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Combate à Dengue, Zika e Chikungunya

Tratamento e Gestão de Casos 

Tratamento da Dengue

 

O tratamento da Dengue é principalmente de suporte, focando no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações graves. Não existe um tratamento antiviral específico para a dengue, portanto, os cuidados básicos, a hidratação adequada e o uso judicioso de medicamentos são essenciais para a recuperação dos pacientes.

Cuidados Básicos e Hidratação

Reposição de Líquidos

A hidratação é uma das partes mais críticas do tratamento da dengue. A febre alta, acompanhada de sudorese, vômitos e falta de apetite, pode levar à desidratação, o que agrava o estado do paciente. Para prevenir e tratar a desidratação, recomenda-se:

  • Ingestão de Líquidos Orais: Beber bastante água, sucos naturais, chás, sopas e soluções de reidratação oral (SRO). As soluções de reidratação oral são particularmente úteis porque contêm eletrólitos que ajudam a manter o equilíbrio hídrico e eletrolítico do corpo.
  • Monitoramento da Ingestão de Líquidos: É importante que os pacientes consumam líquidos regularmente e em quantidades adequadas. A urina clara e frequente é um bom indicador de hidratação adequada.
  • Hidratação Intravenosa: Em casos de desidratação grave, pode ser necessária a administração de fluidos intravenosos em ambiente hospitalar, especialmente se o paciente não conseguir ingerir líquidos orais suficientes devido a náuseas ou vômitos persistentes.

Repouso

O repouso é fundamental para ajudar o corpo a combater a infecção viral. Recomenda-se que os pacientes evitem atividades físicas intensas e descansem o máximo possível para permitir que o sistema imunológico funcione de maneira eficaz.

Uso de Medicamentos

Antipiréticos e Analgésicos

  • Paracetamol (Acetaminofeno): É o medicamento de escolha para reduzir a febre e aliviar a dor. Deve ser administrado conforme as orientações médicas, respeitando as doses recomendadas para evitar toxicidade hepática.
  • Evitar AINEs: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como aspirina, ibuprofeno e naproxeno, devem ser evitados. Esses medicamentos podem aumentar o risco de sangramentos, uma complicação potencialmente grave da dengue.

Tratamento de Complicações

Em casos graves de dengue, como a dengue hemorrágica ou a síndrome do choque da dengue, o tratamento pode necessitar de cuidados intensivos:

  • Transfusão de Plaquetas: Pacientes com trombocitopenia severa (contagem muito baixa de
  • plaquetas) e sangramentos podem precisar de transfusões de plaquetas.
  • Monitoramento Hospitalar: Internação em unidades de cuidados intensivos pode ser necessária para monitoramento contínuo, administração de fluidos intravenosos e suporte vital em casos de choque ou complicações hemorrágicas.

Monitoramento e Seguimento

Acompanhamento Médico

Os pacientes com dengue devem ser acompanhados de perto por um profissional de saúde para monitorar a progressão da doença e identificar sinais de alarme que indiquem a necessidade de intervenções mais agressivas:

  • Sinais de Alarme: Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos nas gengivas ou nariz, sangue no vômito ou nas fezes, letargia ou irritabilidade, e dificuldade respiratória são sinais de que a doença pode estar progredindo para uma forma mais grave e requerem atenção médica imediata.
  • Exames Laboratoriais: Contagem regular de plaquetas e hematócrito para monitorar a gravidade da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

Conclusão

O tratamento da dengue envolve cuidados básicos, hidratação adequada e o uso de medicamentos para aliviar os sintomas. A hidratação é fundamental para prevenir complicações graves, enquanto o uso de medicamentos deve ser feito com cautela para evitar efeitos adversos. O monitoramento contínuo por profissionais de saúde é essencial para identificar sinais de alarme e garantir uma recuperação segura e eficaz. A educação do paciente e da família sobre os cuidados necessários pode contribuir significativamente para o manejo adequado da doença.

Manejo de Casos Graves de Dengue

O manejo de casos graves de dengue, como a Dengue Grave (anteriormente conhecida como Dengue Hemorrágica) e a Síndrome do Choque da Dengue, é uma tarefa complexa que requer atenção médica imediata e intensiva. Esses casos apresentam um risco significativo de complicações fatais e, portanto, demandam uma abordagem sistemática e cuidadosa para garantir a sobrevivência e recuperação do paciente.

Identificação de Casos Graves

Sinais de Alarme

Pacientes com dengue podem progredir para formas graves da doença. É crucial reconhecer precocemente os sinais de alarme, que incluem:

  • Dor Abdominal Severa e Contínua: Indicando possível extravasamento de plasma.
  • Vômitos Persistentes: Que podem levar à desidratação grave.
  • Sangramentos: Gengivas sangrando, sangue no vômito (hematêmese) ou nas fezes (melena).
  • Letargia
  • ou Irritabilidade: Sinais de envolvimento do sistema nervoso central ou de choque iminente.
  • Aumento do Volume Abdominal: Sugerindo ascite (acúmulo de líquido no abdômen).
  • Dificuldade Respiratória: Indicativa de derrame pleural ou choque.

Cuidados Intensivos

Monitoramento Contínuo

Pacientes com dengue grave requerem monitoramento contínuo em ambiente hospitalar:

  • Sinais Vitais: Monitoramento regular da pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura.
  • Hemograma Completo: Avaliação contínua da contagem de plaquetas e hematócrito para detectar trombocitopenia e hemoconcentração.
  • Equilíbrio Hídrico: Registro rigoroso da ingestão e excreção de líquidos para ajustar a reposição de fluidos conforme necessário.

Reposição de Fluidos

A administração adequada de fluidos é a pedra angular do manejo de casos graves de dengue:

  • Fluidos Intravenosos: Em casos de desidratação severa, choque ou extravasamento de plasma, é necessária a administração de fluidos intravenosos isotônicos (como soro fisiológico ou Ringer lactato).
  • Equilíbrio Preciso: A administração de fluidos deve ser cuidadosamente balanceada para evitar tanto a hipovolemia quanto a sobrecarga de fluidos, que pode levar a edema pulmonar e outras complicações.
  • Monitoramento de Resposta: A resposta ao tratamento com fluidos deve ser monitorada continuamente através de sinais vitais, produção de urina e exames laboratoriais.

Transfusão de Sangue e Derivados

Em casos de sangramento severo ou trombocitopenia crítica:

  • Transfusão de Plaquetas: Pode ser necessária em pacientes com contagem de plaquetas muito baixa e sangramentos ativos.
  • Transfusão de Sangue: Pode ser necessária em casos de hemorragia significativa para manter a estabilidade hemodinâmica.

Suporte Intensivo

Pacientes em choque ou com falência de múltiplos órgãos podem necessitar de cuidados intensivos:

  • Ventilação Mecânica: Para pacientes com insuficiência respiratória.
  • Drogas Vasopressoras: Podem ser necessárias para manter a pressão arterial em pacientes com choque persistente, mesmo após reposição de fluidos adequada.
  • Suporte Renal: Em casos de insuficiência renal aguda, a diálise pode ser necessária.

Tratamento de Complicações

Controle de Sangramentos

  • Hemorragias Gastrointestinais: Requerem manejo especializado, incluindo endoscopia e tratamento específico para
  • controlar sangramentos.
  • Profilaxia de Úlceras: Uso de medicamentos para prevenir úlceras de estresse em pacientes gravemente enfermos.

Manejo da Coagulopatia

  • Coagulopatia de Consumo: Pode ocorrer em dengue grave, necessitando de reposição de fatores de coagulação e monitoramento laboratorial contínuo.

Conclusão

O manejo de casos graves de dengue é um desafio médico que requer uma abordagem multidisciplinar e recursos intensivos. A identificação precoce dos sinais de alarme, o monitoramento contínuo, a administração precisa de fluidos e o tratamento das complicações são cruciais para melhorar as chances de recuperação dos pacientes. A capacitação das equipes médicas e o preparo das unidades de saúde para lidar com esses casos são essenciais para reduzir a mortalidade associada à dengue grave.


Tratamento da Zika

 

O tratamento da infecção pelo vírus Zika é, em sua maior parte, sintomático e de suporte, já que não existem medicamentos antivirais específicos para o vírus. A abordagem varia de acordo com os sintomas apresentados e a condição especial de certos grupos, como gestantes, que requerem atenção redobrada devido aos riscos de complicações fetais.

Abordagem dos Sintomas

Medidas Gerais

  • Descanso: Pacientes infectados com Zika devem descansar adequadamente para ajudar o corpo a combater a infecção.
  • Hidratação: Manter-se bem hidratado é crucial, especialmente se houver febre, sudorese ou vômitos. A ingestão de líquidos como água, sucos naturais, chás e soluções de reidratação oral é recomendada.
  • Nutrição: Alimentar-se de maneira equilibrada, garantindo a ingestão de nutrientes necessários para fortalecer o sistema imunológico.

Tratamento Sintomático

  • Febre e Dor: O uso de paracetamol (acetaminofeno) é recomendado para aliviar a febre e a dor. Deve-se evitar o uso de aspirina e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como ibuprofeno, devido ao risco potencial de sangramentos, especialmente se houver suspeita de coinfecção com dengue.
  • Prurido e Erupções Cutâneas: Antialérgicos (antihistamínicos) podem ser utilizados para aliviar a coceira associada às erupções cutâneas. Cremes ou loções calmantes, como calamina, também podem ajudar.
  • Conjuntivite: A conjuntivite não purulenta, comum na Zika, geralmente não requer tratamento específico além de cuidados básicos de higiene ocular, como lavar os olhos com água limpa.

Acompanhamento Médico

Embora

a maioria dos casos de Zika seja leve, é importante o acompanhamento médico para monitorar a evolução dos sintomas e identificar qualquer complicação precoce, como desidratação ou sinais de complicações neurológicas, como a Síndrome de Guillain-Barré.

Atenção Especial a Gestantes

A infecção pelo vírus Zika durante a gravidez pode causar sérias complicações fetais, incluindo microcefalia e outras anomalias neurológicas. Portanto, gestantes infectadas pelo vírus Zika requerem cuidados específicos e vigilância intensificada.

Diagnóstico e Monitoramento

  • Confirmação do Diagnóstico: Testes laboratoriais específicos para confirmar a infecção pelo vírus Zika devem ser realizados em gestantes que apresentem sintomas ou que tenham estado em áreas de surto.
  • Ultrassonografias Regulares: Monitoramento ultrassonográfico frequente para avaliar o desenvolvimento fetal e identificar precocemente quaisquer anomalias, especialmente microcefalia.
  • Avaliação Neurológica: Exames adicionais podem ser necessários para avaliar possíveis anomalias neurológicas no feto.

Cuidados Pré-Natais

  • Acompanhamento Multidisciplinar: Envolvimento de especialistas em obstetrícia, infectologia e neurologia pediátrica para oferecer um cuidado abrangente à gestante e ao feto.
  • Aconselhamento e Apoio Psicológico: Oferecer suporte psicológico à gestante e à família, fornecendo informações claras sobre os riscos e as possíveis complicações, além de apoio emocional durante o acompanhamento da gravidez.

Medidas Preventivas Adicionais

  • Evitar Picadas de Mosquito: Gestantes devem tomar medidas rigorosas para evitar picadas de mosquito, incluindo o uso de repelentes seguros, roupas de manga longa, telas em janelas e portas, e o uso de mosquiteiros.
  • Eliminação de Criadouros: Contribuir para a eliminação de criadouros de mosquitos no entorno da residência e da comunidade para reduzir o risco de novas infecções.

Conclusão

O tratamento da Zika é principalmente sintomático, focando no alívio dos sintomas e na manutenção do bem-estar do paciente. Gestantes requerem atenção especial devido ao alto risco de complicações fetais associadas à infecção pelo vírus Zika. A vigilância contínua, o acompanhamento médico especializado e as medidas preventivas rigorosas são essenciais para minimizar os riscos e garantir a saúde tanto da mãe quanto do feto. A conscientização e a educação sobre a importância dessas

medidas preventivas rigorosas são essenciais para minimizar os riscos e garantir a saúde tanto da mãe quanto do feto. A conscientização e a educação sobre a importância dessas medidas são fundamentais para a gestão eficaz da infecção pelo vírus Zika.

Manejo das Complicações Neurológicas da Infecção por Zika

A infecção pelo vírus Zika pode levar a complicações neurológicas severas, tanto em adultos quanto em recém-nascidos. As principais complicações neurológicas associadas ao Zika são a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) em adultos e a microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas durante a gravidez. O manejo dessas complicações requer uma abordagem multidisciplinar, incluindo cuidados médicos intensivos e suporte contínuo.

Síndrome de Guillain-Barré (SGB)

A Síndrome de Guillain-Barré é uma condição neurológica grave em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando fraqueza muscular e paralisia que pode ser temporária ou permanente.

Diagnóstico e Monitoramento

  • Avaliação Clínica: Diagnóstico baseado em sinais clínicos, como fraqueza progressiva das extremidades, reflexos diminuídos ou ausentes e sintomas sensoriais.
  • Exames de Confirmação: Estudos de condução nervosa e eletroneuromiografia para avaliar a função nervosa, além de punção lombar para verificar a presença de proteínas elevadas no líquido cefalorraquidiano (LCR).

Tratamento

  • Imunoterapia: A administração de imunoglobulina intravenosa (IVIg) ou plasmaférese (troca de plasma) para reduzir a resposta autoimune e acelerar a recuperação.
  • Suporte Respiratório: Em casos graves, pode ser necessária ventilação mecânica se os músculos respiratórios forem afetados.
  • Reabilitação: Fisioterapia intensiva para ajudar na recuperação da força muscular e na mobilidade, além de terapia ocupacional para auxiliar na recuperação das atividades diárias.

Cuidados de Suporte

  • Monitoramento Contínuo: Monitorar regularmente os sinais vitais e a função respiratória.
  • Gerenciamento da Dor: Utilização de analgésicos e outros medicamentos para controlar a dor neuropática.

Microcefalia e Outras Anomalias Congênitas

A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com um tamanho de cabeça significativamente menor, indicando problemas no desenvolvimento cerebral. Esta condição pode levar a uma série de complicações neurológicas e de desenvolvimento.

Diagnóstico e Monitoramento

  • Ultrassonografia Pré-natal: Monitoramento
  • regular durante a gravidez para identificar sinais de microcefalia e outras anomalias cerebrais.
  • Exames Pós-natais: Avaliação abrangente do recém-nascido, incluindo ressonância magnética (RM) do cérebro para identificar malformações estruturais e calcificações intracranianas.

Tratamento e Intervenção Precoce

  • Suporte Multidisciplinar: Envolvimento de uma equipe de profissionais, incluindo neurologistas pediátricos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos.
  • Estimulação Precoce: Programas de intervenção precoce para promover o desenvolvimento cognitivo, motor e social do bebê.
  • Reabilitação Física: Fisioterapia contínua para melhorar a força muscular, a coordenação e a mobilidade.
  • Apoio Psicológico e Educacional: Suporte psicológico para os pais e cuidadores, além de programas educacionais especializados para ajudar no desenvolvimento da criança.

Suporte a Longo Prazo

  • Monitoramento Contínuo: Avaliações regulares para monitorar o desenvolvimento e ajustar os planos de tratamento conforme necessário.
  • Apoio à Família: Programas de suporte para a família, incluindo aconselhamento genético e redes de apoio para ajudar a lidar com os desafios de cuidar de uma criança com necessidades especiais.

Conclusão

O manejo das complicações neurológicas associadas à infecção pelo vírus Zika, como a Síndrome de Guillain-Barré em adultos e a microcefalia em recém-nascidos, requer uma abordagem cuidadosa e integrada. O tratamento envolve diagnóstico precoce, intervenções terapêuticas específicas e suporte contínuo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A colaboração entre diferentes especialidades médicas e o apoio às famílias são essenciais para enfrentar os desafios impostos por essas complicações e promover uma recuperação eficaz e sustentável.


Tratamento da Chikungunya

 

A Chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, caracterizada por sintomas intensos e debilitantes, especialmente dores articulares e musculares. Embora não haja um tratamento antiviral específico para o vírus Chikungunya, o manejo da doença foca no controle dos sintomas, especialmente a dor e a inflamação, e na reabilitação para recuperar a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Controle da Dor e Inflamação

Analgésicos e Antipiréticos

  • Paracetamol (Acetaminofeno): Utilizado para aliviar a febre e as dores
  • leves a moderadas. É preferível devido ao seu perfil de segurança em comparação com outros analgésicos.
  • Evitar AINEs: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como ibuprofeno e aspirina devem ser evitados durante a fase aguda devido ao risco de sangramentos, especialmente se houver suspeita de coinfecção com dengue.

Anti-inflamatórios

  • AINEs (após fase aguda): Após a fase aguda da doença e quando o risco de sangramento for mínimo, AINEs como ibuprofeno ou naproxeno podem ser usados para reduzir a inflamação e aliviar a dor articular.
  • Corticosteroides: Em casos de inflamação articular severa e persistente, corticosteroides orais ou injetáveis podem ser prescritos por curtos períodos para aliviar a dor e reduzir a inflamação. No entanto, o uso de corticosteroides deve ser cuidadosamente monitorado devido aos possíveis efeitos colaterais.

Tratamentos Complementares

  • Compressas Quentes/Frias: A aplicação de compressas quentes pode ajudar a aliviar a rigidez articular e a dor, enquanto compressas frias podem reduzir o inchaço.
  • Hidratação Adequada: Manter-se bem hidratado é essencial para o funcionamento geral do corpo e para auxiliar na recuperação.

Terapias de Reabilitação

A reabilitação é crucial para pacientes que experimentam dores articulares crônicas e rigidez como resultado da Chikungunya. O objetivo é melhorar a funcionalidade, reduzir a dor crônica e aumentar a qualidade de vida.

Fisioterapia

  • Exercícios de Alongamento: Alongamentos diários ajudam a manter a flexibilidade das articulações e reduzir a rigidez.
  • Exercícios de Fortalecimento: Fortalecer os músculos ao redor das articulações pode melhorar a estabilidade articular e reduzir a dor.
  • Terapias Manuais: Técnicas como massagem terapêutica podem aliviar a tensão muscular e melhorar a circulação.

Terapia Ocupacional

  • Adaptação de Atividades: Ensinar os pacientes a realizar suas atividades diárias de forma a minimizar a dor e o esforço nas articulações.
  • Dispositivos de Assistência: Uso de órteses e outros dispositivos de assistência para apoiar as articulações afetadas e facilitar as atividades diárias.

Hidroterapia

  • Exercícios na Água: A hidroterapia, ou exercícios realizados na água, pode ser particularmente benéfica para pacientes com dores articulares. A flutuabilidade da água reduz a carga sobre as articulações, permitindo movimentos
  • mais livres e menos dolorosos.

Suporte Psicológico

  • Aconselhamento: Viver com dor crônica pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. O aconselhamento psicológico pode ajudar os pacientes a lidar melhor com o impacto emocional da doença.
  • Grupos de Apoio: Participar de grupos de apoio pode proporcionar um ambiente de solidariedade e troca de experiências entre pacientes que enfrentam desafios semelhantes.

Conclusão

O tratamento da Chikungunya é focado no controle eficaz da dor e inflamação e na implementação de terapias de reabilitação para recuperar a funcionalidade das articulações e melhorar a qualidade de vida. Uma abordagem multidisciplinar que inclui analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico é essencial para o manejo eficaz da doença. A colaboração entre profissionais de saúde e pacientes é fundamental para desenvolver planos de tratamento personalizados que atendam às necessidades individuais de cada paciente.

Cuidados a Longo Prazo para Pacientes com Chikungunya

A Chikungunya é uma doença viral que pode causar sintomas debilitantes a longo prazo, especialmente dores articulares crônicas e rigidez. O manejo dos sintomas prolongados requer uma abordagem abrangente e sustentada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os cuidados a longo prazo envolvem estratégias de monitoramento contínuo, terapias de manutenção, suporte psicológico e adaptações no estilo de vida.

Monitoramento Contínuo

Consultas Médicas Regulares

  • Avaliação Clínica: Consultas periódicas com médicos, especialmente reumatologistas, para avaliar a evolução dos sintomas, ajustar tratamentos e monitorar possíveis complicações.
  • Exames de Laboratório: Testes regulares para monitorar a inflamação (como níveis de PCR e taxa de sedimentação) e a função dos órgãos, particularmente em pacientes que utilizam medicamentos anti-inflamatórios a longo prazo.

Adaptação do Tratamento

  • Revisão de Medicamentos: Ajuste das doses e tipos de medicamentos conforme necessário para controlar a dor e a inflamação de maneira eficaz, minimizando os efeitos colaterais.
  • Terapias Complementares: Introdução de novas terapias complementares, como acupuntura ou fitoterapia, conforme apropriado.

Terapias de Manutenção

Fisioterapia Contínua

  • Exercícios Regulares: Manter um regime de exercícios específicos para alongar e fortalecer os músculos ao
  • redor das articulações afetadas. Programas personalizados podem ser desenvolvidos por fisioterapeutas.
  • Terapias de Modalidade: Uso contínuo de modalidades de fisioterapia, como eletroterapia, ultrassom terapêutico e hidroterapia, para alívio da dor e melhora da função articular.

Terapia Ocupacional

  • Adaptação de Atividades: Ensinar técnicas para realizar atividades diárias de forma a minimizar a dor e o esforço nas articulações. Isso pode incluir a reorganização de ambientes domésticos e de trabalho.
  • Dispositivos de Assistência: Uso contínuo de dispositivos de assistência, como órteses, bengalas ou andadores, para facilitar a mobilidade e reduzir a carga nas articulações.

Suporte Psicológico

Aconselhamento Psicológico

  • Gerenciamento do Estresse: Aconselhamento para ajudar os pacientes a lidar com o estresse e a ansiedade associados à dor crônica.
  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): TCC pode ser útil para ajudar os pacientes a desenvolver estratégias de enfrentamento para lidar com a dor e melhorar a resiliência emocional.

Grupos de Apoio

  • Redes de Suporte: Participação em grupos de apoio para trocar experiências e obter suporte emocional de outros pacientes que enfrentam desafios semelhantes.
  • Educação Continuada: Sessões educativas regulares para aprender sobre novos desenvolvimentos no tratamento da Chikungunya e estratégias de autocuidado.

Adaptações no Estilo de Vida

Atividade Física Regular

  • Exercícios de Baixo Impacto: Participação em atividades físicas de baixo impacto, como caminhada, natação e ioga, para manter a mobilidade e a saúde geral sem sobrecarregar as articulações.
  • Alongamento Diário: Práticas de alongamento diário para manter a flexibilidade e reduzir a rigidez.

Dieta Saudável

  • Alimentação Anti-inflamatória: Adotar uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, como frutas, vegetais, peixes gordurosos, nozes e sementes.
  • Manutenção do Peso: Controlar o peso corporal para reduzir a carga nas articulações, o que pode ajudar a aliviar a dor articular.

Autocuidado

  • Rotinas de Autocuidado: Estabelecer rotinas regulares de autocuidado, incluindo sono adequado, gerenciamento do estresse e práticas de relaxamento, como meditação e respiração profunda.
  • Evitar Sobrecarga: Evitar atividades que possam sobrecarregar as articulações e agravar os sintomas.

Conclusão

Os cuidados a

longo prazo para pacientes com Chikungunya envolvem uma combinação de monitoramento contínuo, terapias de manutenção, suporte psicológico e adaptações no estilo de vida. Uma abordagem multidisciplinar que inclui médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicólogos é essencial para o manejo eficaz dos sintomas crônicos e para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A educação contínua e o suporte emocional são fundamentais para capacitar os pacientes a gerenciar sua condição de maneira proativa e positiva.

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