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Introdução a LibreOffice

 INTRODUÇÃO AO LIBREOFFICE

 

Módulo 2 — Writer na prática: documentos que as pessoas realmente usam

Aula 4 — Documento do zero: carta, aviso e ofício

 

           Nesta aula, a gente dá um passo muito importante: sair do documento “genérico” e aprender a produzir textos que as pessoas realmente usam no mundo real — carta, aviso e ofício. É o tipo de coisa que aparece em escola, secretaria, coordenação, empresa, condomínio, projetos sociais… e quase sempre com a mesma exigência: precisa ser claro, bem organizado e “passar segurança”. A ideia aqui não é deixar o texto cheio de formalidades difíceis, e sim ensinar um formato que ajuda o leitor a entender rápido o que está sendo comunicado, por quê, e o que deve ser feito.

           A primeira coisa que vale entender é que esses documentos têm uma lógica parecida com uma conversa educada e objetiva. Eles costumam responder, logo de início, perguntas básicas: quem está falando, para quem, sobre o que, quando e o que se espera como resposta ou ação. Quando a gente organiza isso no papel (ou na tela), o texto fica mais fácil de ler e diminui muito a chance de confusão. Em vez de “um texto corrido”, você cria uma estrutura que guia o olho do leitor: ele encontra o assunto, lê a mensagem, entende as orientações e sabe o que fazer.

           No Writer, a construção desse tipo de documento começa pela “moldura” — e aqui entra um detalhe que faz toda a diferença: a formatação serve para dar estabilidade. Em documentos oficiais, você não quer que a página fique mudando de forma a cada linha inserida. Por isso, nesta aula, a gente trabalha com alinhamento, espaçamento e organização de blocos do texto, evitando o hábito de “ajeitar na marra” com Enter e espaços. O Writer tem recursos próprios para organizar parágrafos, recuos e espaçamentos. Quando você usa esses recursos, o documento fica consistente, bonito e, principalmente, fácil de corrigir depois.

           Vamos falar do formato mais comum, que serve como base para carta, aviso e ofício: cabeçalho, identificação, corpo do texto e fechamento. O cabeçalho pode ser simples (nome da instituição, setor, contato) ou pode incluir logotipo, quando a organização utiliza. Em seguida, entra a data e a cidade (ex.: “Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2026”). Logo depois, vem o destinatário (para quem vai) e, em muitos casos, o assunto — uma linha curta que funciona como “título” do documento, ajudando a pessoa a entender o tema sem precisar ler tudo.

           O

corpo do texto é onde a mensagem acontece, e aqui uma regra bem humana ajuda: um parágrafo para contextualizar e outro para orientar. No primeiro, você explica o motivo do comunicado com clareza (sem rodeios, mas com respeito). No segundo, você diz o que muda, o que precisa ser feito, prazos e canais de contato. Se houver várias orientações, é muito melhor usar lista com marcadores ou numeração do que encher o parágrafo com informações. Listas deixam o documento mais legível e diminuem erros de interpretação — principalmente quando o leitor está com pressa (que é quase sempre).

           Na prática, a diferença entre carta, aviso e ofício costuma ser mais de contexto e tom do que de “botão no programa”. Um aviso tende a ser mais direto e interno (um comunicado para uma turma, equipe ou comunidade). Uma carta pode ser um pouco mais pessoal, ainda que formal, e normalmente tem um tom de mensagem direcionada (para uma pessoa, família, responsável, ou um parceiro). Já o ofício é um tipo de documento mais institucional, muito usado entre setores e órgãos, com linguagem mais formalizada e um padrão de identificação mais rígido (número do ofício, referência, protocolo, dependendo do caso). Mas, para quem está começando, o mais importante é dominar a estrutura e a clareza. O “grau de formalidade” você ajusta conforme a necessidade.

           Um ponto que a gente treina bastante nesta aula é como deixar o documento com aparência “oficial” sem exagero. Isso passa por escolhas simples: usar uma fonte legível, manter um tamanho de texto confortável, alinhar bem as informações, definir espaçamentos coerentes e evitar enfeites. O leitor precisa sentir que aquilo foi feito com cuidado. E cuidado, aqui, significa organização. Uma dica que ajuda muito é pensar que o documento precisa funcionar tanto na tela quanto impresso. Quando você faz um texto bonito só no computador, mas confuso no papel, o documento perde força. Por isso, revisar a visualização e, quando possível, usar a visualização de impressão, ajuda a “enxergar como o outro vai receber”.

           Outro detalhe muito útil é aprender a criar um espaço claro para assinatura. Em muitos documentos, você vai precisar de: uma despedida curta (“Atenciosamente,”), uma linha em branco e o nome de quem assina, com cargo ou função. Às vezes, também é necessário deixar um espaço para assinatura manual, especialmente se o documento for impresso. Essa parte parece simples, mas dá acabamento e passa formalidade na medida

detalhe muito útil é aprender a criar um espaço claro para assinatura. Em muitos documentos, você vai precisar de: uma despedida curta (“Atenciosamente,”), uma linha em branco e o nome de quem assina, com cargo ou função. Às vezes, também é necessário deixar um espaço para assinatura manual, especialmente se o documento for impresso. Essa parte parece simples, mas dá acabamento e passa formalidade na medida certa.

É como encerrar uma conversa olhando nos olhos: você fecha bem, sem deixar a pessoa no ar.

           Nesta aula, também entra um “superpoder” do Writer para documentos repetidos: a ideia de modelo (mesmo que você ainda não crie um modelo oficial agora). Quando você percebe que sempre escreve avisos parecidos — com cabeçalho, assunto, corpo, assinatura — você começa a entender que vale a pena manter um arquivo-base bem montado. Assim, da próxima vez, você só duplica o documento e troca o conteúdo. Isso economiza tempo e mantém padrão. Em escolas e organizações, padrão é muito importante: não é rigidez, é organização coletiva.

           Ao final da aula, a meta é que você consiga pegar uma situação real (por exemplo, “aviso de reunião”, “comunicado de mudança de horário”, “solicitação para um setor”) e transformar isso em um documento claro, bem estruturado e pronto para enviar em PDF. Mais do que “mexer no Writer”, você aprende um jeito de escrever que ajuda o leitor e te dá confiança. E quando você ganha confiança, você para de evitar tarefas “de documento” e começa a fazer com tranquilidade — porque sabe que existe um passo a passo que funciona.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, s.d.

GARCIA, Othon M. Comunicação em Prosa Moderna: Aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, s.d.


Aula 5 — Tabelas no Writer sem sofrimento (organização visual que facilita a vida)

 

           Tem coisa que a gente tenta explicar em texto corrido e simplesmente não fica bom. Uma lista de materiais, um cronograma, um controle de presença, uma relação de itens com quantidades, um quadro de horários… tudo isso costuma ficar muito mais claro quando está em tabela. E é aí que muita gente trava: “tabela no Writer sempre bagunça”, “não consigo alinhar”, “as bordas ficam feias”, “quando mexo em uma coluna, estraga tudo”. Nesta aula, a ideia é fazer as pazes com as tabelas, entendendo que elas não são um “bicho” — elas são uma ferramenta de organização visual. E, quando usadas do jeito certo, deixam o documento mais bonito, mais legível e muito mais profissional.

           Antes de colocar a mão na massa, vale uma mudança de pensamento: tabela no Writer não é só para números. Ela funciona como um organizador de informações. Você pode usar tabela para montar um formulário simples, para separar tópicos em colunas, para apresentar um resumo em blocos ou até para criar uma capa bem alinhada com dados do documento. Ou seja: a tabela é um jeito de “arrumar a casa” dentro da página, garantindo que cada informação fique no lugar certo e não saia passeando quando você edita o texto.

           O primeiro passo é aprender a inserir a tabela com calma e com intenção. Em vez de criar uma tabela enorme de cara, o mais inteligente é começar com o básico: definir quantas colunas você precisa e quantas linhas iniciais fazem sentido. No exemplo mais comum da aula, a gente monta uma Lista de Materiais com três colunas: Item, Quantidade e Observações.

Só isso já resolve boa parte das necessidades do dia a dia escolar e administrativo. Depois, se você perceber que precisa de mais linhas, você adiciona. Assim você não se perde e o documento continua sob controle.

           Uma das grandes sacadas para tabela ficar bonita e fácil de ler é tratar a primeira linha como cabeçalho. O cabeçalho é aquela parte que “diz o que cada coluna significa”. Quando você destaca essa linha (com negrito, sombreamento suave ou borda mais definida), o leitor entende de primeira como ler a tabela. É como colocar placas em uma estrada: sem elas, a pessoa até chega, mas vai mais devagar e com mais chance de errar. E no Writer isso é simples: você seleciona a primeira linha, aplica negrito e ajusta a aparência para ficar clara, sem exagero.

           Outro ponto que costuma causar confusão é o tamanho das colunas. Às vezes a coluna “Item” fica pequena demais e o texto quebra; ou

a causar confusão é o tamanho das colunas. Às vezes a coluna “Item” fica pequena demais e o texto quebra; ou a coluna “Observações” vira um corredor apertado onde nada cabe. Aqui, a regra é bem prática: cada coluna deve ter espaço proporcional ao conteúdo. “Item” geralmente precisa de mais espaço do que “Quantidade”, por exemplo. Então, nesta aula, a gente aprende a arrastar as divisórias das colunas e ajustar com cuidado. E, quando necessário, usar as opções de propriedades da tabela para definir larguras de forma mais controlada. Com o tempo, você vai pegando o jeito de equilibrar a tabela para ela ficar visualmente harmoniosa.

           E tem um detalhe que faz diferença enorme na aparência: alinhamento dentro das células. Textos longos costumam ficar bem alinhados à esquerda; números e quantidades, em muitos casos, ficam mais organizados quando centralizados. Quando você mistura tudo sem critério, a tabela fica “torta” aos olhos. Quando você alinha conscientemente, ela fica limpa. Além disso, ajustar o espaçamento interno (a “margem” dentro da célula) deixa a leitura mais confortável, porque o texto não fica colado na borda. Pequenas coisas assim fazem o documento parecer muito mais profissional.

           Na prática do dia a dia, outro recurso importante é mesclar células, que é quando você junta duas ou mais células para formar uma só. Isso é muito útil para criar um título dentro da tabela, ou para organizar seções. Por exemplo: em uma lista de materiais, você pode querer separar “Materiais do aluno” e “Materiais para aula de arte”. Em vez de criar duas tabelas diferentes, você pode criar uma linha “separadora” com uma célula mesclada ocupando a largura da tabela inteira. O resultado é organizado e fácil de entender. Nesta aula, a gente treina essa noção com exemplos simples, para você sentir segurança sem medo de “estragar a tabela”.

           Também é comum as pessoas tentarem usar tabela como se fosse uma imagem fixa — mas tabela é viva. Ela muda conforme você adiciona conteúdo. Por isso, a aula traz um cuidado essencial: evitar apertar Enter dentro da célula para “aumentar espaço”, porque isso cria um comportamento estranho quando o documento é editado depois. O ideal é controlar o espaço com as ferramentas do Writer: altura da linha, espaçamento do parágrafo e propriedades da tabela. Assim você mantém consistência e evita aquela tabela que “cresce do nada” ou que muda de formato quando abre em outro computador.

           E já que

falamos em aparência, precisamos falar das bordas e sombreamento. Uma tabela com bordas muito fortes pode ficar pesada; sem borda nenhuma pode ficar confusa. O equilíbrio costuma ser o melhor caminho: bordas discretas, cabeçalho destacado e, quando fizer sentido, linhas alternadas com sombreamento leve (se o seu documento pede isso). O objetivo não é enfeitar, é guiar o olhar do leitor. Quando a tabela tem uma aparência limpa, o leitor encontra a informação mais rápido — e isso é o que realmente importa.

           No final desta aula, você deve conseguir fazer algo muito real: criar uma tabela com pelo menos oito itens, ajustar as colunas, destacar o cabeçalho, alinhar corretamente e deixar o documento pronto para imprimir ou enviar. Mais do que “saber fazer tabela”, você aprende a usar a tabela como uma ferramenta de comunicação. Porque, no fim, é disso que se trata: não é só dominar um programa, é conseguir organizar informação para que outra pessoa entenda sem esforço.

           Se a gente tivesse que resumir a aula em uma frase, seria: tabela não é inimiga; tabela é organização. E quando você aprende a controlar bordas, alinhamento, largura e estrutura, você passa a usar tabela sempre que precisar trazer clareza — seja em documentos pedagógicos, administrativos ou pessoais.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, s.d.

GARCIA, Othon M. Comunicação em Prosa Moderna: Aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, s.d.


Aula 6 — Imagens, quebra de página e PDF final (para o documento “fechar redondo”)

 

           Sabe quando você termina um documento, acha que está tudo certo, mas na hora de colocar uma imagem… pronto: o texto pula, o parágrafo muda de lugar, a página “desmonta” e parece que o Writer ficou teimando com você? Essa aula existe para resolver exatamente isso. Aqui, a gente

aprende a lidar com imagens e organização de páginas de um jeito tranquilo, previsível e profissional, para que seu documento não fique refém do “vai e volta” de tentar arrumar na marra. Além disso, vamos fechar com uma parte fundamental: como revisar e exportar o PDF final com segurança, do jeito que você quer que o outro receba.

           A primeira ideia importante é entender que, no Writer, a imagem não é só um enfeite: ela é um elemento que interage com o texto. Quando você insere uma imagem, o programa precisa decidir como o texto vai se comportar ao redor dela. É aí que entra a famosa “quebra de texto” (ou “ajuste de texto”), que nada mais é do que a forma como o texto contorna ou respeita a imagem. Quando você aprende a escolher esse ajuste conscientemente, a imagem para de “bagunçar” o documento e passa a fazer parte dele de forma organizada.

           Na prática, a inserção começa de maneira simples: você escolhe Inserir > Imagem e seleciona um arquivo (pode ser um logotipo, uma foto ilustrativa ou um símbolo da instituição). Até aqui, tudo bem. O que muda o jogo é o passo seguinte: clicar na imagem e definir como ela vai se posicionar. Se você quer que a imagem fique no topo e o texto venha só abaixo, você pode usar um ajuste mais “travado”, como manter a imagem em linha com o texto ou configurar para ficar acima do texto.

Se você quer que a imagem fique ao lado e o texto passe ao redor, você escolhe um ajuste de contorno. A aula trabalha esses cenários com calma, para que você entenda o efeito de cada opção e não precise adivinhar.

           Um erro comum — e muito humano — é tentar posicionar a imagem “no olho”, arrastando para qualquer lugar e torcendo para dar certo. Às vezes até funciona, mas basta editar o texto que tudo sai do lugar. Então, nesta aula, a gente reforça um hábito que dá estabilidade: usar alinhamento e ancoragem de forma consciente. Em termos simples, “ancorar” é dizer ao Writer a que parte do documento aquela imagem pertence. Quando você define a ancoragem corretamente, a imagem se comporta de maneira mais previsível quando o texto muda. E previsibilidade, aqui, é tudo: você quer editar sem medo.

           Outro cuidado essencial é não exagerar no tamanho da imagem. Muitas vezes, o problema não é o Writer: é uma imagem enorme sendo colocada onde não cabe. A gente aprende a redimensionar com bom senso (mantendo proporção para não distorcer) e a pensar no objetivo da imagem. Um logotipo, por exemplo, costuma

funcionar melhor pequeno e discreto no topo do documento, como uma assinatura visual. Já uma foto ilustrativa pode aparecer menor no canto ou em uma seção específica, sem disputar atenção com o texto principal. É como numa sala de aula: o cartaz na parede ajuda, mas não pode gritar mais alto que a explicação.

           Depois que a imagem está bem colocada, entra um recurso que muda muito a qualidade de documentos mais longos: a quebra de página. Muita gente ainda tenta passar para a “próxima página” apertando Enter várias vezes. O problema é que isso cria um documento instável: se você inserir uma frase no começo, a “página 2” vira “página 3”, tudo muda, e o layout se perde. A quebra de página resolve isso de um jeito limpo e profissional: ela marca claramente onde uma página termina e a outra começa, sem depender de espaços vazios. É o tipo de coisa que, depois que você aprende, você nunca mais quer fazer do jeito antigo.

           Nesta aula, um exemplo bem prático é criar um documento com uma primeira página de conteúdo e uma segunda página para “Anexos” ou “Informações complementares”. Você escreve a primeira parte normalmente e, quando chega o momento de separar, insere uma quebra de página. O Writer cria a nova página automaticamente, com organização real. A partir daí, você pode colocar o título “Anexos”, inserir imagens, tabelas ou observações — tudo sem bagunçar a estrutura. Esse tipo de organização é muito comum em relatórios simples, comunicados com anexos, roteiros pedagógicos e documentos administrativos.

           E aí vem a etapa que parece simples, mas é onde muita gente se atrapalha: a conferência final antes do PDF. Porque o PDF é o “produto entregue”. É o que o aluno vai receber, o que o responsável vai ler, o que a coordenação vai arquivar. Então, antes de exportar, a aula propõe uma revisão com olhos de leitor: verificar se o título está claro, se os parágrafos estão bem espaçados, se a imagem está alinhada, se não ficou um buraco enorme em branco, se não tem uma palavra sozinha no final da página (as famosas “viúvas e órfãs”, que deixam o texto feio), e se a numeração e o rodapé (se existirem) estão corretos. É aquela revisão de “acabamento” que dá segurança.

           Na hora de exportar, o Writer permite criar um PDF de forma bem direta. Mas o ponto didático aqui é: exportar não é apenas “clicar e pronto”; é escolher entregar a versão mais estável do documento. Por isso, a aula incentiva um padrão de organização: manter o

arquivo editável (por exemplo, .odt) em uma pasta de trabalho e salvar o PDF em uma pasta “PDF” ou “Envios”. Isso evita confusão e reduz aquela situação clássica de “mandei a versão errada”. Também é um jeito de separar o que você ainda pode editar do que já está pronto para circular.

           No fim, a maior aprendizagem da aula é bem concreta: você ganha autonomia para inserir imagens sem medo, organizar páginas com elegância e finalizar com um PDF que representa bem o seu trabalho. E isso vale muito, porque dá para usar esse conhecimento em tudo: comunicado, relatório, atividade, carta, projeto pedagógico, proposta comercial, currículo, apostila. O Writer deixa de ser um lugar onde as coisas “acontecem do nada” e vira um ambiente em que você escolhe como o documento deve se comportar.

           Se você quiser um exercício final para fixar, pense assim: crie um mini relatório de duas páginas. Na primeira, título, texto e um logotipo pequeno no topo. Na segunda, a seção “Anexos”, com uma imagem e uma pequena tabela. Depois revise e exporte em PDF. Se você fizer isso uma vez com calma, você ganha uma habilidade que vai usar por muito tempo — e, mais importante, sem sofrimento.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, s.d.

W3C BRASIL (NIC.br). Cartilha de Acessibilidade na Web. São Paulo: NIC.br, s.d.


Exemplo prático integrado — Módulo 2 (Writer)

 

Situação real: Criar um Ofício/Comunicado com tabela e anexos (2 páginas) + PDF final

O que você vai produzir

1.     Página 1: Ofício/Comunicado formal (com assunto, destinatário, texto e assinatura)

2.     Página 2: “Anexos” com tabela (lista de materiais/itens) + imagem (logo)

3.     Exportar tudo em PDF

Parte 1 — Preparar o arquivo (Aula 4)

Passo 1 — Criar pasta e nomear corretamente

1.     Crie uma pasta chamada Módulo 2 – Writer.

2.     Dentro dela, crie duas

subpastas:

o    Editável

o    PDF

Passo 2 — Abrir o Writer e salvar desde o início

1.     Abra o LibreOffice Writer.

2.     Documento em branco.

3.     Vá em Arquivo > Salvar como.

4.     Salve em Editável com o nome:
2026-02_Oficio_SolicitacaoMateriais_TurmaA.odt

Dica: salvar no início evita perda e já cria rotina profissional.

Parte 2 — Montar o documento (Aula 4)

Passo 3 — Inserir cabeçalho simples (opcional)

Se você tiver um nome institucional, digite no topo (linha 1):
INSTITUIÇÃO/ESCOLA X — SETOR PEDAGÓGICO
Na linha abaixo, um contato (opcional):
Contato: (xx) xxxx-xxxx | E-mail: exemplo@dominio

Selecione esse bloco e:

  • deixe em negrito
  • centralize (se quiser um estilo mais institucional)

Passo 4 — Data e local

Em uma linha abaixo (alinhado à direita):
Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2026.

Passo 5 — Destinatário e assunto

Abaixo, alinhado à esquerda:

À Coordenação Administrativa
A/C: Setor de Compras

Depois, em uma linha separada:
Assunto: Solicitação de materiais para atividades pedagógicas

Passo 6 — Corpo do texto (modelo pronto)

Digite (ou adapte):

“Prezados(as),

Solicitamos, por meio deste documento, a aquisição de materiais necessários para a realização de atividades pedagógicas com a Turma A, previstas para o mês de fevereiro de 2026.

Os itens solicitados constam no anexo deste documento, com quantidades e observações para melhor conferência. Pedimos, se possível, que a compra seja providenciada até o dia 20 de fevereiro de 2026, a fim de garantir o planejamento das aulas.

Agradecemos desde já pela atenção e permanecemos à disposição para esclarecimentos.

Atenciosamente,”

Passo 7 — Fechamento e assinatura

Deixe 2 ou 3 linhas e escreva:

Nome do responsável
Cargo/Função
Setor/Unidade

Se for imprimir, deixe um espaço maior antes do nome.

Parte 3 — Criar a página de anexos com quebra de página (Aula 6)

Passo 8 — Inserir quebra de página (do jeito certo)

1.     Coloque o cursor após a assinatura.

2.     Vá em Inserir > Quebra manual (ou “Quebra de página”, dependendo da versão).

3.     Selecione Quebra de página e confirme.

Agora você está na Página 2.

Passo 9 — Título da página 2

Digite:
ANEXO 1 — Lista de materiais solicitados

Aplique um estilo de título (ex.: Título 2) e deixe bem visível.

Parte 4 — Inserir tabela e formatar (Aula 5)

Passo 10 — Inserir a tabela

1.     Vá em Tabela > Inserir tabela.

2.     Crie uma tabela com:

o    3 colunas

o    9 linhas (1 para cabeçalho + 8 itens)

Passo 11

— Preencher o cabeçalho

Na primeira linha:

  • Item
  • Quantidade
  • Observações

Formate o cabeçalho:

  • negrito
  • (opcional) sombreamento leve
  • alinhamento central só no cabeçalho, se preferir

Passo 12 — Preencher itens (exemplo)

Preencha 8 linhas com algo assim:

  • Papel A4 (resma) | 2 | Para impressão de atividades
  • Canetão | 6 | Cores variadas
  • Cola branca | 10 | 90g
  • Tesoura sem ponta | 20 | Uso dos alunos
  • Cartolina | 30 | Cores variadas
  • EVA | 20 | Cores variadas
  • Tinta guache | 12 | 250 ml
  • Pincel | 20 | Nº 10 e Nº 12

Passo 13 — Ajustar largura e alinhamento

  • A coluna Quantidade pode ser menor.
  • Item e Observações maiores.
  • Centralize apenas os números da coluna Quantidade.

Parte 5 — Inserir imagem (logo) e ajustar texto (Aula 6)

Passo 14 — Inserir o logo (ou imagem)

1.     Clique acima ou ao lado do título do anexo (onde fizer sentido).

2.     Vá em Inserir > Imagem.

3.     Escolha o arquivo do logo.

Passo 15 — Ajustar o comportamento da imagem

Clique na imagem e ajuste:

  • Quebra de texto: “Ao redor” ou “Paralelo” (para texto não empurrar tudo)
  • Redimensione com cuidado (sem distorcer)
  • Alinhe a imagem à direita (se quiser um visual mais limpo)

Se a imagem bagunçar: troque o ajuste para “Em linha com o texto” e reposicione.

Parte 6 — Revisão e PDF final (Aula 6)

Passo 16 — Revisar como “leitor”

Confira:

  • se o assunto está claro
  • se o texto tem parágrafos bem separados
  • se a tabela está legível
  • se a imagem não está “brigando” com o texto
  • se não há espaços gigantes “sobrando”

Passo 17 — Salvar versão final

Arquivo > Salvar
(opcional) criar versão:
2026-02_Oficio_SolicitacaoMateriais_TurmaA_v2.odt

Passo 18 — Exportar para PDF

1.     Arquivo > Exportar como PDF

2.     Salve na pasta PDF

3.     Nome:
2026-02_Oficio_SolicitacaoMateriais_TurmaA.pdf

Resultado final esperado

Documento formal (carta/aviso/ofício) bem estruturado
Quebra de página correta (sem Enter infinito)
Anexo com tabela organizada e legível
Imagem inserida sem bagunçar o layout
PDF pronto para enviar com segurança

 

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