegador mais popular do mundo. Desenvolvido pela empresa Google, seu
sucesso deve-se principalmente à sua velocidade de carregamento, à simplicidade
da interface e à integração com os serviços do Google, como Gmail, Drive e
Google Docs.
Outro diferencial do Chrome é sua capacidade de suporte a
extensões — pequenos programas que ampliam as funcionalidades do navegador.
Essas extensões vão desde bloqueadores de anúncios até tradutores automáticos e
ferramentas de produtividade. O Chrome é também conhecido por atualizações
frequentes e automáticas, que mantêm o navegador seguro e compatível com os
padrões da Web.
Apesar de seu desempenho reconhecido, o Chrome é
frequentemente criticado pelo alto consumo de memória RAM, o que pode
comprometer o desempenho em computadores com hardware mais modesto.
O Mozilla Firefox, criado pela Fundação Mozilla e lançado
oficialmente em 2004, é um navegador de código aberto — ou seja, seu
código-fonte pode ser estudado, modificado e redistribuído por qualquer pessoa.
Essa característica torna o Firefox uma opção preferida por desenvolvedores,
acadêmicos e defensores da privacidade digital.
O Firefox prioriza a proteção dos dados dos usuários,
oferecendo recursos como bloqueio de rastreadores, modo de navegação privada,
gerenciamento de senhas e relatórios de privacidade. Seu desempenho tem sido
aprimorado com o passar dos anos, especialmente após o lançamento do motor
Quantum, que aumentou sua velocidade e reduziu o uso de memória.
Outro ponto forte do Firefox é seu compromisso com os
padrões abertos da Web e sua postura ética frente ao uso de dados pessoais,
posicionando-se como uma alternativa sólida para quem busca maior controle
sobre sua experiência digital.
O Microsoft Edge é o navegador desenvolvido pela Microsoft, lançado originalmente em 2015 como substituto do
Internet Explorer. A versão
mais recente do Edge, baseada no código-fonte Chromium (o mesmo utilizado pelo
Google Chrome), foi lançada em 2020, trazendo melhorias significativas em
compatibilidade, desempenho e recursos.
O novo Edge combina uma interface moderna com integração
direta ao sistema operacional Windows e à suíte Microsoft 365. Entre seus
diferenciais estão a função de leitura em voz alta, ferramentas para
organização de abas, modo leitura e o “Coleções”, que permite reunir e
compartilhar conteúdos da Web.
Além disso, o Edge oferece desempenho semelhante ao Chrome,
com menor uso de memória em muitos casos, e recursos avançados de segurança,
como proteção contra phishing e sandboxing de processos.
A escolha de um navegador depende das necessidades,
preferências e valores do usuário. Enquanto o Chrome oferece integração com os
serviços Google e ampla compatibilidade, o Firefox aposta na privacidade e no
código aberto, e o Edge busca integrar produtividade e desempenho com foco no
ecossistema Windows. Independentemente do navegador utilizado, é essencial
manter o software sempre atualizado, utilizar senhas seguras e adotar boas
práticas de navegação para garantir uma experiência eficiente e segura na Internet.
•
TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David J. Redes de computadores. 5. ed. São Paulo:
Pearson, 2011.
• MOZILLA
FOUNDATION. The Firefox Privacy Notice.
Disponível em: https://www.mozilla.org/en-US/privacy/firefox/
• GOOGLE.
Sobre
o Google Chrome.
Disponível em: https://www.google.com/chrome/
• MICROSOFT.
Microsoft
Edge Features.
Disponível em: https://www.microsoft.com/edge
•
PENTEADO, Cláudia M. L. História da Internet: dos primórdios aos dias atuais. Rio de
Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
•
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Com a popularização da Internet, tornou-se essencial que os
usuários desenvolvam hábitos seguros durante a navegação online. A segurança
digital não depende apenas de softwares ou mecanismos automatizados, mas
principalmente de comportamentos conscientes. A adoção de boas práticas de
navegação segura é uma forma eficaz de proteger informações pessoais, evitar
golpes, preservar a integridade dos dispositivos e garantir uma experiência
online positiva.
A
navegação na Internet envolve o tráfego constante de
dados entre o dispositivo do usuário e diversos servidores ao redor do mundo.
Nesse processo, informações sensíveis podem ser interceptadas por terceiros
malintencionados. O roubo de dados bancários, a clonagem de identidade digital,
o sequestro de contas e o vazamento de informações confidenciais são exemplos
de riscos reais enfrentados diariamente por usuários.
Além das ameaças técnicas, como vírus e malwares, também há
riscos comportamentais, como a exposição excessiva nas redes sociais, o
compartilhamento imprudente de informações e a falta de verificação da
veracidade de conteúdos acessados. Portanto, conhecer e aplicar boas práticas é
uma medida preventiva indispensável no cenário atual.
1. Utilizar conexões
seguras (HTTPS e redes confiáveis) Sempre que possível, o usuário deve
navegar por sites com o prefixo “https://”, que indica a utilização de um
protocolo de segurança que criptografa os dados trocados com o servidor. Essa
camada adicional de proteção é especialmente importante em sites de compras,
bancos e serviços de login.
Evitar o uso de redes Wi-Fi públicas sem proteção também é
fundamental. Redes abertas são mais suscetíveis a interceptações, permitindo
que terceiros acessem os dados transmitidos. Quando necessário utilizá-las,
recomenda-se o uso de VPNs (Virtual Private Networks), que criam túneis seguros
para o tráfego de dados.
Manter o sistema operacional, o navegador e os aplicativos
sempre atualizados é uma das principais medidas de segurança. As atualizações
frequentemente corrigem falhas que poderiam ser exploradas por criminosos
digitais. Ignorar essas atualizações aumenta significativamente a
vulnerabilidade do dispositivo.
Além disso, recomenda-se o uso de programas antivírus
confiáveis, com proteção em tempo real e atualizações automáticas. Embora
nenhum software ofereça proteção total, eles são ferramentas importantes no
bloqueio de ameaças comuns.
Uma das principais formas de disseminação de malware é por
meio de links fraudulentos enviados por e-mail, redes sociais ou aplicativos de
mensagens. O usuário deve evitar clicar em links suspeitos, mesmo que pareçam
ter sido enviados por contatos conhecidos.
Arquivos anexos de fontes
desconhecidas também devem ser
evitados. Mensagens alarmistas, ofertas muito vantajosas ou comunicações que
exigem “ações urgentes” são comuns em golpes virtuais e devem sempre ser
verificadas com cautela.
Senhas devem ser únicas para cada serviço, com no mínimo
oito caracteres e combinação de letras maiúsculas, minúsculas, números e
símbolos. Evitar senhas óbvias (como “123456” ou “senha”) é uma prática
essencial.
A autenticação em dois fatores (2FA) é uma camada adicional
de segurança que exige uma segunda confirmação de identidade, geralmente por
SMS, email ou aplicativos autenticadores. Essa prática dificulta o acesso
indevido mesmo que a senha tenha sido comprometida.
Configurações de privacidade em navegadores e redes sociais
devem ser revistas regularmente. O usuário deve limitar a quantidade de
informações pessoais expostas publicamente e refletir sobre o que compartilha.
Limpar cookies, histórico e cache periodicamente contribui
para evitar rastreamento excessivo. Extensões como bloqueadores de rastreadores
e anúncios ajudam a proteger a navegação, especialmente em sites que coletam
dados sem o devido consentimento.
Navegar com segurança exige mais do que conhecimento
técnico: exige responsabilidade digital. Em um ambiente tão dinâmico e
interconectado como a Internet, o comportamento do usuário é um fator
determinante para sua proteção. Adotar boas práticas de navegação segura é um
passo fundamental para garantir uma presença online ética, consciente e
resiliente frente às ameaças digitais.
• CERT.br
– Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no
Brasil. Cartilha de Segurança para
Internet. Disponível em: https://cartilha.cert.br
• TANENBAUM,
Andrew S.; WETHERALL, David J. Redes de
computadores. 5. ed. São Paulo: Pearson, 2011.
• BRASIL.
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Disponível em: http://www.planalto.gov.br
• LÉVY,
Pierre. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 1999.
• SCHNEIER,
Bruce. Data and Goliath: The Hidden
Battles to Collect Your Data and Control Your World. New York: W. W. Norton
& Company, 2015.
Com o aumento da dependência da
Internet para compras,
serviços bancários, estudos e entretenimento, cresce também a necessidade de
distinguir sites confiáveis de ambientes fraudulentos. A navegação descuidada
pode expor o usuário a golpes virtuais que comprometem seus dados, sua
segurança financeira e até sua identidade digital. Reconhecer os elementos que
caracterizam um site seguro e conhecer os principais tipos de golpes é uma
habilidade essencial na era digital.
A identificação de sites confiáveis exige atenção a alguns
critérios técnicos e comportamentais. A seguir, destacam-se os principais
pontos de verificação para uma navegação segura:
Um dos primeiros sinais de segurança é a presença do
protocolo HTTPS na barra de endereços. O “S” no final indica que o site utiliza
uma camada de segurança chamada SSL (Secure Sockets Layer), que criptografa os
dados transmitidos entre o navegador do usuário e o servidor. Embora não seja
garantia absoluta de confiabilidade, a ausência de HTTPS em sites que solicitam
informações sensíveis é um forte indício de risco.
Os navegadores modernos informam se um site possui um
certificado digital válido. Ao clicar no cadeado ao lado do endereço
eletrônico, é possível visualizar informações sobre a entidade responsável pelo
site e a validade do certificado. Certificados expirados ou emitidos por
autoridades desconhecidas podem indicar fraude.
Golpistas frequentemente criam páginas falsas com endereços
muito semelhantes aos de sites legítimos, usando pequenas alterações como
substituição de letras por números (ex: “g00gle.com”). Verificar cuidadosamente
o endereço é essencial. Sites confiáveis usam domínios corretos e não
apresentam erros ortográficos grosseiros na URL.
Erros gramaticais, imagens distorcidas, layout confuso e
ausência de informações institucionais (como CNPJ, endereço e canais de
atendimento) são indícios comuns de sites fraudulentos. Empresas sérias
investem em apresentação e transparência.
Consultar ferramentas como o Google Safe Browsing, o
Reclame Aqui e fóruns de consumidores pode ajudar a verificar se o site é bem
avaliado e confiável. Também é prudente desconfiar de ofertas muito vantajosas
ou urgentes, que são típicas de golpes.
Compreender os principais tipos de golpes virtuais permite
ao usuário desenvolver um olhar crítico e defensivo. A seguir, listam-se os
mais frequentes:
O phishing é uma técnica de engenharia social usada para
enganar o usuário e levá-lo a fornecer dados pessoais, como senhas e números de
cartão de crédito. O golpe geralmente se apresenta por meio de e-mails,
mensagens de texto ou páginas falsas que imitam bancos, empresas ou
instituições governamentais. A recomendação é nunca clicar em links suspeitos
nem fornecer informações pessoais fora dos canais oficiais.
Sites que simulam lojas virtuais, muitas vezes com preços
extremamente atrativos, são comuns em épocas de alta demanda, como a Black
Friday.
Após o pagamento, o produto nunca é entregue e o consumidor
não consegue mais contato com os responsáveis. Verificar o CNPJ da loja, buscar
avaliações e desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado são
atitudes preventivas fundamentais.
Links maliciosos compartilhados em redes sociais ou
aplicativos como WhatsApp são outra forma frequente de golpe. Mensagens com
promoções falsas, promessas de brindes ou vagas de emprego inexistentes
redirecionam o usuário para sites que capturam dados ou instalam softwares
maliciosos. Sempre que possível, é importante verificar a veracidade da
informação em fontes oficiais.
Alguns sites oferecem downloads de programas, jogos ou
filmes que, na verdade, instalam vírus ou ransomware
— software que bloqueia o computador do usuário e exige um pagamento para
liberação. Utilizar apenas fontes confiáveis de download e manter o antivírus
ativo são formas de prevenção.
Considerações finais
A segurança na Internet é uma responsabilidade compartilhada entre provedores de serviços, empresas e usuários. No entanto, o comportamento do internauta é determinante
segurança na Internet é uma responsabilidade
compartilhada entre provedores de serviços, empresas e usuários. No entanto, o
comportamento do internauta é determinante para evitar fraudes. Ao adotar
critérios objetivos para avaliar a confiabilidade de sites e compreender os
principais golpes virtuais, o usuário se torna menos vulnerável e mais
consciente de seus direitos e deveres digitais. A navegação segura é um hábito
que se constrói com informação, atenção e boas práticas.
• CERT.br
— Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no
Brasil. Cartilha de Segurança para
Internet. Disponível em: https://cartilha.cert.br
• TANENBAUM,
Andrew S.; WETHERALL, David J. Redes de
computadores. 5. ed. São Paulo: Pearson, 2011.
• BRASIL.
Lei nº 12.965/2014 – Marco Civil da
Internet. Disponível em: http://www.planalto.gov.br
• SCHNEIER,
Bruce. Secrets and Lies: Digital Security
in a Networked World. Indianapolis: Wiley, 2015.
• LÉVY,
Pierre. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 1999.
• BACEN – Banco Central do Brasil. Cuidados com segurança digital. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/
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