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Introdução a LibreOffice

 INTRODUÇÃO AO LIBREOFFICE

 

Módulo 1 — Primeiros passos e produtividade no dia a dia

Aula 1 — Conhecendo o LibreOffice sem medo

 

           Quando a gente abre um programa novo pela primeira vez, é comum sentir aquele “e agora?”. Parece que tem botão demais, menu demais, opções demais. A boa notícia é que, no LibreOffice, você não precisa decorar tudo para começar bem. Nesta aula, a ideia é bem simples: ganhar familiaridade com o ambiente, entender para que serve cada parte principal e fazer o primeiro documento do começo ao fim — criando, salvando e exportando em PDF. É como aprender a dirigir: primeiro você entende onde ficam os pedais e as marchas; depois, com calma, o resto vai acontecendo.

           O LibreOffice é um conjunto de programas, como se fosse uma “caixa de ferramentas” para tarefas do dia a dia. A ferramenta mais usada costuma ser o Writer, que serve para criar textos: comunicados, cartas, relatórios, atividades, roteiros de aula, formulários. Já o Calc é o programa de planilhas, bom para listas, controles, cálculos simples e gráficos. O Impress é para apresentações, como slides de aula ou reuniões. Nesta primeira aula, nosso foco está em entender o conjunto e começar pelo Writer, porque ele é o ponto de partida mais natural para quem está iniciando.

           Ao abrir o LibreOffice, você vai perceber que a tela pode parecer “cheia”, mas ela tem uma lógica. Na parte de cima ficam os menus (Arquivo, Editar, Exibir…) e as barras de ferramentas, que são atalhos para funções comuns. É como uma cozinha: o menu seria a despensa completa, com tudo organizado; a barra seria aquilo que você deixa mais perto do fogão porque usa o tempo todo. À direita, geralmente aparece a barra lateral, que ajuda bastante porque concentra opções de formatação, estilos, propriedades e organização do documento. E na parte inferior, você costuma ver informações como número de páginas, contagem de palavras e o nível de zoom — recursos simples, mas que ajudam muito quando você está escrevendo.

           Um ponto importante para quem está começando é não confundir duas ações que parecem iguais, mas têm propósitos bem diferentes: salvar e exportar. Quando você salva, você está guardando um arquivo “editável”, ou seja, algo que você vai abrir depois para continuar mexendo. Quando você exporta, você está criando uma versão para enviar ou apresentar com menos risco de bagunçar a formatação. O exemplo mais comum é o PDF: ele funciona como uma “versão final” do

documento, ótima para imprimir ou compartilhar. Então pense assim: salvar é guardar para continuar trabalhando; exportar é preparar para entregar.

           Você também vai encontrar diferentes formatos de arquivo, e aqui vale uma explicação bem tranquila. O formato padrão do LibreOffice é o ODF (Open Document Format), e no Writer ele aparece como .odt. Esse formato é recomendado porque preserva melhor os recursos do programa e costuma ser mais estável para edição dentro do próprio LibreOffice. Mas, no mundo real, às vezes você precisa enviar um arquivo para alguém que usa outro pacote de escritório. Por isso, o LibreOffice permite salvar também como .docx, que é um formato comum do Microsoft Word.

O importante é entender que, embora exista compatibilidade, pode haver pequenas diferenças de formatação dependendo do computador e do programa de quem abre. Quando a intenção é “não ter surpresas”, o PDF costuma ser o caminho mais seguro.

           Agora vamos para a parte mais prática: produzir o primeiro documento sem pressão. Abra o Writer e crie um documento em branco. Em vez de tentar escrever algo longo, faça algo curto e significativo: coloque seu nome, a data e um parágrafo pequeno se apresentando (pode ser algo como “Estou aprendendo LibreOffice para organizar melhor meus documentos e ganhar tempo no dia a dia”). O objetivo aqui não é o texto em si; é viver o processo de criar e finalizar um arquivo. Quando terminar, salve o documento na sua pasta do curso, com um nome simples e claro, como “Aula1_MeuPrimeiroDocumento.odt”. Esse cuidado com o nome parece bobo, mas, com o tempo, ele vira uma das melhores “economias de estresse” que você pode fazer.

           Depois de salvar, faça um segundo passo: vá em Salvar como e crie uma cópia em .docx. Isso é útil para você sentir, na prática, que o mesmo conteúdo pode existir em formatos diferentes, dependendo da necessidade. Em seguida, exporte em PDF (em geral, você encontra essa opção em “Arquivo > Exportar como PDF”). Quando você abrir o PDF, repare como ele mantém a “cara” do documento, mesmo fora do LibreOffice. É por isso que, em contextos de escola, cursos, empresas e atendimento ao público, o PDF costuma ser o formato preferido para envio de comunicados e documentos prontos.

           Uma dica de ouro para esta aula — e para o curso inteiro — é não tentar aprender tudo de uma vez. O LibreOffice tem muitos recursos, sim, mas a maior parte das pessoas usa um conjunto pequeno deles com

frequência: escrever, formatar minimamente, salvar, exportar e organizar arquivos. Quando você domina o essencial, você ganha confiança, e aí aprender o resto fica mais leve. Nesta aula, o resultado mais importante não é “decorar botões”, e sim perceber que você já consegue abrir o programa, entender onde estão as coisas principais e produzir um documento completo. Isso já é um grande começo.

           Para fechar, pense no LibreOffice como uma ferramenta de autonomia. Você não está apenas aprendendo um programa: você está aprendendo um jeito mais seguro e organizado de criar documentos no dia a dia. A partir daqui, nas próximas aulas, a gente vai construir habilidades que se somam — e que, sem você perceber, vão economizar tempo, reduzir retrabalho e deixar seus materiais muito mais profissionais.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

W3C BRASIL (NIC.br). Cartilha de Boas Práticas para Documentos Digitais e Acessibilidade. São Paulo: NIC.br, s.d.


Aula 2 — Organização de arquivos e boas práticas (para não se perder e ganhar tempo)

 

           Sabe aquela sensação de “eu fiz esse documento, mas não faço ideia de onde salvei” — ou pior: “eu tenho três versões e nenhuma é a certa”? Essa aula existe para evitar exatamente esse tipo de dor de cabeça. Muita gente acha que produtividade é aprender atalhos e funções avançadas, mas a verdade é que a maior economia de tempo costuma vir do básico bem feito: organizar pastas, nomear arquivos com clareza, manter versões e saber recuperar o que foi perdido. O LibreOffice ajuda bastante nisso, mas a maior parte do resultado vem de hábitos simples e consistentes.

           Vamos começar pelo que parece “bobagem”, mas muda tudo: pasta de trabalho. A ideia é ter um lugar fixo no computador para seus arquivos do curso (e, depois, para seus projetos do dia a dia). Em vez de espalhar documentos pela Área de Trabalho, Downloads, pendrive e WhatsApp, você cria uma estrutura que faz sentido. Um exemplo bem prático é montar

A ideia é ter um lugar fixo no computador para seus arquivos do curso (e, depois, para seus projetos do dia a dia). Em vez de espalhar documentos pela Área de Trabalho, Downloads, pendrive e WhatsApp, você cria uma estrutura que faz sentido. Um exemplo bem prático é montar uma pasta chamada “Curso LibreOffice” e, dentro dela, criar subpastas como “Writer”, “Calc”, “Impress” e “PDF”. Com isso, você bate o olho e já sabe onde procurar. E quando precisar enviar um arquivo, ele já está “pronto para ser encontrado”. Parece simples — e é —, mas é o tipo de coisa que reduz muito o estresse.

           O segundo passo é aprender a nomear arquivos como gente grande (sem complicação, só com lógica). Nomes genéricos como “trabalho”, “novo documento”, “final”, “final_final”, “final_agora_vai” são uma armadilha comum. Na hora, parece prático; dias depois, vira um labirinto. Um bom nome de arquivo responde, pelo menos, duas perguntas: o que é e de quando/para quem é.

Por exemplo: 2026-01_Comunicado_MudancaHorario_TurmaA.odt. Esse padrão tem uma vantagem enorme: quando você ordena por nome, os arquivos já ficam na sequência do tempo. E você para de depender da memória (que sempre falha quando a gente está com pressa).

           Aí entra um assunto que salva projetos inteiros: controle de versões. Imagine que você fez um documento, mandou para alguém revisar, recebeu sugestões, mexeu de novo, e agora precisa voltar ao que estava antes porque algo deu errado. Se você tem só um arquivo, você fica refém do “desfazer” — e do acaso. Quando você aprende a salvar versões, você cria um “histórico” simples. Você pode usar algo como v1, v2, v3 no nome, ou então registrar no próprio padrão com data. O segredo aqui é não exagerar: versão existe para te proteger, não para complicar. A regra que funciona bem é: versão nova quando o arquivo muda de etapa (ex.: “rascunho”, “revisado”, “enviado”, “aprovado”). E sempre manter pelo menos a última versão “segura”.

           Outra prática importante é entender que o LibreOffice (como outros programas) tem recursos de salvamento automático e recuperação, mas eles não são mágicos. Em outras palavras: ajudam muito, mas não substituem um hábito básico de salvar. A aula de hoje é para você criar um pequeno “ritual” de segurança: salvar com frequência, salvar em pasta certa e, quando necessário, salvar uma cópia. Isso é especialmente valioso quando você trabalha com documentos mais longos, ou quando está digitando algo importante e não quer

mas eles não são mágicos. Em outras palavras: ajudam muito, mas não substituem um hábito básico de salvar. A aula de hoje é para você criar um pequeno “ritual” de segurança: salvar com frequência, salvar em pasta certa e, quando necessário, salvar uma cópia. Isso é especialmente valioso quando você trabalha com documentos mais longos, ou quando está digitando algo importante e não quer correr o risco de perder tudo por uma queda de energia ou travamento.

           Agora vamos para um ponto que parece pequeno, mas é o campeão de “bagunçar documentos”: copiar e colar. Quem nunca colou um texto de um site ou de um e-mail e, de repente, o documento ficou com fonte diferente, tamanho estranho, espaçamento maluco e um alinhamento que não obedece a ninguém? Isso acontece porque, muitas vezes, ao colar, você cola não só o texto, mas também a “roupa” dele: a formatação. E aí o seu documento vira uma mistura. A solução é aprender a usar a opção de colar sem formatação (ou “somente texto”). Esse hábito é como passar um pano antes de organizar a casa: você traz o conteúdo limpo e depois dá o acabamento do jeito certo, usando a formatação do seu próprio documento.

           Na prática, o que fazemos nesta aula é um exercício muito real: pegar um texto de uma fonte externa (um e-mail, um aviso, um site) e colocar dentro do Writer de forma organizada, sem deixar o documento “quebrar”. Você vai perceber que, quando cola como texto simples, o documento fica mais fácil de padronizar. Aí você escolhe a fonte, ajusta o tamanho, o espaçamento e pronto. O resultado fica limpo, coerente e com aparência profissional — sem precisar saber nada avançado.

           E tem mais um detalhe que costuma melhorar muito a vida de quem trabalha com documentos: separar o arquivo editável do arquivo de envio. O editável é seu “arquivo de trabalho” (normalmente em .odt, .ods ou .odp). O de envio geralmente é o PDF, que vai na pasta “PDF”. Isso cria uma organização natural: você sabe qual arquivo é para mexer e qual é para enviar. E quando alguém te pedir “o documento”, você não precisa pensar: você já sabe onde está e qual é a versão certa para compartilhar.

           Um erro bem comum é usar o PDF como arquivo de trabalho e depois sofrer para editar. Então vale fixar: PDF é ótimo para entregar, mas o melhor é manter sempre uma versão editável bem guardada. É como cozinhar e servir: a panela (editável) fica na cozinha; o prato montado (PDF) vai para a mesa. Um tem a função de permitir

ajustes; o outro tem a função de apresentar o resultado.

           No final da aula, o objetivo é que você sinta que “a casa está em ordem”. Você consegue localizar seus arquivos, sabe diferenciar versões, entende por que um texto colado às vezes vem “estranho” e aprende a trazer esse texto limpo. E, principalmente, você começa a construir um jeito de trabalhar que te dá confiança. Porque dominar um programa não é só saber clicar: é ter controle sobre o que você produz, sem ficar refém do improviso.

           Se você quiser levar esta aula para a vida real imediatamente, aqui vai uma proposta simples: escolha um tipo de documento que você usa com frequência (um comunicado, uma atividade, uma lista, um relatório curto). Crie uma pasta para esse tipo de material e use o padrão de nomes e versões. Em poucos dias, você vai notar algo muito concreto: menos tempo procurando arquivo e mais tempo realmente trabalhando no que importa.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

NÚCLEO DE INFORMAÇÃO E COORDENAÇÃO DO PONTO BR (NIC.br). Cartilha de Segurança para Internet. São Paulo: NIC.br, s.d.


Aula 3 — Formatação básica que deixa qualquer documento “profissional”

 

           Chega um momento em que a gente percebe que não basta “escrever o texto”: é preciso fazer com que ele seja agradável de ler. Um documento pode ter ideias ótimas e, mesmo assim, cansar quem lê se estiver desorganizado, com espaçamento estranho, letras pequenas demais ou tudo “espremido”. Nesta aula, a proposta é justamente tirar a formatação do lugar de “bicho de sete cabeças” e colocar onde ela deveria estar: como uma forma simples de cuidar do leitor. Formatar bem não é frescura. É gentileza, clareza e, muitas vezes, credibilidade.

           No Writer, a formatação básica começa pelo que o olho percebe primeiro: fonte, tamanho e alinhamento. E aqui vale uma dica bem humana: se você está começando, não precisa inventar moda. Escolha uma fonte simples e legível, um tamanho confortável

(geralmente 11 ou 12 para textos) e mantenha consistência. O mesmo vale para o alinhamento: textos longos costumam ficar bem com alinhamento à esquerda ou justificado, desde que o espaçamento esteja correto. O objetivo é que a pessoa leia sem precisar “brigar” com o texto. É como organizar uma sala antes de receber visitas: o conteúdo é o que importa, mas a apresentação faz diferença na experiência.

           A segunda peça desse quebra-cabeça é o espaçamento. Muita gente tenta “arrumar” o documento apertando Enter várias vezes para criar distância entre parágrafos. Funciona na hora, mas vira um problema depois: se você acrescenta uma frase no começo, o resto desloca e a formatação vira bagunça. O caminho mais seguro é aprender a ajustar espaçamento entre linhas e espaçamento antes/depois do parágrafo.

Isso deixa tudo mais estável e bonito. Um texto com bom espaçamento respira melhor, parece mais organizado e dá uma sensação de cuidado. E não é nada avançado: é só entender que existe um jeito próprio do Writer para definir isso — um jeito que não “desmonta” quando você edita.

           Outro ponto simples, mas poderoso, é o recuo (aquela entradinha no começo do parágrafo) e o controle de margens. É aqui que o documento começa a ganhar “cara de texto bem feito”. Novamente: não é para complicar. Você pode escolher usar recuo no início do parágrafo ou separar parágrafos com espaçamento — geralmente, usar um ou outro já resolve. O importante é não misturar tudo ao mesmo tempo, porque aí o documento fica irregular. Pense nisso como ritmo de leitura: quando o visual do texto é previsível, o cérebro do leitor relaxa e presta atenção no conteúdo.

           Na sequência, entram as listas, que são grandes aliadas para organizar informações. Sempre que você tiver instruções, passos, itens ou uma sequência de orientações, uma lista ajuda o leitor a entender rapidamente o que precisa fazer. E aqui tem um detalhe importante: usar a ferramenta de lista do Writer (marcadores ou numeração) é melhor do que “digitar 1, 2, 3” manualmente. Quando você usa o recurso correto, o Writer mantém o alinhamento, ajusta espaçamentos e, se você inserir um item no meio, ele renumera tudo automaticamente. É aquele tipo de facilidade que você só percebe o valor quando precisa mexer em algo e o documento continua inteiro.

           Depois, a aula avança para dois recursos que parecem “coisa de gente muito avançada”, mas que, na prática, são super acessíveis e fazem muita

diferença: cabeçalho, rodapé e numeração de páginas. Pense em um documento com duas ou mais páginas. Se ele cai na mão de alguém impresso — ou se vira anexo de e-mail e vai sendo repassado — é comum a pessoa querer saber: “de quem é isso?”, “qual é o título?”, “qual página eu estou?”. O cabeçalho e o rodapé resolvem isso. Você pode colocar o nome do documento no cabeçalho e a numeração no rodapé. É simples, é elegante e deixa o material com aparência muito mais profissional. Além disso, se você atualizar o conteúdo, a numeração acompanha sem você ter que reescrever nada.

           Agora vem uma das partes mais valiosas de toda a introdução ao Writer: Estilos. Muita gente ouve “estilos” e imagina algo complicado, mas a ideia é bem prática: estilos são “padrões prontos” que você aplica no texto para manter consistência. Em vez de selecionar um título e ficar mudando fonte, tamanho, negrito e espaçamento manualmente, você aplica um estilo como “Título 1”. Isso garante que todos os títulos fiquem iguais, e que o documento tenha uma identidade visual organizada. O mais interessante é que, quando você aprende a usar estilos desde cedo, você evita um problema comum: documentos em que cada título está de um jeito, cada parágrafo tem um espaçamento e, no final, ninguém sabe o que está acontecendo.

           Nesta aula, o objetivo não é virar especialista em estilos, mas dar o primeiro passo: perceber que existem estilos para título e para corpo de texto e que eles tornam sua vida mais fácil. Uma analogia ajuda: estilos são como um uniforme. Você não precisa escolher roupa todo dia; você só veste e pronto. No documento, você não precisa “inventar formatação” a cada parágrafo. Você aplica o padrão e o texto fica consistente. E quando precisar mudar o visual do documento inteiro (por exemplo, aumentar o tamanho do título em tudo), estilos tornam isso muito mais rápido.

           A prática sugerida para consolidar tudo é construir um documento simples, mas completo, como um comunicado. Você cria um título, um subtítulo e um corpo de texto com alguns parágrafos. Coloca uma lista com orientações (quatro ou cinco itens já bastam). Depois, adiciona rodapé com numeração de páginas.

Por fim, aplica um estilo de título no cabeçalho do documento (ou no título principal) e mantém o corpo do texto com estilo padrão. O mais importante é você sentir que consegue controlar o documento: que ele não “manda em você”, e sim o contrário.

           Ao final da aula, a maior

conquista é essa: entender que um documento bem formatado é um documento mais humano, porque respeita o tempo e os olhos de quem lê. Você não está aprendendo “enfeite”. Você está aprendendo a organizar informação com clareza. E quando isso vira hábito, qualquer texto — desde um aviso simples até um relatório mais sério — ganha uma presença diferente. Não é sobre perfeição. É sobre consistência, cuidado e comunicação.

Referências bibliográficas

FREE SOFTWARE FOUNDATION. LibreOffice: Guia do Usuário (Documentação da comunidade). Comunidade LibreOffice, s.d.

LIBREOFFICE. Ajuda do LibreOffice (Manual e tópicos de ajuda do pacote). Documentação do LibreOffice, s.d.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

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Exemplo prático integrado — Módulo 1

 

Situação real: criação de um comunicado escolar simples, bem organizado e pronto para envio em PDF

Contexto

Imagine que você trabalha em uma escola, curso ou projeto educacional e precisa avisar alunos e responsáveis sobre uma mudança de horário das aulas. Esse tipo de documento é muito comum e exige clareza, boa apresentação e organização.

Ao final deste passo a passo, você terá:

  • um arquivo editável bem organizado (Writer – .odt)
  • um PDF pronto para envio
  • arquivos salvos com nomes corretos, em pastas organizadas

Parte 1 — Preparação e organização (Aula 1 + Aula 2)

Passo 1 — Criar a estrutura de pastas

1.     No seu computador, crie uma pasta chamada:
Curso LibreOffice

2.     Dentro dela, crie as seguintes subpastas:

o    Writer

o    PDF

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