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ASSENTAMENTO DE TIJOLOS E LAJOTAS
Módulo 2 – Técnicas de Assentamento
Aula 1 – Preparação da argamassa
A argamassa é um
dos materiais mais importantes na execução da alvenaria. Ela funciona como a
ligação entre os tijolos ou blocos, garantindo que a parede tenha estabilidade,
resistência e durabilidade. Quando preparada corretamente, facilita o
assentamento das peças, melhora o acabamento e reduz a possibilidade de falhas
ao longo do tempo. Por esse motivo, conhecer sua composição e aprender a
prepará-la adequadamente é uma das primeiras habilidades que todo profissional
da construção civil deve desenvolver. As boas práticas de execução em alvenaria
destacam que a escolha do tipo de argamassa, seu preparo e sua aplicação
influenciam diretamente a qualidade da obra.
A composição
tradicional da argamassa utiliza cimento, areia e água. Em algumas aplicações
também pode ser adicionada cal, que melhora a trabalhabilidade da mistura e
facilita o espalhamento sobre os tijolos ou blocos. Cada um desses componentes
desempenha uma função específica. O cimento é responsável pela resistência, a
areia contribui para a estabilidade da mistura, a água ativa o processo de
hidratação do cimento e a cal, quando utilizada, proporciona maior plasticidade
e aderência.
A escolha dos
materiais merece atenção. A areia deve estar limpa, livre de terra, matéria
orgânica e outras impurezas que possam comprometer a qualidade da argamassa. O
cimento precisa ser armazenado em local seco e protegido da umidade para
preservar suas propriedades. Já a água utilizada na mistura deve ser limpa,
pois a presença de resíduos ou substâncias químicas pode interferir no processo
de endurecimento e reduzir a resistência do material.
Outro aspecto
importante é respeitar o traço indicado para cada tipo de serviço. O traço
corresponde à proporção entre os materiais utilizados na mistura. Alterar essas
proporções sem critérios técnicos pode provocar diversos problemas. Uma
argamassa com excesso de água, por exemplo, torna-se muito fluida, dificultando
o assentamento dos tijolos e reduzindo sua resistência após a cura. Por outro
lado, uma mistura muito seca perde trabalhabilidade, dificulta o nivelamento
das peças e compromete a aderência entre os elementos da alvenaria. As normas
brasileiras relacionadas às argamassas orientam que a preparação da mistura
siga critérios técnicos para garantir desempenho adequado.
O preparo da argamassa também exige organização. Antes de iniciar a mistura,
preparo da
argamassa também exige organização. Antes de iniciar a mistura, é importante
separar todos os materiais e utilizar recipientes ou equipamentos limpos.
Quando o preparo é realizado manualmente, os componentes secos devem ser
misturados primeiro, garantindo uma distribuição uniforme do cimento na areia.
Somente depois a água deve ser adicionada gradualmente, até que a argamassa
atinja uma consistência homogênea, sem excesso de líquido nem formação de
grumos.
Nas obras de maior
porte, é comum utilizar argamassadeiras ou betoneiras para facilitar a mistura
e aumentar a produtividade. Esses equipamentos proporcionam maior uniformidade
na composição da argamassa, reduzindo diferenças entre um lote e outro. Mesmo
assim, cabe ao profissional acompanhar o preparo e verificar se a consistência
está adequada para o serviço que será executado.
Outro cuidado
importante é preparar apenas a quantidade de argamassa que será utilizada em um
período relativamente curto. Com o passar do tempo, a mistura começa a perder
suas propriedades de trabalhabilidade devido ao processo natural de
endurecimento do cimento. Acrescentar água posteriormente para
"amolecer" a argamassa não é uma prática recomendada, pois compromete
sua resistência e pode causar fissuras e desprendimentos na alvenaria.
Além da preparação
correta, o armazenamento dos materiais influencia diretamente a qualidade do
resultado final. Sacos de cimento devem permanecer sobre estrados, afastados do
piso e protegidos da umidade. A areia deve ser armazenada em local limpo, evitando
contaminação por solo ou resíduos. Essas medidas simples reduzem desperdícios e
garantem que os materiais mantenham suas características até o momento da
utilização. As recomendações técnicas para execução de alvenaria também
reforçam a importância do correto armazenamento e controle dos materiais no
canteiro de obras.
Ao concluir esta aula, o aluno deve compreender que a qualidade da alvenaria começa antes mesmo do assentamento dos primeiros tijolos. Uma argamassa preparada com materiais adequados, proporções corretas e boa organização proporciona melhor aderência, facilita o trabalho do profissional e contribui para a construção de paredes mais resistentes, duráveis e com excelente acabamento.
Referências
bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13276 – Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos – Preparo da mistura e determinação do índice de consistência. Rio de Janeiro:
ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13281 – Argamassa para assentamento
e revestimento de paredes e tetos – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16868 – Alvenaria estrutural.
Rio de Janeiro: ABNT.
CARASEK, Helena. Materiais
de Construção Civil – Argamassas. Goiânia: IBRACON.
PARSEKIAN,
Guilherme Aris; MEDEIROS, Wallison Angelim. Parâmetros de Projeto para
Alvenaria Estrutural. Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP.
SERVIÇO NACIONAL
DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI). Técnicas de Execução em Alvenaria
Estrutural.
Aula 2 – Técnicas de assentamento
O assentamento de
tijolos e lajotas é uma etapa que exige atenção, paciência e precisão. Mais do
que unir peças com argamassa, essa atividade consiste em construir uma
estrutura resistente, alinhada e preparada para suportar as cargas previstas no
projeto. Quando as técnicas corretas são aplicadas desde a primeira fiada, a
execução torna-se mais segura, reduz o desperdício de materiais e proporciona
um acabamento de melhor qualidade. Os cursos técnicos do SENAI ressaltam que a
execução adequada da alvenaria envolve etapas como marcação, alinhamento,
nivelamento, elevação das paredes e acabamento das juntas.
Antes de iniciar o
assentamento, é indispensável conferir se a base está limpa, nivelada e livre
de resíduos que possam comprometer a aderência da argamassa. Em seguida,
realiza-se a marcação das paredes de acordo com o projeto, definindo os eixos e
os pontos de referência. Essa preparação evita erros de posicionamento e
facilita a execução das fiadas seguintes. Trabalhar sobre uma base corretamente
preparada reduz significativamente a necessidade de correções durante a obra.
A primeira fiada
merece atenção especial, pois servirá de referência para toda a parede. Os
tijolos ou blocos devem ser posicionados cuidadosamente sobre a argamassa,
respeitando o alinhamento definido pela linha de pedreiro e verificando
constantemente o nível. Qualquer pequeno desvio nessa etapa tende a aumentar à
medida que a parede ganha altura, tornando a correção mais difícil e aumentando
o consumo de materiais.
Durante o assentamento, a argamassa deve ser distribuída de maneira uniforme sobre a superfície. O excesso de material não melhora a resistência da parede e ainda pode provocar desperdício e irregularidades no acabamento. Da mesma forma, uma quantidade insuficiente compromete a aderência entre as peças e favorece o aparecimento de
fissuras. O equilíbrio na aplicação da argamassa é resultado da
prática e da atenção do profissional.
Outro princípio
importante é a amarração das juntas. Em uma parede corretamente
executada, as juntas verticais não devem ficar alinhadas entre as fiadas. Esse
desencontro das juntas distribui melhor os esforços na estrutura e aumenta a
estabilidade da alvenaria. A amarração adequada é uma prática amplamente
recomendada pelas normas técnicas e pelos procedimentos construtivos utilizados
na construção civil brasileira.
Ao longo da
elevação da parede, o profissional deve conferir frequentemente o prumo,
o nível e o alinhamento. Essas verificações evitam que pequenos
erros se acumulem e comprometam a qualidade da construção. O uso da linha de
pedreiro, do nível de bolha, do prumo e do escantilhão permite acompanhar
continuamente a posição correta das fiadas, proporcionando uma parede reta e
uniforme.
Também é
importante manter uma sequência organizada de trabalho. Muitos profissionais
experientes iniciam a elevação pelos cantos da parede, utilizando-os como
referência para o restante da execução. Depois de levantar os cantos, a linha
de pedreiro é esticada entre eles para orientar o assentamento das demais
peças. Essa técnica facilita o controle do alinhamento e melhora a
produtividade da equipe.
Outro cuidado
essencial é evitar impactos ou movimentações bruscas logo após o assentamento
dos tijolos ou blocos. A argamassa precisa de um período inicial para
desenvolver aderência e estabilidade. Durante esse processo, é importante
evitar cargas desnecessárias sobre a parede e proteger a alvenaria contra
vibrações excessivas, principalmente quando a obra ainda está em fase de
execução.
A limpeza durante
o trabalho também faz parte das boas práticas. O excesso de argamassa deve ser
removido antes de endurecer, mantendo as juntas uniformes e facilitando o
acabamento posterior. Um ambiente organizado, com ferramentas limpas e
materiais armazenados corretamente, contribui para maior produtividade, reduz
perdas e melhora a qualidade do serviço.
Ao concluir esta
aula, o aluno deve compreender que o sucesso no assentamento de tijolos e
lajotas depende da combinação entre técnica, planejamento e atenção aos
detalhes. Respeitar o projeto, preparar adequadamente a base, aplicar
corretamente a argamassa, realizar a amarração das juntas e conferir
constantemente o alinhamento e o prumo são procedimentos que garantem uma
alvenaria mais resistente, segura e durável.
Referências
bibliográficas
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8545 – Execução de alvenaria sem
função estrutural de tijolos e blocos cerâmicos. Rio de Janeiro: ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16868 – Alvenaria estrutural.
Rio de Janeiro: ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15270 – Componentes cerâmicos para
alvenaria. Rio de Janeiro: ABNT.
BRASIL. Instituto
Nacional do Seguro Social. Memorial Descritivo e Especificações Técnicas
para Execução de Alvenarias.
SERVIÇO NACIONAL
DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI). Técnicas de Execução em Alvenaria.
SERVIÇO NACIONAL
DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI). Técnicas de Assentamento de Alvenaria
Cerâmica.
Aula 3 – Aberturas e detalhes construtivos
À medida que uma
construção avança, surgem elementos que exigem atenção especial durante a
execução da alvenaria, como portas, janelas e passagens para instalações. Esses
pontos interrompem a continuidade das paredes e modificam a distribuição das
cargas, tornando indispensável a adoção de técnicas construtivas que preservem
a resistência e a estabilidade da edificação. Quando essas etapas são
executadas corretamente, a obra ganha durabilidade, reduz a ocorrência de
fissuras e apresenta um acabamento de melhor qualidade.
Antes de iniciar
qualquer abertura, é fundamental que sua localização e suas dimensões estejam
definidas no projeto. Improvisar durante a construção pode gerar
desalinhamentos, desperdício de materiais e dificuldades na instalação de
portas, janelas e esquadrias. Além disso, alterações sem planejamento podem
comprometer o desempenho da alvenaria e aumentar os custos da obra. Por isso, a
conferência das medidas deve ser feita antes mesmo do assentamento das fiadas
que formarão os vãos.
Durante a elevação
da parede, o profissional precisa manter o alinhamento das fiadas mesmo nas
regiões onde existirão aberturas. A utilização da linha de pedreiro, do nível e
do prumo continua sendo indispensável para garantir que as laterais dos vãos permaneçam
retas e nas dimensões previstas. Pequenos desvios nessa fase podem dificultar a
instalação das esquadrias e exigir correções posteriores.
Entre os principais elementos de reforço utilizados na alvenaria estão as vergas e as contravergas. A verga é instalada acima das portas e janelas, enquanto a contraverga é normalmente posicionada abaixo das janelas. Esses componentes têm a função de redistribuir os esforços que atuam sobre os vãos, reduzindo
a é instalada acima das portas e janelas,
enquanto a contraverga é normalmente posicionada abaixo das janelas. Esses
componentes têm a função de redistribuir os esforços que atuam sobre os vãos,
reduzindo a concentração de tensões e prevenindo o aparecimento de trincas nas
extremidades das aberturas. Sua utilização é uma prática consolidada na
construção civil e está prevista em projetos e especificações técnicas para
obras de alvenaria.
Quando vergas e
contravergas não são executadas ou são dimensionadas de forma inadequada, é
comum o surgimento de fissuras diagonais próximas aos cantos das janelas e
portas. Essas manifestações podem permitir a entrada de umidade, comprometer o
acabamento e, em alguns casos, indicar que a distribuição das cargas não está
ocorrendo corretamente. Estudos sobre patologias em alvenarias mostram que a
ausência desses reforços é uma das principais causas de fissuras nas regiões
dos vãos.
Outro cuidado
importante é respeitar o comprimento de apoio das vergas sobre a parede. Esses
elementos não devem ficar limitados apenas à largura da abertura, pois
necessitam de apoio lateral suficiente para transmitir adequadamente as cargas
para a alvenaria. Em diversos memoriais técnicos de obras públicas brasileiras,
recomenda-se que as vergas ultrapassem as extremidades dos vãos, garantindo
maior eficiência estrutural.
Além das portas e
janelas, as passagens destinadas às instalações elétricas e hidráulicas também
precisam ser planejadas. Sempre que possível, essas aberturas devem estar
previstas no projeto executivo para evitar cortes desnecessários na parede
depois de concluída a alvenaria. Intervenções improvisadas podem reduzir a
resistência da estrutura, provocar fissuras e comprometer o acabamento final da
obra.
Durante toda a
execução, o profissional deve realizar conferências periódicas do alinhamento,
do prumo e do nível, principalmente nas proximidades das aberturas. Essa rotina
permite identificar pequenos desvios antes que eles se transformem em problemas
maiores. Da mesma forma, a limpeza do excesso de argamassa e a organização do
canteiro contribuem para um acabamento mais uniforme e facilitam a instalação
posterior das esquadrias.
Outro aspecto relevante é compreender que cada etapa da construção está interligada. Uma abertura executada corretamente facilita o trabalho das equipes responsáveis pela instalação de portas, janelas, revestimentos e acabamentos. Quando a alvenaria é realizada com precisão, há menor
necessidade de ajustes, redução do
desperdício de materiais e maior produtividade em toda a obra.
Ao concluir esta
aula, o aluno deve compreender que a execução de portas, janelas e demais
aberturas exige planejamento, precisão e respeito às orientações do projeto. O
uso adequado de vergas, contravergas e demais reforços estruturais, aliado ao
controle constante do alinhamento e do nivelamento, garante paredes mais
resistentes, reduz a ocorrência de patologias construtivas e contribui para a
qualidade e a durabilidade da edificação.
Referências
bibliográficas
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8545 – Execução de alvenaria sem
função estrutural de tijolos e blocos cerâmicos. Rio de Janeiro: ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16868 – Alvenaria estrutural.
Rio de Janeiro: ABNT.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15270 – Componentes cerâmicos para
alvenaria. Rio de Janeiro: ABNT.
AZEVEDO, Afonso
Rangel Garcez de; SILVA, Luís Carlos da; MONTEIRO, Sérgio Neves; ALEXANDRE,
Jonas. Vergas e Contravergas em Alvenaria. Congresso Anual da ABM.
FUNDO NACIONAL DE
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (FNDE). Memorial Descritivo – Projetos
Arquitetônicos para Edificações Escolares.
SERVIÇO NACIONAL
DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI). Técnicas de Execução em Alvenaria.
Estudo de Caso – Módulo 2
A reforma da cozinha que precisou ser refeita
Mariana decidiu
ampliar a cozinha de sua casa para criar um ambiente mais confortável para a
família. Para reduzir os custos da obra, contratou um profissional que possuía
experiência prática, mas que costumava trabalhar sem seguir rigorosamente o
projeto e as recomendações técnicas. A construção parecia evoluir rapidamente,
e nos primeiros dias todos acreditavam que o serviço estava sendo executado
corretamente.
Logo no início do
assentamento da nova parede, alguns detalhes importantes foram ignorados. A
argamassa foi preparada sem respeitar as proporções adequadas dos materiais,
resultando em uma mistura muito líquida. Isso dificultou o posicionamento dos
tijolos, que se movimentavam facilmente antes da secagem. Além disso, a equipe
não conferia constantemente o nível, o prumo e o alinhamento das fiadas,
acreditando que pequenos desvios poderiam ser corrigidos posteriormente com o
revestimento.
Outro problema ocorreu durante a execução da janela da cozinha. Para economizar tempo, o profissional optou por não instalar a verga e a contraverga previstas no projeto. Segundo
ele, a parede era pequena e não haveria necessidade desses
elementos de reforço. A obra foi concluída rapidamente, e, à primeira vista, o
resultado parecia satisfatório.
Poucos meses
depois, começaram a surgir os primeiros sinais de que algo não estava certo.
Fissuras diagonais apareceram nos cantos da janela, o revestimento apresentou
pequenas rachaduras e a esquadria passou a apresentar dificuldade para abrir e
fechar. Em alguns pontos da parede, também foi possível observar diferenças no
acabamento provocadas pelo desalinhamento das fiadas.
Ao solicitar a
avaliação de um engenheiro civil, foi constatado que os problemas estavam
relacionados à execução inadequada da alvenaria. A ausência de verga e
contraverga permitiu a concentração de esforços sobre os cantos da abertura,
favorecendo o aparecimento das fissuras. Além disso, a falta de controle do
prumo e do nivelamento durante o assentamento provocou pequenas deformações que
precisaram ser corrigidas posteriormente com grande consumo de argamassa de
revestimento. Estudos sobre patologias em alvenarias demonstram que a não
execução ou o subdimensionamento de vergas e contravergas está entre as
principais causas de fissuras ao redor de portas e janelas.
Para solucionar os
problemas, parte da parede precisou ser demolida. A equipe refez a abertura da
janela, instalou corretamente a verga e a contraverga, preparou a argamassa
conforme as recomendações técnicas e passou a conferir continuamente o
alinhamento, o nível e o prumo durante toda a execução. Também foi adotado um
planejamento mais rigoroso, seguindo fielmente as dimensões estabelecidas no
projeto.
Após a
reconstrução, a parede apresentou excelente acabamento, a janela foi instalada
sem necessidade de adaptações e não surgiram novas fissuras ao longo do período
de acompanhamento da obra. A experiência mostrou que economizar tempo
eliminando etapas importantes costuma gerar custos muito maiores com
retrabalho, desperdício de materiais e atrasos na entrega do serviço. O
controle da execução e a conferência frequente das juntas, do prumo e das
dimensões são práticas recomendadas para evitar esses problemas.
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