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Introdução a LibreOffice

 INTRODUÇÃO AO LIBREOFFICE

 

Módulo 3 — Calc e Impress: planilhas úteis e apresentações claras 

Aula 7 — Calc para iniciantes: entendendo células, linhas, colunas e fórmulas básicas 

 

           Quando a gente ouve a palavra “planilha”, é comum imaginar algo complicado, cheio de números e fórmulas misteriosas. Mas a verdade é que uma planilha bem usada é, antes de tudo, uma forma organizada de colocar informações no lugar certo. Nesta aula, a proposta é tirar o Calc do pedestal e trazer para o chão: ele é uma ferramenta do dia a dia, útil para controlar gastos, organizar listas, registrar presença, fazer um acompanhamento simples de notas ou até montar uma agenda de tarefas. E o melhor: você não precisa ser “bom de matemática” para começar — você só precisa entender a lógica básica do ambiente.

           Ao abrir o LibreOffice Calc, você vê uma grande grade formada por linhas e colunas. As colunas vão de A, B, C… e as linhas vêm numeradas. O encontro de uma coluna com uma linha forma uma célula, que é o espaço onde você digita algo: um texto, um número, uma data ou uma fórmula. Pense na célula como uma caixinha de informação. E quando você entende isso, a planilha deixa de ser um “monte de quadradinhos” e vira uma tabela inteligente: cada coluna representa um tipo de informação, e cada linha representa um registro. Por exemplo: em um controle de gastos, cada linha pode ser uma despesa, e as colunas podem ser data, categoria, descrição e valor.

           Uma parte importante desta aula é aprender a construir uma planilha com começo, meio e fim, sem bagunça. E isso começa com o cabeçalho. Quando você cria uma primeira linha com nomes claros — “Data”, “Categoria”, “Descrição”, “Valor” — você está dando um mapa para a planilha. Depois, quando você começar a preencher, tudo fica mais fácil: você sabe onde cada dado entra, e a planilha fica mais legível. Além disso, o Calc funciona melhor quando a informação está bem organizada, porque recursos como filtros, ordenação e gráficos (que veremos mais à frente) dependem desse “mapa” bem montado.

           Na sequência, entramos em um tema que costuma confundir iniciantes: formatação de dados. Aqui vai um ponto muito importante: o Calc não enxerga tudo como “texto”. Ele tenta entender o tipo de informação que você coloca. Um número, por exemplo, pode ser um valor em dinheiro; uma data pode ser reconhecida como calendário; uma porcentagem pode ser tratada como taxa. E quando você define corretamente a

formatação, o programa passa a trabalhar a seu favor. Um exemplo simples: se você digitar 250 e depois formatar a célula como moeda, aquele número vira um valor monetário com símbolo, casas decimais e padrão visual. Isso não é só “beleza”; é clareza e evita erros.

           Outro aprendizado bem útil é o controle de preenchimento. O Calc tem um recurso chamado preenchimento automático (o famoso “arrastar a alça”). Ele serve para repetir padrões rapidamente. Por exemplo: se você digitar uma sequência de datas ou números, você pode arrastar e o Calc continua sozinho. Isso economiza tempo e diminui chances de digitar errado. Nesta aula, a gente usa esse recurso de forma simples, só para você perceber como ele funciona e como ele pode facilitar tarefas repetitivas.

           A parte mais esperada (e, às vezes, temida) da aula são as fórmulas. E aqui eu vou te tranquilizar: fórmulas no Calc são só um jeito de dizer “faça um cálculo para mim” dentro de uma célula. Uma fórmula sempre começa com o sinal de igual (=). É como se você dissesse: “Calc, isso aqui não é um número digitado; é uma conta que você vai calcular”. A partir daí, você pode usar funções prontas, como SOMA e MÉDIA, que são as mais úteis para iniciantes. A função SOMA serve para somar vários valores; a MÉDIA calcula o valor médio de um conjunto. E tem outras muito simples e úteis: MÍNIMO e MÁXIMO, que te dizem o menor e o maior valor de um grupo de números.

           Uma coisa que muda totalmente a experiência de aprender fórmulas é entender o conceito de intervalo. Quando você vê algo como A2:A10, isso significa “da célula A2 até a célula A10”. É um jeito rápido de dizer “pegue esse grupo de células”. Então, se seus valores estiverem na coluna “Valor”, você consegue somar tudo com uma função que aponta para um intervalo. Com isso, você não precisa fazer conta na calculadora, nem somar manualmente — e se você adicionar mais um gasto, o cálculo pode ser atualizado com facilidade. É aqui que a planilha começa a mostrar sua verdadeira força: ela não só guarda dados, ela pensa junto com você.

           Nesta aula, a prática costuma ser montar um “Controle de Gastos” simples. E a beleza desse exercício é que ele é real: todo mundo tem algum tipo de gasto para organizar, mesmo que seja só para aprender. Você cria as colunas, registra algumas linhas de exemplo e, no final, faz o total com SOMA e cria uma média com MÉDIA. Quando você vê o total aparecendo automaticamente, dá aquele clique: “Ah,

então é para isso que serve”. E, a partir desse momento, a planilha deixa de ser um mundo estranho e vira uma ferramenta útil.

           Um cuidado importante que a aula também trabalha é não misturar informações na mesma coluna. Por exemplo: na coluna “Valor”, você coloca apenas números; na coluna “Data”, apenas datas; na coluna “Categoria”, apenas categorias. Parece óbvio, mas é um erro muito comum: escrever “R$ 25 reais” dentro da célula, ou colocar “ontem” em vez de uma data. Quando você mantém consistência, o Calc consegue fazer cálculos sem confusão, e você consegue organizar a planilha depois com filtros e gráficos. Ou seja: caprichar nesse básico é o que permite avançar com tranquilidade.

           No fim da aula, o resultado que a gente busca é uma sensação de controle: você entende o que é célula, linha e coluna; sabe montar uma tabela simples; consegue formatar valores como moeda e datas como data; e, principalmente, já faz suas primeiras fórmulas sem medo. Não é sobre decorar funções — é sobre ganhar familiaridade com uma lógica que vai se repetir sempre. A partir daqui, nas próximas aulas, você vai aprender a organizar melhor os dados, filtrar, visualizar informações e até criar gráficos. Mas tudo começa aqui: com um primeiro passo bem sólido e amigável.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

W3C BRASIL (NIC.br). Cartilha de Boas Práticas para Conteúdos Digitais. São Paulo: NIC.br, s.d.


Aula 8 — Calc na prática: filtros, organização e gráficos simples (quando a planilha começa a “falar”)

 

           Na aula anterior, você aprendeu a montar uma planilha com lógica: colunas bem definidas, linhas como registros, valores formatados corretamente e fórmulas básicas para somar e calcular médias. Agora a gente dá um passo que costuma ser decisivo para o aluno se apaixonar (ou pelo menos respeitar) uma planilha: fazer o Calc trabalhar de verdade com os dados. Porque planilha não é apenas um lugar para “guardar números”. Planilha é um jeito de

enxergar informação com clareza. E é exatamente isso que a aula 8 faz: você aprende a organizar, filtrar e visualizar seus dados — e, quando isso acontece, a planilha deixa de ser uma tabela parada e vira uma ferramenta de decisão.

           A primeira habilidade prática desta aula é ordenar dados. Ordenar é como arrumar uma gaveta: você escolhe um critério e coloca tudo em uma sequência que ajuda a entender melhor. Em um controle de gastos, por exemplo, ordenar por “Valor” do maior para o menor te mostra rapidamente onde está o peso do orçamento. Ordenar por “Data” coloca as despesas em ordem cronológica, o que ajuda a acompanhar o mês. E ordenar por “Categoria” é uma forma simples de agrupar informações parecidas. O importante é entender que ordenar não altera “o que” você tem, apenas muda “como” você está enxergando.

           Logo depois entra uma função que parece pequena, mas é poderosa: congelar linhas e colunas. Sabe quando você rola a planilha para baixo e o cabeçalho some, e aí você se perde porque não lembra se aquela coluna é “Categoria” ou “Descrição”? Congelar resolve isso. Você mantém a primeira linha (o cabeçalho) sempre visível, mesmo quando desce a planilha.

É um detalhe, mas melhora muito a experiência e reduz erros. Quem usa planilha no dia a dia quase sempre congela o cabeçalho — não por capricho, mas por praticidade mesmo.

           Depois, a aula entra no coração da organização: filtros. Filtrar é como colocar um “óculos de seleção” na planilha. Em vez de olhar tudo ao mesmo tempo, você escolhe o que quer ver. Quer ver apenas gastos de “Transporte”? Filtra. Quer ver apenas despesas acima de um valor? Filtra. Quer ver só o que aconteceu em uma determinada data ou período? Filtra. O filtro não apaga nada; ele só esconde temporariamente o que não é relevante naquele momento. Isso ajuda muito porque o cérebro humano se cansa quando precisa analisar muitos dados de uma vez. Filtrar é um jeito de simplificar a leitura e ir direto ao ponto.

           Um cuidado didático importante aqui é entender que filtros funcionam melhor quando a planilha está bem construída. Se você misturou categorias diferentes com nomes variados (por exemplo, “Alimentação”, “alimentação”, “Comida”, “Mercado”), o filtro vai tratar tudo como coisas diferentes. Por isso, a aula reforça uma ideia simples: padronizar categorias e nomes. Não precisa ser perfeito, só precisa ser consistente. Quando você faz isso, o filtro vira um aliado incrível: com dois

cliques, você descobre padrões e encontra informações sem esforço.

           E é aqui que os dados começam a “contar histórias”. Quando você filtra por categoria e percebe que “Alimentação” aparece com frequência, você já tem um insight. Quando ordena por valor e vê que as três maiores despesas são sempre da mesma categoria, isso te dá uma pista. A planilha começa a te mostrar coisas que, no texto ou na memória, passariam batido. Essa é a grande virada: você para de apenas registrar e passa a analisar.

           A segunda parte forte da aula é criar gráficos simples. Muita gente pensa que gráfico é só estética, mas o gráfico tem um papel prático: ele transforma números em uma imagem que o olho entende rápido. Um gráfico de colunas pode mostrar quanto foi gasto em cada categoria. Um gráfico de pizza pode mostrar proporções: “qual parte do total foi com transporte?”, “quanto do orçamento está indo para alimentação?”. O segredo aqui é não tentar fazer um gráfico complicado. O objetivo é criar um gráfico que responda uma pergunta clara. Um gráfico bom é aquele que, quando você bate o olho, você entende a mensagem principal.

           Para não virar confusão, a aula trabalha com uma lógica bem real: primeiro, você organiza os dados; depois, você escolhe o que vai para o gráfico. Em geral, gráficos funcionam melhor quando você tem um pequeno resumo: por exemplo, uma lista com “Categoria” e “Total por categoria”. A partir desse resumo, o gráfico fica limpo e significativo. Se você tentar gerar um gráfico diretamente de uma planilha cheia de linhas, o resultado pode ficar poluído. Então, aqui a gente aprende a valorizar o “meio do caminho”: preparar os dados antes de visualizar.

           Outro detalhe muito importante é pensar no gráfico como uma forma de comunicação. Você não está criando o gráfico para o Calc; você está criando para uma pessoa (até que essa pessoa seja você mesmo daqui a uma semana). Então faz diferença colocar um título, conferir se os rótulos estão legíveis e evitar excesso de informação. O melhor gráfico para iniciantes é o gráfico que entrega uma resposta simples, como: “Qual categoria pesa mais no total?” ou “Como os gastos se distribuíram?”.

           Ao final da aula, você deve conseguir pegar sua planilha de gastos (ou qualquer planilha de registros), congelar o cabeçalho, ordenar por valor, filtrar por categoria e criar um gráfico que represente a informação de forma clara. Mais do que aprender botões, você desenvolve um

jeito de pensar: primeiro eu organizo, depois eu seleciono o que quero ver, e por fim eu transformo em visual para entender melhor. Isso é uma habilidade que serve para muita coisa: controle de presença, lista de alunos, acompanhamento de atividades, estoque de materiais, finanças pessoais, relatórios simples… tudo fica mais fácil quando você sabe filtrar e visualizar.

           E se a gente pudesse resumir a aula 8 em uma frase bem humana, seria: o Calc não é só um lugar para guardar dados — é um lugar para entender dados. Quando você domina filtros e gráficos simples, você passa a tomar decisões com mais segurança, porque você não está “achando”, você está vendo. E isso dá uma sensação muito boa de controle e clareza.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

W3C BRASIL (NIC.br). Cartilha de Boas Práticas para Conteúdos Digitais. São Paulo: NIC.br, s.d.


Aula 9 — Impress: apresentação objetiva e bonita (sem exageros)

 

           Muita gente já passou por isso: abre um programa de slides, escolhe um modelo cheio de efeitos, coloca texto demais, muda a fonte em cada slide… e, no final, a apresentação fica cansativa, confusa e difícil de acompanhar. Nesta aula, a proposta é ir na direção oposta. A gente vai aprender a usar o LibreOffice Impress para criar apresentações claras, leves e profissionais, daquelas que ajudam a mensagem a aparecer — em vez de competir com ela. Porque uma boa apresentação não é a que tem mais animação; é a que faz a pessoa entender o que você quer dizer sem esforço.

           O primeiro passo é perceber que slide não é “folha de texto”. Slide é apoio visual. É como uma placa na estrada: ela não conta a história inteira, ela só orienta o caminho. Então, logo no começo da aula, a gente trabalha uma mudança de mentalidade: em vez de tentar colocar tudo o que você sabe no slide, você escolhe o essencial e deixa o restante para a sua fala (ou para um material complementar, se for o caso). Isso tira o peso da apresentação e deixa a

atenção do público onde deveria estar: na mensagem.

           Ao abrir o Impress, você encontra uma área de edição com miniaturas dos slides à esquerda e o slide atual no centro. Um recurso que ajuda muito iniciantes é entender os layouts: cada slide pode ter um formato pronto, como “título e conteúdo”, “somente título”, “título e duas colunas”, “imagem com legenda”. Em vez de ir colocando caixa de texto “solta” toda hora, usar layout é como escolher um molde: ele organiza seu conteúdo automaticamente e mantém consistência. É a diferença entre montar um móvel com manual e montar no improviso. Com layout, fica mais fácil alinhar e manter padrão.

           Nesta aula, a gente sugere uma estrutura simples de cinco slides, porque ela é realista e funciona para muita coisa: aula, reunião, apresentação de resultados ou proposta. O primeiro slide é a capa (título, subtítulo e, se quiser, nome e data). O segundo é uma agenda ou objetivo (o que será apresentado). O terceiro traz os dados ou conteúdo principal (o que realmente importa). O quarto é a análise (o que esses dados significam, em poucas frases). E o quinto fecha com próximos passos ou conclusão e contato. Essa estrutura é como contar uma história curta: você apresenta o tema, diz para onde vai, mostra o conteúdo, interpreta e encerra com encaminhamento.

           Um ponto didático central aqui é aprender a controlar a quantidade de texto. Existe uma tentação natural de “colar o texto do relatório” no slide, porque parece mais seguro. Só que, na prática, isso faz o público ler e te ignorar — porque ninguém consegue ler um parágrafo grande e te ouvir ao mesmo tempo. Então, nesta aula, a gente trabalha com frases curtas, palavras-chave e tópicos. Se o conteúdo for mais detalhado, você pode levar um documento separado (no Writer, por exemplo) e usar o slide só como guia. Isso deixa sua apresentação mais humana, mais conversável e muito mais agradável.

           A parte visual também entra, mas de um jeito simples e útil. A ideia não é virar designer; é aprender algumas regras que funcionam quase sempre. Uma delas é consistência: manter a mesma fonte, as mesmas cores do modelo, o mesmo estilo de títulos. Outra é respiro: deixar espaço em branco. Muita gente acha que espaço vazio é desperdício, mas no slide ele é descanso para os olhos. É o que faz o conteúdo “aparecer”. Quando você enche demais, tudo vira um bloco e nada se destaca. Quando você deixa espaço, a mensagem ganha destaque sem precisar

gritar.

           Outro aspecto que ajuda muito é inserir imagens com intenção. Imagem não é enfeite aleatório: ela precisa apoiar a mensagem. Se você está falando de um projeto, pode colocar uma foto representativa. Se está falando de um resultado, pode colocar um gráfico simples. Se está divulgando um evento, pode usar um ícone ou uma imagem que passe o clima do evento. E aqui entra um cuidado fundamental: imagem boa não é imagem gigante. Em geral, uma imagem bem dimensionada e alinhada dá mais profissionalismo do que uma imagem enorme “tomando conta” e empurrando o texto para cantos apertados.

           Quando a apresentação envolve números, uma solução muito prática é trazer um gráfico do Calc (ou recriar uma versão simples no Impress). Mas a aula reforça: o gráfico precisa ser legível. Isso significa evitar excesso de informação e garantir que os rótulos estejam claros. Um gráfico de colunas com poucas categorias costuma funcionar muito bem para “bater o olho e entender”. O objetivo do slide é apoiar a compreensão, não exibir todos os detalhes. Detalhe completo fica para o relatório ou para a planilha compartilhada.

           Um trecho importante da aula é sobre alinhamento e organização. O Impress ajuda com guias e ferramentas de alinhamento, e vale usar esses recursos porque eles deixam tudo com “cara de bem feito”. Às vezes a diferença entre um slide amador e um slide profissional não está nas cores ou nos efeitos, e sim no alinhamento: títulos no mesmo lugar, textos com a mesma margem, imagens equilibradas. É como arrumar uma mesa: não precisa ser luxuosa, mas precisa estar organizada. E quando está, a experiência de quem vê melhora muito.

           Por fim, a gente fecha com um passo essencial: exportar em PDF. Isso é muito útil porque o PDF mantém a apresentação “igual” em qualquer computador, sem depender de fontes e configurações. É uma segurança enorme para quem vai apresentar em outra máquina, enviar por e-mail ou armazenar como registro. E, além disso, o PDF vira um material de consulta: quem recebeu pode abrir depois e relembrar o que foi apresentado. A aula trabalha essa ideia de “entrega”: o arquivo editável é seu; o PDF é o que você entrega com confiança.

           Ao final da aula 9, o que você deve sentir é: “consigo fazer uma apresentação clara sem sofrer”. Você entende a lógica do Impress, monta uma sequência coerente de slides, mantém um padrão visual, usa pouco texto, organiza imagens e exporta em PDF. E, principalmente,

sentir é: “consigo fazer uma apresentação clara sem sofrer”. Você entende a lógica do Impress, monta uma sequência coerente de slides, mantém um padrão visual, usa pouco texto, organiza imagens e exporta em PDF. E, principalmente, aprende uma coisa que vale para qualquer apresentação: quando o slide é simples e bem estruturado, ele não disputa atenção — ele acompanha você. É aí que a apresentação fica verdadeiramente boa: quando ela serve à comunicação.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

GARRISON, Dee; VAUGHAN, Norman. Aprendizagem Híbrida: fundamentos e práticas. Porto Alegre: Penso, s.d.

W3C BRASIL (NIC.br). Cartilha de Boas Práticas para Conteúdos Digitais. São Paulo: NIC.br, s.d.


Exemplo prático integrado — Módulo 3

 

Situação real: organizar dados, analisar informações e apresentar resultados

Contexto

Imagine que você precisa organizar os gastos mensais de um projeto ou turma, entender onde o dinheiro está sendo mais utilizado e apresentar um resumo visual desses dados para a coordenação.

Ao final do exercício, você terá:

  • uma planilha organizada no Calc, com fórmulas, filtros e gráfico
  • uma apresentação simples no Impress, clara e objetiva
  • arquivos prontos para consulta e apresentação em PDF

Parte 1 — Criando a planilha no Calc (Aula 7)

Passo 1 — Criar pasta de trabalho

1.     Crie uma pasta chamada Módulo 3 – Calc e Impress.

2.     Dentro dela, crie duas subpastas:

o    Planilha

o    Apresentação

Passo 2 — Abrir o Calc e salvar desde o início

1.     Abra o LibreOffice Calc.

2.     Planilha em branco.

3.     Vá em Arquivo > Salvar como.

4.     Salve em Planilha com o nome:
2026-03_ControleGastos_Projeto.odt (ou .ods, conforme versão)

Passo 3 — Criar o cabeçalho da planilha

Na linha 1, digite:

Coluna

Conteúdo

A1

Data

B1

Categoria

C1

Descrição

D1

Valor

  • Deixe o cabeçalho em negrito
  • (Opcional)
  • aplique uma cor de fundo suave

Passo 4 — Inserir dados de exemplo

Preencha ao menos 10 linhas, por exemplo:

Data

Categoria

Descrição

Valor

02/02/2026

Material

Papel A4

120

05/02/2026

Transporte

Visita pedagógica

200

07/02/2026

Alimentação

Lanche

150

10/02/2026

Material

Cartolina

80

12/02/2026

Alimentação

Água

60

15/02/2026

Transporte

Ônibus

300

18/02/2026

Material

Canetas

90

20/02/2026

Alimentação

Biscoitos

70

22/02/2026

Material

Impressões

110

25/02/2026

Transporte

Combustível

250

Passo 5 — Formatar os dados

  • Coluna Data → formato de data
  • Coluna Valor → formato de moeda (R$)
  • Ajuste a largura das colunas para facilitar a leitura

Passo 6 — Criar cálculos básicos

1.     Abaixo da última linha de valores, digite:

o    Total

2.     Na célula ao lado, insira a fórmula:

3.     =SOMA(D2:D11)

4.     Em outra célula, calcule a média:

5.     =MÉDIA(D2:D11)

Parte 2 — Organizando e analisando os dados (Aula 8)

Passo 7 — Congelar o cabeçalho

1.     Clique na linha 2.

2.     Vá em Exibir > Congelar linhas.

Agora o cabeçalho permanece visível ao rolar a planilha.

Passo 8 — Ordenar os dados

1.     Selecione toda a tabela.

2.     Vá em Dados > Ordenar.

3.     Escolha ordenar pela coluna Valor, do maior para o menor.

Passo 9 — Aplicar filtros

1.     Selecione o cabeçalho.

2.     Vá em Dados > Filtro automático.

3.     Use o filtro da coluna Categoria para visualizar:

o    apenas Alimentação

o    apenas Transporte

o    apenas Material

Observe como os dados “mudam de cara” conforme o filtro.

Passo 10 — Criar um resumo para gráfico

Crie uma pequena tabela em outra área da planilha:

Categoria

Total

Alimentação

(use SOMA.SE)

Transporte

(use SOMA.SE)

Material

(use SOMA.SE)

Exemplo de fórmula:

=SOMA.SE(B2:B11;"Alimentação";D2:D11)

Passo 11 — Criar gráfico simples

1.     Selecione a tabela de resumo.

2.     Vá em Inserir > Gráfico.

3.     Escolha:

o    gráfico de colunas ou pizza

4.     Adicione título:

Distribuição de gastos por categoria

Parte 3 — Criando a apresentação no Impress (Aula 9)

Passo 12 — Abrir o Impress

1.     Abra o LibreOffice Impress.

2.     Apresentação em branco.

3.     Salve em Apresentação com o nome:
2026-03_ResumoGastos_Projeto.odp

Passo 13 — Estrutura dos slides (5 slides)

Slide 1 — Capa

  • Título: Resumo de Gastos do Projeto
  • Subtítulo: Fevereiro/2026
  • Nome do responsável (opcional)

Slide 2 — Objetivo

Tópicos:

  • Apresentar os gastos do mês
  • Identificar categorias com maior impacto
  • Apoiar decisões de planejamento

Slide 3 — Dados principais

  • Insira o gráfico criado no Calc (ou recrie no Impress)
  • Pouco texto, foco visual

Slide 4 — Análise

Tópicos curtos, por exemplo:

  • Transporte representa o maior custo
  • Alimentação teve gastos distribuídos
  • Materiais mantiveram padrão estável

Slide 5 — Próximos passos

  • Avaliar custos de transporte
  • Planejar compras de material com antecedência
  • Manter controle mensal atualizado

Passo 14 — Revisar visual

  • Use o mesmo layout e fonte em todos os slides
  • Evite excesso de texto
  • Alinhe títulos e imagens

Passo 15 — Exportar em PDF

1.     Arquivo > Exportar como PDF

2.     Salve com o nome:
2026-03_ResumoGastos_Projeto.pdf

Resultado final esperado

Planilha organizada com fórmulas
Dados filtráveis e analisáveis
Gráfico claro e legível
Apresentação objetiva com 5 slides
PDF pronto para apresentação ou envio

 

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